A Infraestruturas de Portugal (IP) vai avançar com a instalação de uma unidade de produção fotovoltaica no Entroncamento, destinada à produção de energia para a operação ferroviária.

Com um valor base de 10 milhões de euros, o projeto encontra-se em fase de contratação e é o primeiro de “uma nova estratégia de produção solar da IP”. Em comunicado, a empresa diz que a ambição é alcançar uma potência instalada de 50 megawatts (MW) no horizonte de quatro anos, a que corresponde uma produção anual estimada que pode satisfazer até 25% das necessidades de energia da operação ferroviária. Sendo energia produzida a partir de fontes renováveis, pode reduzir até 16.800 toneladas de CO2 por ano.

O principal uso é a tração elétrica de comboios de passageiros e de mercadorias. A IP é um dos maiores clientes de eletricidade em Portugal, mas até agora tem contratado fornecedores externos, ficando exposta ao risco de preço do mercado, como sucedeu em 2022. Essa preocupação é aliás realçada pela empresa que quer diminuir a “dependência da aquisição de eletricidade nos mercados energéticos, mitigando a exposição à volatilidade dos preços e contribuindo para uma maior previsibilidade dos custos de utilização da energia por parte dos operadores ferroviários.”

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A estratégia de produção para autoconsumo “está suportada num estudo de potencial fotovoltaico, desenvolvido por equipa multidisciplinar da IP, que avaliou o potencial de diferentes áreas do domínio público ferroviário e identificou os locais com condições mais favoráveis para a instalação de unidades de produção de energia solar”. A concretização da estratégia passa por transformar terrenos sem uso em ativos de produção de energia renovável.

A unidade do Entroncamento é o primeiro projeto da nova estratégia da empresa que permitirá igualmente “testar e consolidar soluções operacionais que poderão ser replicadas na expansão de novas unidades de produção renovável, privilegiando localizações e terrenos sob gestão da IP e próximos de subestações de tração ferroviária.”