Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • A Rússia reafirmou a sua intenção de conquistar todo o Donbass, rejeitando qualquer plano dos EUA que implique congelar a linha da frente num cessar-fogo potencial. Esta posição foi comunicada num documento privado enviado à Casa Branca, refletindo uma recusa clara da proposta diplomática liderada por Donald Trump para tentar mediar um fim ao conflito na Ucrânia.
    • As tensões diplomáticas entre os Estados Unidos e a Rússia intensificaram-se, com a Casa Branca a indicar que não há planos para um encontro iminente entre Donald Trump e Vladimir Putin. As preparações para a cimeira de Budapeste, que visa discutir a paz na Ucrânia, estão a enfrentar dificuldades, nomeadamente devido a desentendimentos entre os representantes diplomáticos dos dois países, Marco Rubio e Sergey Lavrov.
    • A Ucrânia continua a adotar uma postura firme em relação aos seus territórios, com a Alta Representante da União Europeia, Kaja Kallas, a insistir que a Ucrânia não deve ceder território à Rússia como parte de qualquer acordo de paz. Esta posição confronta as sugestões de Donald Trump e os seus emissários de que a Ucrânia poderia ceder parte da região de Donbass para alcançar um cessar-fogo.
    • Um ataque com drones realizado pela Ucrânia em regiões russas próximas da fronteira deixou dois feridos, incluindo um jovem de 15 anos. As autoridades russas relataram danos em prédios e veículos nas regiões de Bryansk e Rostov, aumentando ainda mais a tensão da situação na linha da frente do conflito.

    [A 14 de janeiro de 1986 um acontecimento muda o rumo da campanha das presidenciais: a inesperada agressão a Soares na Marinha Grande. Nas urnas, o socialista e Zenha lutam por um lugar na segunda volta frente a Freitas. A “Eleição Mais Louca de Sempre” é o novo Podcast Plus do Observador sobre as Presidenciais de 1986. Uma série narrada pelo ator Gonçalo Waddington, com banda sonora original de Samuel Úria. Pode ouvir aqui, no Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir o primeiro episódio aqui, o segundo aqui e o terceiro aqui.]

  • Bom dia.

    Este liveblog fica por aqui. Pode continuar a acompanhar a guerra na Ucrânia através deste novo link.

    “Boas conversas” com Putin “não vão a lado nenhum”, diz Trump. EUA anunciam sanções “tremendas” à Rússia por “falta de compromisso sério” para acabar com a guerra

  • Dois ucranianos detidos na Roménia por suspeita de participarem num plano russo de sabotagem

    Dois cidadãos ucranianos foram detidos na Roménia por suspeita de participarem num plano coordenado pelos serviços secretos russos para destruir a sede da Nova Post em Bucareste, uma empresa ucraniana de encomendas.

    A detenção foi revelada pela agência de espionagem romena SRI num comunicado no seu site, onde explicaram que os cidadãos entraram pela fronteira com a Polónia e deixaram dois pacotes com explosivos que seriam acionados à distância.

    “O envolvimento das nossas equipas e de recursos especializados permitiu a identificação imediata das encomendas incendiárias, a sua desativação e a prevenção da ativação intencional ou acidental dos dispositivos”, lê-se no comunicado.

    “Os dados obtidos confirmam a filiação dos dois cidadãos ucranianos a uma extensa rede de sabotadores que visa países europeus, controlada pelos serviços secretos russos”, acrescentou a SRI.

  • Adiamento da decisão dos EUA sobre mísseis Tomahawk tornou Rússia "automaticamente menos interessada em diplomacia", diz Zelensky

    O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que o adiamento da decisão dos EUA sobre se entregam ou não mísseis Tomahawk à Ucrânia tornou a Rússia “quase automaticamente menos interessada em diplomacia”.

    “Quanto maior for a capacidade de longo alcance da Ucrânia, maior será a vontade da Rússia de pôr fim à guerra. As últimas semanas confirmaram isso mais uma vez”, acrescentou Zelensky, sublinhando que estes mísseis seriam um “forte investimento” dos EUA “na diplomacia”.

  • Países europeus preparam plano de 12 pontos para entregar à Rússia com vista ao fim da guerra

    Vários países europeus estão a preparar, em conjunto com a Ucrânia, um plano de 12 pontos para entregar à Rússia com o objetivo de acabar com a guerra na Ucrânia, avançou a agência Bloomberg, citando fontes próximas.

    Entre as propostas está a criação de um “conselho de paz” liderado por Donald Trump para monitorizar a implementação deste plano, acrescentou a agência.

    Tudo começaria com um cessar-fogo mantido nas linhas da frente atuais, parando avanços. Depois, lê-se, todas as crianças ucranianas regressariam e seria feita mais uma troca de prisioneiros entre ambas as partes.

    A Ucrânia acabaria por receber “garantias de segurança, fundos para reparar danos de guerra e um caminho para aderir rapidamente à União Europeia”.

    Já a Rússia teria as sanções levantadas mas os fundos retidos nos bancos centrais só seriam descongelados “assim que Moscovo concorde em contribuir para a reconstrução da Ucrânia no pós-guerra”. Caso não cumpra, lê-se, todas as sanções voltariam a ser implementadas.

    Sobre os terrenos ocupados, seriam negociados entre Rússia e a Ucrânia mas, indicou o plano citado pela agência, nem Kiev nem a União Europeia “reconheceria legalmente qualquer território ocupado” como sendo parte da Rússia.

  • Rússia recusa plano dos EUA de congelamento da linha da frente e promete conquistar todo o Donbass

    Num comunicado privado enviado para a Casa Branca e citado pela Reuters, o Kremlin reiterou que um objetivo na guerra é conquistar todo o Donbass.

    Ao reiterar esta posição, a Rússia rejeita assim o plano de Donald Trump para congelar as linhas da frente num eventual cessar-fogo com a Ucrânia.

  • Portugal é favorável a deixar de importar gás russo e pode fazê-lo já em 2026, diz ministra

    Portugal apoia a proibição total de importar gás da Rússia que está a ser discutida pela União Europeia, relatando ter uma “grande diversidade” de fornecedores, o que permitiria ao país deixar de comprar GNL russo já em 2026.

    “Portugal votou a favor e ficou muito contente porque foi aprovado e agora temos que ver como é que é feito todo o procedimento. […] Nós temos uma grande diversidade, tanto de tipo de energia, como dos lugares de origem, como das rotas”, disse à agência Lusa a ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho.

    “Nós importamos muito pouco, cerca de 5%, e temos uma grande diversidade, tanto do tipo de energia que utilizamos — […] eletricidade renovável, hídrica, solar e eólica, e uma parte biomassa –“, como de fornecedores, que são da Nigéria, Estados Unidos e América Central”, explicou, após ter participado hoje numa reunião dos ministros do Ambiente da União Europeia (UE), no Luxemburgo.

    A posição surge um dia depois de os países da UE terem aprovado uma proibição progressiva das importações de gás russo, por gasoduto e gás natural liquefeito (GNL), pelo menos em 2028, iniciando-se negociações com o Parlamento, que quer antecipar a data.

    “Não estamos muito dependentes e [estamos] muito confortáveis de haver uma proibição da importação do gás russo”, salientou Maria da Graça Carvalho.

    Questionada se Portugal estaria preparado para uma eliminação a partir de 2026, a ministra da Energia apontou: “Sim, por nós, não tem problema se for a decisão”.

  • Chamada entre Rubio e Lavrov terá corrido mal e levado aos cancelamentos dos encontros

    Segundo o jornal The Telegraph, a chamada entre Marco Rubio e Sergey Lavrov, originalmente planeada para marcar e delinear pormenores sobre o encontro entre ambos, azedou as relações entre os representantes.

    O Telegraph noticiou que esse desentendimento levou Moscovo a cancelar esta reunião preparatória para o encontro entre os Presidentes de ambos os países.

  • Encontro Rubio-Lavrov também já não vai acontecer após "chamada produtiva"

    A mesma fonte da Casa Branca que indicou à Reuters que Trump e Putin já não se vão encontrar também avançou que os representantes dos negócios estrangeiros de ambos os países, Marco Rubio e Sergey Lavrov, também já não têm um encontro planeado.

    “O secretário Rubio e o ministro das Relações Exteriores Lavrov tiveram uma conversa produtiva. Portanto, não é necessária uma reunião presencial adicional entre o secretário e o ministro das Relações Exteriores”, acrescentou.

  • "Não há planos" para um encontro entre Donald Trump e Vladimir Putin "no futuro imediato", diz funcionário da Casa Branca

    Um funcionário da Casa Branca disse à Reuters que “não há planos” para que o Presidente dos EUA, Donald Trump, e o homólogo russo, Vladimir Putin, se encontrem “no futuro imediato”.

    Estas informações contrariam as indicações de Trump de que um encontro entre os líderes estaria para breve e seria realizado na capital húngara de Budapeste.

  • Polónia admite intercetar avião de Putin se este sobrevoar o seu espaço aéreo

    O ministro dos Negócios Estrangeiros polaco, Radoslaw Sikorski, afirmou hoje que o seu país pode intercetar o avião do Presidente russo, Vladimir Putin, se este atravessar o espaço aéreo polaco para participar numa cimeira na Hungria.

    Em declarações a uma rádio local, Siroski aludiu à possibilidade de o avião oficial do Presidente russo voar para Budapeste através do espaço aéreo polaco, que está atualmente fechado aos aviões russos.

    O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o homólogo russo concordaram na passada quinta-feira com a realização de uma reunião na capital húngara para negociar o fim da guerra, desencadeada pela invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022.

  • Rússia desmente viagem de Trump e Putin no mesmo avião para a Hungria

    A Presidência da Rússia negou hoje que esteja a planear uma deslocação do chefe de Estado russo, Vladimir Putin, e do seu homólogo norte-americano, Donald Trump, no mesmo avião para um esperado encontro na Hungria.

    O porta-voz do Presidente da Rússia, disse que a possibilidade de uma deslocação dos dois chefes de Estado no mesmo avião “é uma fantasia” e uma “teoria absurda”.

    Peskov respondia a questões sobre notícias que indicavam que estaria a ser preparada uma viagem de Trump e Putin no mesmo avião.

    Afirmou que ainda não há uma data para o encontro entre os chefes Estado russo e norte-americano na capital da Hungria, durante o qual se esperam soluções sobre a guerra na Ucrânia.

    O encontro requer preparação séria e tempo, disse Peskov, frisando que são necessárias consultas e negociações.

    Sobre a possível participação dos líderes europeus na cimeira de Budapeste, Peskov afirmou que qualquer comentário é prematuro, neste momento.

  • Polónia alerta que voo de Putin pode ser desviado para Haia caso tente sobrevoar o país

    O avião do presidente russo, Vladimir Putin, pode ser forçado a desviar a rota, e a dirigir-se para Haia, nos Países Baixos, sede do Tribunal Penal Internacional, caso sobrevoe espaço aéreo polaco para chegar à Hungria, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros da Polónia, Radoslaw Sikorski, citado pelo Kyiv Independent.

    “Não posso garantir que um tribunal polaco independente não ordenará ao governo que escolte tal aeronave para entregá-lo [Putin] ao tribunal em Haia”, disse Sikorski à Rádio Rodzina.

    O governante referiu, no entanto, que a Rússia tem noção de que não poderá utilizar a rota via Polónia. “Acredito que o lado russo está ciente disso. E, portanto, se este encontro [entre Trump e Putin] for realizado, espero que com a participação da vítima da agressão [Zelensky], a aeronave seguirá uma rota diferente”, disse Sikorski.

  • MNE russo rejeita possibilidade de colocar fim à guerra na reunião de Budapeste

    O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, rejeitou hoje a possibilidade de a Rússia pôr fim aos combates na Ucrânia, argumentando que isso significaria desistir das razões pelas quais o conflito foi iniciado.

    “Se simplesmente pararmos, isso significará esquecer as causas originais do conflito”, disse Lavrov numa conferência de imprensa realizada antes da cimeira de Budapeste, entre o Presidente russo, Vladimir Putin, e o Presidente norte-americano, Donald Trump, que poderá acontecer na próxima semana.

    “Agora ouvimos de Washington que devemos parar imediatamente [a guerra] e que não devemos discutir mais nada. Parem e deixem a História julgar”, acrescentou Lavrov.

    Na sua opinião, a cessação das hostilidades constituiria “uma contradição” relativamente ao que foi acordado na cimeira de agosto no Alasca entre os dois líderes, e acusou os europeus de tentarem convencer a Casa Branca a mudar de posição e a não procurar um “acordo duradouro”.

    “Sabemos quem está a fazer isto. São os europeus, os patrocinadores e os mestres de [o Presidente ucraniano, Volodymyr] Zelensky”, apontou.

    O ministro russo lembrou que Putin e Trump concordaram no Alasca em “concentrar-se nas causas profundas e na necessidade de a Ucrânia abandonar a tentativa de aderir à NATO e, se possível, garantir plenamente os direitos legítimos da população russa e russófona”.

  • Ucrânia diz ter eliminado grupo de assalto russo que matou civis em Pokrovsk

    As forças ucranianas terão eliminado um grupo de assalto russo que matou civis na cidade de Pokrovsk, cidade estratégica na região de Donetsk que está cercada pelas forças russas.

    De acordo com o 7º Corpo da Força de Assalto Aéreo da Ucrânia, citado pelo Kyiv Independent, os soldados russos envolvidos nos disparos contra civis foram abatidos enquanto estavam escondidos no prédio da estação ferroviária da cidade.

    O grupo de soldados russos terá matado, nos últimos dias, pelo menos três civis na cidade.

  • Até onde vai Trump para voltar a negociar com a Rússia?

    Bruno Cardoso Reis avisa que não se pode contar com Trump como um aliado seguro da Europa. O historiador acredita que o presidente dos EUA quer voltar a negociar com Putin. Só não sabe como.

    Até onde vai Trump para voltar a negociar com a Rússia?

  • Reunião entre secretário de Estado dos EUA e ministro dos Negócios Estrangeiros russo terá sido adiada

    A reunião entre o secretário de Estados dos EUA, Marco Rubio, e o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, terá sido adiada, adiantou uma fonte da Casa Branca à CNN.

    Trump escreveu, na quinta-feira, na rede social Truth Social que a sua reunião com Putin (que vai decorrer em Budapeste, na Hungria) iria ser precedida de um encontro, esta semana, entre os chefes da diplomacia dos dois países.

    No entanto, o encontro entre Rubio e Lavrov terá sido adiado. A CNN não conseguiu, contudo, apurar a razão para o adiamento.

    Também não é claro se o adiamento da reunião entre os chefes da diplomacia dos dois países terá impacto na data do encontro entre Putin e Trump.

  • Ataques com drones ucranianos na Rússia faz dois feridos

    Um ataque ucraniano com drones em regiões russas perto da fronteira provocou dois feridos durante a última noite, escreve o Kyiv Independent, citando as autoridades russas.

    Um dos feridos — um jovem de 15 anos — foi registado na região de Bryansk e outro na região de Rostov.

    Em Bryansk, três carros foram danificados pelos drones, e dois prédios ficaram também danificados disse o governador da região de Bryansk, Alexander Bogomaz, no Telegram. Um dos prédios teve de ser evacuado.

    Na cidade de Rostov-on-Don, uma pessoa ficou ferida devido à queda de destroços, avançou o governador da região de Rostov, Yuriy Slyusar, numa publicação nas redes sociais.

    Um prédio residencial, uma clínica médica, lojas e várias casas ficaram danificadas em resultado do ataque com drones.

  • Líder da diplomacia europeia defende que Ucrânia não deve ceder território à Rússia

    A Alta Representante da União Europeia para Relações Externas e Política de Segurança, Kaja Kallas, disse que a Ucrânia não deve abrir mão dos seus territórios como parte de um acordo de paz com a Rússia.

    “Se simplesmente cedermos os territórios, isso transmitirá a todos a mensagem de que basta usar a força contra os vizinhos e conseguir o que se quer”, disse Kallas, citada pelo Politico, aos jornalistas no Luxemburgo, após uma reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros da UE.

    “Acho isso muito perigoso. É por isso que temos o direito internacional em vigor, [para] que ninguém faça isso”, acrescentou.

    As declarações de Kallas surgem depois de o enviado especial de Trump, Steve Witkoff, ter pressionado o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a ceder a região de Donbass, no leste do país, como parte de um acordo de cessar-fogo, e de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter dito à Fox News no domingo que a Rússia iria ficar com parte do território que tomou durante guerra.

    Kallas sublinhou que, mesmo que a Rússia mantenha parte da Ucrânia ocupada, os territórios não serão reconhecidos como russos.

    “O que você pode conquistar é uma questão, mas a outra questão também é o que reconhece como território de outro país”, disse Kallas, ex-primeira-ministra da Estónia. “Eu venho de um país que foi ocupado durante 50 anos, mas a maioria dos países do mundo não os reconheceu como territórios russos. E isso também significou muito”.

  • Bom dia.

    Abrimos este liveblog para acompanhar com detalhe mais um dia de guerra na Ucrânia.

    Pode recordar o que se passou ontem neste outro liveblog que agora arquivamos.

    Bulgária diz-se pronta a abrir corredor aéreo para que Putin chegue a Budapeste para reunião com Trump

    Fique connosco.

1 de 1