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João Silveira Ramos

João Silveira Ramos

Sandra Faleiro. "É difícil envelhecer e ser atriz, ouvir bocas, ter de lidar com isso" /premium

Com um confinamento geral à porta, a encenadora e atriz antecipou a estreia de “O Cerejal”. Em entrevista, fala da angústia do presente, das lições do passado e do otimismo no futuro.

O trato, a roupa, as galas de apresentação, o post de Instagram. A atriz e encenadora Sandra Faleiro, que tem andado a saltar entre o teatro e o cinema desde que decidiu escolher esta profissão — a única coisa que sabe fazer e a deixa feliz — não tem grande fascínio sobre estes detalhes. “É mais fácil para uma pessoa bonita ser bem acolhida e ter mais sucesso porque toda a gente quer ficar perto dela. Claro que é lixado envelhecer, ser atriz, ouvir bocas, ter de lidar com isso. É tramado. Às vezes tenho necessidade de me afastar. Estamos sempre a passar por provas na vida”, conta numa conversa com o Observador.

Uma dessas provas é uma pandemia que tirou o tapete a muita gente. O fim está ainda longe. Pelo meio, a cultura vai sendo dos sectores mais afetados. A imprevisibilidade começou a ser o pior inimigo de tantos agentes culturais, como Sandra Faleiro, que tinha planeado estrear “O Cerejal” no Teatro São Luiz, em Lisboa, esta quarta-feira. Esta entrevista aconteceu antes da mudança de planos: a estreia foi antecipada um dia, aconteceu na terça, mas esta quarta, dia 13, continua a haver espectáculo. A ideia original era manter a peça em cena até 31 de janeiro, mas os planos já não são o que eram.

Tudo isto resulta numa angústia permanente, tempos tristes, caóticos, cheios de desconfiança e noites mal dormidas. E até em sonhos. “Sonhei que estava na rua e, de repente, era atacada por um grupo de pessoas que tinha paus a fingir que eram espingardas, com máscaras nos olhos e que eram racista. Estava num ambiente de guerra, como se fossem crianças a fingir estar nesse cenário, a entrar em catarse com tudo o que se está a passar. Foi muito estranho e realista”, conta.

O sucesso do filme “A Herdade” (2019), de Tiago Guedes, levou-a a palcos maiores como o Festival de Veneza e agora está também a rodar a primeira aposta portuguesa da Netflix, “Glória”, assinada pelo mesmo realizador. Nada disso a deslumbra nem a faz querer procurar uma carreira internacional no imediato. Ou uma mudança na forma de encarar a vida. Se tudo correr mal, vai plantar batatas. Mas para já, não. “Não sei ser feliz de outra forma”, finaliza.

"Há uma frase que a Liuba, dona do Cerejal, diz: 'Tenho sempre a sensação de que tudo vai desabar em cima das nossas cabeças, em qualquer momento'. E isto é constante, com muitas brincadeiras e risos"

Li algures que estava com dificuldade em dormir. O que é que lhe anda a tirar o sono?
Estou quase a estrear “O Cerejal”, que é uma encenação minha. E não sei se estreie ou não, estamos a viver estes momentos de profunda incerteza. Além do processo de criação ser sempre uma luta comigo própria, uma procura constante, que é isso que me agrada, de ficar sem dormir por causa das questões, que é bom, agora é diferente. É uma angústia de estar a fazer um grande esforço, a trabalhar dezoito horas por dia, manhã, tarde e noite, não sabendo se vou estrear a peça.

Sem se saber chega ao fim do percurso.
Sim. Ficar à espera que me liguem a dizer que afinal já não há ensaios, por exemplo. Estamos todos nisto, o que é difícil.

Continua a ter os mesmos dilemas do início da carreira? Ou o sucesso resfriou essa insegurança?
É exatamente a mesma coisa. Com o tempo e com a idade, os dilemas agravam-se, por vezes. Não existe nenhuma verdade absoluta para nada. Mas quando somos mais jovens somos mais dogmáticos. E isso dá-nos uma certa tolice, mas também frescura bonita, libertadora e comovente. Agora não, perdemos as ilusões em relação a muita coisa. Não existe mesmo verdade para nada. Não existe. Isso faz com que esteja mais angustiada, sempre em dialética comigo. Só que também tomo essa opção. Posso decidir não fazer tantas perguntas, claro.

A representação e a encenação começaram muito cedo na sua vida. O que é que a segunda tem que a primeira não lhe dá?
Complementa-me. Gosto mesmo de estar do lado de fora. Permite-me fazer escolhas. De poder trabalhar com a equipa, a luz, o som, dirigir atores, gerir egos. Adoro ver as pessoas felizes. Vê-las a descobrirem-se, a evoluir. Dá-me um prazer gigante, faz-me sentir útil. Preciso muito de fazer esse trabalho.

Por outro lado, também é uma mulher dos clássicos, de Beckett a Tchekov. Porquê?
Parece que estou sempre a começar. Enceno peças de dois em dois anos. Gostava de encenar mais. Os clássicos ensinam-me muito, são universais, intemporais e são, de facto, peças perfeitas. Quando nos surgem esses dois autores, que escreveram obras perfeitas, é impressionante. Entrar na cabeça deles, destes génios, dá-nos uma lição de humildade constante que também me ensina. Já adaptei livros e outros projetos só a partir de um tema. Agora já estou a pensar num projeto de raiz, onde não existe nada, porque preciso de me afastar um pouco, porque hei de voltar aos clássicos, de certeza. Ao Tchekov, por exemplo, que é o meu autor preferido para teatro. Vou revisitá-lo sempre que puder.

"Já estamos a entrar no campo da irracionalidade. Como ter uma sala gigante como o São Luís, com o pé direito tão alto e, de repente, só meia dúzia de pessoas é que podem assistir à peça. Mas nos transportes públicos temos as camionetas apinhadas de gente, em cima uns dos outros. As medidas que se andam a tomar são contraditórias, muita coisa já não faz sentido."

“O Cerejal” fala-nos de um paradigma que acaba. A pandemia introduziu no nosso léxico “um novo normal”, o que quer que isso seja. As pessoas vão ver esta peça para sentir qualquer coisa de 2020?
Não faço ideia o que as pessoas vão sentir, mas sei o que sinto. Parto da ideia que estou a trabalhar sobre a minha verdade, estando a ser honesta comigo. A partir daí, quem for ver tirará as suas conclusões. Aquilo que sinto é que há uma angústia permanente, do início ao fim. Há uma frase que a Liuba, dona do Cerejal, diz: “Tenho sempre a sensação de que tudo vai desabar em cima das nossas cabeças, em qualquer momento”. E isto é constante, com muitas brincadeiras e risos. A ideia de nada se resolver, sendo que a revolução e a mudança já estavam a acontecer. Aqui também. Hoje tive um sonho estranhíssimo…

Conte lá.
Tem a ver com a época que estamos a viver. Acordei às sete da manhã com aquela notícia de que estão a tirar o aquecimento da sala de aulas das crianças. Além de terem de estar fechados oito horas numa sala, têm de estar a passar frio também, sem condições para estudar. Vão estar a pensar em tudo menos nisso, claro. A máscara percebo, mas já estamos a entrar no campo da irracionalidade. Como ter uma sala gigante como o São Luís, com o pé direito tão alto e, de repente, só meia dúzia de pessoas é que podem assistir à peça. Mas nos transportes públicos temos as camionetas apinhadas de gente, em cima uns dos outros. As medidas que se andam a tomar são contraditórias, muita coisa já não faz sentido.

Claro que o uso de máscara está mais do que provado que protege. As pessoas estão um pouco descompensadas pelo isolamento, por não saberem o que vai acontecer, por falta de ajudas ou porque os apoios não chegam. Voltando ao sonho. Estava na rua e, de repente, fui atacada por um grupo de pessoas que tinham paus a fingir que eram espingardas, com máscaras nos olhos e que eram racistas. Estava num ambiente de guerra, como se fossem crianças a fingir que estão nesse cenário, a entrar em catarse com tudo o que se está a passar. Foi um sonho estranho e muito realista.

Uma cena meio tribal.
Sim, uma metáfora. É terrível. As pessoas estão a ficar mais desconfiadas. Sempre fomos assim, agora então, minha nossa senhora…

Onde é que sente mais essa desconfiança?
Estamos todos com medo de ocupar o espaço, por exemplo. Passo por uma pessoa na rua, onde há pouco espaço, e toco com o cotovelo numa parte do corpo de outro sem querer, ao de leve, e essa pessoa fica com um ar de que me vai matar. Este tipo de sinais. O mundo está mesmo em transformação, temos de ter muito cuidado, não podemos assobiar para o lado. No “Cerejal” acontece exatamente isso, o que é completamente atual. Não podemos, temos de ir fazendo alguma coisa. Ir travando as nossas pequenas lutas, porque não acredito em políticos. Acredito na comunidade e nas pessoas.

Mudando de tema. Não gosta do culto da juventude. No filme “A Herdade” teve de interpretar uma mulher mais nova. Com o eco de sucesso que teve, pisou outros palcos, como o de Festival de Veneza.  Sabemos que o meio do cinema ainda olha muito a uma ideia de perfeição. Para alguém que não liga muito a isso, como é lidar com essa indústria
Todos nós temos essas questões. Há dias em que acordo e sinto: “oh meu deus, estás tão velha!”. E penso que tenho de usar óculos para ler ou que me doem as costas. Ou ter um olhar cansado que dá uma tristeza que não é verdadeira. Mas a beleza também é algo que nos comove. Sou muito estética, gosto de olhar para pessoas bonitas, não plásticas. Vejo pessoas mais velhas lindas de morrer, essa é mais difícil de atingir, porque vem de dentro, por causa do seu percurso de vida, o que me comove. É diferente da dos jovens, onde pensamos: “que animal tão lindo que nasceu aqui”. Isso acontece-me. É mais fácil para uma pessoa bonita ser bem acolhida e ter mais sucesso porque toda a gente quer ficar perto dela. Faz parte. Agora claro que é difícil envelhecer, ser atriz, ouvir bocas, ter de lidar com isso. É tramado. Às vezes tenho necessidade de me afastar. Estamos sempre a passar por provas na vida. Mantermo-nos na profissão, à tona, é tão difícil e às vezes as pessoas não ajudam.

“A câmara é uma lupa, eu sou exagerada na maneira de ser, rio alto, sou palhacita da família, faço caretas e, por causa da timidez, no cinema, tem de ser tudo contido” (Foto: João Silveira Ramos)

Essa camada mais plástica do ator que salta para palcos maiores, que tem de mostrar que está sempre bem, quer nas redes sociais, quer na vida real, não é algo que a preocupe muito. Nem quando se falou muito da sua nomeação para melhor atriz, onde estavam nomeadas Scarlett Johansson ou Meryl Streep.
Não estive ao lado da Meryl Streep, se estivesse, desmaiava. É uma atriz genial. Nem estive a concorrer com ela. Neste caso, um filme quando é nomeado, a equipa é nomeada. É algo automático. Não foi uma indicação só para mim, é importante que isto fique claro. Sempre tive os pés muito assentes na terra. Senti que a ida à Veneza foi uma visita à Disney.  Foi algo do género: vais viver um dia como uma estrela de cinema, diverte-te. Fazer de conta.

Mas essa projeção de um dia pode-se transformar em algo mais constante. Uma viagem grande.
Não sei. Esse é um dos mistérios da vida. Preocupo-me mais em rir-me de mim própria. Às vezes sou muito ridícula.

Hoje em dia está-se muito sério. 
Pois, é uma chatice…

Agora façamos uma viagem de 180 graus. Se o teatro é uma porta para a loucura. O cinema é o quê?
É a mesma coisa… É uma loucura diferente. No cinema há um lado introspectivo, de contenção sempre constante, e, ao mesmo tempo, isso ter de ser verdade. Há muitas camadas. A câmara é uma lupa, eu sou exagerada na maneira de ser, rio alto, sou palhacita da família, faço caretas e, por causa da timidez, no cinema, tem de ser tudo contido. Ser-se assim de maneira a ser verdade é todo um trabalho que tenho de fazer em casa. É quase entrar numa espécie de bolha com os colegas e o realizador.

Sair da bolha é complicado.
Pois. Na altura da “Herdade”, o Tiago Guedes perguntou-me se estava contente por acabar. Disse que sim! Porque estava ansiosa por acabar as filmagens, estava a sofrer muito, já não estava a aguentar. Passado dois ou três dias fui para a praia, depois fiz uma grande viagem a seguir. Despir mesmo aquele peso todo.

Falando nesses papéis difíceis de despir, contou uma vez que sofreu horrores por ter feito um exercício de teatro, a jangada, onde é preciso escolher pessoas para mandar borda fora. Ficou a sentir-se como uma assassina. Se fizesse hoje o exercício, quem mandava borda fora?
Mandava os gajos todos de extrema direita que andam aí a dizer disparates. Não me sentia nada mal. E os corruptos, que há muitos. Andam aí de cabeça erguida.

Agora já não vai dormir mal com essa resposta. Falemos de televisão. Projetos como o “Super-Pai”, onde a Sandra entrou e que acabam por marcar uma era televisiva e também a infância de muita gente, ainda fazem sentido hoje em dia?
Não, esses tempos já não existem. Há muita coisa a acontecer, cada miúdo tem a sua televisão. Depois há fenómenos como o “Stranger Things” ou o “Game of Thrones”. Já não vamos ter a família toda reunida na sala a ver o episódio de uma série ou de uma telenovela. Isso já não existe. Ainda apanhei essa fase. Há muitos jovens que vêm ter comigo, com um ar de ternura, a dizer que gostavam muito de mim, que fazia de Isabel, porque os marquei. Isso joga a favor e contra. É tão carinhoso e bonito, fico mesmo contente. Fiz bem a este miúdo, foi porreiro, penso.

"Claro que faria outra coisa. Limpo casas, passo a ferro, posso trabalhar num restaurante. Aprendo rápido porque sou curiosa. Mas até conseguir manter-me nesta profissão, enquanto conseguir ir fazendo, acho que vou continuar."

Há atores que preferem esquecer esse passado.
Tem a ver também com a vida, está tudo ligado. Não podemos negar aquilo que somos, se não enganamo-nos. O nosso percurso tem muito valor, caramba. Vou renegar uma coisa dessas? Adorava trabalhar com o Scorsese ou com o… não me lembro, está a ver, é da idade?

Já se lembra, já se lembra…
Deixe-me pensar. Estou com uma grande branca! Pronto, não interessa. Mesmo que vá trabalhar com um grande realizador norte-americano ou europeu, ia estar a negar que fiz o “Super Pai”? É extraordinário.

Falando nas novas plataformas, a Sandra está no “Glória” do Tiago Guedes, que vai estar na Netflix. O método de trabalho muda muito?
[lembra-se do realizador ] Almodóvar! Adorava trabalhar com o Almodóvar!

Estava a pensar nesse quando se esqueceu.
Mas já está velhinho, anda a realizar muito pouco, as possibilidades são mínimas. Mas, desculpe, continue.

Era isso que queria perguntar: trabalhar para uma grande plataforma difere assim tanto dos outros trabalhos que já fez?
É igual. Estou a trabalhar com um realizador que já é meu amigo, super exigente, quer tudo ao pormenor. Como estou a trabalhar com ele, não sei como seria com outro. Se fosse para a RTP1 ou para a Netflix, seria a mesma coisa. É mais um trabalho.

Mas acredita que abre outras portas?
Não sei. Adorava, claro que sim. Nem sequer personalizo isto, porque o meu papel nem é assim de uma relevância que permita abrir portas para o que quer que seja. Espero é que se comece a produzir mais. Que seja o início de uma bela amizade.

Quando diz que esteve muito ocupada, quer dizer que 2020 foi muito trabalhoso?
Quando estivemos em confinamento em março e abril, fiquei em casa, não fiz nada. Agora estes últimos meses, sim. Os projetos foram-se amontoando, porque tinha tudo distribuído. Houve um mês em que estava a fazer o “Glória”, a entrar numa peça da Formiga Atómica e em ensaios do “Cerejal”. Estava num processo completamente esquizofrénico. Quando voltámos ao trabalho, foi tudo reagendado e encavalitaram-se umas coisas em cima das outras.

A Sandra é muito ligada à família. Essa gestão foi sempre fácil? Especialmente agora com distanciamento social, máscara, confinamento.
Quando foi o Natal, ficámos só as irmãs e a minha mãe juntas. Fizemos todos os testes, porque ela é uma doente de alto risco. No outro dia estive com uma prima minha, de máscara, porque se ficar doente ponho uma equipa toda em risco. Continuamos a comunicar umas com as outras, com muito cuidado. Mas não consigo deixar de estar com elas, senão enlouqueço. Nunca estive muito longe, estou sempre perto. Nunca estive longe um mês ou dois meses fora. O máximo é uma semana ou um fim de semana. Não foi preciso lidar com isso. Se tivesse que acontecer, teria de me organizar, ponto final. Mas a vida não me tem trazido isso.

Ciristina Carvalhal e Paulo Pinto fazem parte do elenco da encenação de "O Cerejal" assinada por Sandra Faleiro

Teve sempre tendência para as artes, acha que um dia vai largar a profissão e, por exemplo, plantar batatas?
Essa é uma ideia que me agrada muito. Espero acabar os meus dias a plantar batatas, couves, tratar de flores. Gostava disso. Ler, pintar, plantar, receber os netos e cozinhar para a família. Mas não sei fazer outra coisa, não sei mesmo. Nem ser feliz de outra forma. Não vale a pena estar a enganar. Estou sempre a achar que para o ano desisto. Estou sempre nisto. Só que gosto muito. Claro que faria outra coisa. Limpo casas, passo a ferro, posso trabalhar num restaurante. Aprendo rápido porque sou curiosa. Mas até conseguir manter-me nesta profissão, enquanto conseguir ir fazendo, acho que vou continuar.

Em Portugal, deduzo. A carreira internacional não é algo que a entusiasme?
Depende do país. Estados Unidos da América não me entusiasma muito, acho que é uma selva, sem ser Nova Iorque, que é um mundo à parte. Não me importava de ir para Berlim, Austrália ou Itália. Não me importava nada. Levava os meus filhos, tinha de ser.

Para quem gosta tanto de rir e de se expor ao ridículo, não há nada que a chateie?
Falta de sentido de humor. Enerva-me. É falta de respeito. Fico doente.

O meio do cinema e do teatro por vezes tem um pouco de falta de sentido de humor.
Tem a ver com a imagem que as pessoas têm de fora. O meio sempre teve sentido de humor. A maior parte são pessoas interessantes e engraçadas. Uma das coisas que faz ter uma certa fé na humanidade é que não há assim tantas pessoas más. Quando existem, criam mossa, ficamos ali a remoer durante muito tempo. Só que há pessoas mesmo engraçadas e divertidas. Muito parvas, aliás, como eu, o que é ótimo. Isso é maravilhoso.

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