Resultados finais de Freguesia de Muro
Resultados das eleições de Muro em 2025
A coligação PPD/PSD.CDS-PP manteve a liderança na freguesia de Muro nas eleições autárquicas de outubro de 2025, conquistando a presidência com 50,21% dos votos (584 votos). Segundo os resultados oficiais para a Freguesia de Muro Interativo de Resultados do Observador, a coligação social-democrata registou uma descida significativa face a 2021, quando obteve 66,92% dos votos.
A assembleia de freguesia ficou composta da seguinte forma:
- PPD/PSD.CDS-PP: 5 mandatos (50,21%)
- PS-PAN-L: 4 mandatos (38,26%)
- CH: 0 mandatos (7,39%)
- PCP-PEV: 0 mandatos (0,95%)
A coligação de esquerda PS-PAN-L emergiu como principal força de oposição, conquistando 4 mandatos com 38,26% dos votos, representando um crescimento substancial comparativamente aos 25,97% obtidos pelo PS isoladamente em 2021. O Chega obteve 7,39% dos votos mas não conseguiu eleger qualquer representante.
A taxa de participação eleitoral foi de 69,85%, registando um aumento face aos 65,81% de 2021, com 1.163 votantes num universo de 1.665 eleitores inscritos. Os votos brancos representaram 1,72% e os nulos 1,46% do total.
Para consultar todos os resultados, aceda à cobertura completa das Eleições Autárquicas 2025 do Observador.
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Liderança atual da Freguesia de Muro
A Freguesia de Muro é atualmente presidida por José Fernando da Costa Martins, eleito pela coligação PPD/PSD-CDS/PP. A sede da Junta de Freguesia localiza-se na Rua José de Moura Coutinho, n.º 419, funcionando de segunda a sexta-feira das 8h30 às 12h30 e das 14h30 às 18h30.
Evolução eleitoral na Freguesia de Muro desde 2013
A análise dos resultados eleitorais das últimas três eleições autárquicas revela uma evolução significativa no panorama político local. Em 2013, a coligação de centro-direita obteve 51,55% dos votos (564 votos), conquistando a presidência com 5 mandatos na Assembleia de Freguesia. O PS ficou em segundo lugar com 40,13% (439 votos) e 4 mandatos.
Em 2017, verificou-se uma inversão de tendência, com a coligação PPD/PSD-CDS/PP a reforçar a sua posição, obtendo 56,62% dos votos (633 votos) e 6 mandatos. O PS registou uma descida para 35,87% (401 votos) e 3 mandatos. A taxa de participação aumentou ligeiramente para 69,18%.
As eleições de 2021 consolidaram a hegemonia da coligação de centro-direita, que alcançou o seu melhor resultado com 66,92% dos votos (706 votos) e 7 mandatos. O PS manteve-se como segunda força política com 25,97% (274 votos) e 2 mandatos. Registou-se também a entrada de novos partidos: o Chega com 1,99% (21 votos) e a CDU com 2,18% (23 votos). A taxa de abstenção foi de 34,19%, ligeiramente superior à de 2017.
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Candidatos à presidência da junta de freguesia 2025 em Muro
Lista de Candidatos:
- José Fernandes Martins – Candidato pelo Unidos Pela Trofa – Coligação PSD/CDS
- André Campos Azevedo – Candidata pelo Trofa em Primeiro – Coligação PS/PAN/Livre
- Maria Inês Campos – Candidato pelo Partido Chega!
- NOME CANDIDATO – Candidato pela Coligação Democrática Unitária – PCP/PEV
Demografia e território da Freguesia de Muro
A Freguesia de Muro tem 5,81 km² de área e 1838 habitantes segundo o censo de 2021, registando uma densidade populacional de 316,4 hab./km². Estes dados do Instituto Nacional de Estatística mostram um ligeiro crescimento populacional face aos censos anteriores, acompanhando a tendência de desenvolvimento do concelho da Trofa.
A freguesia caracteriza-se por um território predominantemente rural, mas com crescente pressão urbanística devido à proximidade com o Porto e às boas acessibilidades. Antes da instituição do município da Trofa, a freguesia fazia parte do município de Santo Tirso, tendo sido integrada no novo concelho aquando da sua criação.
A estrutura etária da população reflete as tendências demográficas nacionais, com um progressivo envelhecimento populacional. Este facto constitui um dos principais desafios para a próxima administração local, exigindo políticas específicas de apoio aos idosos e de atração de jovens famílias.
Participação cívica e proximidade local em Muro
A participação eleitoral na Freguesia de Muro tem-se mantido acima da média nacional. Nas últimas eleições autárquicas, a taxa de participação foi de 65,81% em 2021, 69,18% em 2017 e 67,32% em 2013. Estes valores demonstram um envolvimento significativo da população nos processos democráticos locais.
A proximidade entre eleitos e eleitores constitui uma característica distintiva da política local. Os candidatos têm procurado estabelecer uma ligação direta com a comunidade, como refere Maria Inês Campos: “Quero ser a ponte entre a Junta e cada um de vós, o porta-voz das vossas necessidades e inspirações”.
O tecido associativo local desempenha um papel importante na dinamização da vida comunitária, contribuindo para a coesão social e para a participação cívica. As organizações locais constituem parceiros privilegiados da administração autárquica na implementação de políticas de proximidade.
Localidades e lugares da Freguesia de Muro
A Freguesia de Muro integra várias localidades e lugares que conferem diversidade ao território. Para além da sede de freguesia, destacam-se localidades como Gueidãos, que beneficia de boa acessibilidade e proximidade com equipamentos de ensino superior como o ISMAI.
O território da freguesia caracteriza-se por uma ocupação dispersa, típica das áreas rurais do Norte de Portugal, mas com crescente pressão urbanística. Alguns dos desafios identificados incluem o estado das estradas, o abandono de alguns espaços públicos e a necessidade de revitalização do comércio local.
A preservação do património local e a valorização das tradições constituem elementos importantes da identidade da freguesia. Os candidatos têm defendido a necessidade de investir na reabilitação urbana, na cultura e na tradição, como forma de devolver dignidade ao território.
As eleições autárquicas de 12 de outubro de 2025 serão decisivas para definir o futuro desenvolvimento da Freguesia de Muro, numa altura em que se colocam importantes desafios ao nível da mobilidade, habitação e coesão social. A escolha dos eleitores determinará as políticas que irão moldar o território nos próximos quatro anos.