Ivo Oliveira tinha terminado a prova de perseguição individual na sétima posição sem hipóteses de chegar à luta pelas medalhas, Maria Martins estava num bom posto na prova de omnium depois de não ter conseguido mais do que um 20.º posto no scratch (recuperou de seguida da sprint race, subindo a quarto), havia ainda a corrida por pontos masculina com Carlos Miguel Salgueiro a representar Portugal. Até podia ser o menos mediático da delegação, arrancou o melhor resultado de todos: bronze apenas a um ponto da prata.
Ainda assim, e antes de festejar a subida ao pódio, ficou a sensação de frustração do atleta nacional. Segundo classificado na última volta, o português percebeu que seria complicado chegar ao britânico Mark Stewart mas acabou por ser superado pelo francês Benjamin Thomas, campeão olímpico de omnium (à frente de Iúri Leitão) e medalha de bronze no madison. Contas feitas, numa corrida sem voltas de avanço que foi deixando vários corredores muito próximos até ao fim, Stewart terminou com 35 pontos, contra 28 de Thomas e 27 de Carlos Miguel Salgueiro. Numa primeira instância o português apareceu como vice-campeão mundial mas não demorou a chegar uma retificação que colocou o atleta gaulês na segunda posição.
Desta forma, e em paralelo com a segunda medalha nestes Mundiais de Xangai depois do bronze de Tata Martins no scratch, Portugal conseguiu também o seu primeiro pódio de sempre em Mundiais nesta disciplina da corrida por pontos, igualando as duas conquistas de 2022 em Saint-Quentin-en-Yvelines com Tata a ficar com o bronze no omnium e Ivo Oliveira a ser também bronze na perseguição individual. Na véspera, Diogo Narciso tinha sido 14.º na prova de scratch e Daniela Campos ficou em 19.º na eliminação.
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