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▲Os neerlandeses nunca conquistaram o Mundial e procuram voltar à final 16 anos depois

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▲Os neerlandeses nunca conquistaram o Mundial e procuram voltar à final 16 anos depois

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Países Baixos (grupo F). A Laranja que já foi dama de honor quer voltar a ser Mecânica para chegar ao altar

Koeman voltou para fazer grande um país que não deixou de o ser, apesar de nunca ter concretizado o sonho Mundial. Depois do futebol total, técnico aposta num pragmatismo que já dificultou os grandes.

A potência histórica continua à procura de transformar a consistência em glória. Como em muitos outros casos, os Países Baixos são mais um exemplo de uma equipa que não claudica até à altura das decisões, mas que teima em bater na trave. Apesar de ter conquistado o Campeonato da Europa em 1988, as prestações no Mundial não têm corrido tão bem à famosa laranja mecânica, que continua a ter como melhores resultados os segundos lugares de Alemanha-1974, Argentina-1978 e África do Sul-2010. Depois de terem sido terceiros no Brasil-2014, os Países Baixos falharam o Mundial da Rússia, em 2018, e foram eliminados nos quartos de final no Qatar, diante da campeã Argentina. Agora com Ronald Koeman, que voltou a ser chamado para liderar uma das melhores gerações recentes do futebol neerlandês, espera-se que tudo seja diferente.

Depois de décadas a viver entre a glória do passado, o fator promessa e a frustração por não conseguir erguer nenhum troféu, os Países Baixos têm uma das identidades futebolísticas mais fortes do futebol mundial, com o futebol total de Johan Cruyff ainda a imperar nos dias de hoje. Para além da vertente tática, em que os neerlandeses foram pioneiros e importantes na transformação do futebol moderno, o país tem uma escola histórica capaz de produzir os melhores jogadores, como é o caso do Ajax, do PSV e do Feyenoord, e treinadores de topo. Com todos os ingredientes reunidos, torna-se impensável pensar que um país histórico está há mais de meio século à procura de chegar à glória. O que é certo é que nem as gerações de ouro do futebol neerlandês, lideradas por Johan Cruyff, Marco van Basten e Dennis Bergkamp, conseguiram almejar o trono mundial.

A missão de Koeman não se prevê fácil, até porque, no meio da experiência e da irreverência da nova geração, o treinador parece não ter um jogador de topo para a frente de ataque, que continua a ser liderada por Memphis Depay. Para lá do ataque, o avançado do Corinthians é um dos líderes do balneário, cargo que partilha com Virgil van Dijk e Frenkie de Jong. Entre os mais novos os destaques recaem sobre Jeremie Frimpong, Xavi Simons e Matthijs de Ligt, sendo que, mais recentemente, Jorrel Hato, Kees Smit e Brian Brobbey têm conquistado o seu espaço na laranja. Foi com uma visão mais pragmática do que estética que Koeman aceitou voltar a liderar os Países Baixos e até nem se tem dado mal, dado que a sua equipa não perde desde outubro de 2024 e criou dificuldades em jogos a eliminar a Argentina, França e Espanha.

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▲ Os neerlandeses chegam à América do Norte depois de terem ficado nos quartos de final no Qatar

Getty Images

BI

  • Ranking FIFA atual: 7.º (a 1 de abril de 2026)
  • Melhor ranking FIFA: 1.º (agosto de 2011)
  • Patrocinador: Nike (desde 1996)
  • Alcunha: Laranja, Laranja Mecânica ou Carrossel Neerlandês
  • Presenças em fases finais: 11
  • Última participação: 2022 (quartos de final, Argentina)
  • Melhor resultado: finalista vencido em 1974 (Alemanha), 1978 (Argentina) e 2010 (Espanha)
  • Qualificação: 1.º lugar no grupo G da UEFA (20 pontos com Polónia, Finlândia, Malta e Lituânia)
  • O que seria um bom resultado? Alcançar as meias-finais

Jogos desde junho de 2025

  • Jogo particular, 8/6: Uzbequistão (neutro)
  • Jogo particular, 3/6: Argélia (casa), 0-1 (D)
  • Jogo particular, 31/3: Equador (casa), 1-1 (E)
  • Jogo particular, 27/3: Noruega (casa), 2-1 (V)
  • Qualificação UEFA, 17/11: Lituânia (casa), 4-0 (V)
  • Qualificação UEFA, 14/11: Polónia (fora), 1-1 (E)
  • Qualificação UEFA, 12/10: Finlândia (casa), 4-0 (V)
  • Qualificação UEFA, 9/10: Malta (fora), 4-0 (V)
  • Qualificação UEFA, 7/9: Lituânia (fora), 3-2 (V)
  • Qualificação UEFA, 4/9: Polónia (casa), 1-1 (E)
  • Qualificação UEFA, 10/6: Malta (casa), 8-0 (V)
  • Qualificação UEFA, 7/6: Finlândia (fora), 2-0 (V)

O onze

  • 4x2x3x1: Bart Verbruggen; Denzel Dumfries, Jurriën Timber, Virgil van Dijk, Micky van de Ven; Ryan Gravenberch, Frenkie de Jong; Donyell Malen, Tijjani Reijnders, Cody Gakpo e Memphis Depay

O treinador

  • Ronald Koeman (neerlandês, 63 anos, desde janeiro de 2023)
  • Outros clubes: Vitesse, Ajax, Benfica, PSV, Valencia, AZ Alkmaar, Feyenoord, Southampton, Everton, Países Baixos e Barcelona
  • Títulos (10): 4 Ligas neerlandesas, 1 Taça neerlandesa, 2 Supertaças neerlandesas, 2 Taças espanholas e 1 Supertaça portuguesa
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▲ O histórico treinador neerlandês cumpre a segunda passagem como técnico principal pela seleção do seu país

ANP/AFP via Getty Images

O craque

  • Cody Gakpo (27 anos, avançado do Liverpool)
  • Outros clubes: PSV

A revelação

  • Jorrel Hato (20 anos, defesa do Chelsea)
  • Outros clubes: Ajax

O mais internacional e o maior goleador

  • Wesley Sneijder (134 internacionalizações) e Memphis Depay (55 golos)
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▲ Depay é o melhor marcador da história dos Países Baixos e a principal referência no centro de ataque

DeFodi Images via Getty Images

Os 26 convocados

  • Guarda-redes (3): Bart Verbruggen (Brighton, Inglaterra), Mark Flekken (Bayer Leverkusen, Alemanha) e Robin Roefs (Sunderland, Inglaterra)
  • Defesas (8): Virgil van Dijk (Liverpool, Inglaterra), Denzel Dumfries (Inter, Itália), Nathan Aké (Manchester City, Inglaterra), Jurriën Timber (Arsenal, Inglaterra), Micky van de Ven (Tottenham, Inglaterra), Mats Wieffer (Brighton, Inglaterra), Jan Paul van Hecke (Brighton, Inglaterra) e Jorrel Hato (Chelsea, Inglaterra)
  • Médios (8): Frenkie de Jong (Barcelona, Espanha), Marten de Roon (Atalanta, Itália), Tijjani Reijnders (Manchester City, Inglaterra), Teun Koopmeiners (Juventus, Itália), Ryan Gravenberch (Liverpool, Inglaterra), Justin Kluivert (Bournemouth, Inglaterra), Quinten Timber (Marselha, França) e Guus Til (PSV, Países Baixos)
  • Avançados (7): Memphis Depay (Corinthians, Brasil), Wout Weghorst (Ajax, Países Baixos), Donyell Malen (Roma, Itália), Cody Gakpo (Liverpool, Inglaterra), Noa Lang (Galatasaray, Turquia), Brian Brobbey (Sunderland, Inglaterra) e Crysencio Summerville (West Ham, Inglaterra)

O local do estágio

  • Cascade Hotel, Kansas City, a Tribute Portfolio Hotel, em Kansas City (treinos: Kansas City Current Training Facility)

A antevisão

"É possível que as pessoas não nos vejam como um dos favoritos à conquista do Campeonato do Mundo. Mas a força dos Países Baixos reside no facto de podermos vencer qualquer adversário, porque o nosso plantel tem capacidade para isso. Acho que esta equipa está no bom caminho. Os quartos de final da Liga das Nações, contra Espanha, foram jogos fantásticos. Talvez tenham sido as nossas melhores exibições. Gostamos de tomar a iniciativa e preferimos um estilo ofensivo. E também queremos convencer as pessoas do nosso estilo de jogo."
Ronald Koeman, selecionador neerlandês

A ligação a Portugal

  • Historicamente, Portugal e Países Baixos têm travado duelos importantes em momentos históricos do futebol internacional. Um dos mais memoráveis é a célebre Batalha de Nuremberga no Mundial-2006, jogo que a Seleção Nacional venceu por 1-0 e que terminou como o mais violento da história da competição, registando-se 16 cartões amarelos e quatro vermelhos. Dois anos antes, os portugueses eliminaram os neerlandeses nas meias-finais do Europeu realizado em Portugal e apuraram-se para a final, que acabou por ser de má memória. Para lá do futebol de seleções, os clubes portugueses têm contratado no mercado neerlandês nos últimos anos, sendo que o nome mais recente a chegar a Portugal foi o de Luuk de Jong, avançado que está de saída do FC Porto. Antes, passaram pelo Campeonato Nacional Bas Dost, Ricky van Wolfswinkel ou Stijn Schaars, para lá de Orkun Kökçü e Fredrik Aursnes, que foram contratados na Eredivisie.

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