As tarifas de eletricidade aumentam a partir desta quinta-feira, em média, 2,7% para a maioria dos clientes domésticos do mercado regulado, como tinha sido decidido pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).

De acordo com as simulações do regulador, um casal sem filhos, com potência contratada de 3,45 kVA, passará a pagar 37,77 euros por mês, mais 0,95 euros face a setembro.

Já um casal com dois filhos, com potência de 6,9 kVA, terá uma fatura média mensal de 97,73 euros, mais 2,70 euros.

A ERSE justificou a atualização com a subida dos custos de aquisição de eletricidade pelo Comercializador de Último Recurso (CUR), que ficaram acima do previsto para 2026.

Segundo o regulador, este desvio reflete a subida dos preços no mercado grossista de eletricidade ao longo do ano, uma evolução que atribui “em grande parte” aos efeitos da guerra entre o Irão e os Estados Unidos, que fez aumentar o preço do gás natural e, consequentemente, o da eletricidade.

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A nova tarifa entra esta quinta-feira em vigor e abrange cerca de 779 mil clientes do mercado regulado, número registado em junho, que representam aproximadamente 4,6% do consumo total de eletricidade.

A ERSE ressalva, contudo, que a atualização não obriga os comercializadores do mercado livre a repercutirem a mesma subida nos preços, uma vez que cada empresa segue a sua própria estratégia de aprovisionamento de eletricidade e de definição das condições comerciais.