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Visitar o palácio com o rei, aprender sobre as joias da coroa portuguesa e os hábitos do século XVIII: 8 experiências para viver a realeza

Monumentos históricos criam visitas encenadas, e há cursos e debates que vão além de um passeio comum. Atores dão vida a membros da coroa e aristocracia para contar histórias do passado.

O Palácio da Pena, em Sintra: antiga casa de veraneio da família real
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▲O Palácio da Pena, em Sintra: antiga casa de veraneio da família real

DR

▲O Palácio da Pena, em Sintra: antiga casa de veraneio da família real

DR

A história das famílias reais está eternizada nos filmes e séries criados na modernidade, livros, documentos históricos e no conhecimento transmitido nas aulas de história. Depois de um elenco de 14 castelos, palácios e palacetes (alguns a funcionar como hotéis) onde se pode reservar uma noite, brindar ao pôr do sol ou tomar um chá das cinco, partilhamos mais sugestões dentro desta linha. País fora, vários destinos dedicam-se não só a manter a memória dos factos que marcaram o país e o mundo ao longo dos séculos, mas também a recordar de forma interativa estes acontecimentos, com o intuito de tornar as visitas ainda mais atraentes para pessoas das mais variadas faixas etárias.

Os dias vividos pela realeza portuguesa antes de partir para o exílio (com o fim da monarquia decretado pela Implantação da República em 5 de outubro de 1910), por exemplo, podem ser recuperados pelos próprios olhos do público nos dias atuais através de visitas encenadas — em que atores vestidos com os trajes da época interpretam as principais personagens da casa real. E aqueles cujos olhos brilham pelas joias da coroa podem aprender mais sobre estas num curso ministrado por um especialista no assunto.

É a oportunidade de conhecer ou regressar aos vários monumentos históricos para além de uma simples visita. Nas experiências abaixo mencionadas, é possível vivenciar os dias dos príncipes, princesas, reis e rainhas portugueses e aprender mais sobre a sua vida.

A despedida de D. Amélia do Palácio da Pena

Uma visita para um grupo de até 20 pessoas é a proposta do Palácio da Pena, onde viveu a última rainha de Portugal, D. Amélia de Orléans e Bragança. Naquele monumento, a monarca recebeu em 1910 a notícia da proclamação da República em Portugal, determinando o fim do seu reinado. Durante cerca de 1h30, um grupo de atores encena como era a vida neste palácio em Sintra entre o fim do século XIX e início do século XX, levando o público à ala do palácio novo, aos aposentos privados da rainha e à totalidade do Parque da Pena, incluindo também o chalet da Condessa d’Edla. Os bilhetes vendidos online custam entre 20 euros (jovem de 6 a 17 anos) e 190 euros (2 adultos e 2 jovens).

▲ D. Amélia de Orléans foi a última rainha de Portugal

José Marques Silva/Parques de Sintra

A herança artística deixada em Queluz

As pinturas, objetos decorativos e mobiliário em estilo neoclássico criados entre 1819 e 1820 especialmente para o Palácio Nacional de Queluz são o tema explorado pela doutora em História da Arte Sofia Braga. A visita guiada convida à redescoberta do património artístico dos aposentos reais ocupados pela rainha D. Carlota Joaquina e por D. Maria Francisca Benedita. Com duração de 1h15, o percurso está marcado para o dia 26 de novembro às 19h, sendo encerrado com um cocktail e momento de convívio para a discussão informal do tema. O bilhete de entrada tem o custo de 2 euros (não inclui a visita geral ao palácio) e pode ser adquirido na bilheteira online.

▲ O palácio em Queluz foi construído em 1747 como residência de verão da família real portuguesa

Parques de Sintra

O Palácio Nacional da Ajuda pelos olhos do Rei, da Rainha e de um antigo funcionário

O mordomo Vital Fontes trabalhou para a Casa Real durante 50 anos, tendo acompanhado a transição da monarquia para a República. Nesta visita teatral, o longevo servidor interpretado por um ator guia o público na visita às salas e alas do Palácio Nacional da Ajuda. Vital Fontes está ao serviço do rei, tendo a responsabilidade de instruir os criados antes de um banquete cuja anfitriã é a Rainha D. Maria Pia, que recebe uma visita de Estado de monarcas com a sua comitiva. As apresentações ocorrem das 15h30 às 17h aos sábados, nos dias 10/10, 24/10, 14/11, 28/11 e 12/12. Os bilhetes custam entre 12 euros (crianças de 4 a 12 anos) e adultos (20 euros) e podem ser adquiridos online.

Por ocasião do aniversário de D. Maria Pia e de D. Luís I (ambos nascidos em outubro), o palácio organiza visitas especiais com atores que representam os monarcas. No sábado 17 de outubro, às 11h e às 16h, a rainha que mais tempo viveu na Ajuda conduz uma visita pelas salas a contar na primeira pessoa como era o seu dia a dia, o do Rei e o dos príncipes. A reserva de bilhetes (a partir de 17,50 euros) pode ser feita nesta ligação.

A 31 de outubro, também um sábado, o Rei D. Luís I, um apaixonado por “música, pelo teatro e pelos mares” partilha e recorda momentos da sua vida e reinado enquanto percorre com os visitantes as salas e corredores do palácio. A visita é realizada às 16h, os bilhetes custam a partir de 17,50 euros e estão à venda online.

▲ O mordomo Vital Fontes, a Rainha D. Maria Pia e o Rei D. Luís I recebem os visitantes

PNAjuda / Coolture Tours – história com vida

As memórias de D. João VI e os segredos das joias da coroa

O gemólogo Rui Galopim de Carvalho, especializado em história da joalharia, realiza uma introdução aos desafios da gemologia no contexto de museus e apresenta a coleção das joias da coroa portuguesa em exposição no Museu do Tesouro Real, na Ajuda. O acervo de mais de 22 mil gemas da coleção é explorado para destacar o valor histórico-artístico e patrimonial das peças. Em formato de curso, a visita no dia 24/10 das 10h às 13h tem o custo de 60 euros por pessoa e deve ser marcada através do e-mail servicoeducativo@tesouroreal.com. Menos focada na joalharia, há também a visita encenada com D. João VI, que recorda com o público os momentos mais marcantes do seu reinado. Os bilhetes estão à venda ao custo de 18 euros por pessoa para cada uma das quatro sessões: 04/10 (às 10h30 e às 12h) e 25/10 (às 10h30 e às 12h).

▲ Ator representa e recorda a vida de D. João VI no Museu do Tesouro Real

Tesouro Real

A música luso-brasileira no século XIX

A música no período da morte de D. João VI de Portugal (1826) e no nascimento de D. Pedro II do Brasil (1825) é o tema de um painel organizado pelo núcleo de estudos da história da música luso-brasileira do centro de estudos de música da Universidade NOVA. O congresso “Uma dinastia – dois reinados”, realizado no dia 10/10 às 13h no auditório do Museu Nacional da Música, em Mafra, propõe “refletir sobre a música nos dois lados do Oceano Atlântico e sobre os fluxos no intercâmbio entre estes”. A discussão passa ainda pela interação entre o espaço luso-brasileiro e outros espaços europeus, africanos e americanos nos períodos colonial e pós-colonial e encerra-se com um concerto ao piano. A entrada é gratuita e os bilhetes podem ser adquiridos na bilheteira online.

Portas abertas no palácio dos condes à beira-mar

O conde e a condessa de Castro Guimarães, Manuel e Maria Ana, são representados por atores que dão a conhecer o palácio de veraneio do casal em Cascais (construído por Jorge O’Neill em 1897, com projeto de Luigi Magnini), a antiga Torre de São Sebastião e o jardim romântico junto à enseada de Santa Marta. Tendo sido deixado como património público após a sua morte, o espaço foi aberto como museu e biblioteca municipal (com quase 3 mil volumes) em 1931, quatro anos após a morte do conde. A cada espaço que se adentra, o visitante encontra pinturas e esculturas dos séculos XIX e XX. A visita encenada é realizada nos dias 18/10, 6 e 20/12, às 11h e às 15h, tem 1h30 de duração, é gratuita e deve ser marcada pelo e-mail ou telefone mccg@cm-cascais.pt / 214 815 303.

▲ Os Condes de Castro Guimarães representados por atores

Coolture Tours – história com vida

O estilo de vida aristocrata no século XVIII

Um ciclo de conferências organizado no Museu de Artes Decorativas Portuguesas com a Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva (Fress) tem o objetivo de apresentar ao público as práticas da aristocracia no século XVIII. A “busca de um corpo aristocrático” é o tema da apresentação do investigador Bruno Barreiros (NOVA) no dia 7/10 às 18h, que apresenta como era tratada a beleza, a higiene e a distinção em Portugal naquela altura. Em 28/10, às 18h, o professor Jorge Nuno Silva (Universidade de Lisboa) apresenta como os jogos de cartas e o xadrez eram uma febre entre os nobres. A entrada é livre até à lotação do salão nobre do museu.

[Dois meses após o desaparecimento, e já depois de o genro, Raymond Quendoz, lhes ter anunciado que ia divorciar-se dela, os Silva Pais recebem finalmente notícias da filha. Annie está bem. Recusa dar detalhes sobre o seu paradeiro mas há cada vez mais evidências de que fugiu do marido para se juntar à revolução cubana. E, se isso aconteceu, uma coisa é certa: Annie tem de ter tido a ajuda e o aval do próprio Fidel Castro. Resta apenas saber porquê. Já pode ouvir o segundo episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]

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