Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • Num esforço para facilitar a presença de Vladimir Putin na cimeira de Budapeste com Donald Trump, a Bulgária expressou a sua disposição para permitir que o avião do presidente russo atravesse o seu espaço aéreo. A reunião tem como objetivo discutir a resolução da guerra na Ucrânia, apesar dos desafios legais que se colocam, visto que países vizinhos são membros do Tribunal Penal Internacional, com um mandado de captura ativo contra Putin.
    • No seguimento das conversações entre Estados Unidos e Rússia, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergey Lavrov, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, tiveram uma discussão telefónica sobre possíveis medidas concretas para implementar entendimentos prévios entre Trump e Putin.
    • O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou que a Ucrânia está a trabalhar em projetos conjuntos com os Estados Unidos no setor energético, incluindo a geração de energia nuclear, gás e petróleo. Zelensky destacou o interesse significativo de Washington em colaborar para aumentar a segurança energética na Europa, enfatizando a libertação do mercado europeu da dependência dos recursos energéticos russos.
    • Durante um encontro na Casa Branca, Donald Trump expressou dúvidas sobre a possibilidade de a Ucrânia vencer a guerra contra a Rússia, apesar de reconhecer que ainda existe uma possibilidade de vitória. A guerra foi descrita por Trump como um conflito complicado devido à animosidade entre os líderes envolvidos, mas o líder norte-americano mantém-se otimista quanto a uma resolução através de negociações.

    [A 14 de janeiro de 1986 um acontecimento muda o rumo da campanha das presidenciais: a inesperada agressão a Soares na Marinha Grande. Nas urnas, o socialista e Zenha lutam por um lugar na segunda volta frente a Freitas. A “Eleição Mais Louca de Sempre” é o novo Podcast Plus do Observador sobre as Presidenciais de 1986. Uma série narrada pelo ator Gonçalo Waddington, com banda sonora original de Samuel Úria. Pode ouvir aqui, no Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir o primeiro episódio aqui, o segundo aqui e o terceiro aqui.]

  • Bom dia.

    Encerramos este liveblog, mas poderá continuar a acompanhar os desenvolvimentos da guerra na Ucrânia neste outro artigo em direto.

    UE contra a entrega de territórios ucranianos a Moscovo. Ataque com drones faz dois feridos na Rússia

  • Várias zonas do norte da Ucrânia sem eletricidade devido a ataque russo. Cidade perto de Chernobyl foi afetada

    Um ataque russo no norte da Ucrânia afetou várias zonas da região de Chernihiv, incluindo a cidade de Slavutych, a 45 quilómetros da central de Chernobyl, noticiou a Reuters.

    Segundo a empresa local Chernihivoblenergo, o ataque atingiu uma central energética, sem especificar qual.

    Em Slavutych, as autoridades locais citadas pela Reuters disseram que o sistema de fornecimento de água está a funcionar com energia de reserva. O aquecimento também foi desligado.

  • Depois da chamada de Putin, EUA hesitam que fundos russos congelados pelos países do G7 revertam para a Ucrânia

    Os EUA estão a hesitar aderir a um plano de iniciativa europeia para que os fundos da Rússia congelados como parte das sanções revertam para o apoio à Ucrânia, avançou a agência norte-americana Bloomberg.

    Segundo fontes próximas da matéria citadas pela agência, as autoridades dos EUA não se vão juntar a esta iniciativa europeia que será discutida à margem da reunião do FMI.

    A Bloomberg nota que esta resistência coincide com o renovado esforço negocial demonstrado por Donald Trump, que combinou um encontro com Vladimir Putin numa chamada realizada na semana passada.

    Uma das fontes consultadas indicou que os EUA citaram “riscos à estabilidade do mercado” para hesitarem por agora, enquanto outra disse que os EUA “simplesmente não se comprometeram nesta fase”.

  • "Temos de solidários com um país da NATO, mesmo que distante", defende Marques Mendes

    Ainda sobre a resolução da guerra na Ucrânia, Marques Mendes alerta para o facto de um eventual acordo não poder criar um “precedente” e mostrar que “o crime compensa”. “Obviamente que a Rússia tem tentações imperiais. Joga-se o futuro da Ucrânia, mas também se joga o futuro da Europa”, elaborou.

    Já sobre a relação transatlântica, defende que é preciso lidar com Washington, independentemente das preferências pessoais, “com sentido de Estado”, para preservar “uma relação de amizade fortíssima”, mesmo em “momentos de dificuldade”. “Os Presidentes passam, os países ficam”, remata.

    O candidato presidencial olha ainda para o aumento dos gastos com Defesa, que vê como necessários. No entanto, reconhece que um português não olha para esta necessidade da mesma forma que um polaco. “Obviamente que a ameaça está mais distantes, mas cabe aos governantes fazer pedagogia”, defende. Além disso, defende que a aplicação do artigo 5.º da NATO: “Temos de solidários com um país da NATO, mesmo que distante”. Neste sentido, o aumento de gastos na UE não passa só por “gastar mais, mas por gastar melhor”, através da coordenação entre Bruxelas, a NATO e todos os Estados membros, dando o exemplo que Portugal pode focar-se em “drones ou em submarinos”. Porém, não concretiza em que tipo de equipamento ou sistemas é que Portugal, em concreto, deve apostar.

  • Marques Mendes: “Se a Europa e os EUA tivessem agido na anexação da Crimeia, não tínhamos tido esta guerra na Ucrânia"

    Luís Marques Mendes diz manter “um pensamento positivo” sobre a possibilidade de uma resolução pacífica para a guerra na Ucrânia, posição que o leva a afirmar que “tudo o que seja feito para alcançar a paz ou pelo menos um cessar-fogo é importante”. Ainda assim, o candidato presidencial “não tem grandes esperanças” para a cimeira de Budapeste, por três motivos. Em primeiro lugar, pelo “caráter errático da administração norte-americana”. Depois, pela falta de “resultados concretos” da Cimeira do Alasca. Por último, pela localização, pois a Hungria tem “um fortísimo alinhamento” com Moscovo, mas também por causa do simbolismo associado ao memorando de Budapeste de 1994.

    Em entrevista à CNN Portugal, Marques Mendes olha ainda para a ação da União Europeia (UE) que considera que “tem estado bem” e “tem sido firme” na ajuda a Kiev, na cooperação dentro do bloco e na manutenção da relação com Washington. Esta posição contrasta com aquela que identifica estar na origem do problema atual, há mais de 13 anos. “Se a Europa e os EUA tivessem agido quando aconteceu a anexação da cimeira, porventura não tínhamos tido esta guerra na Ucrânia. Quando são passivos num momento, criam um precedente”, argumentou.

  • Bulgária diz-se pronta a abrir corredor aéreo para que Putin chegue a Budapeste

    A Bulgária diz-se pronta a deixar passar o avião do Presidente russo, Vladimir Putin, para que possa ir a Budapeste à reunião com Donald Trump.

    Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros búlgaro, Georgi Georgiev, o esforço será feito para tentar chegar a uma resolução da guerra, já que todos os países que rodeiam a Hungria, incluindo a Bulgária, são membros do TPI, que tem um mandado de captura ativo contra o Presidente da Rússia.

    “Quando se fazem esforços para alcançar a paz, se a condição para isso é a realização de tal reunião, o mais lógico é que essa reunião seja mediada de todas as formas possíveis. Como se propõe a realização da reunião se um dos participantes não puder comparecer?”, afirmou Georgiev, citado pelo órgão BNT News.

  • Porta-voz militar ucraniano diz que a Rússia lançou ataques de "várias direções" no sul do país

    Vladyslav Voloshyn, porta-voz das forças ucranianas no sul, afirmou à televisão do país que a Rússia lançou “operações ativas de assalto em várias direções” naquela região esta tarde, “envolvendo um grande número de infantaria e de veículos blindados”

    Voloshyn, citado pela Ukrinform, indicou que cerca de 200 tropas, três tanques e 15 veículos blindados de combate foram usados pelas forças russas.

    “O inimigo também usou moto-quatro e motas durante estes ataques”, acrescentou.

  • Zelensky diz que Ucrânia está a "trabalhar em projetos com os Estados Unidos no setor energético"

    O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que o seu país estava a “trabalhar” com os Estados Unidos em projetos no “setor energético”, sublinhando que Washington tem “interesse significativo” em colaborar na “geração de energia nuclear, no gás e no petróleo”.

    “A infraestrutura da Ucrânia pode proporcionar maior segurança energética para toda a região – e os Estados Unidos estão claramente interessados nisso. De modo geral, isso já faz parte de uma estratégia euro-atlântica muito mais ampla – o mercado energético na Europa deve ser libertado não só da dependência dos recursos energéticos russos, mas também do próprio facto do seu fornecimento”, acrescentou.

  • Lavrov e Rubio falaram ao telefone. Rússia fala em "discussão construtiva"

    O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergey Lavrov e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, falaram ao telefone esta segunda-feira, segundo um comunicado publicado pelo lado russo.

    Nesse comunicado, lê-se que “houve uma discussão construtiva sobre possíveis medidas concretas para implementar os entendimentos alcançados” entre Donald Trump e Vladimir Putin da semana passada.

  • Zelensky vai à cimeira do Conselho Europeu esta quinta-feira, noticiou a Reuters

    O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, vai à reunião do Conselho Europeu que se vai realizar em Bruxelas esta quinta-feira, noticiou a Reuters.

    Deverá ser uma paragem antes de ir à reunião da coligação das vontades que se vai realizar em Londres, esta sexta-feira.

  • Macron anuncia nova reunião da Coligação das Vontades em Londres

    Um grupo de países aliados da Ucrânia reúne-se na sexta-feira em Londres, com a participação do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou hoje o presidente francês, Emmanuel Macron.

    Em conferência de imprensa na Eslovénia, Macron confirmou que o encontro de sexta-feira será realizado em formato híbrido, combinando participações presenciais e ‘online’, e reafirmou que o grupo “continuará a apoiar a Ucrânia” no contexto dos esforços diplomáticos recentes liderados pelos Estados Unidos.

    O chefe de Estado francês sublinhou que qualquer discussão sobre o futuro da Ucrânia deve contar com a presença de Kyiv à mesa, e que a Europa “deve estar representada em todas as negociações que afetem a sua segurança coletiva”.

    “É legítimo que o Presidente Trump e o Presidente Putin discutam questões bilaterais. Mas se estiver em causa o destino da Ucrânia, os ucranianos têm de estar presentes. E se o futuro da Europa for debatido, a Europa tem de estar representada”, defendeu Macron.

    O Presidente francês deixou também um aviso a Washington, face à possibilidade de ser pedido a Kyiv que ceda parte do seu território em troca de um cessar-fogo com Moscovo.

    “A paz duradoura só pode ser alcançada com base no respeito do direito internacional e da soberania da Ucrânia”, comentou.

  • A posição do Kremlin não muda: Rússia recusa "congelamento" das linhas da guerra na Ucrânia

    O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, sublinhou que “a consistência da posição da Rússia” sobre um eventual congelamento das linhas de combate na Ucrânia “não muda” — recusando assim novamente essa ideia.

    “Este tópico foi levantado repetidamente de várias formas nos contractos entre a Rússia e os EUA”, garantiu ainda o porta-voz, sublinhando que a resposta de Moscovo tem sido a mesma todas as vezes e é conhecida.

  • Trump confronta jornalista quando questionado porque não deu à Ucrânia o que precisam para acabar com a guerra

    Questionado por uma jornalista sobre o porquê de não ter dado à Ucrânia o que “precisam para acabar com a guerra”, Trump confrontou-a, dizendo que não sabe “nada do que está a falar”.

    “É um pouco mais complicado do que isso, mas parece fácil. Estamos a tentar chegar a um acordo. Se conseguirmos, ótimo. Se não conseguirmos, muitas pessoas vão pagar um preço alto”, disse o Presidente dos EUA.

  • "Só falta uma". Trump acha que "vão chegar" a uma resolução da guerra na Ucrânia, apesar de se "odiarem"

    O Presidente dos EUA, Donald Trump disse que só “falta uma” guerra para ele resolver: “É [entre] a Rússia e a Ucrânia”.

    Falando na Casa Branca, o líder diz achar que “vão chegar” a uma resolução para o conflito. Porém, tornou-se “feio” porque há “dois líderes que se odeiam verdadeiramente”.

    “Eles odeiam-se acima de tudo, e isso torna tudo um bocado mais difícil”, acrescentou.

  • "A Ucrânia ainda pode vencer a guerra, embora eu não ache que vá acontecer", disse Trump

    Reunido com o primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, na Casa Branca, Donald Trump afirmou que “a Ucrânia ainda pode vencer guerra”. Porém, admite que não acha “que vá acontecer”.

    “Nunca disse que eles vão ganhar [a guerra], eu disse que podiam ganhar. Tudo pode acontecer, a guerra é algo muito estranho”, acrescentou.

  • Em chamada com Lavrov, Rubio defendeu que encontro era "uma oportunidade para Moscovo e Washington colaborarem" para fim da guerra

    Num comunicado do porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott lê-se que o secretário de Estado, Marco Rubio, e o homólogo russo, Sergey Lavrov, falaram ao telefone.

    Na conversa, o norte-americano defendeu que os futuros encontros entre ambos eram “uma oportunidade para Moscovo e Washington colaborarem no avanço de uma resolução duradoura para a guerra entre a Rússia e a Ucrânia”.

    Piggtt referiu ainda que Rubio “enfatizou a importância dos compromissos futuros” entre a Rússia e os EUA, noticiou a Sky News.

  • Rússia vai apertar regras contra sabotagem e desce idade mínima de responsabilidade para 14 anos

    A Rússia vai apertar as regras contra a sabotagem, descendo a idade mínima de 16 para 14 anos para alguém poder ser condenado por estes crimes.

    Apresentado pelo deputado Oleg Garin do partido de Putin, Rússia Unida, o projeto-lei é apoiado pelo Governo e por 419 dos 450 parlamentares da câmara baixa do parlamento russo.

    “O projeto de lei visa melhorar o mecanismo do direito penal para combater atividades de sabotagem como uma ameaça à segurança económica e à capacidade de defesa da Federação Russa”, diz a resolução do governo cujo texto foi obtido pela TASS.

    O presidente da comissão de segurança do parlamento, Vasily Piskaryov, disse que este projeto vai “aumentar a inevitabilidade da punição para aqueles que tentam minar os alicerces do nosso Estado”, noticiou a Reuters, acrescentando que “punirá mais severamente aqueles que envolvem crianças em terrorismo e sabotagem, com penas que podem chegar à prisão perpétua”.

  • Ataque de drones ucranianos a fábrica russa afetou produção energética do Cazaquistão, noticiou a Reuters

    A Ucrânia fez um ataque com drones às instalações de gás da cidade russa de Orenburg, perto da fronteira com o Cazaquistão. Como consequência, a produção de gás natural e petróleo no campo da cidade de Karachaganak reduziu entre 25% e 30%, segundo a agência Reuters, citando duas fontes próximas do setor.

    Esta fábrica de processamento de gás, descrita pela agência como “uma das maiores do mundo” tinha sido forçada a suspender a importação vinda do país vizinho no domingo. No mesmo sentido, Kiev tinha confirmado o ataque às instalações de gás naquela zona.

    Segundo essas fontes, a produção dos campos de Karachaganak tinha caído para entre 25.000 a 28.000 toneladas, em comparação com o nível normal de 35.000 a 35.500.

    As fontes da agência disseram ainda que a fábrica, controlada pela Gazprom, pode retomar “parte da captação de gás de Karachaganak na segunda-feira”.

  • Reunião entre Trump e Putin para cessar-fogo é mais importante do que lugar escolhido, defende Rangel

    O ministro dos Negócios Estrangeiros português realçou hoje a importância do diálogo para ser alcançado um cessar-fogo na Ucrânia, considerando, porém, ser “um pouco estranho” a realização de uma reunião entre Donald Trump e Vladimir Putin em Budapeste.

    “É um pouco estranho que seja em território da União Europeia (UE) que isto seja feito, mas a Hungria tem a sua posição, que é conhecida, isto também não é assim nenhuma surpresa”, disse Paulo Rangel, no final de uma reunião ministerial no Luxemburgo.

    Apesar do local apontado para o futuro encontro entre os presidentes dos Estados Unidos e da Rússia, o chefe da diplomacia portuguesa considerou que qualquer “diálogo que se faça no sentido de obter acordos de paz ou de cessar-fogo é sempre bem-vindo”.

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