O treinador do Gil Vicente, Luís Pinto, afirmou esta quinta-feira que a paragem da I Liga de futebol permitiu corrigir aspetos defensivos e ofensivos, esperando uma equipa mais eficaz frente ao Moreirense, na sexta-feira, para a oitava jornada.
“É uma deslocação bastante desafiante, num campo que, por norma, é difícil, frente a uma equipa que tem vindo a crescer nos últimos jogos e é muito bem treinada pelo Vasco [Botelho da Costa]”, afirmou o técnico dos “galos”.
Luís Pinto mostrou-se satisfeito com o trabalho desenvolvido durante a interrupção do campeonato, que permitiu integrar jogadores dos sub-23 e sub-19 nos treinos e aperfeiçoar comportamentos da equipa principal.
“Quero crer que aproveitámos estes treinos e estas semanas de paragem para conseguir afinar aspetos do nosso jogo”, referiu, sublinhando a necessidade de transformar “as boas exibições em resultados” mais favoráveis.
Uma das preocupações prende-se com os três golos sofridos depois dos 80 minutos nos últimos dois encontros, situação que custou pontos aos gilistas e mereceu atenção durante a pausa.
“Temos de perceber, dentro do próprio desafio, qual é o momento do jogo, e nós nesse aspeto estamos a tentar crescer”, explicou, relacionando parte dessas dificuldades com a juventude de vários jogadores que cumprem a primeira temporada na I Liga.
O treinador confirmou que a capacidade de terminar os encontros de forma mais consistente esteve entre os aspetos trabalhados, procurando evitar que os últimos minutos voltem a comprometer os resultados.
“É realidade, são factos, retiraram-nos alguns pontos nos últimos minutos. Nós temos que saber lidar com isso para conseguirmos crescer”, reconheceu.
A eficácia ofensiva também mereceu atenção, depois de a equipa ter criado várias oportunidades nos últimos jogos em casa sem conseguir concretizá-las na proporção desejada.
“Quando temos o volume ofensivo que tivemos nos últimos jogos, temos de querer concretizar mais golos”, admitiu, explicando que o trabalho incidiu igualmente na vertente mental, sem transformar a falta de eficácia num problema excessivo.
O encontro com o Moreirense abre um período de maior atividade competitiva, que inclui compromissos com a União de Santarém, para a Taça de Portugal, o Sporting de Braga e o FC Porto.
“É um mês que nos vai abrir portas a desafios diferentes”, salientou Luís Pinto, garantindo, contudo, que a preparação está concentrada exclusivamente no encontro de sexta-feira.
“É um jogo extremamente importante, mas, por ser o próximo, e o único em que nós podemos competir e vencer”, concluiu.
O técnico confirmou as ausências de Zé Carlos e Bamba para este desafio.
Paragem no Moreirense é “positiva”
O treinador do Moreirense considerou, por seu turno, que a paragem competitiva foi positiva, por ter permitido consolidar processos que exigem “tempo, detalhe e repetição”, antes de receber o Gil Vicente.
“A paragem acabou por ser positiva para trabalhar. Tivemos um momento em que acabámos por descansar um pouco e foi importante para nós, porque tivemos um calendário muito congestionado fruto das primeiras jornadas”, afirmou Vasco Botelho da Costa, na antevisão do encontro.
Sobre esse embate, o treinador antecipou “um jogo extremamente difícil” frente a um plantel com “muita qualidade” e destacou a evolução da equipa orientada por Luís, que considera estar a revelar um maior caudal ofensivo.
“O Gil Vicente é uma equipa que gosta de ter bola, gosta de comandar o jogo e tem qualidade. Vai obrigar-nos a estarmos preparados para diferentes cenários que possam acontecer no jogo”, referiu.
Botelho da Costa reconheceu, ainda assim, que o Moreirense está “bastante longe de ser um produto acabado”, salientando que os próximos jogos serão importantes para perceber o que foi e não foi assimilado durante a paragem.
Contudo, o técnico admitiu que é difícil antecipar o impacto físico da interrupção prolongada, considerando que todas as equipas regressam “um bocadinho à descoberta” em como vão responder à retoma da competição.
“No nosso caso, acabou por ser uma paragem extremamente positiva, onde pudemos finalmente assentar um pouco, trabalhar coisas que sentimos que são necessárias para o crescimento e evolução da nossa equipa”, explicou.
O treinador revelou também que Alexandre Parmesain deverá ficar afastado por “algum tempo”, mas reiterou que “o importante são os jogadores que temos disponíveis”.
Ainda assim, Botelho da Costa sublinhou a importância de regressar a casa e poder contar com o apoio dos adeptos, apontando como objetivo mostrar uma equipa mais próxima daquela que pretende, capaz de “mandar no jogo com bola em muitos momentos” e de contrariar, sem ela, a qualidade ofensiva do adversário.
“Não tenho a mínima dúvida de que os adeptos vão estar presentes e que vão estar do nosso lado, e nós vamos tentar fazer o possível para lhes dar uma alegria”, concluiu.
O Moreirense, nono classificado com oito pontos, recebe o Gil Vicente, 10.º também com oito, na sexta-feira, às 18h45, no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos, e que será arbitrado por Miguel Nogueira, da associação de Lisboa.