Momentos-chave
- PCP já elegeu novo Comité Central, com seis votos contra e oito abstenções
- Novo Comité Central eleito por larga maioria. 20% são membros novos
- Raimundo: "Não podemos partir para as eleições autárquicas voltando a fazer um frete ao Chega"
- Paulo Raimundo reconhece que "havia outras formas de dizer" o que o PCP disse sobre a guerra na Ucrânia
- Paulo Raimundo diz que PS "fez favor" a Chega e IL, que estavam "comprometidos até ao pescoço"
- João Ferreira: PCP deve procurar eleitores no PS e captando "descontentamento e revolta que projetos reacionários procuram instrumentalizar"
- João Ferreira considera que não é transmitida "imagem fiel" do PCP e que tem de ser o partido a fazê-lo
- João Ferreira recorda que "PCP nunca faltou batalha" das presidenciais e garante que não será em 2026
- João Ferreira: "Paulo Raimundo tem feito uma afirmação notável no cargo de secretário-geral"
- João Ferreira sobre Lisboa: "Profissões de fé numa governação à esquerda valem o que valem" quando PS viabilizou Moedas
- Ilda Figueiredo diz que recusa do Governo em reconhecer estado da Palestina é "vergonhosa". Ouvem-se apupos no congresso
- PCP acusa "forças reacionárias" de tentativas de alterar Constituição
- "Os comunistas sempre viram para lá da máscara de Pedro Nuno"
- Miguel Tiago reconhece "erros de perceção" no discurso sobre a guerra, mas diz que país começa a perceber PCP
- PCP diz que "capitalismo evidencia ser o cerne dos problemas da humanidade"
- Jerónimo: "Ser diferente é o segredo da longevidade do PCP. Aqui continuamos de pé"
- Jerónimo: "Desenganem-se os que pensam ser possível levar o PCP a dissimular os seus princípios e fraquejar"
- Jerónimo de Sousa: "Este partido nunca teve uma vida fácil, mas nunca desistiu, sem vacilar"
- João Oliveira: "Queriam-nos derrotados, em debandada e isolados, mas encontraram-nos firmes e inconformados"
- Armindo Miranda recorda alerta de Cunhal sobre partido "fechado" e diz que há "bloqueios" na organização interna
- Paula Santos: "PCP não alinha no compadrio do PS ao PSD, CDS, Chega e IL"
- Jorge Pires denuncia "campanha contra o ensino público" e diz que Governo "adia" solução para falta de professores
- PCP aponta para a necessidade de uma "política alternativa" para fixar população no interior
- João Oliveira: "Pedro Nuno? Só pode ficar desiludido com o PS quem alimenta essas ilusões"
- Bernardino Soares: "Pedro Nuno disse umas coisas interessantes no passado, mas é a prática que conta"
- A denúncia do cerco, a crítica a Pedro Nuno e a rejeição de "falsas saídas" à esquerda. O discurso de Raimundo nas entrelinhas
Histórico de atualizações
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Paulo Raimundo: “Este não é o momento para desânimos. Confiem no PCP”
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PCP aposta no cansaço dos portugueses com a guerra e os seus gastos. "Alguém compreende isto?"
Comunistas admitiram que mensagem sobre a Ucrânia foi mal recebida mas acreditam população começa a ficar cansada. E usam avisos sobre desvio de recursos para “economia de guerra” como argumento.,
PCP aposta no cansaço dos portugueses com a guerra e os seus gastos. “Alguém compreende isto?”
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PCP já elegeu novo Comité Central, com seis votos contra e oito abstenções
Já está eleito o novo Comité Central do PCP, com uma renovação de 20% dos seus membros, num elenco ligeiramente mais curto (de 129 elementos passou para 125). A votação contou com seis votos contra e oito abstenções.
O dirigente José Capucho disse aos jornalistas, após uma votação à porta fechada, que saíram 29 dos membros do antigo Comité Central (que propôs a lista nova) mas “todos continuam integrados nas atividades do partido”.
Os resultados “demonstram unidade e coesão do PCP”, acrescentou. Em 2020, no último congresso, o Comité Central foi eleito com
Foi eleito com 602 votos a favor, três contra e seis abstenções – ou seja, 98,5% de aprovação.
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Novo Comité Central eleito por larga maioria. 20% são membros novos
Já está eleito o novo Comité Central do PCP, com uma renovação de 20% dos seus membros, num elenco ligeiramente mais curto (de 129 elementos passou para 125). A votação contou com seis votos contra e oito abstenções.
O dirigente José Capucho disse aos jornalistas, após uma votação à porta fechada, que saíram 29 dos membros do antigo Comité Central (que propôs a lista nova) mas “todos continuam integrados nas atividades do partido”.
Os resultados “demonstram unidade e coesão do PCP”, acrescentou. Em 2020, no último congresso, o Comité Central foi eleito com 602 votos a favor, três contra e seis abstenções – ou seja, 98,5% de aprovação.
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Raimundo: "Não podemos partir para as eleições autárquicas voltando a fazer um frete ao Chega"
Relativamente a eleições autárquicas, Paulo Raimundo recuperou a “ambição” de aumentar as autarquias que os comunistas têm atualmente. Se ter de trocar de candidato por limitação de mandatos fosse “condição para perder”, analisa Raimundo, pode-se “estar perante um grande resultado histórico porque o PS pode perder 50” e o PCP “ganhar”.
[Ouça aqui a entrevista a Paulo Raimundo]
Questionado sobre se há uma preocupação acrescida pelo crescimento do Chega, Raimundo foi perentório: “Não podemos partir para as eleições autárquicas voltando a fazer um frete ao Chega, colocando-o como se fosse o alfa ou o ómega ou das autárquicas. Farei um esforço muito grande para não dar esse palanque ao Chega.”
Ainda sobre as eleições presidenciais, Paulo Raimundo considera que “há nomes a mais para apenas um lugar”.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
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Paulo Raimundo reconhece que "havia outras formas de dizer" o que o PCP disse sobre a guerra na Ucrânia
Sobre a guerra na Ucrânia, Paulo Raimundo admite que “havia outras formas de dizer o mesmo”, mas considerando que a situação está “atualíssima”: “Até gostava que não tivéssemos tido razão, mas a realidade está-nos a mostrar isso.”
“Acho que [o que o PCP disse] foi empolado”, garante, frisando que a guerra não tinha começado naquele dia, que os intervenientes não eram apenas a Rússia e a Ucrânia e que era preciso que todos se movimentassem para a travar. “As opções foram todas ao contrário”, sublinha, crente de que “se resolva isto rapidamente”.
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Paulo Raimundo diz que PS "fez favor" a Chega e IL, que estavam "comprometidos até ao pescoço"
Questionado sobre o discurso inicial no Congresso do PCP, Paulo Raimundo diz que “é um facto que PS viabilizou o Orçamento” e que não só se “torna cúmplice” das políticas como também permitiu que Chega e IL não tivessem de votar favoravelmente.
“O PS vai ser responsável pelas consequências inevitáveis que estas opções políticas vão ter”, disse, para logo desabafar sobre o facto de Chega e IL terem sido permitidos a votar contra: “Já viu o favor que o PS lhes fez, com o qual estão comprometidos até ao pescoço.”
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
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Paulo Raimundo: "Resultados não nos satisfizeram nem transformámos derrotas em vitórias"
Paulo Raimundo, secretário-geral do PCP,sente-se agora “mais confortável” no fato de líder comunista, naquele que é o seu primeiro congresso no cargo.
“Resultados não nos satisfizeram nem transformámos derrotas em vitórias”, aponta, em entrevista ao Observador, focado na ideia de que o partido sabe como está, mas apostado em “fazer-se à vida” e “aumentar a influência social e política”.
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João Ferreira: PCP deve procurar eleitores no PS e captando "descontentamento e revolta que projetos reacionários procuram instrumentalizar"
João Ferreira, do Comité Central do PCP, fala agora aos congressistas. Explica que a “alternativa à política de direita” discutida no congresso se define por uma “rutura”, já que “foi a política de direita que aqui nos trouxe”.
Destaca a política patriótica e de esquerda e garante que “patriotismo não é uma forma de nacionalismo” e frisando que a política em causa promove, entre outras, “justiça” na distribuição da riqueza nacional.
O PCP, pela voz de João Ferreira, considera que é preciso “reforçar a democracia” e “acabar com o domínio do poder económico sobre o político e combater a corrupção”. “É necessário demonstrar a viabilidade [desta política]”, realça, recusando “soluções fáceis e prontas a servir ao final da esquina” e frisando que é preciso “alteração substancial” à política que existe.
Admite que o processo será “potencialmente longo”, mas que requer uma “ação determinada e persistente”, desde logo com o “desenvolvimento da luta de massas”. Para isto, diz, é necessário “ampliar a consciência das massa”, através de duas soluções: “Deslocando para a esquerda amplos setores da sociedade, seja na base social e eleitoral de outros partidos, como o PS, seja captando o descontentamento e revolta que projetos reacionários procuram instrumentalizar a seu favor”.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
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João Ferreira considera que não é transmitida "imagem fiel" do PCP e que tem de ser o partido a fazê-lo
João Ferreira considera que a “responsabilidade” do PCP nos últimos resultados tem estado presente na discussão do presente congresso, “sem pretender que tudo depende do PCP e que todos os sucessos serão atribuíveis ao PCP e à sua vontade”.
“Muita da ligação que o partido tem com as massas populares é mediada por meios que nem sempre transmitem uma imagem fiel do que é o PCP, temos de garantir essa ligação a partir daquilo que só depende de nós, uma ligação não mediada e mais próxima”, defende, frisando que é preciso “reforçar a organização” para atingir esses objetivos.
[Ouça aqui a entrevista a João Ferreira]
Sobre a guerra na Ucrânia, João Ferreira considera que houve uma “enorme incompreensão sobre as posições do PCP”, que “foi associado de inaceitável a posições que verdadeiramente não eram as suas”. “Há coisas que só o poder do tempo nos traz”, reconhece, apontando que o PCP foi “taxado defensor da guerra e do governo russo” e sugerindo que hoje quem tem discurso de “defesa da paz” tem uma aceitação diferente.
“Pagámos este preço, nenhum de nós tem qualquer dúvida a esse respeito, mas é com a cabeça levantada que hoje dizemos a mesma coisa que dizíamos há dois anos”, sublinha.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
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João Ferreira recorda que "PCP nunca faltou batalha" das presidenciais e garante que não será em 2026
O ex-candidato presidencial do PCP considera que tem havido um “desfile de protocandidatos e intenções” sobre a corrida a Belém e diz que “não é possível identificar aí quem esteja em condições de cumprir o papel” com que os comunistas olham para o cargo.
“O PCP nunca faltou a esta batalha”, frisa, garantindo que “não será por falta do PCP” que a Presidência da República esteve “nos últimos 20 anos nas mãos da direita”.
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João Ferreira: "Paulo Raimundo tem feito uma afirmação notável no cargo de secretário-geral"
Em entrevista ao Observador, João Ferreira fez um balanço dos primeiros anos de Paulo Raimundo como secretário-geral dizendo que tem “cumprindo indiscutivelmente bem e cada vez melhor”.
O comunista lembra que “o PCP não é um partido de chefes” nem há “fações que se gladia” para escolher a liderança. “Não podemos ignorar as condições muito difíceis em que o PCP tem desenvolvido a sua luta”, reitera, sublinhando que “não se pode perder de vista” as condições em que o trabalho de realiza. “Paulo Raimundo tem feito uma afirmação notável no cargo de secretário-geral”, defende.
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João Ferreira sobre Lisboa: "Profissões de fé numa governação à esquerda valem o que valem" quando PS viabilizou Moedas
João Ferreira, candidato da CDU a Lisboa, considera que, nesta autarquia em que os comunistas não quiseram fazer parte de uma plataforma de esquerda, “as profissões de fé numa governação à esquerda valem o que valem quando conhecemos opção do PS de viabilizar a gestão de Moedas”.
“Moedas não tem de se queixar todos os instrumentos de gestão de que necessita”, afirma, frisando que esta opção “não pode deixar de corresponsabilizar o PS”.
Questionado sobre possíveis negociações pós-eleitorais, João Ferreira defende que é preciso perceber em que “condições é que Carlos Moedas obteve a vitória”, frisando que houve uma “insatisfação” com a governação do PS.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
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Ilda Figueiredo diz que recusa do Governo em reconhecer estado da Palestina é "vergonhosa". Ouvem-se apupos no congresso
Ilda Figueiredo, vereadora do PCP no Porto, diz agora que a situação internacional está a passar por “perigosos desenvolvimentos”, dando exemplos como o Médio Oriente e o “genocídio” na Palestina. “Aumentam as ameaças de um conflito mundial com consequências catastróficas para a humanidade”. Só mobilizar todos os que são pela paz pode travar essa ameaça, defende.
Depois, acrescenta que Portugal “vergonhosamente” ainda não reconheceu o estado da Palestina, provocando apupos no congresso.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
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PCP acusa "forças reacionárias" de tentativas de alterar Constituição
É a vez Bruno Dias, ex-deputado do PCP e membro do Comité Central considera que há uma “perversão do regime democrático” e que existe um “confronto entre os que têm Abril como inimigo e obstáculo e as forças que continuam ancoradas em Abril e Constituição”.
Focado nessa mesma Constituição, o comunista lembra que “continua a manter um conjunto de direitos, liberdades e garantia”, nomeadamente económicos que, sublinha, “as forças reacionárias nunca conseguiram que fossem revistos apesar de várias tentativas”.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
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"Os comunistas sempre viram para lá da máscara de Pedro Nuno"
Miguel Tiago começa agora a falar sobre Paulo Raimundo e a nova liderança do PCP, dizendo que o secretário-geral do partido está a fazer um trabalho, reconhecidamente difícil, de afirmação.
Ainda assim, o antigo deputado comunista esforça-se por distinguir o partido dos demais, em que ter uma “carinha laroca” ou potencial de “conseguir mais votos” são critérios de afirmação. “Paulo Raimundo tem passado bem a integridade dos comunistas”, assinala.
[Ouça aqui a entrevista com Miguel Tiago]
Miguel Tiago: “Há um certo fetiche com alianças contra a direita”
Miguel Tiago é ainda desafiado a comentar o papel de Pedro Nuno Santos enquanto líder do PS e a forma como este sempre se assumiu como rosto da ala mais à esquerda do partido. Com algum sarcasmo, o antigo deputado diz que o PS é useiro e vezeiro nesta conversa — o líder que vem a seguir é que vai colocar o partido verdadeiramente à esquerda.
“Pedro Nuno Santos tentava ter essa aura. Mas os comunistas sempre viram para lá dessa máscara. Não era nada que não esperássemos. E é importante que as outras pessoas também percebam que esta é a ladainha de sempre do PS”, nota.
Confrontando com a necessidade de haver convergências à esquerda, Miguel Tiago lamenta que haja um certo “fetiche” em torno da ideia de alianças contra a direita, uma “absolutização da ideia de que a convergência é boa em si mesma” e um “deitar a toalha ao chão, assumindo que a esquerda não pode ser diversa”.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
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O antigo deputado comunista recusou ainda entrar em grandes discussões sobre as próximas presidenciais, não conseguindo esconder que não está particularmente feliz com os presumíveis candidatos à Presidência da República. “Reduzir a democracia a esse desfile de vaidades é empobrecedor.”
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Miguel Tiago reconhece "erros de perceção" no discurso sobre a guerra, mas diz que país começa a perceber PCP
Arranca agora a entrevista a Miguel Tiago, a partir do XXI Congresso do PCP, que decorre ao longo deste fim de semana em Almada.
O antigo deputado comunista começa por dizer lamentar a “ofensiva ideológica” em curso contra o partido, mas garante que o PCP não vai “alijar-se de qualquer tipo de responsabilidade”. “O PCP assume as suas responsabilidades inteiramente.”
Mesmo assim, o comunista mantém que o partido tem sido alvo desse ataque organizado contra o PCP. Miguel Tiago alega que houve uma “intensificação” da ofensiva durante a pandemia e, depois, com uma “campanha de promoção de guerra” e de “hostilidade entre povos”. “O PCP também não alinhou nesse discurso.”
Ainda sobre a Ucrânia, Miguel Tiago admite que eventualmente o partido não terá sido suficientemente claro na forma como comunicou a sua posição e assim permitiu que os adversários “ganhassem espaço para dizer que o PCP era putinista”, por exemplo.
“Há de facto erros de perceção. Uma grande parte dos portugueses não estava a perceber aquilo que o PCP estava a dizer”, reconhece. Mais de dois anos depois do início do conflito, argumenta Miguel Tiago, as pessoas estão a perceber que o apoio militar à Ucrânia serviu, na verdade, para lançar “mísseis americanos” contra a Rússia.
“Não é preciso ter nenhuma simpatia por Putin para perceber que a guerra vai prejudicar todos os povos do mundo”, remata.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
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Os trabalhos do segundo dia do XXII Congresso do PCP, em Almada, arrancaram agora depois de uma pausa para almoço.
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PCP diz que "capitalismo evidencia ser o cerne dos problemas da humanidade"
Ângelo Alves, do Comité Central, faz agora uma intervenção focada no capitalismo, começando por dizer que existe um “clima de grande instabilidade e incerteza” no mundo, nomeadamente com uma “escalada de confrontação e guerra pelo imperialismo alastra por todo o mundo”
Na opinião do comunista, o “capitalismo evidencia ser o cerne dos problemas da humanidade” e exalta uma “natureza violenta, opressora e predadora”, espolentando uma “crise social”.
“É um sistema caduco, retrógado, violento e anti-democrático”, acusa, apontando que é também “incapaz de dar respostas”. “Não é moderno um sistema que atira para o desemprego centenas de milhões de trabalhadores” ou “em que 30 multimilionários possuem riqueza equivalente à de quatro mil milhões de pessoas”, realça.
Ângelo Alves diz também que a “eleição de Trump ou de outras sinistras figuras não são um erro de percurso”, mas sim o natural “percurso” desse sistema que critica.
E prossegue para dizer que “aí está o avanço do fascismo, a propaganda de guerra, o ataque aberto à democracia, à mentira institucionalizada”, com novas críticas à comunicação social e à “ofensiva” contra o PCP.
“Já não se preocupam em esconder que querem alimentar até ao limite a guerra na Ucrânia”, disse ainda, apontando ainda que “cai a máscara quando apoiam o genocídio da Palestina” — acusando-os a “eles” de “espezinharam vidas humanas”. “A guerra e o fascismo são filhos do imperialismo”, remata.
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Jerónimo: "Ser diferente é o segredo da longevidade do PCP. Aqui continuamos de pé"
Jerónimo de Sousa prossegue dizendo que o PCP tem de se reforçar, e reforçar o seu papel de protagonista na transformação da sociedade. Tem de “mostrar quanta ilusão e falácia” está presente na “ideologia das classes dominantes”.
Os tempos são “inquietantes” e deve-se priorizar “a paz contra a guerra”, frisa.
“Precisamos de um PCP mais forte”, para “intervir e tomar iniciativa onde residem as causas”, apela. Acrescenta que é preciso “dinamizar a resistência” dos trabalhadores, contra a política de direita.
“São grandes as exigências que se colocam ao nosso partido”, reconhece. Mas garante que o projeto do PCP continua a ser moderno e “válido”, mesmo que a situação seja “dura”. E confia “nas suas próprias forças”.
[Ouça aqui a análise ao discurso de Jerónimo de Sousa]
https://observador.pt/programas/programa-comentarios/foi-mais-um-momento-de-pessimismo-no-congresso/
“É diferente e diferente quer continuar a ser”, atira, dizendo ser este o “segredo da longevidade” do partido. “Aqui continuamos de pé, para lutar de pé e enfrentar a ofensiva contra Abril”.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
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