A ARGO, considerada pela Manage HR uma das principais empresas de Executive Search na Europa, criou este ano a iniciativa Meaningful Leaders. Ao longo de 2025, foram ouvidos líderes e organizações, para que fosse possível destacar aquelas que são as lideranças com propósito, com sentido. Foram apurados 20 finalistas, de entre quatro categorias, e no passado dia 30 de outubro aconteceu a final desta primeira edição.
Apresentações feitas, foi altura de redirecionar as atenções para o momento musical promovido por dois antigos alunos da Skoola, uma academia de música urbana, de ensino não formal, inclusivo e colaborativo. Num reflexo do próprio trabalho desenvolvido pela ARGO, foi possível conhecer um pouco mais deste projeto, para o qual a própria ARGO também contribuiu, com o apoio a um aluno, que será renovado este ano.
Foi então que de ouvidos cheios e de alma limpa se deu seguimento ao evento, com a chamada a palco do Professor Milton de Sousa, Professor da Nova SBE, responsável pelo modelo de Meaningful Leadership, à luz do qual foi criado a Meaningful Leaders. “A minha grande motivação inicial não foi tentar entender líderes. Na verdade, o que me levou a escrever este livro foi pensar no que temos de fazer para que as pessoas retirem significado do seu trabalho”, começou por dizer, acrescentando: “há dados que dizem que 60% a 70% das pessoas se sentem desligadas do seu trabalho, das suas organizações. Isto é um desperdício de talento, é um desperdício de vida, sabendo que nós trabalhamos mais de metade da nossa vida adulta. Estes valores são muito preocupantes e aquilo que me levou a querer estudar isto foi perceber como é que os líderes podem levar, de facto, a que as pessoas retirem significado do seu trabalho”. Para o fazer, Milton de Sousa cruzou dois conceitos, considerados os dois conceitos com maior tração na academia, no que ao estudo da liderança diz respeito: o Servant Leadership e o Transformation Leadership. “Por um lado, queremos líderes que se dediquem às pessoas, que levem as pessoas a dar o seu melhor, mas que, ao mesmo tempo, não desistam de transformar as organizações. Temos de ter a coragem de tomar a iniciativa, de avançar com novas soluções e é neste binómio, entre servir e transformar, que este modelo funciona”, partilhou.
Com quase 2.900 votos, a votação foi criada com o objetivo de dar visibilidade a cada um dos líderes. E como o número de votos se traduziu bastante aproximado, nesta primeira edição, todos mereceram a distinção. Ainda assim, e por cada categoria, foi possível ficar a conhecer os dois líderes mais votados na plataforma e os eleitos diretamente pelo júri.
Foram eles:
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Categoria Geradores de Conhecimento
Paulo Dimas (CEO Centre for Responsable AI)
Ana Cortê-Real (Diretora MBA da Porto Business School)
Categoria Impacto Social e Sustentabilidade
Alexandra Machado (Fundadora Girl Move Academy)
Maria João Matos (Coordenadora projetos especiais Centro Medicina e Reabilitação de Alcoitão- SCML)
Categoria Sector Empresarial – Serviços
Rui Diniz (CEO CUF)
Pedro Lancastre (CEO Dils Portugal)
Categoria Sector Empresarial – Indústria
Ricardo Pires (CEO Semapa)
Luís Aguiar (CEO Meivcore)
Foi então altura de rumar a casa, com a inspiração de um final de tarde bem passado a deixar no ar uma certeza: o mercado de trabalho mudou e liderar, hoje, é muito mais do que desempenhar um cargo. É vestir a camisola e partilhá-la com todos aqueles que fazem parte do nosso percurso. Liderar com sentido, no presente, é garantir um futuro com propósito!