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A certa altura da conferência, e perante uma questão concreta sobre a possibilidade de Cristiano Ronaldo se ter recusado a treinar na véspera, Jorge Jesus foi categórico na sua conferência: “Hoje vai treinar. É o quarto dia, portanto hoje vai treinar. E não, não se recusou nada a treinar, isso é impossível. Vocês acham mesmo que algum jogador de uma seleção se recusa a treinar? Não é de Portugal, é de qualquer outra seleção”. Tudo explicado. Mas ainda acrescentou depois mais uma frase: “Nenhum jogador de nenhuma seleção se recusa a treinar a não ser que queira ir embora ou tenha outras ideias”. Parecia uma tirada quase inócua, numa espécie de remate à la Palice. Passados uns minutos, pode ter ganho (ou ganhou) um novo sentido.

Ao contrário do que tinha sido referido pelo selecionador na conferência, Ronaldo não subiu ao relvado com os restantes companheiros à exceção de Francisco Conceição, a recuperar de problemas físicos (ou seja, João Félix, que acusara alguma sobrecarga muscular, está à disposição). Mais: ato contínuo, o capitão da Seleção acabou por abandonar o Parken, em Copenhaga, que recebe esta quinta-feira o Dinamarca-Portugal, numa carrinha preta caracterizada na parte da frente com o símbolo da Federação Portuguesa de Futebol.

Ainda sem qualquer explicação oficial por parte da FPF, Ronaldo terá regressado ao local onde a Seleção vai estagiar até à hora do encontro com os escandinavos. Agora, começam a surgir notícias de que o jato privado do avançado estará a caminho de Copenhaga para levar o jogador para Madrid, naquilo que iria representar um abandono unilateral do estágio sem precedentes. Uma coisa é certa: depois de Jorge Jesus ter garantido por várias vezes que não existe qualquer caso com o número 7, estes capítulos contam outra história.

Olhando também para os minutos iniciais do treino de Portugal esta tarde, “normalidade” foi tudo aquilo que não se viu: Jorge Jesus esteve no relvado ao telemóvel, deslocou-se depois aos balneários alguns minutos e regressou para ficar à conversa com João Vieira Pinto, diretor da FPF. Ao mesmo tempo, os jogadores “aptos” iam começando a trocar a bola entre si nos 15 minutos abertos à comunicação social.