A intervenção do príncipe Harry sobre os riscos da inteligência artificial (IA), na reunião anual da Clinton Global Initiative, em Nova Iorque, foi encurtada devido a um suposto problema com o teleponto.

De acordo com um vídeo do Telegraph, o duque de Sussex estava a meio do discurso quando tudo aconteceu. “Não temos anos para o que aí vem”, dizia antes de ficar em silêncio durante alguns segundos. “E é isso”, afirmou então, arrancando alguns risos à plateia.

Antes de a intervenção ser encurtada, Harry centrou-se no efeito que a IA está a ter nos mais jovens. “Mesmo as pessoas que estão a desenvolver os sistemas estão a avisar-nos sobre o que pode acontecer se as capacidades [da IA] ultrapassarem a segurança e o controlo humano”, lembrou.

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“O dano já foi feito a uma geração de crianças e pais. Não temos anos à nossa disposição para o que se segue”, avisou. Harry mencionou o acordo de uma empresa de “chatbots de companhia” com as famílias de adolescentes, que confessaram “coisas que nenhuma criança devia poder perguntar sozinha a um chatbot”. Harry afirmou que algumas das empresas “se distanciam da responsabilidade dos sistemas que construíram, culpando os pais e as crianças por falta de controlo”.

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O duque de Sussex considera que as empresas de IA “encontram [os utilizadores], viciam-nos, exploram, culpam”. “É a mesma tática que criou a última crise, só que agora a tecnologia é mais persuasiva, mais íntima e mais poderosa”, cita a Sky News. 

“E há uma diferença agora: as redes sociais aprenderam a captar a nossa atenção, a IA está a aprender como entrar nas nossas relações. Não quer só a nossa atenção, quer o nosso apego, quer ser a coisa a que se confidencia, que se lembra de nós, que diz que compreende.”

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