A Câmara do Porto limpou e encerrou esta quinta-feira o Viaduto de Grijó onde viviam cerca de 30 a 40 pessoas em situação de sem-abrigo que, agora, podem dormir no centro de pernoita que abriu há cerca de uma semana.

“Nós não aceitamos que na cidade se torne normal as pessoas viverem na rua, isso não é aceitável, não é admissível”, afirmou o presidente da autarquia, Pedro Duarte, em declarações aos jornalistas no Viaduto de Grijó.

O autarca, eleito pelo PSD/CDS-PP/IL, disse que o que está em causa é a segurança, a salubridade e a dignidade humana.

Por isso, Pedro Duarte lembrou que, na semana passada, abriu um centro de pernoita com capacidade para 120 pessoas em situação de sem-abrigo onde têm acesso a uma cama, roupa, vestiários, balneários e pequeno-almoço e onde podem, também, levar animais de estimação.

“Temos, hoje em dia, condições para essas pessoas terem um teto para dormir”, frisou.

Pedro Duarte ressalvou que a autarquia está a tentar encontrar novas respostas para estas pessoas e, nessa sequência, a testar novas soluções como é, exemplo disso, o centro de pernoita.

“Se o centro de pernoita resultar, nós vamos criar outros noutras zonas da cidade”, revelou.

Além disso, Pedro Duarte lembrou que a autarquia tem serviços de saúde para ajudar as pessoas que querem sair da situação de toxicodependência, assim como serviços sociais para as reintegrar profissionalmente.

Há, por parte da câmara, um princípio de humanismo que passa por dar todas as condições a estas pessoas, frisou.

“Estamos a oferecer tudo. A partir do momento em que estamos a oferecer tudo, nós temos também a obrigação de exigir que essas pessoas não contribuam para a degradação do espaço público e para a insegurança na cidade e, portanto, aí nós vamos ser implacáveis”, assinalou.

Em 31 de julho, fonte da autarquia revelou que o Porto registou menos 204 pessoas em situação de sem-abrigo nos últimos cinco anos, tendo terminado 2025 com 526 pessoas a viver na rua.