O governo húngaro anunciou esta segunda-feira um imposto sobre os grandes patrimónios e a subida do incidente sobre as maiores empresas, com a intenção de reduzir o défice expresso em percentagem do produto interno bruto em 2027 para 4,9%.

O governo tenciona também, desta forma, financiar redução de impostos para os rendimentos mais baixos e subir as pensões.

Ao apresentar o seu primeiro orçamento depois da ganhar as eleições em abril, o primeiro-ministro, Péter Magyar, anunciou o “imposto extraordinário sobre multimilionários”, que vai incidir sobre patrimónios superiores a mil milhões de forints (2,75 milhões de euros).

Por sua vez, as empresas com volume de negócios superior a 496 milhões de euros terão um imposto agravado de 9% para 11%.

Com estas medidas fiscais, o governo quer financiar a redução do imposto sobre o salário mínimo e nos setores com volumes de negócio mais baixos, além de duplicar as prestações familiares e aumentar salários em vários setores.

No caso das pensões, o valor da mínima vai passar de 80 euros mensais para 330 euros, o que vai beneficiar centenas de milhares de pessoas.