Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • Donald Trump anunciou novas tarifas sobre produtos importados, especificando que a Ucrânia enfrentará uma tarifa de 10%, enquanto os países da União Europeia terão uma tarifa de 20%. Curiosamente, a Rússia não foi mencionada na lista de países afetados pelas novas tarifas, o que pode refletir uma abordagem diplomática diferenciada por parte dos EUA.
    • O Senado dos Estados Unidos confirmou Matt Whitaker como embaixador junto da NATO. Whitaker enfatizou o “compromisso de ferro” dos EUA para com o artigo 5.º da NATO, que estipula que um ataque contra um membro será considerado um ataque contra todos, sublinhando a importância do relacionamento transatlântico para a segurança coletiva.
    • Na Rússia, Vladimir Putin assinou um decreto para uma nova fase do recrutamento militar, que prevê recrutar 160 mil homens, aumentando o número significativamente em relação aos anos anteriores.
    • Propostas legislativas nos EUA, apresentadas por senadores de ambos os partidos principais, pretendem instituir tarifas de 500% sobre produtos de países que adquiram petróleo, gás e urânio da Rússia. Esta iniciativa, uma ferramenta de pressão económica, visa influenciar a Rússia a negociar um cessar-fogo com a Ucrânia.

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  • Este liveblog fica por aqui.

    Contine a acompanhar toda a atualidade sobre a guerra na Ucrânia neste novo liveblog, que agora abrimos.

    Cessar-fogo pode ser alcançado “em semanas” se o Ocidente pressionar a Rússia. diz Zelensky

  • Trump anuncia 10% de tarifas para a Ucrânia e não menciona a Rússia

    Donald Trump anunciou na noite desta quarta-feira as tarifas que os EUA vão passar a aplicar para os produtos importados. Numa espécie de ranking exibido pelo presidente norte-americano no pronunciamento e publicado nas redes sociais, a Ucrânia ficou com uma tarifa de 10%, diferente dos 20% aplicados aos países da União Europeia. Já a Rússia não aparece na lista.

  • Coligação das vontades pode dar à Ucrânia apoio "naval, aéreo e terrestre", diz ministro dos Negócios Estrangeiros da Lituânia

    O ministro dos Negócios Estrangeiros da Lituânia, Kęstutis Budrys, em entrevista ao Kyev Independent, diz que o apoio da chamada “coligação das vontades” poderá envolver assistência naval, aérea e terrestre.

    Budrys destaca que não acredita que a Russia vai ceder a um cessar-fogo sem a devida pressão internacional. “Não tenho razões para acreditar que vão mudar as suas demandas, a não ser que os EUA usem os seus instrumentos, os diplomáticos que já vimos mas também os instrumentos duros e a pressão contra a Rússia”, disse o ministro lituano.

    Sobre o apoio da “coligação das vontades”, Budrys diz que os países membros pretendem prestar assistência financeira e militar e “estar presente para ajudar as forças armadas ucranianas”, o que o ministro diz ser “a ferramenta mais efetiva para combater os russos no futuro”.

    “É claro que as modalidades e a forma como este apoio será vai depender do planeamento operacional futuro e das necessidades da Ucrânia. Agora estamos a falar de dimensões diferentes. Falamos em naval, aéreo e terrestre. E é claro, falamos sobre diferentes tipos de apoio de outras nações, incluindo os EUA”.

  • Rússia vai abrir recrutamento militar para 160 mil homens

    Vladimir Putin assinou um decreto autorizando a última fase do recrutamento militar semestral na Rússia. De acordo com a CNN, as forças militares russas vão recrutar 160 mil homens entre os 18 e os 30 anos, 10 mil a mais do que o ano passado e 15 mil a mais do que há três anos.

    A lei russa proíbe o envio de soldados recrutados através de serviço militar obrigatório para zonas de combate ativo sem o treinamento adequado. A posição oficial é a de que os recrutados não estão a ser enviados para a guerra, mas há relatos de que jovens militares estão a ser pressionados a assinar contratos que resultam no deslocamento para as linhas de frente na Ucrânia.

  • Proposta no Congresso dos EUA prevê tarifas de 500% a compradores de petróleo russo

    Uma proposta no Congresso norte-americano, apresentada por senadores democratas e republicanos, prevê tarifas de 500% aos produtos de países que comprem petróleo, gás e urânio à Rússia até que Moscovo negoceie um cessar-fogo com a Ucrânia.

    A iniciativa legislativa bipartidária partiu do democrata Richard Blumenthal e do republicano Lindsey Graham, com vista “a introduzir sanções primárias e secundárias contra a Rússia e os atores que apoiam a agressão da Rússia na Ucrânia”.

    Segundo Blumenthal, num anúncio divulgado na terça-feira na sua página ‘online’ do Senado, o projeto de lei tem o apoio de outros 50 membros republicanos e democratas da câmara alta do Congresso e prevê “uma tarifa de 500% sobre os bens importados de países que compram petróleo, gás, urânio e outros produtos russos”.

    A legislação complementar, indica, está a ser apresentada na Câmara dos Representantes (câmara baixa) pelos congressistas republicanos Brian Fitzpatrick e Joe Wilson e pelos democratas Mike Quigley e Marcy Kaptur.

  • Bombardeiro estratégico russo despenha-se na Sibéria

    A informação foi avançada por Igor Kobzev, governador da região de Irkutsk, no sudeste da Sibéria, onde ocorreu o acidente.

    Segundo a Reuters, que cita Kobzev, um bombardeiro estratégico russo Tu-22M3 ter-se-á despenhado devido a uma avaria técnica durante um voo de rotina, não sendo indicada a causa exacta do acidente.

    Apesar de não provocar danos a infraestruturas na queda, o acidente terá causado uma vítima mortal, um dos quatro membros da tripulação que ejectaram-se da aeronave aquando da queda.

  • Míssil russo causa pelo menos quatro mortos em Kryvyi Rih

    A Rússia levou a cabo esta quarta-feira um ataque com mísseis balísticos na cidade de Kryvyi Rih, na região de Dnipropetrovsk, adianta o Kyiv Independent.

    O ataque matou quatro pessoas e feriu outras dez, adiantou Serhii Lysak, governador de Dnipropetrovsk, citado pelo mesmo jornal.

    Uma das pessoas feridas trata-se de uma criança de oito anos, que já foi hospitalizada e encontra-se livre de perigo de vida.

    Kryvyi Rih tem a particularidade de ser a cidade natal do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, sendo assim um alvo frequente de ataques russos. Além das baixas humanas, o ataque danificou edifícios de apartamentos e provocou um incêndio no local.

  • Países da NATO preparam-se para compromisso de 3,5% do PIB em defesa na cimeira de Haia

    Os países da NATO deverão comprometer-se com um aumento do investimento em defesa, fixando-o em 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB), durante a cimeira de Haia, nos Países Baixos, em junho, segundo fontes da organização contactadas pela Lusa.

    A percentagem ainda está abaixo dos 5% de investimento do PIB exigido pelos Estados Unidos da América (EUA), mas as negociações deverão balizar entre os 3% e os 3,5% do PIB e avança esta semana com uma reunião ministerial no quartel-general da NATO, em Bruxelas, na Bélgica.

    As mesmas fontes referiram à Lusa que um investimento de 3,5% do PIB em defesa é até hoje o valor mais consensual entre os 32 países do bloco político-militar e o que está mais próximo do que exigiu Washington através do Presidente republicano Donald Trump.

  • Primeiro-ministro polaco denuncia ataque informático ao seu partido político e aponta o dedo para "leste"

    A informação está a ser avançada pela Reuters, sem serem conhecidos mais detalhes.

    Donald Tusk, primeiro-ministro da Polónia, revelou hoje que os sistemas informáticos do seu partido, o Plataforma Cívica, foram atingidos por um ciberataque.

    Sem mais detalhes, Tusk diz que os serviços de segurança do partido apontaram como possível origem do ataque no “leste”, deixando suspeitas de que será um ataque de origem russa.

  • "Kremlin ainda tem capacidade de destruir o que quiser"

    Pedro Nascimento garante que o conflito na Ucrânia está a entrar numa nova fase. O especialista em História Militar afirma que Israel sabe que não pode sair da guerra sem desmantelar o Hamas.

    Ouça aqui o novo episódio do “Gabinete de Guerra” da Rádio Observador.

    “Kremlin ainda tem capacidade de destruir o que quiser”

  • Rutte evita mais comentários quanto ao desaguisado entre Dinamarca e EUA e afirma que esta aliança está para ficar

    Pressionado uma vez mais por uma repórter a comentar a crescente tensão entre a Dinamarca e os EUA — ambos aliados da NATO — devido à pretensão dos segundos sobre a Gronelândia, Mark Rutte voltou a desviar o tema, considerando que o real “assunto em mãos” é “a defesa do Ártico”, o que “vai muito além da Gronelândia”.

    Lembrando que os dois países fazem parte do conjunto do “High North” (“Alto Norte”), a par de Canadá, Islândia, Finlândia, Suécia e Noruega, estes têm “alguns assuntos sérios a resolver” como “chineses a usar as rotas marítimas, com a Rússia a rearmar a região”.

    “Quero que nos concentremos nesse tema”, reforçou, frisando que “a Gronelândia é importante, mas é tão importante como os outros”.

    Logo a seguir, respondendo à questão das fricções contínuas no seio da NATO dada a aproximação dos EUA à Rússia e de alguns sinais beligerantes quanto aos seu parceiros, Rutte admitiu que “tem havido alguma linguagem forte”, assim como sinais de “aliados deste lado do oceano preocupados com o compromisso a longo prazo dos EUA com a NATO”.

    “Os americanos dizem que estão comprometidos com a NATO e ao artigo 5 da NATO”, lembrou, recordando que esse compromisso vem com “a expectativa de que teremos de gastar mais na defesa”.

    “Temos de fazer isto devido à ameaça russa e aos temores da ameaça chinesa. Não sejamos ingénuos quanto a isto”, atirou, dizendo-se “absolutamente convencido que esta aliança está para ficar e com os EUA”.

  • Rutte: "A melhor forma para acabar a guerra é os russos saírem da Ucrânia, mas isso não vai acontecer em breve"

    Depois de ter começado a conferência de imprensa falando sobre Bucha, Rutte é questionado sobre o facto de os EUA terem retirado financiamento à investigação dos alegados crimes de guerra que a Rússia aí cometeu. O secretário-geral responde que quer ver os responsáveis a responder pelos seus crimes, mas que a prioridade agora é “acabar com a guerra” e recusa comentar as políticas internas de aliados concretos.

    Ainda sobre a política interna dos EUA, Rutte recusa responder se as tarifas impostas por Donald Trump podem minar a unidade da NATO. “Essa é uma matéria para os governos nacionais”, responde de forma breve.

    A postura evasiva continua sobre declarações concretas de Vladimir Putin, que afirmou que os termos da trégua negociada com os EUA não cumpre os objetivos. Rutte argumenta que “não é produtivo” comentar cada declaração do Presidente russo “que diz muita coisa”.

    “A melhor forma para acabar a guerra é os russos saírem da Ucrânia, mas isso não vai acontecer em breve”, defende, em seguida, renovando os elogios a Trump por ter quebrado “o impasse”.

  • Rutte: A Gronelândia é da Dinamarca, mas é preciso pensar mais na segurança do Ártico

    Depois do Indo-Pacífico, Rutte salienta a colaboração com aliados no Sul Global, depois de ser questionado sobre a intervenção da Aliança na luta ao autoproclamado Estado Islâmico. “É fora do espaço atlântico, mas há interesse”, remata o secretário-geral da NATO.

    Nas questões seguintes, Rutte continua a falar sobre a cooperação em diferentes palcos fora da área de influência da NATO, justificando essa ação com a crescente “interconexão” dos diferentes problemas da ordem global.

    Questionado sobre “quem deve controlar a Gronelândia”, Rutte responde de forma inequívoca: “A Dinamarca, a Gronelândia pertence à Dinamarca”. Mas ressalva que a pergunta levanta realmente o problema sobre “a segurança no Ártico” que, afirma, requer mais atenção dado o interesse russo e chinês na área — a justificação que Donald Trump tem dado para querer controlar a ilha.

  • "As ameaças não estão limitadas à Rússia": Rutter quer NATO a olhar para fora do eixo euroatlântico

    O secretário-geral da NATO responde agora a questões dos jornalistas, começando por mostrar aprovação pelo projeto da UE para aumentar os gastos com Defesa e garantir a segurança do continente sem depender dos Estados Unidos.

    Questionado sobre a ameaça que a China pode representar, Rutte responde que a NATO colabora com aliados no Indo-Pacífico, pois reconhece que há riscos de segurança em outras zonas do globo fora do eixo euro-atlântico. “As ameaças não estão limitadas à Rússia, vimos isso na China, no Irão, na Coreia do Norte”, responde.

    Rutte explica ainda que as reuniões do Ramstein e da “Coalition of the Willing” da próxima semana se vão realizar na sede da NATO e que membros da Aliança estarão presentes para aconselhar.

  • "As nossas prioridades são claras: estamos a construir uma aliança mais forte, mais justa e mais letal", afirma Rutte

    Mark Rutte continua a sua intervenção falando da preparação que a NATO constrói através dos treinos comuns. E aproveita a referência para apresentar as suas condolências pelos quatro soldados norte-americanos que morreram em treinos na Lituânia. O secretário-geral assinala a solidariedade entre os vários países nas buscas e declara: “Este é o verdadeiro espírito da Aliança”.

    Considera que os membros da Aliança estão a fazer cada vez mais esforços, “dos dois lados do Atlântico”, para cumprir os objetivos militares da NATO e destaca que isso deve ser feito em colaboração com outros aliados. Neste ponto, Rutte destaca que a alta representante da UE Kaja Kallas estará presente nos dias de reunião. O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sybiha‎, também marcará presença, como habitualmente.

    “As nossas prioridades são claras: estamos a construir uma aliança mais forte, mais justa e mais letal. É isso que precisamos para enfrentar o futuro”, remata Rutte.

  • Mark Rutte assinala os três anos do massacre russo em Bucha

    Na véspera de mais uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO em Bruxelas, o secretário-geral faz a antevisão do encontro, numa conferência de imprensa em que assinala os três anos dos massacres de Bucha, perpetrados pelas forças russas, nas primeiras semanas da invasão.

    Focando-se sem rodeios na questão da guerra na Ucrânia, Mark Rutte congratula o Presidente Trump por ter “quebrado o impasse” nas negociações e os aliados europeus por estarem empenhados em garantir a paz, “quando a hora chegar”.

  • Putin ordena reconstrução de região ainda parcialmente ocupada de Kursk

    O Presidente russo, Vladimir Putin, ordenou ao executivo um programa de reconstrução na região fronteiriça de Kursk, ainda parcialmente ocupada pelas tropas ucranianas, segundo um documento disponibilizado no ‘site’ do Kremlin.

    “O Governo da Rússia, juntamente com as autoridades regionais de Kursk, levarão a cabo um programa de reconstrução das infraestruturas da região de Kursk”, afirmou o líder russo antes da emissão da ordem, numa reunião com membros do Governo.

    O plano deverá estar pronto antes de 1 de julho deste ano para depois ser de imediato executado, segundo o documento.

    Além disso, o Governo terá de compensar mensalmente 65.000 rublos (cerca de 770 dólares) aos habitantes que perderam as suas casas ou outros tipos de propriedade devido às ações do Exército Ucraniano no território de Kursk até ao momento da sua recaptura completa.

    Os cidadãos desta região terão também facilidades extraordinárias nos procedimentos administrativos na área da saúde.

  • Zelensky visita veteranos de guerra em Dnipro

    O Presidente ucraniano está em Dnipro, onde passou a manhã com veteranos da guerra, que dura à mais de três anos. Primeiro, Volodymyr Zelensky visitou um hospital na cidade, conversou com os soldados e atribuiu medalhas a alguns dos feridos.

    Depois, o chefe de Estado reuniu-se com os embaixadores do projeto “TitansUA”, que apoia a integração dos veteranos na vida civil e a sua recuperação pós-hospitalar. Aqui, a discussão foi mais política, tocando temas como “o emprego, a cooperação com negócios” e a implementação destas iniciativas locais em escalas mais alargadas.

  • Próxima reunião do Ramstein acontecerá em Bruxelas no dia 11 de abril

    A delegação conjunta do Reino Unido na NATO anunciou hoje a data da próxima reunião do Ramstein: irá acontecer sexta-feira da próxima semana, dia 11 de abril, na sede da Aliança Atlântica em Bruxelas. O encontro, tal como Zelensky já tinha anunciado, está a ser organizado pelo Reino Unido e pela Alemanha. “Ramstein” é o nome informal do Grupo de Contacto pela Defesa da Ucrânia, uma aliança de 57 países que apoiam a Ucrânia, desde a invasão russa, enviando material militar de forma conjunta e coordenada.

    Na mesma publicação, os britânicos anunciaram que, na véspera, dia 10 de abril, no mesmo local, se irá reunir a “Coalition of the Willing”, o grupo de países dispostos a participar numa força de manutenção da paz na Ucrânia, através do envio de soldados ou meios militares. Tal como as restantes reuniões deste grupo, este encontro será organizado pelos secretários da Defesa britânico e francês.

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