Uma mulher, de 26 anos, e um homem, de 28, foram detidos pela suspeita dos crimes de sequestro, roubo e coação agravados, e por posse de arma proibida em Vila Nova de Gaia, revelou esta sexta-feira a Polícia Judiciária.

Em comunicado, a Polícia Judiciária (PJ) informa que os crimes atribuídos aos dois suspeitos ocorreram no dia 17 de julho, quando dois jovens, de 18 e 20 anos, foram obrigados, sob ameaça de arma de fogo, a circularem cerca de uma hora no seu automóvel, por ruas de Espinho e de Gaia, tendo os suspeitos, durante esse percurso, exigido a um dos ofendidos a restituição de milhares de euros, da qual a suspeita, residente em Portimão, se considerava credora.

Segundo dados recolhidos na investigação, no decurso do corrente ano, a mulher, criadora de conteúdos digitais, conheceu nas redes sociais a vítima de 20 anos, passando a estabelecer uma relação à distância.

Nesse período, acrescenta a PJ, decidiram marcar férias juntos, dividindo as despesas, vindo o ofendido a providenciar as reservas e o respetivo pagamento, mas, posteriormente, na sequência de um desentendimento, a suspeita passou a exigir àquele a devolução do valor que lhe havia transferido, o que não se mostrou possível pelo facto de a tarifa não ser reembolsável, tendo a mulher concebido um plano, solicitando ao outro suspeito, residente em Santa Maria da Feira, e que também conhecia através das redes sociais, a execução do mesmo, descreve o comunicado.

O plano consistia “em atrair o ofendido a um encontro com o intuito de o constranger a devolver o referido montante”.

Apesar de o ofendido ter comparecido no local acompanhado de um amigo, “os suspeitos prosseguiram com a execução do plano delineado, que só foi interrompido pela aproximação de uma viatura policial, que motivou a fuga do autor material”, lê-se ainda.

Nas diligências desenvolvidas na quinta-feira, assinala a polícia de investigação, “foi possível recolher elementos de prova que reforçam os indícios e as respetivas responsabilidades da prática dos mencionados crimes”.

Os detidos vão ser presentes à autoridade judiciária competente para interrogatório judicial e aplicação de medidas de coação, conclui o comunicado.