A maioria dos portugueses discorda da forma como Cristiano Ronaldo saiu da Seleção Nacional, revela um inquérito feito pela empresa de estudos de mercado Netsonda.

O estudo inquiriu 483 pessoas sobre a saída do futebolista da Seleção em dois momentos: entre 2 e 7 de outubro, antes de ser conhecida a versão de CR7, e entre 8 e 12 de outubro, após o comunicado do jogador.

Ronaldo não treina, sai do estádio e deixa estágio (e Seleção): “A seu tempo, direi a verdade sobre a minha saída”

Segundo este inquérito, na primeira vaga 65% dos inquiridos mostraram discordância em relação à saída (40% disseram ‘discordar totalmente’ e 25% ‘discordar’). Já 15% dos inquiridos concordavam com a saída (7% disseram ‘concordar totalmente’ e 8% ‘concordar’). Outros 20% disseram ter uma posição neutra e 14% responderam que não tinham informação suficiente para avaliar.

Depois do comunicado do jogador, a opinião dos inquiridos manteve-se praticamente inalterada. Na segunda vaga, 65% continuavam a discordar da decisão, 13% disseram que concordavam, 22% continuavam com uma posição neutra e 5% não sabiam/não responderam.

“Estarei disponível como sempre para competir por Portugal”: o longo comunicado de Ronaldo a quebrar o silêncio

“A análise cruzada entre os dois momentos confirma esta estabilidade: entre os inquiridos que discordavam da decisão antes do comunicado, 84% mantêm a posição depois de conhecida a explicação do jogador”, conclui a Netsonda.

A maioria dos inquiridos revelou que teve conhecimento do comunicado (83%), com 46% a afirmarem que leram ou ouviram o comunicado e 37% que tiveram conhecimento através das notícias.

Conversas em agosto, mudança em Oslo, ameaça na véspera, “traição” e equívocos: como o “caso-não caso” se tornou o fim de Ronaldo na Seleção

Uma das questões do inquérito perguntava com quem tendem a concordar mais neste caso: com Cristiano Ronaldo ou com Jorge Jesus. Na primeira vaga, 43% disseram concordar mais com o selecionador, enquanto 10% estavam do lado do futebolista. Já 11% responderam que existia razão em ambas as posições e 12% disseram que não concordavam com nenhuma. Por fim, um quarto respondeu que ainda faltavam elementos para avaliar a situação.

Depois do comunicado do jogador, o apoio a Jorge Jesus ganhou expressão: 53% concordavam mais com o selecionador e 14% com Ronaldo. Neste universo, 83% defenderam que o jogador deveria aceitar as decisões do selecionador.

Quase metade (48%) dos inquiridos nesta amostra considera que a imagem do jogador “ficou mais negativa” após o incidente. No entanto, 46% responderam que a opinião sobre Cristiano Ronaldo não mudou após a saída do estágio em Copenhaga.

Questionados sobre se Cristiano Ronaldo deve continuar a ser capitão da Seleção Nacional, 41% responderam ‘não’ e 34% afirmaram que dependia da explicação que viesse a dar. Já 16% defenderam a continuidade.

Olhando para o futuro, 40% consideraram que seria um bom momento para o jogador terminar a carreira na Seleção; já 30% disseram que deve continuar, mas sem garantia de titularidade. Só 10% responderam que deve ser titular sempre que estiver disponível.

No comunicado onde quebrou o silêncio, a 6 de outubro, o jogador mostrou-se “disponível como sempre para competir por Portugal”. Este sábado, o Conselho de Disciplina da FPF anunciou a instauração de um processo disciplinar a Cristiano Ronaldo.

O estudo “Cristiano Ronaldo e a Seleção Nacional” foi feito através de 483 entrevistas online, em duas vagas (com recontacto dos mesmos inquiridos). O universo do estudo foi constituído por indivíduos com acesso à internet de ambos os sexos com idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos, residentes em Portugal Continental. A amostra é composta por 46% de inquiridos do sexo masculino e 54% do sexo feminino. O erro de amostragem deste estudo para um intervalo de confiança de 95% é de +/- 4,5%.

[Annie conhece o ministro do Interior de Cuba há muito tempo, mas a paixão que os une é relativamente recente. É justamente nessa altura que Zé Manel, como ela lhe chama, vai ser implicado num dos maiores escândalos da liderança de Fidel Castro. O “Caso Ochoa” envolve droga, fuzilamento, prisão e o narcotraficante mais conhecido do mundo: Pablo Escobar. Já pode ouvir o quinto episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]