Explicador

O que está a dividir o Bloco de Esquerda

Agosto 201429 Agosto 2014237
Rita Dinis

E como surge a Esquerda Alternativa?

Pergunta 11 de 14

A Esquerda Alternativa surge como resposta à criação da tendência Socialismo. Foi criada pelos nomes mais proeminentes da UDP, como Luís Fazenda, Pedro Filipe Soares, Helena Pinto e Joana Mortágua, mas não representa a UDP no seu todo.

A criação desta tendência foi aprovada na Assembleia Fundadora da Esquerda Alternativa, realizada a 29 de março de 2014: dos 33 assinantes, apenas 13 são filiados na UDP. Na mesma lógica, dos 36 membros da direção nacional da UDP, 23 não assinaram a Esquerda Alternativa. É o caso dos históricos Mário Tomé e Manuela Tavares e também de Pedro Soares, um dos primeiros presidentes da UDP.

Em dezembro 2013 foi aprovada na VIII Conferência Nacional da UDP ‘Dez teses sobre a UDP e o Bloco no tempo das tendências’, onde a direção da UDP já deixava claro que queria dar resposta à tendência Socialismo, que dizem ter sido criada sem o aval da UDP. A Esquerda Alternativa viria a ser criada três meses depois, em reação: “Internamente o Bloco está a entrar numa nova fase, em que a articulação maioritária entre as correntes fundadoras e muitas pessoas fora dessas correntes deu lugar a novas relações de forças e a novas regras de organização democrática da sua pluralidade genética. No atual panorama bloquista há, naturalmente, muito espaço para além da única tendência até agora formalizada. Temos consciência de que, tal como outros bloquistas, os aderentes da UDP não quererão ficar de fora desta nova fase da organização interna do bloco e do desafio lançado para o debate democrático”, lê-se.

No texto que dá origem à criação da Esquerda Alternativa lê-se que a criação da tendência socialismo “empobreceu o pluralismo essencial ao Bloco” e “obrigou a uma atitude”, ao mesmo tempo que fica patente uma crítica à tentativa de acabar com “as correntes fundadoras” e de “legitimar apenas as tendências inscritas no Bloco”.

A constituição da Esquerda Alternativa surge assim para vincar a necessidade defendida pela velha UDP de continuar a apoiar a existência de forças diferentes dentro do BE: “a proposta de criação do Bloco, em 1999, manifestou a vocação unitária dos seus promotores. Esse mesmo espírito, a que temos chamado “juntar forças”, continua a nortear-nos. Continuamos a valorizar leituras diferentes das finalidades da nossa ação. A participação só existe num ambiente plural”, lê-se.

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