Os Mundiais de ciclismo de pista arrancavam esta quarta-feira em Xangai, as atenções estavam sobretudo focadas nos próximos dias pela participação de Iúri Leitão, atleta português que se sagrou campeão olímpico no madison com Rui Oliveira já depois de ter ganho a medalha de prata no omnium em Paris-2024. Era nele que residiam as principais esperanças de chegar ao pódio, era nele que a delegação nacional depositava mais expetativas em termos de resultados. No entanto, no setor feminino, Maria Martins também estava presente, também continuava a ambicionar o regresso aos pódios internacionais e também apostava que poderia ter uma palavra a dizer no início destes Mundiais. Teve mesmo. E Portugal somou já a primeira medalha.
Medalhada nos Mundiais de Berlim-2020 (bronze no scratch) e de Saint-Quentin-en-Yvelines-2022 (bronze no omnium), a atleta portuguesa procurava subir pela terceira vez ao pódio em Mundiais de pista e voltou a fazer uma prova “à antiga” depois de um período mais complicado em termos de resultados, agarrando na roda da neerlandesa Lorena Wiebes, que era a superfavorita para vencer a corrida de scratch, a duas voltas do final e aproveitando para entrar num grupo que tinha também a irlandesa Lara Gillespie para assegurar mais um bronze na primeira final da competição que se está a realizar no Velódromo de Xangai.
Desta forma, e com apenas uma prova no dia inicial dos Mundiais que vão decorrer até domingo, Portugal já igualou o registo de 2025, em Santiago do Chile, quando Iúri Leitão ficou com o bronze na prova de scratch. A Seleção tem como registo máximo na competição as duas medalhas conseguidas em Saint-Quentin-en-Yvelines no ano de 2022, quando, além de Tata Martins, Ivo Oliveira foi bronze na perseguição individual.
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