Momentos-chave
- Chega é o partido que mais cai, IL o que mais sobe (a par do PS)
- AD desce e PS sobe, com distância entre os dois partidos a encurtar
- Sondagem revela que opinião dos portugueses sobre Montenegro piorou na última semana
- "Pedro Nuno Santos não pode dizer o que diz sobre o Governo sem consequências", defende Paulo Rangel
- André Ventura critica Montenegro: "É melhor fazer à venezuelana e enviar tudo para eleições a ver se a coisa se resolve"
- Governo marca Conselho de Ministros para amanhã
- "PS tem sido, ao longo deste ano, o garante da estabilidade”, diz presidente da FAUL do PS
- PS reúne Comissão Política Nacional na segunda-feira à noite
- Pinto Luz diz que PS deve repensar posição de votar contra a moção de confiança
- Pinto Luz diz que responsabilidade por novas eleições será do PS e deixa último apelo: "Deixem-nos governar"
- Bruno Mascarenhas é o candidato do Chega à Câmara de Lisboa
- Aguiar-Branco: "Acredito que a moção de confiança seja viabilizada"
- Rui Rio diz que Alemanha "continua bem diferente de nós" com "outro sentido de Estado"
Histórico de atualizações
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“Não me demito porque não tenho razões para me demitir”, garante Montenegro
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Chega é o partido que mais cai, IL o que mais sobe (a par do PS)
Ainda sobre a sondagem da Pitagórica, o Chega é o partido que, em 10 dias, mais caiu. Passou de 17,4% para 13,5%, uma queda de quase quatro pontos percentuais, a maior registada entre os partidos em queda — que incluem a CDU (de 3,6% para 3%) e o Livre (de 4,8% para 2,7%).
O estudo feito para TVI/CNN, TSF e Jornal de Notícias mostra que, por outro lado, a Iniciativa Liberal registou uma subida de 1,6 pontos percentuais, passando de 5,1% de intenções de voto para 6,7% em apenas uma semana — exatamente o mesmo aumento que o PS conseguiu.
O Bloco de Esquerda também parece capitalizar com a crise, passando de 1,5% para 2,9% e o PAN regista uma ligeira subida nas intenções de voto, de 1,5% para 1,9%.
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AD desce e PS sobe, com distância entre os dois partidos a encurtar
A sondagem da Pitagórica para TVI/CNN, TSF e Jornal de Notícias coloca também a Aliança Democrática e o Partido Socialista mais próximos nas intenções de voto.
Apesar de PSD/CDS continuarem na frente, a força política liderada por Luís Montenegro desceu 2 pontos percentuais em apenas uma semana, registando agora 33,5% das intenções de voto (na primeira sondagem eram 35,6%).
Por sua vez, o PS subiu 1,6 pontos percentuais, passando de 27,2% (primeira sondagem) para 28,8%. Os números colocam assim os dois partidos com uma distância de 4,7 pontos percentuais — há 10 dias era de 8,4.
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Sondagem revela que opinião dos portugueses sobre Montenegro piorou na última semana
A opinião dos portugueses sobre Luís Montenegro piorou em 10 dias. É essa a conclusão de uma sondagem feita pela Pitagórica para TVI/CNN, TSF e Jornal de Notícias, que compara dados de há dez dias com os recolhidos esta última quinta-feira — prazo no qual rebentou a crise política.
Na primeira sondagem, realizada uma semana antes, 52% davam uma boa avaliação ao primeiro-ministro, face a 38% que davam nota negativa. Esta semana, as percentagens mudaram: há 47% de opiniões positivas e 46% de opiniões negativas, que aumentaram face há uma semana.
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"Pedro Nuno Santos não pode dizer o que diz sobre o Governo sem consequências", defende Paulo Rangel
Em entrevista à CNN, o ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou que espera que o Partido Socialista se abstenha na moção de confiança, que será debatida na terça-feira, para que “esteja à altura das duas responsabilidades”. Tal como avançou ao Observador na quinta-feira, Paulo Rangel volta a sugerir que o PS se abstenha e que depois “peça os esclarecimentos que entender”, acrescentando ainda que quem tem “a estabilidade do país” nas mãos é o partido liderado por Pedro Nuno Santos, e que o seu voto pode evitar eleições.
“Se o Partido Socialista diz que não quer instabilidade e que quer esclarecimentos então que se abstenha na moção de confiança, que faça essa abstenção por serviço e interesse patriótico, e depois que peça no formato que entender os esclarecimentos que entender. Eu acho que não é pedir demasiado”, afirmou.
“Se o Governo quisesse provocar eleições tinha-se demitido. Ao propor a moção de confiança está a dizer que para governar tem de ter condições de governar. Com todo este tipo de ataque, de Pedro Nuno Santos e Alexandra leitão, alguns deles com palavras que sinceramente só encontro no Chega, é com muita pena que digo isto, porque não podemos baixar o nível de intervenção política, com expressões que usou, como ‘estar na lama'”, acrescenta, defendendo que “é preciso ser consequente”: “Pedro Nuno Santos não pode dizer as coisas que diz sobre o Governo e sobre o primeiro-ministro, que são gravíssimas, e não tirar daí consequência nenhuma.”
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Crise política? “PS ainda pode dar uma cambalhota e evitar eleições”
Rui Pedro Antunes, editor de Política do Observador, avisa que, apesar de ser improvável, o PS ainda pode viabilizar a moção de confiança. Quanto ao Governo: “tenta provar que a culpa é da oposição”.
Ouça aqui a análise de Rui Pedro Antunes, editor de Política do Observador
Crise política? “PS ainda pode dar uma cambalhota e evitar eleições”
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PCP diz que Montenegro “empurrou para a frente” questão da “incompatibilidade”
O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, disse hoje em Gondomar que o primeiro-ministro, Luís Montenegro “empurrou para a frente com a barriga” a questão da sua “incompatibilidade”, insistindo que já se devia ter demitido.
“Empurrou para a frente com a barriga, desculpem a expressão, e andamos nisto. À custa dessa sua opção andamos nisto, o país anda nisto. O senhor primeiro-ministro é que devia chegar à conclusão que, de facto, não tinha mais condições para continuar”, disse hoje Paulo Raimundo aos jornalistas em Gondomar, no distrito do Porto.
Após um comício na Escola Básica Júlio Dinis, Paulo Raimundo insistiu que “o primeiro-ministro não pode continuar em funções”. Para Paulo Raimundo, é claro que o chefe do Governo “teve uma ação de incompatibilidade com o facto de ser primeiro-ministro” e “perante isto só tinha uma coisa a fazer, que era demitir-se”.
No seu discurso, o deputado já tinha considerado que Luís Montenegro “arrasta o país para o pântano político”, e aos jornalistas disse que Luís Montenegro “não dá mais explicações sobre o que aconteceu por uma razão simples, é que não há forma de explicar, não tem explicação”.
“Ele sabe tão bem como eu e como quem nos está a ouvir que houve e há uma incompatibilidade”, referiu.
O líder comunista interrogou-se ainda sobre “qual vai ser o debate político a partir de terça-feira”, dia em que será votada uma moção de confiança ao Governo que poderá levar à sua demissão.
“É sobre a família do senhor primeiro-ministro? É sobre se o filho era menor? Quem é que paga e quem é que pagou? O debate político do país vai ser este? Com a vida das pessoas por resolver?”, questionou, considerando que “o país não aguenta uma coisa dessas”.
O secretário-geral do PCP disse ainda que atualmente há “manobras, jogos de sombras, tentativas de empurrar responsabilidades, vitimizações”, quando questionado acerca do Governo estar a culpar a oposição pela crise política, e considerou que nas últimas horas “se tem desenvolvido uma ação de pressão, de chantagem, de manobra, para salvaguardar apenas uma coisa: é que os projetos que estão em curso e que estão agendados ao serviço dos grupos económicos se concretizem”.
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André Ventura critica Montenegro: "É melhor fazer à venezuelana e enviar tudo para eleições a ver se a coisa se resolve"
André Ventura compara Portugal a Venezuela ao “enviar tudo para eleições a ver se a coisa se resolve”, eleições estas que, afirma, “ninguém quer”. Em Lisboa, o líder do Chega confirma ainda que o partido não vai votar a favor da moção de confiança do Governo.
“É culpa única do Governo enviar o país para a crise no meio de uma crise económica que estamos a viver na Europa e no mundo. Mas foi o Governo que decidiu assim fazer porque prefere tudo ao natural e saudável escrutínio que uma democracia pode e deve fazer”, começou por dizer André Ventura, acrescentando que “por isso, as palavras do ministro das Infraestruturas e do primeiro-ministro só mostram a falta de noção política que existe em relação à transparência e seriedade.”
“Todo querem transparência e seriedade mas quando chega a eles e ao seu próprio escrutínio é melhor fazer à venezuelana e enviar tudo para eleições a ver se a coisa se resolve. É o grau zero da política, são estas pessoas que estão a destruir as instituições e a minar a confiança dos portugueses numas eleições que ninguém quer, numas eleições que obviamente podiam ser evitadas neste contexto.”
“Não há condições para que o Chega vote favoravelmente a moção de confiança”, acrescenta.
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Luís Montenegro escolheu “a sua empresa e os seus interesses”, acusou Mariana Mortágua
A coordenadora do BE, Mariana Mortágua, disse hoje que o país já não tem primeiro-ministro, afirmando que Luís Montenegro escolheu a sua empresa e os seus interesses e perdeu a legitimidade.
“A notícia que vos trago do continente é que já não temos primeiro-ministro. Temos um político a lutar pela sua sobrevivência, temos um político a lutar pelo poder político”, afirmou Mariana Mortágua, considerando que o PSD nacional, tal como na Madeira, “governa para os interesses imobiliários e contra o povo”.
Mariana Mortágua falava para dezenas de militantes e apoiantes da candidatura do Bloco de Esquerda às eleições antecipadas de 23 de março na Madeira, encabeçada por Roberto Almada, no decurso de um almoço-comício no concelho de Câmara de Lobos, no primeiro dia da campanha oficial.
“Nós já não temos um primeiro-ministro, porque esse primeiro-ministro perdeu a sua legitimidade. Ninguém a tirou, ninguém a roubou, ele perdeu-a sozinho e não há mais ninguém, não há mais uma alma que possa ser responsabilizada por isso, que não o próprio primeiro-ministro”, disse Mariana Mortágua.
O líder bloquista considera que Luís Montenegro escolheu “a sua empresa e os seus interesses” e não tem condições para continuar a chefiar o executivo, optando pela “vitimização constante” e por uma “fuga para as eleições”.
“A moção de confiança é uma escolha do primeiro-ministro para uma fuga para a frente”, disse, para logo reforçar: “As eleições são uma escolha do primeiro-ministro para uma fuga para frente e só há uma razão para isso: é que o primeiro-ministro não é primeiro-ministro. Luís Montenegro não é primeiro-ministro, Luís Montenegro é um político a lutar pela sobrevivência e a arrastar o país na sua luta pelo poder.”
Marina Mortágua apresentou, depois, as razões que levam o partido a votar contra a moção de confiança, sendo a primeira o facto de não confiarem no primeiro-ministro e a segunda por considerarem que “o Governo olha para o país com os olhos de uma grande empresa”.
“Isto não quer dizer que seja crime, mas é errado politicamente”, afirmou.
Mariana Mortágua considerou que a governação social-democrata valoriza o lucro e não se preocupa com os aspetos sociais, dando como exemplo o elevado preço das casas, em particular no Funchal.
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Governo marca Conselho de Ministros para amanhã
O Governo marcou a reunião de Conselho de Ministros para amanhã, segunda-feira, na véspera do debate da moção de confiança no Parlamento.
A nota de agenda da Presidência do Conselho de Ministros foi enviada aos jornais, com a indicação de que começa às 10 horas e a informação de que haverá conferência de imprensa após a reunião. Segunda-feira é dia 10 de março. Há um ano decorreram as eleições que deram a vitória à AD.
Por norma o Conselho de Ministros acontece às quintas-feiras, apesar de já ter havido várias reuniões noutros dias. Na semana passada a reunião do Conselho de Ministros aconteceu na sexta-feira.
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"PS tem sido, ao longo deste ano, o garante da estabilidade”, diz presidente da FAUL do PS
O PS “está absolutamente coeso” na gestão da crise política e desafiou o Governo a retirar a moção de confiança, salientando que os socialistas sempre disseram que chumbariam este instrumento.
A garantia foi deixada aos jornalistas pela presidente da Federação da Área Urbana de Lisboa do PS (FAUL), a eurodeputada Carla Tavares, que falou no final de um encontro entre todas as federação e o secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos.
“O PS foi sempre muito claro que não viabilizaria moções de censura, mas foi absolutamente claro desde o início que não viabilizaria nenhuma moção de confiança. O PS tem sido, ao longo deste ano, o garante da estabilidade”, defendeu, lembrando a viabilização do programa do Governo, a eleição do presidente do parlamento ou a rejeição de duas censuras ao executivo.
Para a líder da FAUL, “está nas mãos, naturalmente, do PSD e do líder do Governo retirar a moção de confiança”.
“Terminámos a reunião com os presidentes da Federação e o PS está absolutamente coeso relativamente a este processo que se espera que aconteça na terça-feira na Assembleia da República. E o apelo que voltamos a fazer ao primeiro-ministro e ao Governo do PSD é que retire a moção de confiança”, desafiou.
Questionada sobre as palavras do dirigente do PSD e ministro Miguel Pinto Luz de que as circunstâncias mudaram desde a noite eleitoral de 10 de março — quando Pedro Nuno Santos deixou essa posição -, Carla Tavares reiterou que “o PS está onde sempre esteve relativamente a esta moção de confiança e mantém a mesma clareza e os mesmos princípios relativamente àquela que entende deve ser a sua posição na terça-feira no parlamento”.
“Com a sua coerência, o PS não quer eleições, o secretário-geral do PS não quer eleições”, insistiu.
Questionada se os presidentes das federações temem que uma crise política possa afetar o processo autárquico ou investimentos apoiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência, Carla Tavares distinguiu os dois planos, reforçando a mensagem de coesão interna.
“Os presidentes das federações estão absolutamente unidos nesta posição. Estamos cá para todos os desafios, com a mesma determinação de sempre, com a mesma ambição de sempre. Uma coisa são as eleições legislativas, outra coisa são as eleições autárquicas”, afirmou.
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PS reúne Comissão Política Nacional na segunda-feira à noite
A Comissão Política Nacional do PS vai reunir-se na segunda-feira à noite, na véspera da votação da moção de confiança do Governo, para fazer a análise da situação política, disse à Lusa fonte oficial do partido.
A reunião vai realizar-se às 21h00 na sede nacional do PS, no Largo do Rato, em Lisboa, e tem como ponto único a análise da situação política.
O parlamento debate na próxima terça-feira às 15h00 uma moção de confiança apresentada pelo Governo minoritário PSD/CDS-PP, que tem chumbo anunciado, já que PS e Chega não a viabilizarão.
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Eleições Madeira. Juntos pelo Povo: Oposição "tem de estar disponível a operar com outros partidos" para tirar PSD do Governo Regional
Élvio Sousa, Secretário-Geral do JPP, disponível para coligações pós-eleitorais para tirar PSD do governo da madeira. Diz que madeirenses não querem maioria absoluta pedida por Miguel Albuquerque.
Ouça aqui a entrevista de Élvio Sousa à Rádio Observador.
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Eleições Madeira. "Albuquerque tem legitimidade"
O deputado do PSD, Paulo Neves, considera que o atual líder do executivo madeirense tem toda a legitimidade para governar. Para o governante a culpa pela instabilidade política só pertence à oposição.
Ouça aqui a entrevista a Paulo Neves na Rádio Observador.
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Pinto Luz diz que PS deve repensar posição de votar contra a moção de confiança
Em resposta aos jornalistas, e quando questionado sobre a posição sempre assumida pelo PS de votar contra uma eventual moção de confiança, o ministro das Infraestruturas disse que, no contexto atual e sob “um clima de suspeição”, o PS “é chamado a repensar essa posição”.
“É isso que o Governo está a fazer de forma clara: chamar à responsabilidade o PS. E na próxima terça-feira, o PS terá oportunidade de rever essa posição proclamada há mais de um ano. Estará ao lado dos portugueses ou da sua agenda partidária”, disse Miguel Punto Luz, na sede do PSD, em Lisboa.
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Pinto Luz diz que responsabilidade por novas eleições será do PS e deixa último apelo: "Deixem-nos governar"
O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz — e também membro da Comissão Política do PSD — afirmou esta manhã que a responsabilidade pela eventual marcação de eleições legislativas antecipadas (as segundas no espaço de um ano) será do “Partido Socialista” e do seu secretário-geral, Pedro Nuno Santos. Miguel Pinto Luz pediu ao Parlamento que “deixe o Governo governar” e executar o programa de Governo.
“Não vale a pena tentar afastar responsabilidades ou sacudir a água do pacote. Por mais proclamações e desdobramentos de ex-ministros e ex e atuais dirigentes do PS tentando dizer o contrário, o único responsável pela possibilidade de o país ser chamado a eleições é e será exclusivamente o Partido Socialista e o seu líder“, disse Pinto Luz, numa declaração na sede do PSD, em Lisboa.
“O Parlamento tem de dizer se deixa o Governo governar. Deixem-nos governar, deixem-nos continuar o trabalho do último ano, deixem-nos concluir o programa com o qual vencemos as eleições e pelo qual nos comprometemos”, pediu o responsável social-democrata, acrescentando que “o contexto político exige responsabilidade ao maior partido da oposição”.
“Não adianta ao Partido Socialista andar a fazer fitas nem fintas aos portugueses e aos partidos da coligação de governo”, disse Pinto Luz, desafiando o PS a “ser sério”.
Miguel Pinto Luz lembrou que a votação da moção de confiança, agendada para terça-feira, “decide se teremos ou não eleições”. “Nesse dia, os portugueses vão ver de forma muito clara e transparente quem quer eleições ou não quer”, disse o ministro das Infraestruturas, remetendo a responsabilidade para o PS. “O país precisa de uma clarificação rápida”, referiu Pinto Luz, garantindo que a Aliança Democrática e o primeiro-ministro “não querem eleições”.
Sobre as polémicas que envolvem o primeiro-ministro, Pinto Luz defendeu que Luís Montenegro “respondeu a tudo o que foi perguntado no Parlamento” e “trabalhou legitimamente como qualquer português”.
“Por mais explicações que o primeiro-ministro dê, a oposição não ouve ou não quer ouvir”, lamentou, acrescentando que “Nunca se levantarem dúvidas de ilegalidade” sendo que “tudo é baseado numa pseudo necessidade populista de transparência”.
Miguel Pinto Luz acusou ainda Pedro Nuno Santos de adotar um discurso populista “cada vez mais próximo de André Ventura”.
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Bruno Mascarenhas é o candidato do Chega à Câmara de Lisboa
O deputado municipal em Lisboa, Bruno Mascarenhas, é o escolhido pelo Chega para ser o candidato do partido à Câmara Municipal de Lisboa, avança a SIC.
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Aguiar-Branco: "Acredito que a moção de confiança seja viabilizada"
Para o Presidente da Assembleia da República, “os portugueses não desejam novas eleições” e, lembrando que uma abstenção na moção de confiança do Governo garante a aprovação da mesma, diz estar confiante que a moção de confiança seja viabilizada.
“Os portugueses não desejam eleições e acho que o superior interesse nacional exige essa avaliação quando for a hora de votar. Acredito que a moção de confiança seja viabilizada”, disse José Pedro Aguiar-Branco em declarações aos jornalistas a partir de Matosinhos.
“O superior interesse nacional, que levou a que o Orçamento do Estado fosse aprovado e que as moções de censura não fossem aprovadas, também aqui pode ser colocado” em causa, continuou.
Frisando que a estabilidade “é importante”, o presidente da AR sublinhou várias vezes que o povo português não quer ir novamente a eleições.
E apoiou a apresentação da moção de confiança: “É normal que o Governo tenha a prerrogativa, tal como a oposição teve em relação à moção de censura. Agora, os partidos também têm possibilidade de, no Parlamento, colocar o interesse nacional.”
“Eu acredito. Estamos a 48H da moção ser discutida e deliberada”, terminou, lembrando que “a abstenção também leva a que a moção de confiança seja aprovada“.
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Rui Rio diz que Alemanha "continua bem diferente de nós" com "outro sentido de Estado"
O mote foi a coligação na Alemanha. Rui Rio, ex-líder do PSD, aproveita a situação alemã para criticar a crise política em Portugal.
Na rede X, comenta que a Alemanha “continua bem diferente de nós: outra mentalidade, outra racionalidade e outro sentido de Estado e da responsabilidade. Enfim!”.
Sou suspeito, porque fui, em parte, educado por eles.
Mas este acordo, evidencia que, apesar de também sofrer com os ventos cruzados destes tempos, a RFA continua bem diferente de nós: outra mentalidade, outra racionalidade e outro sentido de Estado e da responsabilidade. Enfim! https://t.co/IjnhWwEzfS— Rui Rio (@RuiRioPT) March 8, 2025
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Campanha eleitoral para regionais antecipadas na Madeira arranca hoje
A campanha eleitoral para as eleições legislativas regionais antecipadas da Madeira começa hoje, com 14 candidaturas a disputar os 47 lugares do parlamento insular.
De acordo com os orçamentos entregues na Entidade das Contas e Financiamentos Políticos, as candidaturas preveem gastar, em conjunto, 1,049 milhões de euros na campanha que irá decorrer até dia 21.
Em disputa nas eleições de dia 23 estão os 47 lugares do hemiciclo da Assembleia Legislativa Regional da Madeira e, segundo dados do Ministério da Administração Interna, até sexta-feira estavam recenseados para votar 255.380 eleitores.
Nas eleições antecipadas concorrem 12 partidos isolados e duas coligações, CDU (PCP/PEV) e Força Madeira (PTP/MPT/RIR).
As candidaturas, por ordem do sorteio do boletim de voto, são: Coligação Democrática Unitária (CDU), Partido Social-Democrata (PSD/PPD), Livre (L), Juntos Pelo Povo (JPP), Nova Direita (ND), Pessoas-Animais-Natureza (PAN), coligação Força Madeira, Partido Socialista (PS), Iniciativa Liberal (IL), Partido Popular Monárquico (PPM), Bloco de Esquerda (BE), Chega (CH), Aliança Democrática Nacional (ADN) e CDS – Partido Popular (CDS-PP).