Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Bom dia. Este liveblog fica arquivado, mas já abrimos um novo para continuarmos a acompanhar os desenvolvimentos dos conflitos armados a nível mundial ao longo desta sexta-feira. Pode segui-lo aqui.

    Ministro da Defesa italiano reage a ameaças de Trump sobre retirada de tropas de Itália: “Não entendo os motivos”

  • O que aconteceu até agora

    • Num cenário de conflito prolongado, o Irão acusa as bases americanas de serem um factor crucial de insegurança na região. Mojtaba Khamenei destaca que o Irão está determinado a proteger as suas capacidades nucleares e de mísseis, contrariando qualquer tentativa de bloqueio naval pelos EUA.
    • As tensões no Estreito de Ormuz mantêm-se com o anúncio da Lituânia de considerar juntar-se à missão dos EUA para defender a navegação na área. Este desenvolvimento ocorre no contexto de um bloqueio naval imposto pelas forças norte-americanas, posicionado para restringir o acesso a portos iranianos e pressionar Teerão a ceder nas negociações.
    • No Mediterrâneo, cerca de 175 ativistas foram detidos por Israel, numa operação que visou a flotilha humanitária a caminho da Faixa de Gaza. Esta intervenção foi classificada pela representante da ONU como “apartheid sem fronteiras” e gerou fortes críticas internacionais, inclusive da Itália que condenou a ação israelita, exigindo o cumprimento do direito internacional.
    • Em paralelo, o Banco Central Europeu decidiu manter a taxa de juro inalterada nos 2%, apesar das pressões inflacionistas provenientes do conflito no Médio Oriente. A guerra elevou os preços da energia, intensificando os riscos para a inflação e crescimento económicos, mas o BCE afirmou estar posicionado para gerir a incerteza económica resultante.

    Este resumo foi gerado por IA e revisto por um jornalista do Observador.

    [As fotografias da câmara de Carlos Castro são apenas um dos elementos de prova a que o Observador teve acesso. Os ficheiros da investigação permitem reconstituir como a relação com Renato Seabra se começou a deteriorar, dias antes do homicídio num hotel de luxo em Nova Iorque. Ouça o quarto episódio de “Os ficheiros do caso Carlos Castro”, o novo Podcast Plus do Observador, narrado pela atriz Joana Santos, com banda sonora original de Júlio Resende. Pode ouvir aqui, no site do Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir também aqui o primeiro episódio, aqui o segundo e aqui o terceiro episódio]

  • Irão diz que esperar uma conclusão rápida para o conflito com os EUA "não parece muito realista"

    O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Ismail Baghai, afastou as expectativas de uma resolução célere das negociações, sublinhando que 47 anos de desconfiança profunda em relação aos EUA não desaparecem num curto espaço de tempo.

    Considerando que Teerão enfrenta interlocutores acusados de genocídio em tribunais internacionais, afirmou o diplomata segundo a agência IRNA, esperar uma conclusão rápida “não parece muito realista”, independentemente de quem seja o mediador.

  • Casa Branca pressiona setor tecnológico a apresentar soluções contra ciberataques movidos por IA

    O Governo dos EUA solicitou a várias empresas tecnológicas que respondam a perguntas sobre como pode a Casa Branca se proteger contra ataques cibernéticos potenciados por inteligência artificial (IA).

    Segundo o Politico, que cita quatro fontes próximas do processo, o gabinete do diretor nacional de cibersegurança foi o responsável pelas perguntas, que se focam na identificação de formas concretas de colaboração para usar a própria IA como escudo defensivo.

    As empresas visadas têm até esta sexta-feira para submeter as suas propostas, escreve o jornal. Parte deste plano foi debatida na terça-feira, numa reunião confidencial entre autoridades da Casa Branca e cerca de 30 representantes da indústria tecnológica, que abordaram as vulnerabilidades críticas que ferramentas de IA de última geração poderão explorar a curto prazo.

  • EUA condenam flotilha "pró-Hamas" e denunciam ligações ao terrorismo

    A “Flotilha Global Sumud” foi classificada pelos Estados Unidos como uma iniciativa infundada e “pró-Hamas” que visa sabotar o plano de paz do Presidente Trump.

    Em comunicado, Washington alertou que a operação é organizada pela Conferência Popular para os Palestinianos no Exterior, entidade designada como organização terrorista global em janeiro por atuar sob as ordens do Hamas.

    “Os Estados Unidos irão explorar a utilização das ferramentas disponíveis para impor consequências àqueles que apoiam esta flotilha pró-Hamas e apoiam as ações legais dos nossos aliados contra ela”, lê-se ainda.

  • Defesa aérea de Teerão ativada contra "pequenas aeronaves e drones", diz a agência Tasnim

    O espaço aéreo da capital iraniana foi palco de intensa atividade da defesa aérea para intercetar “pequenas aeronaves e drones de reconhecimento”, de acordo com a agência iraniana Tasnim.

    Os sons de detonações continuam a ser ouvidos em várias zonas de Teerão, abrangendo as áreas oeste, central e sudeste, enquanto as forças de segurança tentam neutralizar as incursões, escreve a Al Jazeera.

  • Emirados proíbem viagens e ordenam saída de cidadãos do Irão, Líbano e Iraque

    O Ministério dos Negócios Estrangeiros dos Emirados Árabes Unidos proibiu os seus cidadãos de viajar para o Irão, Líbano e Iraque, citando a instabilidade regional. Num comunicado dito urgente, e citado pela Reuters, as autoridades instaram ainda todos os emiratis que se encontram nestes países a saírem imediatamente e a regressarem a casa.

  • Embaixada dos EUA em Beirute insta ao diálogo direto Líbano-Israel e diz que Trump pode facilitá-lo

    A embaixada dos EUA em Beirute afirmou que o Líbano tem uma “oportunidade histórica” para recuperar a sua soberania através de negociações diretas com Israel.

    Num comunicado publicado no X, a embaixada defende que a cessação das hostilidades — alcançada a pedido pessoal de Donald Trump — abre espaço para Beirute apresentar as suas exigências num “diálogo direto” com Israel, facilitado por Trump, e com o total apoio de Washington.

    Um encontro direto entre o Presidente Aoun e o primeiro-ministro Netanyahu, facilitado pelo Presidente Trump, daria ao Líbano a oportunidade de obter garantias concretas quanto à plena soberania, integridade territorial, segurança das fronteiras, apoio humanitário e à reconstrução, bem como à restauração total da autoridade do Estado libanês sobre cada centímetro do seu território — garantida pelos Estados Unidos.

    “Os Estados Unidos estão prontos para apoiar o Líbano enquanto este aproveita esta oportunidade com confiança e sabedoria”, lê-se ainda.

  • Israel envia tecnologia laser e sistemas de vigilância para defender os Emirados

    Numa cooperação militar sem precedentes, Israel reforçou a defesa dos Emirados Árabes Unidos com o envio urgente do sistema de vigilância Spectro — capaz de detetar drones Shahed a 20 km — e de uma versão do sistema de defesa a laser Iron Beam. Este destacamento, avançado pelo Financial Times, surge para travar ataques de mísseis e drones iranianos.

    A operação marca um dos primeiros grandes exemplos de cooperação militar entre os dois países desde os Acordos de Abraão, em 2020. Para um funcionário regional citado, este apoio demonstra “o valor de ser amigo de Israel”.

  • Rússia teme drones: "A Ucrânia está mais forte agora"

    Coronel José do Carmo explica que a Rússia procura trégua para evitar que drones ucranianos perturbem Dia da Vitória. Analisa ainda a pressão sobre o Irão e o isolamento diplomático de Washington. Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra da Rádio Observador.

    Rússia teme drones: “A Ucrânia está mais forte agora”

  • Trump volta a criticar aliados e NATO por falta de apoio: "O mundo está a agradecer-me"

    Donald Trump defendeu a popularidade das suas ações militares, afirmando que a reação internacional tem sido amplamente favorável, apesar de visar os aliados pela sua passividade. “O mundo está a agradecer-me, porque não deveria ser eu a fazer isto”, declarou, criticando líderes anteriores e outras nações por não terem agido “muito antes”.

    Na entrevista à Newsmax, o Presidente norte-americano dirigiu ainda um ataque direto à Aliança Atlântica, assegurando que, perante a atual crise, “a NATO não nos ajudou em nada”.

  • Trump: "Já vencemos, mas quero vencer por uma margem ainda maior"

    Donald Trump reivindicou o sucesso absoluto das operações militares contra o Irão, afirmando que as capacidades defensivas e a liderança de Teerão foram aniquiladas. “Já vencemos, mas quero vencer por uma margem ainda maior”, declarou o Presidente, assegurando que a marinha, a força aérea e os sistemas de defesa iranianos foram destruídos.

    Numa entrevista à Newsmax, Trump garante que a devastação é de tal ordem que o país levará, pelo menos, duas décadas a recuperar — “se é que conseguirão reconstruir”.

    Apesar do otimismo militar, Donald Trump alertou que a destruição das infraestruturas não é suficiente sem um travão definitivo às ambições nucleares de Teerão. “Precisamos de garantias de que eles nunca terão uma arma nuclear”, sublinhou, argumentando que o regime não hesitaria em utilizar esse armamento caso o obtivesse.

    Rejeitando qualquer concessão de material nuclear para fins civis, Trump deixou um aviso final: “Ou terão uma arma nuclear, ou não terão. E se tiverem, estarão em grandes apuros”.

  • Carlos III já embarcou: visita oficial aos EUA chega ao fim

    O Rei Carlos III já se encontra a bordo do avião real, marcando o encerramento oficial da sua visita aos EUA. A aeronave deverá descolar nos próximos minutos.

  • Sirenes aéreas ouvidas em Teerão

    A agência noticiosa Mehr, com ligações ao regime iraniano, relata que estão a soar as sirenes de defesa áerea em algumas partes de Teerão. O relato não apresenta detalhes sobre o que terá desencadeado o alerta.

  • Guerra no Irão terá custado quase o dobro dos 25 mil milhões discriminados pelo Pentágono

    Dois meses de guerra no Irão terão custado ao Pentágono cerca de 50 mil milhões de dólares — o dobro do valor discriminado pelo Pentágono. Os 25 mil milhões confirmados por Pete Hegseth ontem no Congresso incluem apenas o que foi gasto em munições, detalharam responsáveis do Departamento de Defesa, citados sob anonimato por vários meios de comunicação norte-americanos.

    A CBS News dá como exemplo dos gastos restantes os drones não tripulados MQ-9 Reaper — cada um destes drones não tripulados custa pelo menos 30 milhões de dólares e os EUA já perderam pelo menos 24 destes drones ao longo da guerra no Médio Oriente.

  • Trégua proposta por Putin para 9 maio aplicada com ou sem Kiev, diz Kremlin

    A proposta do Presidente russo, Vladimir Putin, de declarar um cessar-fogo na Ucrânia a 9 de maio será implementada independentemente da reação de Kiev, anunciou esta quinta-feira o Kremlin.

    “É uma decisão do chefe de Estado russo e será implementada”, disse o porta-voz presidencial, Dmitry Peskov, citado pelos meios de comunicação locais.

    Peskov sublinhou que Moscovo ainda não tem conhecimento da reação de Kiev à proposta de Putin, discutida quarta-feira numa conversa telefónica entre os líderes da Rússia e dos Estados Unidos.

  • Netanyahi congratula Marinha por deter "frota de apoiantes do Hamas"

    O primeiro-ministro israelita congratulou esta tarde a Marinha israelita por ter intercetado e detido cerca de 175 ativistas que procuravam entregar ajuda humanitária na Faixa de Gaza. “Eu ordenei à Marinha que impedisse a frota de apoiantes do Hamas de chegar às costas de Gaza. A missão foi executada com sucesso total”, escreveu Benjamin Netanyahu, numa mensagem nas redes sociais em que diz que os ativistas “vão regressar aos seus países de origem”. “Vão continuar a ver Gaza através do YouTube”, rematou.

  • Trump admite retirar tropas norte-americanas de Espanha e Itália

    Um dia depois de ter anunciado que os EUA estavam a considerar reduzir a sua presença militar na Alemanha, Donald Trump afirma agora que o mesmo pode acontecer em Espanha e em Itália. As declarações foram feitas durante as declarações desta tarde na Sala Oval. Questionado sobre essa possibilidade, o Presidente norte-americano respondeu que “provavelmente” o ia fazer.

  • NATO. Merz defende “parceria transatlântica fiável” após desentendimento com Trump

    O chanceler alemão defendeu esta quinta-feira uma “parceria transatlântica fiável”, sem responder diretamente às ameaças do Presidente norte-americano de reduzir as forças militares dos Estados Unidos na Alemanha, após um desentendimento sobre o Irão.

    “Nestes tempos conturbados, estamos a seguir uma linha clara, uma linha que se mantém assente na NATO e numa parceria transatlântica fiável. Como sabem, esta parceria transatlântica é particularmente importante para todos nós, e para mim pessoalmente”, declarou Friedrich Merz, durante uma visita para observar manobras do Exército alemão em Muenster, no oeste da Alemanha.

    O chefe do Governo alemão também sublinhou que o Exército alemão contribui para a construção de uma “NATO forte e unida”, particularmente em “locais estratégicos na Alemanha, ao lado dos Estados Unidos”.

  • Sánchez acusa Israel de "voltar a violar o Direito Internacional" e apela à UE que suspenda Acordo de Associação

    O primeiro-ministro espanhol reagiu esta tarde à interceção de Israel de uma flotilha humanitária que procurava quebrar o bloqueio naval na Faixa de Gaza, que resultou na detenção de cerca de 175 ativistas, lembrando que este cenário não é novo. “Israel voltou a violar o Direito Internacional ao atacar uma flotilha civil em águas que não lhes pertencem”, escreve Pedro Sánchez nas redes sociais, numa publicação em que assegurou que o Executivo espanhol está a trabalhar para “proteger e ajudar” os cidadão espanhóis que seguiam a bordo.

    “Mas isso não chega. A UE tem de suspender o acordo de associação JÁ e exigir a Netanyahu que cumpra a lei dos nossos mares”, remata.

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