Momentos-chave
- O que se passou até agora
- Presidente argentino anuncia mudança da embaixada em Israel para Jerusalém em 2026
- Manifestação pró-Palestina é compreensível perante “catástrofe humanitária”, diz Rangel
- O que se passou até agora
- Embaixadas dos EUA no Bahrain e no Kuwait também evacuadas. Reino Unido emite alerta para navios
- Israel recupera corpo de mais um refém israelita
- "Não aceitamos este sistema que promove genocídio". Manifestantes interrompem ação de Paulo Rangel na Feira do Livro para criticar Governo
- Ataque israelita ao sul do Líbano faz pelo menos um morto e três feridos
- Egipto apoia "pressões a Israel", mas impõe "autorizações prévias" para qualquer ação pró-Gaza
- EUA preparam-se para evacuar embaixada no Iraque, depois de o Irão ameaçar atacar bases americanas
- Administração Trump tenta demover países de participarem em conferência da ONU sobre solução de dois estados
- Centenas de ativistas a caminho da Faixa de Gaza. Querem desafiar o bloqueio israelita
- Mais de 55 mil palestinianos mortos em 20 meses de conflito
- Mais sete pessoas foram mortas em Gaza esta quarta-feira
- Israel admite ter disparado "tiros de aviso" no corredor de Netzarim, onde terão morrido 25 pessoas esta quarta-feira
- Ministério da Saúde de Gaza diz que 35 pessoas foram mortas em Gaza hoje
- Trump diz que está "cada vez menos confiante" num acordo nuclear para o Irão
- Oposição israelita vai apresentar projeto hoje para dissolver parlamento
- Rússia diz estar disponível para retirar material nuclear em excesso do Irão
- Embaixador norte-americano em Israel acha que não haverá estado palestiniano "durante a nossa vida"
- "Situação em Gaza é absolutamente intolerável", diz António Costa
- Pelo menos 25 mortos perto de centro de distribuição de ajuda
Histórico de atualizações
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O que se passou até agora
- O Presidente argentino Javier Milei anunciou que a embaixada da Argentina em Israel será transferida para Jerusalém Ocidental em 2026. Esta mudança alinha-se com a decisão de alguns outros países, contrariando o consenso internacional, que mantém embaixadas em Telavive. O Presidente secundou também críticas a ativistas internacionais, nomeadamente Greta Thunberg.
- O conflito entre Israel e o Hamas resultou na morte de mais de 55 mil palestinianos nos últimos 20 meses, segundo o Ministério da Saúde de Gaza. As operações militares de Israel em Gaza foram severamente criticadas pela comunidade internacional, com António Costa, presidente do Conselho Europeu, a classificar a situação em Gaza como “intolerável” e uma violação do Direito Internacional.
- Os Estados Unidos preparam-se para evacuar várias das suas embaixadas no Médio Oriente, após aumentarem as tensões regionais devido às negociações com o Irão sobre o programa nuclear. O Irão ameaçou atacar bases americanas caso as negociações falhem, aumentando os riscos de segurança na região.
- Tensões diplomáticas aumentaram no Médio Oriente, com protestos pro-palestinianos ocorrendo em várias regiões, incluindo uma manifestação em Lisboa onde manifestantes acusaram o governo português de cumplicidade no conflito em Gaza. A situação crítica em Gaza levou a protestos e declarações de apoio à causa palestiniana, sublinhando a urgência de uma solução diplomática e humanitária.
[A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 4.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui, o segundo aqui e o terceiro aqui]
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Bom dia. Terminamos aqui a cobertura do conflito no Médio Oriente.
Pode acompanhar todos os desenvolvimentos desta quinta-feira no liveblog que agora abrimos. Obrigada por estar connosco.
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Presidente argentino anuncia mudança da embaixada em Israel para Jerusalém em 2026
O Presidente argentino, Javier Milei, anunciou esta quarta-feira no parlamento israelita (Knesset) que a embaixada do seu país em Israel será transferida em 2026 de Telavive para Jerusalém.
“Tenho o orgulho de anunciar que, em 2026, a transferência da nossa embaixada para a cidade de Jerusalém Ocidental entrará em vigor, como prometemos”, disse Milei no Knesset, onde foi convidado a discursar por ocasião da sua segunda visita oficial a Jerusalém.
Quase todos os países que mantêm uma presença diplomática formal junto das autoridades israelitas têm embaixadas em Telavive. Apenas os Estados Unidos, a Guatemala, as Honduras, o Kosovo, a Papua-Nova Guiné e o Paraguai possuem embaixadas em Jerusalém, contrariando o consenso internacional.
Devido à sua importância para os judeus, cristãos e muçulmanos, o Plano de Partilha da Palestina adotado pela ONU em 1947 previa um estatuto internacional especial para a cidade, mas esta acabou dividida após a Guerra Árabe-Israelita de 1948, ficando a zona ocidental sob controlo israelita e a oriental sob administração jordana.
Ainda no Knesset, Milei secundou hoje críticas do governo israelita a Greta Thunberg, deportada de Israel na terça-feira pela sua participação na Flotilha da Liberdade, descrevendo a ativista sueca como uma “ex-ativista climática que se tornou mercenária”.
“Um parágrafo à parte para a ex-ativista climática que se tornou mercenária, ativista por tudo o que a esquerda internacional lhe diz em troca de um pouco de imprensa e câmaras”, disse Milei no seu discurso.
O líder argentino acusou a jovem sueca de se ter envolvido numa “performance de vitimização nos últimos dias”, referindo-se ao período que passou detida pelas autoridades israelitas, desde a interceção do barco Madleen na manhã de domingo até à sua partida do país na terça-feira num avião para França.
Milei criticou o facto de tal ter acontecido enquanto “dezenas de cidadãos israelitas e internacionais, incluindo argentinos, permanecem raptados em condições desumanas pela organização assassina Hamas”.
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Manifestação pró-Palestina é compreensível perante “catástrofe humanitária”, diz Rangel
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, disse hoje compreender a manifestação de jovens em defesa da Palestina, perante a “catástrofe humanitária” da guerra em Gaza, durante uma conferência em Lisboa, rejeitando as acusações de genocídio.
“Há uma coisa que eu compreendo: perante a catástrofe que está em causa, é natural que pessoas, jovens e mais velhos, se levantem desta forma. Isso não acho extraordinário, acho natural e não acho sequer censurável. Acho que faz parte da liberdade de manifestação”, comentou Paulo Rangel, no início da sua intervenção na conferência “40 Anos de Portugal na União Europeia: O Legado de Mário Soares e os Desafios do Futuro”, na Feira do Livro, em Lisboa.
“É até compreensível, dada a catástrofe humanitária que está em curso”, comentou ainda.
No início da conferência, cinco jovens acusaram o chefe da diplomacia portuguesa e a União Europeia de serem “culpados de genocídio”, irrompendo no recinto, com cartazes em que se lia “Rangel culpado de genocídio”, “UE culpada de genocídio”, “Para de consentir, começa a agir”, empunhando uma bandeira da Palestina.
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O que se passou até agora
- Israel noticiou a recuperação do corpo de Yair Yaakov, um refém israelita raptado em 7 de outubro de 2023 do Kibutz Nir Oz. O filho de Yaakov expressou nas redes sociais a sua dor e agradeceu às Forças de Defesa de Israel e ao Shin Bet por recuperarem o corpo.
- A situação na Faixa de Gaza permanece crítica, com mais de 55 mil palestinianos mortos em 20 meses de conflito entre Israel e o Hamas, segundo o Ministério da Saúde de Gaza. As tensões são exacerbadas por recentes ataques israelitas, que resultaram em dezenas de mortos, incluindo 35 num único dia.
- António Costa, presidente do Conselho Europeu, criticou Israel pela situação em Gaza, qualificando-a de intolerável e violadora do Direito Internacional. A posição da Europa foi clara ao condenar tanto a ação do Hamas quanto as contínuas ações militares de Israel, defendendo um cessar-fogo imediato e a entrada de ajuda humanitária na região.
- As tensões diplomáticas entre os Estados Unidos e o Irão estão a aumentar, com as negociações sobre o programa nuclear iraniano em risco de colapso. A possível falha nas negociações aumentou as tensões na região, levando os EUA a preparar a evacuação de embaixadas no Iraque, Bahrain e Kuwait. As perspetivas de um acordo nuclear são cada vez menos promissoras, segundo declarações do Presidente Donald Trump e ameaças do ministro da Defesa iraniano.
[A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 4.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui, o segundo aqui e o terceiro aqui]
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Embaixadas dos EUA no Bahrain e no Kuwait também evacuadas. Reino Unido emite alerta para navios
Depois de a Reuters ter avançado que a embaixada norte-americana no Iraque vai ser evacuada, também as embaixadas dos EUA no Bahrain e no Kuwait receberam ordens de evacuações parciais. A ordem é para que todo o pessoal não-essencial seja retirado, avança a Associated Press.
Entretanto, a porta-voz da Casa Branca Anna Kelly confirmou as informações avançadas por oficiais norte-americanas às agências de notícias.
“O Departamento de Estado analisa regularmente o pessoal americano no exterior, e essa decisão foi tomada como resultado de uma revisão recente”, disse Kelly.
Também o Reino Unido lançou hoje um alerta aos navios que circulam na região, avisando para uma possível “escalada da atividade militar”.
UKMTO MSCIO JMIC – ADVISORY 021-25https://t.co/JywUOrs5GV#maritimesecurity #marsec pic.twitter.com/FyPnuxvsAk
— UKMTO Ops Centre (@UK_MTO) June 11, 2025
As tensões na região têm aumentado nos últimos dias, à medida que as negociações entre os EUA e o Irão sobre o programa nuclear do Irão parecem ter atingido um impasse.
Segundo alguns oficiais norte-americanos, é improvável que se realize a sexta ronda de negociações, agendada para o final desta semana.
Esta quarta-feira, o ministro da Defesa iraniano, Aziz Nasirzadeh,disse que Teerão poderá atacar as bases militares norte-americanas no Médio Oriente se as negociações em torno do programa nuclear iraniano falharem e se daí resultar um conflito com os EUA.
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Israel recupera corpo de mais um refém israelita
Israel recuperou, esta quarta-feira, o corpo do refém israelita Yair Yaakov que foi raptado do Kibutz Nir Oz no dia 7 de outubro de 2023, avança o jornal Haaretz.
O filho de Yaakov, Yagil, escreveu nas redes sociais que “não sabe como reagir” à notícia.
“Estou ansioso pelo teu funeral. Amo-te e sabia que este dia chegaria”. Yagil agradeceu às Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) e ao Serviço de Segurança Shin Bet, acrescentando que espera que os restantes reféns regressem através de um acordo assinado com o Hamas “que não ponha em risco a vida dos soldados”.
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"Não aceitamos este sistema que promove genocídio". Manifestantes interrompem ação de Paulo Rangel na Feira do Livro para criticar Governo
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel — que estava a participar numa conferência sobre os 40 anos da adesão de Portugal à União Europeia (CEE, na altura) na Feira do Livro de Lisboa — foi interrompido por um grupo de manifestantes pró-palestinianos que o acusou de “genocídio”, criticando a posição do Governo português em relação ao conflito israelo-palestiniano.
“Tanto o ministro dos Negócios Estrangeiros como a União Europeia estão a ser cúmplices do genocídio que está a decorrer neste momento em Gaza. Nós viemos aqui para culpabilizá-los pela fome, pela miséria, pelas mortes que estão a acontecer neste momento na Faixa de Gaza e dizer que não aceitamos este sistema que promove genocídio, colonialismo, a guerra e o colapso climático”, referiu uma das cinco pessoas presente na manifestação organizada pelos movimentos Climáximo e Greve Climática Estudantil.
O grupo, que foi retirado pelas forças policiais da tenda onde estava a decorrer a conferência, tinha cartazes com as frases “Palestina livre”, “Para de consentir, começa a agir” e “Rangel culpado de genocídio”.
“Nós não vamos parar até que a Palestina seja livre”, garantiu um dos manifestantes.
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Ataque israelita ao sul do Líbano faz pelo menos um morto e três feridos
Pelo menos uma pessoa morreu e três ficaram feridas na sequência de um ataque israelita com drones na cidade de Beit Lif, no sul do Líbano, avança o Ministério da Saúde de Gaza, citado pela Al Jazeera.
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Egipto apoia "pressões a Israel", mas impõe "autorizações prévias" para qualquer ação pró-Gaza
O Egipto salientou, esta quarta-feira, “a importância das pressões a Israel para levantar o bloqueio a Gaza”, embora afirme que qualquer ação de delegações estrangeiras pró-palestinianas no seu território deveria obter uma “autorização prévia”.
Esta posição, expressa pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, surge no momento em que o ministro da Defesa israelita, Israel Katz, pressionou as autoridades egípcias a bloquear um comboio terrestre de militantes pró-palestinianos que se dirigia para a Faixa de Gaza, depois de ter partido da Tunísia e chegado à Líbia.
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EUA preparam-se para evacuar embaixada no Iraque, depois de o Irão ameaçar atacar bases americanas
Os Estados Unidos estão a preparar a evacuação da sua embaixada em Bagdad, no Iraque, avança a Reuters, citando um oficial iraquino e uma fonte norte-americana. Em causa está o aumento dos riscos de segurança na região.
A decisão de evacuar a embaixada surge horas depois de o ministro da Defesa iraniano, Aziz Nasirzadeh, ter dito que Teerão vai atacar as bases militares norte-americanas no Médio Oriente se as negociações em torno do programa nuclear iraniano falharem e se daí resultar um conflito com os EUA.
“Alguns oficiais do outro lado [americano] ameaçam partir para o conflito se as negociações não se concretizarem. Se um conflito nos for imposto … todas as bases dos EUA estão ao nosso alcance e nós iremos atingi-las corajosamente nos países onde estão”, disse Nasirzadeh durante uma conferência de imprensa.
A sexta ronda de negociações entre os dois países está marcada para o final desta semana. É esperado que o Irão faça uma contraproposta aos EUA, depois de a última ter sido rejeitada pela delegação norte-americana.
Já esta quarta-feira, Donald Trump, disse que está “cada vez menos confiante” num acordo sobre o programa nuclear do Irão numa entrevista ao podcast Pod Force One.
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Administração Trump tenta demover países de participarem em conferência da ONU sobre solução de dois estados
A Administração Trump está a contactar vários países de modo a tentar demovê-los de participarem numa conferência da ONU, que vai decorrer na próxima semana, sobre uma solução de dois estados para o conflito israelo-palestiniano, noticia a agência Reuters.
Os EUA enviaram esta terça-feira um telegrama em jeito de aviso a vários países: se estes, em resultado da conferência, levarem a cabo “ações anti-Israel” poderão ser vistos como países que atuam contra os interesses de política externa dos EUA e sofrer consequências diplomáticas por parte de Washington.
A administração Trump avisa também que se vai opor a quaisquer declarações de reconhecimento unilateral do estado da Palestina.
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Centenas de ativistas a caminho da Faixa de Gaza. Querem desafiar o bloqueio israelita
Uma coluna de viaturas com centenas de ativistas pró-palestinianos já chegou à Líbia e está a caminho da Faixa de Gaza para desafiar o bloqueio humanitário imposto por Israel ao enclave, escreve o Times of Israel.
A coluna de ativistas, que partiu da Argélia e já passou pela Tunísia, tem a bordo cerca de 1500 pessoas, segundo a contabilização feita pela Associated Press.
Os ativistas planeiam chegar a Gaza via Egipto, através da passagem de Rafah, em carros e autocarros.
JUST IN ????
???????????????????????? A warm welcome from the Libyans to the Tunsian and Algerians participating in the land aid convoy to Gaza, aiming to break the siege. Food and drinks were provided by Libyan citizens, while gas stations offered free fuel. pic.twitter.com/AUprZT0In6
— Carthage Magazine (@CarthageMagTN) June 10, 2025
A coluna de viaturas com ativistas vai agora passar pelas cidades líbias de Trípoli, Misrata, Sirte e Benghaz, até chegar à fronteira com o Egito. Depois, deverá dirigir-se para o Cairo.
Segundo um dos ativistas pró-palestinianos que está a fazer a viagem, Zayed al-Hamami, o objetivo é pressionar Israel a restabelecer a entrega de ajuda humanitária à Faixa de Gaza. O organizador da viagem, Terkiya Shayibi, garantiu que uma eventual resposta violenta de Israel contra o comboio não irá assustar os ativistas.
Após um bloqueio de onze semanas — com o objetivo de pressionar o Hamas a libertar os reféns ainda sequestrados em Gaza —, Israel começou a permitir a entrada de ajuda humanitária em maio. No entanto, a distribuição de ajuda tem sofrido várias perturbações desde então, com a Gaza Humanitarian Foundation, organização privada responsável pela entrega de alimentos, a interromper a entrega de alimentos por razões de segurança.
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Mais de 55 mil palestinianos mortos em 20 meses de conflito
O número de palestinianos mortos no conflito entre Israel e o Hamas, que dura há 20 meses, ultrapassou os 55 mil, de acordo com dados do Ministério da Saúde de Gaza, considerados confiáveis pela ONU.
O ministério não faz distinção entre civis e combatentes, mas afirmou que as mulheres e as crianças representam mais de metade dos mortos.
Segundo o ministério, desde o início da guerra, foram mortas 55.104 pessoas e 127.394 ficaram feridas. Estima-se que muitas mais estejam soterradas sob os escombros ou em zonas inacessíveis.
O Ministério da Saúde faz parte do governo do movimento islamita palestiniano Hamas, mas é composto por profissionais médicos que mantêm e publicam registos pormenorizados. O número de mortos em conflitos anteriores coincide em grande medida com o de peritos independentes, embora Israel tenha questionado estes números
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Mais sete pessoas foram mortas em Gaza esta quarta-feira
Um ataque israelita no bairro de Tuffah, na cidade de Gaza, matou pelo menos sete pessoas, esta quarta-feira, reporta a Al Jazeera, de acordo com fontes médicas no local.
Esta manhã, pelo menos 25 pessoas terão sido mortas no centro de distribuição de ajuda da Fundação Humanitária para Gaza.
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Israel admite ter disparado "tiros de aviso" no corredor de Netzarim, onde terão morrido 25 pessoas esta quarta-feira
As forças armadas israelitas (IDF) admitiram ter disparado “tiros de aviso” na zona do Corredor de Netzarim, onde as autoridades de saúde em Gaza reportaram a morte de 25 pessoas esta manhã durante a distribuição de comida da Fundação Humanitária para Gaza.
Num comunicado emitido pelas IDF no Telegram, lê-se que os disparos foram “contra suspeitos que estavam a avançar e que representavam uma ameaça para as tropas, na área do Corredor de Netzarim”.
“As IDF têm conhecimento de relatos sobre feridos, estando os pormenores a ser analisados”, lê-se ainda.
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Ministério da Saúde de Gaza diz que 35 pessoas foram mortas em Gaza hoje
35 pessoas foram mortas na Faixa de Gaza hoje, informou o Ministério da Saúde de Gaza num comunicado citado pela Reuters.
A maioria dos mortos foram no centro de distribuição de ajuda da Fundação Humanitária para Gaza, onde 25 pessoas terão sido mortas esta manhã.
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Trump diz que está "cada vez menos confiante" num acordo nuclear para o Irão
O Presidente norte-americano, Donald Trump, disse que está “cada vez menos confiante” num acordo sobre o programa nuclear do Irão numa entrevista ao podcast Pod Force One, citado pela Reuters.
Questionado sobre se conseguia encerrar o programa de enriquecimento de urânio de Teerão, Trump disse que “não sabia”.
“Eu achava que sim, mas estou a ficar cada vez menos confiante em relação a isso”, acrescentou.
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Oposição israelita vai apresentar projeto hoje para dissolver parlamento
Os partidos da oposição israelita confirmaram que vão apresentar esta quarta-feira um projeto para dissolver o Knesset (parlamento israelita).
Num comunicado conjunto citado pelo Times of Israel, os vários partidos da oposição confirmaram que decidiram “retirar da agenda” os projetos de lei da oposição para “concentrar todos os esforços num só objetivo: derrubar o governo”.
Na declaração dos partidos lê-se ainda que a decisão foi “unânime e vinculativa para todas as fações” contra o executivo de Netanyahu presentes no Knesset.
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Rússia diz estar disponível para retirar material nuclear em excesso do Irão
A Rússia disse que está disponível para facilitar a remoção de material nuclear em excesso detido pelo Irão, se os EUA ou o governo de Teerão.
“Se necessário, mais uma vez, é muito importante estipular aqui, se necessário, se as partes o considerarem necessário, a Rússia estará pronta a prestar esses serviços”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, na conferência de imprensa diária citada pela RIA Novosti.