Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou novas sanções “tremendas” contra a Rússia, direcionadas especialmente para as grandes empresas petrolíferas Rosneft e Lukoil. Estas sanções surgem como resposta à “falta de compromisso sério” da Rússia em acabar com a guerra na Ucrânia, com o objetivo de pressionar o Kremlin e enfraquecer a sua capacidade de financiar a guerra.
    • Foram aprovadas pelo Conselho da União Europeia as 19ª pacote de sanções contra a Rússia, que inclui uma proibição da compra de gás natural liquefeito russo, a ser introduzida progressivamente até 2027.
    • O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, expressou abertura para avançar na via diplomática e destacou que qualquer cessar-fogo não pode significar concessões territoriais à Rússia. Durante a sua visita à Suécia, Zelensky afirmou estar pronto para a diplomacia, mas não à custa da retirada e entrega de territórios ao agressor.
    • O Kremlin e o governo húngaro continuam a preparar uma cimeira entre Donald Trump e Vladimir Putin, apesar de um recente adiamento. Ambas as partes confirmaram que os preparativos estão em curso, embora a sua realização dependa de intervenções ao mais alto nível e da superação dos impasses atuais nas negociações.

    [A 14 de janeiro de 1986 um acontecimento muda o rumo da campanha das presidenciais: a inesperada agressão a Soares na Marinha Grande. Nas urnas, o socialista e Zenha lutam por um lugar na segunda volta frente a Freitas. A “Eleição Mais Louca de Sempre” é o novo Podcast Plus do Observador sobre as Presidenciais de 1986. Uma série narrada pelo ator Gonçalo Waddington, com banda sonora original de Samuel Úria. Pode ouvir aqui, no Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir o primeiro episódio aqui, o segundo aqui e o terceiro aqui.]

  • Bom dia! Este liveblog fica por aqui, mas pode continuar a seguir a cobertura do Observador sobre o conflito na Ucrânia neste outro artigo em direto, que agora abrimos. Obrigado!

    Líderes da União Europeia discutem com Zelensky apoio à Ucrânia e pressão sobre Moscovo

  • Novo pacote de sanções europeias aprovado por unanimidade. Conjunto inclui proibição de compra de gás natural liquefeito

    Os estados-membros da União Europeia aprovaram o 19.º pacote de sanções contra a Rússia devido à guerra na Ucrânia, anunciou a presidência dinamarquesa do Conselho da União Europeia, citada pela Reuters.

    Este novo pacote inclui uma proibição de compra de gás natural liquefeito da Rússia, que será introduzida em duas fases e prevê um impedimento total até ao primeiro dia de 2027.

    “Temos o prazer de anunciar que acabámos de ser notificados pelo estado-membro restante de que agora é possível levantar a sua reserva sobre o 19.º pacote de sanções”, disse. Este último resistente era a Eslováquia, que anunciou ter mudado de ideias esta quarta-feira.

    Se a presidência do Conselho não receber nenhuma objeção até às 7h00 em Portugal Continental, lê-se, o pacote de sanções será “adotado”.

  • Rutte diz que não foi a Washington apresentar qualquer plano para a Ucrânia e garante querer "concretizar versão da paz" de Trump

    Ao lado do Presidente dos EUA, o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, garante que, no momento, “não há nenhum plano de paz em cima da mesa” e redireciona para o que Trump disse antes.

    “Se há algum plano de paz, é o que o Presidente [Trump] disse na sexta-feira passada ou no domingo, ou seja, “parem onde estão, parem com o conflito”.

    Rutte garantiu que a aliança atlântica quer “basicamente, concretizar a sua visão de paz na Ucrânia”, agradecendo ao Presidente dos EUA por “quebrar o impasse” com o Kremlin.

  • Trump espera que Putin (e Zelensky) sejam "razoáveis"

    Questionado sobre se as novas sanções “tremendas” terão algum tipo de efeito na Rússia, Trump acredita que sim, sublinhando que são “sanções massivas” nas “duas maiores empresas petrolíferas, entre as maiores do mundo”.

    “Espero que isso pressione [Putin]. Espero que ele se torne razoável e espero que Zelenskyy também seja razoável”, acrescentou, repetindo a expressão de que “é ‘preciso dois para poder dançar o tango'”.

  • Trump: "Boas conversas" com Putin "não vão a lado nenhum"

    O Presidente Donald Trump, a falar na Casa Branca com Mark Rutte, sublinhou que sempre que fala “com Vladimir [Putin]”, tem “boas conversas”.

    Porém, critica, esta conversas “não dão em nada”, algo que o influenciou o cancelamento desta reunião. “É altura de fazer um acordo”, sublinhou.

  • "Senti que era a altura certa". Trump sublinha novas "sanções tremendas" contra a Rússia

    Na Sala Oval, Donald Trump celebrou as sanções “tremendas” e “muito significativas” contra Rússia, anunciadas numa altura que o líder norte-americana descreveu como a “certa”.

    “Hoje é um dia muito importante em termos do que estamos a fazer”, acrescentou o Presidente dos EUA, acrescentando que “são contra as duas grandes empresas petrolíferas”.

    Trump ressalvou que espera que estas novas punições “não durem muito tempo”. “Esperemos que a guerra seja resolvida”, disse.

  • "Não me parecia que iríamos chegar onde precisávamos de chegar". Trump confirma cancelamento de encontro com Putin

    Donald Trump confirma que a reunião com Vladimir Putin em Budapeste foi cancelada, falando na Casa Branca com Mark Rutte.

    “Simplesmente, não me parecia certo. Não me parecia que iríamos chegar onde precisávamos de chegar. Por isso, cancelei-a. Mas iremos fazê-la no futuro”, disse.

  • EUA anunciam novas sanções à Rússia por "falta de compromisso sério" para acabar a guerra. Petrolíferas russas Rosneft e Lukoil visadas

    O Departamento do Tesouro dos EUA anunciou as novas sanções contra a Rússia prometidas pelo secretário Scott Bessent, visando as grandes empresas petrolíferas russas Rosneft e Lukoil e subsidiárias.

    Estas sanções, lê-se num comunicado do departamento publicado no seu site, surgem como “resultado da falta de compromisso sério da Rússia com um processo de paz para pôr fim à guerra na Ucrânia”.

    “As medidas de hoje aumentam a pressão sobre o setor energético da Rússia e prejudicam a capacidade do Kremlin de angariar receitas para a sua máquina de guerra e apoiar a sua economia enfraquecida”, acrescentou o departamento.

    Bessent, em declarações citadas no comunicado, expressou que “agora é o momento de parar com as mortes e de um cessar-fogo imediato”.

    “Dada a recusa do presidente Putin em acabar com esta guerra sem sentido, o [Departamento do] Tesouro está a sancionar as duas maiores empresas petrolíferas da Rússia que financiam a máquina de guerra do Kremlin”, continuou o secretário, mostrando-se ainda “preparado para tomar outras medidas, se necessário, para apoiar os esforços do Presidente Trump para acabar com mais uma guerra”.

  • Trump desmente que EUA vão levantar restrições à Ucrânia sobre utilização de mísseis de longo alcance

    Donald Trump veio desmentir a notícia avançada pelo Wall Street Journal de que os EUA iam levantar a restrição ao uso pela Ucrânia de mísseis de longo alcance fornecidos pelos aliados ocidentais, o que permitiria a Kiev intensificar os ataques a alvos dentro da Rússia, aumentando a pressão sobre o Kremlin.

    “A notícia do Wall Street Journal sobre a aprovação dos EUA para que a Ucrânia utilize mísseis de longo alcance contra a Rússia é uma notícia falsa! Os EUA não têm nada a ver com esses mísseis, independentemente da sua origem ou do que a Ucrânia faça com eles!”, escreveu numa publicação na Truth Social.

    Atualizada às 21h31 com o desmentido de Donald Trump

  • EUA vão anunciar um aumento "substancial" nas sanções à Rússia nas próximas 24 horas, diz secretário do Tesouro

    Os Estados Unidos vão aumentar de forma “substancial” as sanções que o país tem contra a Rússia nas próximas 24 horas, anunciou o secretário do Tesouro, Scott Bessent, na Casa Branca.

    “Vamos anunciar, após o encerramento desta tarde [da bolsa] ou logo pela manhã, um aumento substancial nas sanções contra a Rússia”, disse, citado pela Bloomberg.

  • Rutte nega que encontro Zelensky-Trump tenha sido um "desastre"

    O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, nega que o encontro entre Volodymyr Zelensky e Donald Trump na Casa Branca tenha sido um desastre, após ser questionado pela Sky News.

    Rutte está de novo em Washington onde se deverá encontrar com o Presidente dos EUA esta quarta-feira. Esta ida, garante, não significa que a visita do líder ucraniano da semana passada tenha fracassado.

    “Não, de todo. Isto já tinha sido planeado antes”, acrescentou, lembrando ter falado por mensagens com Trump depois do “sucesso enorme em Gaza”.

    “Dissemos: vamos ter um encontro em Washington e discutir como concretizar a sua visão sobre a paz na Ucrânia”, acrescentou.

  • Serviços secretos ucranianos revelam comunicações russas de comandante a ordenar disparos em civis

    O Serviço de Informações Militares da Ucrânia revelaram comunicações russas de uma alegada ordem de um comandante russo para disparar sobre civis perto da cidade de Pokrovsk numa publicação do Telegram.

    “Não deixem ninguém passar pelo caminho, ninguém com grandes malas civis, simplesmente acabem com eles”, ouve-se no áudio partilhado.

    “A ordem para matar civis foi dada pelo comandante de campo da 30ª Brigada de Infantaria Motorizada Separada da Rússia, parte do 2º Exército de Armas Combinadas do Distrito Militar Central”, acusaram os serviços.

    “As execuções sistemáticas e torturas de prisioneiros de guerra, os assassinatos de civis e as execuções extrajudiciais dos seus próprios militares provam mais uma vez: os crimes de guerra são uma política consciente e deliberada do Estado agressor da Rússia”, lê-se ainda na publicação.

  • Bombardeiros russos de longo alcance fizeram "voo programado sobre águas neutras do Mar Báltico"

    Aviões bombardeiros Tu-22m3 das forças russas fizeram “um voo programado no espaço aéreo sobre águas neutras do Mar Báltico”, segundo o comunicado do Ministério da Defesa da Rússia citado pela RIA Novosti.

    Segundo o ministério, estes bombardeiros “foram acompanhados por caças de países estrangeiros” em alguns pontos da viagem.

    “As tripulações da aviação de longo alcance realizam voos regulares sobre águas neutras do Ártico, do Atlântico Norte, do Pacífico, do Mar Báltico e do Mar Negro”, lê-se ainda, garantindo a “estrita conformidade com as regras internacionais de utilização do espaço aéreo”.

  • Ucrânia aberta a "avançar na via diplomática" mas recusa "recuar" tropas "para algum lugar", diz Zelensky

    O Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou que o país estava pronto “para avançar na via diplomática”, sublinhando-se a favor da “ideia de um cessar-fogo”.

    “Estamos prontos para a diplomacia, mas não nos termos de que devemos retirar-nos para algum lugar, entregando ao agressor as nossas terras e o nosso território”, acrescentou, numa conferência de imprensa com o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, citada pelo Ukrinform.

  • Porta-voz do MNE da Rússia chama a ministro polaco de "Osama bin Sikorski" por esperar que oleoduto russo seja destruído

    A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Maria Zakharova, criticou as declarações do responsável pela pasta da Polónia, Radoslaw Sikorski, que disse “esperar” que o oleoduto Druzhba fosse destruído.

    As declarações da porta-voz surgiram como resposta do Kremlin à troca de insultos entre Sikorski e o homólogo húngaro Peter Szijjartó, que discutiam o assunto da recusa da extradição do suspeito da sabotagem ao gasoduto Nord Stream 2.

    “Espero que o seu corajoso compatriota, o Major Magyar [húngaro que luta no exército ucraniano] consiga finalmente destruir o oleoduto que alimenta a máquina de guerra de Putin e que o senhor consiga obter o seu petróleo através da Croácia”, escreveu Sikorski no X.

    Em resposta, segundo a agência TASS, Zakharova questionou ironicamente o polaco: “Que outros alvos de infraestrutura civil, na opinião de Osama bin Sikorski, devem ser destruídos?”

  • Rússia executa manobras militares nucleares sob o olhar atento de Putin

    O Presidente russo, Vladimir Putin, liderou hoje manobras militares terrestres, marítimas e aéreas de forças nucleares, apenas um dia após a cimeira com o homólogo norte-americano, Donald Trump, ter sido adiada por tempo indeterminado.

    “Hoje, temos um exercício de gestão de forças nucleares estratégicas programado, tal como o ministro da Defesa acabou de informar. Vamos ao trabalho”, afirmou Putin enquanto comunicava com militares do Kremlin, segundo a agência russa TASS.

    Putin ordenou o início das manobras na presença do Ministro da Defesa, Andrei Belousov, e do chefe do Estado-Maior general das Forças Armadas russas, Valery Gerasimov, através de uma videoconferência.

    “Hoje temos exercícios de rotina, insisto, de rotina, sobre a utilização de forças nucleares”, sublinhou Putin no vídeo publicado na página do Kremlin no Telegram.

    Os exercícios servem para testar “o procedimento para autorizar a utilização de armas nucleares”, adiantou Gerasimov.

    As forças nucleares lançaram um míssil balístico intercontinental Yars – com um alcance de até 12.000 quilómetros – a partir da base espacial russa, o Cosmódromo de Plesetsk, que fica quase 800 quilómetros a norte de Moscovo.

    O míssil foi lançado para o campo de tiro de Kura, na península de Kamchatka, a mais de 6.000 quilómetros do local de lançamento.

    Além disso, participaram também nas manobras o submarino nuclear “Bryansk”, que lançou um míssil balístico Sineva do Mar de Barents, e vários bombardeiros estratégicos Tu-95C, que dispararam mísseis de cruzeiro.

    “Todos os objetivos das manobras foram alcançados”, declarou o Kremlin. O último exercício militar deste tipo tinha sido realizado pela Rússia há dois anos.

  • Zelensky vai participar no Conselho Europeu desta quinta-feira, anuncia António Costa

    Após a visita aos países nórdicos, Zelensky deslocar-se-á amanhã ao Conselho Europeu.

    O presidente do Conselho, António Costa, confirmou a visita na rede social X e afirmou: “Vamos discutir como apoiar ainda mais a Ucrânia, que enfrenta a guerra de agressão da Rússia. O nosso compromisso é inabalável. O nosso rumo é claro. Continuaremos a aumentar a pressão sobre a Rússia enquanto fortalecemos a Ucrânia na busca pela paz”.

    Na reunião, a União Europeia irá debater as últimas sanções impostas à Rússia e a possibilidade de utilizar ativos russos congelados para financiar os esforços de guerra da Ucrânia.

  • Zelensky chega à Suécia para discutir possível acordo de caças com fabricante de defesa Saab

    Volodymyr Zelensky já chegou à Suécia, após uma visita à Noruega, tendo sido recebido pelo primeiro-ministro, Ulf Kristersson.

    O Presidente ucraniano vai discutir um possível acordo de exportação com a empresa sueca de defesa Saab, fabricante do caça JAS 39 Gripen, do avião de vigilância GlobalEye, de sistemas de mísseis e outros equipamentos militares.

    A reunião decorrerá na fábrica da Saab em Linköping, no sul de Estocolmo.

    Em declarações à televisão pública SVT, o primeiro-ministro sueco afirmou que os dois líderes irão examinar “um dos melhores aviões de combate do mundo”, sem especificar se um acordo sobre os Gripen está previsto.

  • Orbán garante que Hungria continua a preparar encontro entre Trump e Putin

    Apesar de as mais recentes notícias darem conta de que a reunião entre os líderes norte-americano e russo estava em risco de não se realizar, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, afirmou que o seu Governo continua a preparar o encontro, previsto para se realizar em Budapeste.

    “[O ministro dos Negócios Estrangeiros, Péter] Szijjártó está em Washington. Os preparativos para a cimeira da paz continuam. A data ainda é incerta. Quando chegar o momento, realizá-la-emos”, disse Orbán, citado pelo Ukrainska Pravda.

    As declarações do líder húngaro vão ao encontro com as do Kremlin, que esta manhã também confirmou que os preparativos para o encontro continuam, como o Observador deu conta neste mesmo liveblog.

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