Momentos-chave
- O que se passou até agora
- Inês de Medeiros refere que a crise política “está a ser levada ao extremo devido a uma questão pessoal do primeiro-ministro”
- Seguro diz que Marcelo foi ignorado pela família política
- Mariana Mortágua diz que "primeiro-ministro quer ir a eleições"
- Rui Rocha anuncia que Iniciativa Liberal votará a favor da moção de confiança do Governo "pelos superiores interesses dos portugueses"
- PSD acusa PS e Chega de "incoerência e desfaçatez gritantes" na reação à moção de confiança
- Bolieiro lamenta crise política que atrasa compromissos com os Açores
- Chega debate legislativas em Conselho Nacional no dia 16
- Autarca do PS acusa Governo de “não querer dar explicações” e forçar eleições
- Moção de confiança já tem data e hora marcada
- Governo vai "fazer tudo" para evitar impacto de eleições no PRR
- Marcelo não quer que crise dure mais de dois meses
- Governo reúne-se em Conselho de Ministros esta sexta-feira
- Descida de impostos, desemprego em mínimos, obras públicas. Governo fala em "verdadeira transformação positiva"
- Moção de confiança. Governo acusa PS de ter uma "férrea vontade de aprofundar um clima de desgaste" e "suspeição"
- Novo Banco diz que incerteza política "não será impedimento" a venda de parte do capital em bolsa
- Moção de confiança: Governo "não pode aceitar arrastamento" da situação política
- Governo já aprovou moção de confiança
- Montenegro espera instabilidade resolvida num “período curto” e assume que será recandidato
- Rangel: quem perder eleições não vai poder "bloquear o sistema"
- Rangel: Governo gostava de ter maioria absoluta e "até a merece"
- Se a PGR abrir um inquérito ao caso, Montenegro está em condições de ir a votos? Rangel recusa "especular"
- Paulo Rangel: "O PS é o responsável" e mostra "vertigem para a irresponsabilidade"
- Pedro Pinto admite que Ventura possa retirar candidatura a Belém: "Está em cima da mesa"
- "Dizer que nós é que criámos a crise é o mundo ao contrário. Não vamos aceitar esse peso", diz Alexandra Leitão
- Pedro Reis: "Quem dá último passo para eleições é quem vota contra moção de confiança. É matemático"
- AD tem "todas as condições para reforçar a sua posição" com novas eleições
Histórico de atualizações
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O que se passou até agora
- O Governo liderado por Luís Montenegro enfrenta uma crise política com uma moção de confiança agendada para 11 de março. Diversos partidos expressaram a sua posição, estando previsto que a moção será chumbada. A Aliança Democrática, composta pelo PSD e CDS, não tem maioria no parlamento, e caso a moção não seja aprovada, as eleições antecipadas são vistas como inevitáveis. Esta crise ocorre num contexto internacional desafiante, e o Presidente da República defende que não deve exceder dois meses pela necessidade de estabilidade.
- O presidente da Iniciativa Liberal, Rui Rocha, anunciou que o partido vai votar a favor da moção de confiança do Governo, destacando que a decisão visa salvaguardar “os superiores interesses dos portugueses”. Esta posição contrasta com a do Partido Socialista e do Bloco de Esquerda. Ambos os partidos apontam falhas de transparência e gestão como razões para o seu voto contra.
- A situação política tem gerado preocupação entre várias entidades. A Confederação do Turismo de Portugal destaca que a instabilidade atual é prejudicial à economia. Por outro lado, o setor bancário, representado pelo Novo Banco, expressa que a incerteza política não deverá ter um impacto significativo na confiança económica do país, dada a estabilidade financeira destacada tanto pelo PSD quanto pelo PS.
- Pedro Reis, ministro da Economia, acusou a oposição de ter praticado “terrorismo político”, empurrando o governo para a apresentação da moção de confiança. Reis manifestou confiança na capacidade do Executivo de apresentar resultados positivos em futuras eleições, justificando que a Aliança Democrática se apresentará perante os eleitores de “cabeça erguida”, confiante nos resultados alcançados até ao momento.
[António Raminhos, Luís Filipe Borges e Marco Horácio são três “Homens de Uma Certa Idade” a discutir a vida “de forma sincera”. Ouça aqui o novo episódio, que também está disponível na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music.]
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Este liveblog fica por aqui.
Continue a acompanhar toda atualidade relativa à crise política neste novo liveblog, que agora abrimos.
Até já.
Pedro Nuno Santos deixa apelo a Luís Montenegro: “Não avance com a moção de confiança”
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Pedro Nuno reúne-se domingo com presidentes das federações do PS
O secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, vai reunir-se no domingo com os presidentes das federações socialistas, adiantou à Lusa fonte oficial do PS.
Esta reunião está marcada para domingo de manhã, na sede do PS, em Lisboa, e acontece numa altura em que o país está numa crise política.
O encontro, para o qual o líder socialista convidou os presidentes da federação do PS, acontece dois dias antes do debate e votação da moção de confiança apresentada pelo Governo ao parlamento.
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Inês de Medeiros refere que a crise política “está a ser levada ao extremo devido a uma questão pessoal do primeiro-ministro”
A socialista e autarca Inês de Medeiros disse, esta quinta-feira, ver com “grande preocupação” a atual crise política que considera estar a ser “levada ao seu extremo devido a uma questão pessoal do primeiro-ministro”.
“Acho que isto não é uma crise política como outra qualquer. Estamos aqui a falar de uma crise política provocada, infelizmente, por um caso pessoalíssimo do primeiro-ministro. Esta crise política é, de facto, levada ao seu extremo devido a uma questão pessoal do primeiro-ministro”, referiu a autarca em declarações à agência Lusa.
Enquanto autarca, Inês de Medeiros manifesta-se preocupada, tal como refere ter ficado com a crise de há um ano e meio, por considerar que muitos projetos ficaram parados e prejudicados.
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Paulo Raimundo: "Não temos medo de eleições"
O secretário-geral do PCP diz à Rádio Observador que os comunistas estão prontos para as legislativas. Raimundo acrescenta que a censura ao Governo foi essencial para a clarificação política. O primeiro-ministro anunciou no debate espoletado pelo PCP a intenção de avançar com uma moção de confiança, que será discutida e votada na próxima terça-feira. Ouça aqui a entrevista.
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Seguro diz que Marcelo foi ignorado pela família política
António José Seguro diz que “a maioria esmagadora dos portugueses não entende porque o país está à beira de eleições”. No seu espaço habitual de comentário na CNN, o antigo secretário-geral do PS disse que a ida a votos “pode ser uma opção, mas não é uma resposta”, uma vez que os resultados podem manter o impasse governamental.
“O País tem um problema de governabilidade. (…) Temos uma política de trincheira. Um Parlamento demasiado fragmentado”, defende.
Face aos diversos problemas que Portugal enfrenta, na Habitação ou na Saúde, Seguro diz que o País não devia estar a “discutir tricas políticas”.
O Presidente da República não escapa às críticas do socialista (que voltou a não falar sobre uma possível candidatura a Belém), sobretudo pela forma como se queixou da falta de comunicação de Luís Montenegro.
“Não é aceitável que o Presidente da República se queixe aos jornalistas a dizer ‘o Primeiro-ministro não me ligou'”.
Para Seguro, a “família política ignorou o Presidente da República na altura em que devia intervir”.”Primeiro-ministro não confia no Presidente da República; Presidente da República não confia no Primeiro-ministro; Parlamento não confia no Primeiro-ministro e Primeiro-ministro não confia no Parlamento”.
Enquanto a crise política ocorre, “os problemas das pessoas continuam por resolver”, remata.
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Mariana Mortágua diz que "primeiro-ministro quer ir a eleições"
“A felicidade com que vi o primeiro-ministro a anunciar a moção de confiança mostra-nos que o primeiro-ministro quer ir a eleições. E não é só porque alguém fotografou um plano. Há uma questão de fundo, está a receber uma avença dessa empresa”, diz a líder do Bloco de Esquerda, em entrevista à CNN.
“Bloco de Esquerda votará contra a moção porque não confia no primeiro-ministro”, assume Mariana Mortágua, que acusa Luís Montenegro de “escolher eleições” porque “não consegue dar garantias que esteve em exclusividade”.
“Primeiro-ministro apresenta moção porque não quer responder. Escondeu informação e não quer uma investigação”, insiste.
A bloquista explica que, além da polémica recente com a Spinumviva, a atuação do Governo nos últimos meses, sobretudo na área da habitação, também levam o partido a votar contra a moção. “Não acho normal que Portugal tenha as casas mais caras da OCDE”.
Face ao cenário eminente de eleições, a deputada não quis antever eventuais coligações: “acho que não tem sentido discutir cenários de eleições. É o momento de falarmos das explicações que [Luís Montenegro] deu e não deu.”
“A última campanha já foi pouco esclarecedora e essa é a tendência”.
Mortágua remata a desvalorizar o impacto que as recentes polémicas que afetaram o partido podem ter na corrida às urnas. “Não acho que o Bloco tenha incumprido nenhuma norma de ética, pelo contrário, procurou proteger as pessoas da melhor forma possível”.
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Rui Rocha anuncia que Iniciativa Liberal votará a favor da moção de confiança do Governo "pelos superiores interesses dos portugueses"
Em entrevista à CNN, o Presidente da Iniciativa Liberal anunciou que o partido vai votar a favor da moção de confiança que será proposta pelo Governo na próxima terça-feira, 11 de março.
“A Iniciativa Liberal vai votar a favor dos superiores interesses dos portugueses”, começou por dizer Rui Rocha. Instado a explicar o que tal significa, disse que os liberais votarão “a favor da moção de confiança”.
Frisando que estamos perante “um momento de crise profunda na Europa, com um realinhamento geoestratégico”, Rocha sublinhou que “é o momento de assumir uma decisão que dê tranquilidade aos portugueses”, ao demonstrar que “há partidos responsáveis, que exigem seguramente explicações ao primeiro-ministro, mas que não entram numa dinâmica de destruição de tudo à sua volta, trazendo o país para uma crise política”.
Em comunicado publicado em simultâneo, a IL explicou que este “voto na moção de confiança é um voto na defesa dos superiores interesses dos portugueses, que querem e merecem avançar com a sua vida, face à desresponsabilização dos vários partidos e seus líderes”.
No mesmo documento, o partido liderado por Rui Rocha explica, igualmente, considerar ser “uma indesculpável irresponsabilidade que neste contexto histórico nacional e internacional, com alterações desafiantes para Portugal e para a Europa, o país vá novamente para eleições, distraindo-se de forma grave dos problemas prementes que é preciso resolver”.
E não poupa críticas nem aos partidos que já decidiram votar contra a moção de confiança, como ao Executivo de Luís Montenegro. “É uma irresponsabilidade dos partidos que votarem para fazer cair o governo e é uma irresponsabilidade do governo que prefere ir para eleições do que resolver a crise de vez e continuar nas funções para o qual foi eleito.”, dizem os liberais, recordando que “avisaram várias vezes” Montenegro sobre o que “devia fazer para sanar a crise política, evitando colocar o país nesta situação”. Para o partido liderado por Rui Rocha, era “responsabilidade do primeiro-ministro ter prestado os esclarecimentos necessários e focar-se na governação”.
Para a IL, “os partidos e vários actores políticos estão a fazer baixa política, colocando interesses partidários e pessoais à frente dos interesses do país, não estando à altura do momento histórico”. “Esta era a altura de dizer “que se lixem as eleições” e governar”, defendem.
Garantindo que a “Iniciativa Liberal terá sempre os interesses superiores dos portugueses e do país à frente de tudo o resto”, o partido diz-se “pronto” para enfrentar umas possíveis eleições antecipadas. “Na certeza”, pode ainda ler-se, “ que um voto na Iniciativa Liberal constituiu um voto na estabilidade, responsabilidade e maturidade das instituições e da política em Portugal”.
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André Ventura admite retirar candidatura a Belém para se focar em eleições antecipadas
Ventura avançou para uma candidatura em detrimento de um possível apoio a outro candidato. Crise política pode alterar planos, mas há quem no Chega entenda que o calendário permite manter.
André Ventura admite retirar candidatura a Belém para se focar em eleições antecipadas
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Montenegro responde a proposta de Mendes: Governo já fez o possível. Se moção for chumbada, caminho é eleições
Sobre a proposta de Marques Mendes — de o Presidente tentar evitar eleições — Luís Montenegro diz que só soube dela há pouco tempo, mas que o Governo está a “fazer o que compete, a dar as respostas e estamos a dar a última oportunidade para que nos deixem executar o programa”.
Montenegro diz que se “moção de confiança não for aprovada”, não se sente “legitimado para continuar” sem submeter de novo a palavra aos portugueses.
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Montenegro: moção de confiança é última oportunidade para oposição. Se chumbar, a "pronúncia do povo português é insubstituível"
Sobre se deseja a maioria absoluta, Montenegro diz que o que deseja é “dar uma última oportunidade aos partidos da oposição, através da moção de confiança, para darem condições ao Governo para executar ao seu programa”. Mas, se assim não for, a “pronúncia do povo português é insubstituível”.
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PSD acusa PS e Chega de "incoerência e desfaçatez gritantes" na reação à moção de confiança
O clima político está cada vez mais tenso. Desta vez, o PSD decidiu lançar um comunicado em que acusa o PS e o Chega de se comportarem com uma “incoerência e desfaçatez” gritantes em reação à apresentação da moção de confiança do Governo.
Para isto, o partido recupera declarações em que responsáveis do PS desafiavam o Governo a ser “claro” sobre a sua vontade de avançar ou não com uma moção de confiança e constatavam que a “relação de confiança” do Governo com o povo português se tinha quebrado; e, em contraste, recorda as críticas que a oposição faz agora à apresentação da moção.
“São exemplos de incoerência e desfaçatez gritantes por parte dos principais responsáveis políticos do PS, revelando falta de clareza, falta de sentido de responsabilidade e incoerência”, escreve o partido. Já o Chega, “não sendo de espantar pelo seu habitual estilo errático, contraditório e irresponsável de fazer política”, chegou a afirmar pela voz de André Ventura que Montenegro deveria apresentar uma moção de confiança, para entretanto acusar Montenegro de, num momento “constrangedor e caricato”, recusar o escrutínio e “atirar o país para uma crise política: “O governo fez uma moção de confiança porque teve medo e fugiu”.
“Está à vista de todos as mudanças de posição de PS e Chega quando falamos da estabilidade e do desenvolvimento do nosso país”, argumentam os sociais democratas. “Para o PSD, é hora de cada um assumir as suas responsabilidades. O país precisa de clarificação política, não de incoerência, desfaçatez e irresponsabilidade”.
O partido diz agora que a moção de confiança será a “oportunidade derradeira e definitiva para cada partido assumir a sua vontade sobre a continuidade, a estabilidade e a indesejável precipitação de eleições. O voto de cada partido será consequente e responsável pelo futuro político do País”.
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Legislativas. Livre diz valer "mais em separado do que em conjunto"
O porta-voz do Livre, Rui Tavares, defende que o partido não deve fazer coligações pré-eleitorais, mas não exclui entendimentos depois das eleições.
Legislativas. Livre diz valer “mais em separado do que em conjunto”
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Álvaro Beleza: "No lugar do líder do PS eu não votaria contra"
Álvaro Beleza admite que não votaria contra a moção de confiança ao Governo e diz que primeiro é preciso obter respostas em comissão de inquérito. Diz que o líder do PS ainda está a tempo de recuar.
Álvaro Beleza: “No lugar do líder do PS eu não votaria contra”
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Bolieiro lamenta crise política que atrasa compromissos com os Açores
O presidente do Governo Regional e líder do PSD/Açores, José Manuel Bolieiro, manifestou esta quinta-feira apoio a Luís Montenegro e lamentou a crise política, que vai atrasar os compromissos do Governo da República para com a região.
“Eu lamento. Tenho procurado ser um referencial de estabilidade na governação dos Açores. Penso que o país tem mais interesse em ter estabilidade política e governativa em todo o momento, mais ainda agora porque estamos a viver crises globais muito graves”, afirmou.
O presidente do Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) falava aos jornalistas na sede da Presidência em Ponta Delgada, à margem de uma cerimónia sobre o 46.º Campeonato Nacional das Profissões.
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Chega debate legislativas em Conselho Nacional no dia 16
O Chega convocou uma reunião do seu Conselho Nacional, órgão máximo entre congressos, para 16 de março, para debater as possíveis eleições legislativas antecipadas e fazer uma análise geral da situação política.
O Conselho Nacional do Chega foi convocado na quarta-feira e, de acordo com a convocatória divulgada no site do partido, vai decorrer no domingo, 16 de março, num hotel na cidade de Beja.
Os trabalhos do 19.º Conselho Nacional vão começar às 15h30.
Da ordem de trabalhos consta a “discussão sobre as eleições legislativas”, a “análise geral da situação política” e “outros assuntos”.
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Autarca do PS acusa Governo de “não querer dar explicações” e forçar eleições
O presidente da Associação Nacional dos Autarcas do Partido Socialista, Pedro Ribeiro, considerou esta quinta-feira que o Governo “prefere ir a votos” do que “dar explicações”, afirmando que as eleições antecipadas terão um “impacto negativo para o país”.
“O Governo não quer dar explicações. O sr. primeiro-ministro na prática está a tentar encontrar uma desculpa para evitar uma comissão de inquérito e dar o esclarecimento que deveria dar. O Governo quer eleições e acho que é uma irresponsabilidade”, afirmou esta quinta-feira à Lusa.
O autarca socialista, também presidente da Câmara Municipal de Almeirim, no distrito de Santarém, acusou o executivo de usar a moção de confiança como “desculpa para evitar uma comissão de inquérito” e justificar a queda do Governo.
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Confederação do Turismo preocupada pede rápida clarificação
A Confederação do Turismo de Portugal (CTP) manifestou esta quinta-feira “preocupação com a atual situação política em Portugal”, defendendo que seja rapidamente clarificada porque a incerteza e a instabilidade prejudicam o país e as empresas.
“Menos de um ano após o Governo ter tomado posse, a CTP manifesta a sua preocupação com a atual situação política em Portugal, que pode conduzir o país para novas eleições legislativas, sendo que tal possibilidade provoca uma preocupante instabilidade na economia e em toda a sociedade”, sustenta a confederação num comentário divulgado esta quinta-feira.
Para a estrutura representativa do setor turístico português, a atual conjuntura política “não é positiva para o país em geral e para as empresas em particular”, uma vez que “às incertezas de âmbito internacional se junta, agora, mais uma fase de instabilidade em termos nacionais”.
Neste contexto, a CTP defende “que seja clarificada de forma célere a situação política e governamental em Portugal”.
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Moção de confiança já tem data e hora marcada
A moção de confiança ao Governo de Luís Montenegro já tem data marcada. Ocorrerá na próxima terça-feira, 11 de março, às 15h00, confirmou fonte da Assembleia da República ao Observador.
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Marques Mendes pede a Marcelo que interceda junto de Montenegro e PS para evitar eleições
O candidato presidencial Luís Marques Mendes pediu hoje ao Presidente da República para fazer uma “última tentativa” junto do primeiro-ministro e do PS para evitar eleições, considerando-as indesejáveis face ao atual cenário internacional e à execução do PRR.
Em declarações à agência Lusa, o antigo presidente do PSD afirmou que o “país está incrédulo com a ideia de ter eleições antecipadas”, não as deseja, nem compreende a sua utilidade, salientando que ele próprio partilha dessa apreensão.
“Por isso, gostava de fazer um apelo ao senhor Presidente da República e o apelo é que o senhor Presidente da República possa fazer uma última tentativa, um último esforço, para evitar eleições, para garantir a estabilidade”, pediu.
Essa tentativa do Presidente da República, segundo o plano de Marques Mendes, deveria passar por “três diligências”, a primeira das quais passaria por assegurar que o primeiro-ministro se compromete a “responder por escrito e à comunicação social a dúvidas que alguns ainda têm relativamente às questões que têm vindo a ser discutidas” sobre a empresa da sua família.
“Segundo, um compromisso do PS que, na sequência disso, retiraria a sua proposta de criação de uma comissão de inquérito. E, finalmente, o compromisso do Governo de que, na sequência de tudo isso, retiraria também a sua moção de confiança”, enumerou.
Marques Mendes reconheceu que “estas diligências podem ser muito difíceis em termos de resultados práticos”, mas considerou que “não se deve deitar a toalha ao chão”, frisando que o papel de um Presidente da República é “ser mediador nestes tempos de crise”.
“E eu acho que são importantes duas coisas: evitar umas eleições que são indesejáveis e garantir um mínimo de estabilidade, pelo menos até ao fim [da execução] do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR)”, em 2026, defendeu.
O também ex-líder do PSD sustentou que, numa altura em que o mundo “está mais perigoso do que nunca” e a Europa “está numa posição cada vez mais frágil e vulnerável”, a estabilidade política é essencial.