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    Fechamos aqui este liveblog, mas poderá consultar os principais desenvolvimentos da atualidade geopolítica neste novo artigo em direto.

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    Conselheiro do líder supremo do irão afirma que Trump não vai poder “chegar de forma triunfal a Pequim”

  • O que se passou até agora

    • O Irão expressou descontentamento com os Estados Unidos, acusando-os de terem “exigências descabidas” após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter considerado “inaceitável” a resposta de Teerão a uma proposta americana para terminar com o conflito. Teerão exige o fim das hostilidades na região, o levantamento do bloqueio dos portos iranianos e a libertação dos bens iranianos bloqueados.
    • Em ataques aéreos no sul do Líbano, Israel causou a morte a civis, incluindo uma criança de 11 anos. O Hezbollah retaliou, ferindo soldados israelitas.
    • O preço do petróleo sofreu um aumento de 4% decorrente das tensões renovadas entre os Estados Unidos e o Irão, resultado das declarações de Donald Trump. Esta subida evidencia a fragilidade do mercado energético global face a acontecimentos geopolíticos no Médio Oriente.
    • A União Europeia impôs sanções a colonos israelitas na Cisjordânia pela sua violência contra palestinianos, bem como a figuras do grupo extremista Hamas. Esta decisão estava bloqueada pelo governo da Hungria, mas foi aprovada após a mudança governamental no país.

    Este resumo foi gerado por IA e revisto por um jornalista do Observador.

    [Renato Seabra matou Carlos Castro, isso ninguém contesta. A pergunta a que os jurados têm de responder é outra: o jovem modelo português pode ou não ser responsabilizado pelo crime? Sentiu raiva ou estava mentalmente perturbado? Ouça o sexto e último episódio de “Os ficheiros do caso Carlos Castro”, o Podcast Plus do Observador narrado pela atriz Joana Santos, com banda sonora original de Júlio Resende. Pode ouvir aqui, no site do Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir também aqui o primeiro episódio, aqui o segundo, aqui o terceiro episódio, aqui o quarto episódio e aqui o quinto episódio]

  • EUA impõem sanções a 12 indivíduos e entidades pela "facilitação da venda e envio de petróleo iraniano" para a China

    O Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro dos EUA designou 12 indivíduos e entidades pelos seus alegados papéis na facilitação da venda e exportação de petróleo iraniano para a República Popular da China, em nome do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica.

    “A Guarda Revolucionária do Irão utiliza empresas de fachada em jurisdições económicas permissivas para ocultar o seu papel nas vendas de petróleo e canalizar as receitas para o regime iraniano”, escreveu o Departamento do Tesouro dos EUA numa publicação no X.

    O Departamento do Tesouro dos EUA acusou ainda o Irão de encaminhar receitas para o desenvolvimento de armas, apoio a “grupos terroristas” e para o financiamento de forças de segurança, em vez de utilizá-la “para apoiar o povo iraniano em dificuldades”.

  • Hezbollah reivindica 20 ataques contra forças israelitas no sul do Líbano

    O Hezbollah afirma que os seus combatentes lançaram 20 ataques contra as forças israelitas no sul do Líbano esta segunda-feira, escreve a Al Jazeera.

    O grupo libanês, segundo a emissora, teve como alvo concentrações de soldados e veículos israelitas nas cidades de al-Bayyadah, Rishaf e Tayr Harfa, utilizando barragens de rockets, projéteis de artilharia e drones explosivos.

    Durante estas operações, o grupo alegou ter atingido um tanque, bem como vários veículos militares. Segundo a emissora, o Hezbollah também relatou um confronto em várias fases na cidade de Taybe, onde afirmou ter atingido forças israelitas posicionadas numa casa com três ataques consecutivos de drones, referindo baixas que terão exigido evacuação por helicóptero.

  • Netanyahu critica sanções da UE contra colonos israelitas e afirma que Israel e EUA "fazem o trabalho sujo da Europa"

    O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, criticou a União Europeia após o bloco ter decidido impor sanções a alguns colonos israelitas por violência contra palestinianos.

    “Enquanto Israel e os EUA ‘fazem o trabalho sujo da Europa’ lutando pela civilização contra os lunáticos jihadistas no Irão e noutros lugares, a União Europeia expôs a sua falência moral ao traçar uma falsa simetria entre os cidadãos israelitas e os terroristas do Hamas”, escreveu o gabinete de Netanyahu uma publicação na rede social X.

  • Emirados Árabes Unidos podem ter realizado ataques secretos contra o Irão, incluindo a uma refinaria de petróleo

    Os Emirados Árabes Unidos terão realizado ataques militares contra o Irão, segundo fontes citadas pelo Wall Street Journal.

    Os ataques, que o país não confirmou publicamente, incluíram um alvo a uma refinaria na ilha iraniana de Lavan, no Golfo Pérsico, relata o jornal norte-americano, que acrescenta que a ação ocorreu no início de abril.

  • ONU: “100 ataques no Líbano em 24 horas. Civis mortos. Famílias deslocadas”

    O responsável humanitário das Nações Unidas, Tom Fletcher, alertou para o impacto dos ataques israelitas no Líbano, destacando o número de civis mortos e a necessidade urgente de um cessar-fogo.

    “100 ataques no Líbano em 24 horas. Civis mortos. Famílias deslocadas”, afirmou Fletcher numa publicação na rede social X.

    O subsecretário-geral da ONU para os assuntos humanitários e coordenador da ajuda de emergência afirmou ainda que os esforços de ajuda continuam. “Estamos a fazer todo o possível para levar apoio a quem precisa. Mas o que as pessoas mais precisam é de um cessar-fogo genuíno”, pode ler-se na publicação.

  • Israel afirma ter intercetado um "alvo aéreo suspeito" no sul do Líbano

    O exército israelita afirma ter intercetado um “alvo aéreo suspeito” identificado numa zona ocupada por soldados israelitas no sul do Líbano, avança a Al Jazeera.

  • Paquistão disponibiliza refúgio a aviões militares iranianos enquanto atua como mediador entre as partes

    O Paquistão tem oferecido refúgio a aeronaves militares iranianas nas suas bases aérias, enquanto atua como mediador entre o Irão e os Estados Unidos na tentativa de alcançar um cessar-fogo permanente, relatam à CBS News fontes do exército norte-americano.

    Segundo a emissora, o refúgio terá como objetivo proteger as aeronaves, evitando que sejam eventualmente atacadas pelas forças norte-americanas.

  • Ataques aéreos israelitas atingem várias cidades no sul do Líbano

    Aviões de guerra israelitas realizaram uma série de ataques aéreos no sul do Líbano, atingindo várias cidades em Nabatieh e distritos vizinhos, informa a Agência Nacional de Notícias do Líbano, citada pela Al Jazeera.

    Segundo a emissora, as cidades de Barashit e Kfar foram atingidas, enquanto Yater foi alvo de cinco ataques distintos.

  • Primeiro-ministro do Qatar discute cessar-fogo com ministro dos Negócios Estrangeiros do Kuwait

    O primeiro-ministro do Qatar, Mohammed bin Jassim Al Thani, e o ministro dos Negócios Estrangeiros do Kuwait, Jarrah Al Sabah, defenderam a continuidade da diplomacia em plena guerra entre os EUA e o Irão.

    De acordo com uma publicação no X do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar, os líderes discutiram os desenvolvimentos regionais, incluindo o cessar-fogo entre Washington e Teerão, bem como “esforços para a desescalada de forma a contribuir para o reforço da segurança e da estabilidade na região”.

    Salientaram ainda a necessidade de todas as partes se envolverem em esforços de mediação, que possam “levar a um acordo sustentável que impeça uma nova escalada”, afirmou ainda o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar.

  • Netanyahu critica sanções da UE a Israel: é "sinal de fraqueza"

    Benjamin Netanyahu criticou a União Europeia por tentar aplicar sanções a Israel, considerando esta tentativa um “sinal de fraqueza”.

    “Enquanto Israel e os EUA estão “a fazer o trabalho sujo da Europa” ao lutar pela civilização no Irão e em outros lugares, a União Europeia expôs a sua falência moral ao traçar uma falsa simetria entre cidadãos israelitas e terroristas do Hamas”, escreveu na sua conta na rede social X.

    Esta publicação surge após a UE ter decidido aplicar sanções a colonos israelitas por violência contra palestinianos.

    Acusando os “políticos europeus” de serem “coagidos pelas suas bases radicais”, o líder israelita escreveu ainda que “as tentativas da União Europeia de sancionar civis israelitas são um sinal adicional de fraqueza e não terão sucesso”.

  • Enviado especial da Ucrânia lamenta falta de "interesse ou apetite" de Israel pela experiência do país em drones

    Em entrevista ao Ynet, o embaixador da Ucrânia em Israel, Yevgen Korniychuk, questionou o que considera ser a falta de iniciativa de Jerusalém em procurar a experiência de Kiev no combate à ameaça dos drones de ataque do Hezbollah, que tem vindo a intensificar-se nas últimas semanas, escreve o The Times of Israel.

    “Não vemos muito interesse ou vontade por parte da liderança israelita nesta área. Não quero especular sobre os motivos. Ouço frequentemente frustração pelo facto de Israel estar a perder a oportunidade de salvar mais vidas dos seus soldados”, afirmou Korniychuk, citado pelo jornal israelita.

    “A maioria dos israelitas apoia a Ucrânia e não compreende porque é que os ucranianos conseguem lidar com drones enquanto Israel não consegue”, acrescentou.

  • Putin "nunca esteve tão fraco" e até admite negociar com o "senhor Zelensky" e a Europa. Porquê agora?

    Putin mudou discurso: admite falar com Zelensky e até com europeus, tendo escolhido o antigo chanceler alemão para interlocutor. Situação militar russa está a piorar e a Ucrânia ganha vantagem.

    Putin “nunca esteve tão fraco” e até admite negociar com o “senhor Zelensky” e a Europa. Porquê agora?

  • Irão afirma que forças armadas do país estão "prontas para dar uma resposta à altura a qualquer agressão"

    O presidente do Parlamento do Irão, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que as forças armadas do país estão “prontas para dar uma resposta à altura a qualquer agressão”.

    “Estratégias erradas e decisões erradas levam sempre a resultados errados — o mundo inteiro já percebeu isso. Estamos preparados para todas as opções; eles [EUA] serão surpreendidos”, pode ler-se numa publicação do X de Ghalibaf.

  • Trump vai debater venda de armas dos EUA a Taiwan com Xi Jinping — com quem tem "uma excelente relação"

    O presidente norte-americano afirmou hoje que vai debater com o homólogo chinês a venda de armas dos Estados Unidos a Taiwan durante a viagem que vai realizar esta semana a Pequim.

    “Vou ter essa conversa com o Presidente Xi [Jinping]. O Presidente Xi gostaria que não o fizéssemos [vender armas a Taiwan], e terei essa conversa”, respondeu Donald Trump quando questionado pela imprensa na Sala Oval da Casa Branca.

    Trump fez estas declarações apesar de a posição histórica dos Estados Unidos, consagrada na política impulsionada desde a Presidência de Ronald Reagan em 1982 e conhecida como as “seis garantias”, estabelecer que Washington não consultará Pequim sobre decisões relativas à venda de armamento defensivo a Taiwan.

    Donald Trump, que chega na quarta-feira à noite a Pequim, minimizou o risco de uma invasão da ilha pela China.

    “Não creio que isso vá acontecer”, acrescentou a respeito de Taiwan, considerando que a “ótima relação” com o homólogo chinês impedirá tal iniciativa por parte de Pequim.

    “Xi Jinping sabe que não quero que isso aconteça”, disse.

    O republicano sublinhou, na mesma conferência de imprensa, que tem “uma excelente relação” com Xi, com quem disse estar a fazer “muitos negócios”.

    “Tenho muito respeito por ele e espero que ele também me respeite. Ele não respeitou o nosso governo anterior, o de Joe Biden”, afirmou.

  • Ucrânia. “Não houve silêncio” na frente apesar de cessar-fogo, diz Zelensky

    O Presidente ucraniano afirmou esta segunda-feira que os combates com o Exército russo continuaram apesar do cessar-fogo de três dias mediado pelos Estados Unidos, acusando Moscovo de não querer o fim de quatro anos de guerra.

    “Hoje, não houve silêncio na frente, houve combates. Testemunhámos tudo”, declarou Volodymyr Zelensky na mensagem noturna ao país, nas últimas horas da trégua.

    “Constatámos também que a Rússia não tem qualquer intenção de pôr fim a esta guerra. Infelizmente, está a preparar novos ataques”, lamentou.

  • Ben-Gvir acusa UE de "antissemitismo" por sanções a colonos. Smotrich apela a mais anexações como retaliação

    Depois de Gideon Sa’ar mostrar o seu desagrado com a decisão da União Europeia de proceder a sancionar colonos israelitas na Cisjordânia, outros dois ministros do governo de Benjamin Netanyahu reagiram de forma ainda mais violenta.

    “Esperar que a União Antissemita tome uma decisão moral é como esperar que o sol nasça a oeste”, escreveu Itamar Ben-Gvir, ministro da Segurança Nacional de Israel na rede social X.

    No entender do governante — líder do partido de extrema-direita Otzma Yehudit —, a União Europeia está a tentar “amarrar as mãos daqueles que se defendem”. “Os colonos não se deixarão intimidar. Continuaremos a construir, a plantar, a defender e a colonizar toda a Terra de Israel”, exortou.

    Ben-Gvir pede na publicação para que se avance com um projeto de lei que impeça os bancos a operar em Israel de “aplicar as sanções vergonhosas a este maravilhoso povo”. Além disso, apela também o Ministro dos Negócios Estrangeiros a “declarar de forma clara e inequívoca que Israel não tolerará a perseguição política dos seus cidadãos e a agir no sentido de revogar estas medidas vergonhosas”.

    O ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, foi ainda mais longe. De acordo com o jornal israelita Haaretz, o governante pediu a anexação de áreas “estratégicas” na Cisjordânia como retaliação à decisão da UE.

    Também ele líder de um partido de extrema-direita, o Tkuma, Smotrich cofundou e dirigiu a Regavim, uma ONG de colonos que se prevê ser alvo das sanções e que tem como objetivo monitorizar e intentar ações judiciais contra as construções realizadas por palestinianos e beduínos em Israel e na Cisjordânia, adianta o Haaretz.

    “A hipocrisia europeia está a atingir novos patamares. Ninguém obrigará Israel a seguir uma política de suicídio nacional”, afirmou, pedindo a Netanyahu que transfira as áreas sob o controlo da Autoridade Palestiniana para a sua égide

    “Em resposta a esta medida, exorto o primeiro-ministro a convocar o Conselho de Ministros esta noite e a aprová-la”, concluiu.

  • Trump reúne equipa nas próximas horas para definir rumo da guerra com o Irão. Retoma dos combates está em cima da mesa

    O Presidente dos EUA, Donald Trump, vai reunir-se com a sua equipa de segurança nacional para discutir os próximos passos na guerra contra o Irão, noticia o Axios, que adianta que a retoma a ação militar é uma das opções em cima da mesa.

    Citando três funcionários norte-americanos sob anonimato, o meio de comunicação norte-americano revela que entre as figuras presentes deverão estar o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio, o secretário da Defesa Pete Hegseth e o seu enviado especial Steve Witkoff.

    Além disso, estarão também altas figuras militares e de segurança, como o general Dan Caine — presidente do Estado-Maior Conjunto dos EUA — e John Ratcliffe — o diretor da CIA.

    A reunião decorre na sequência do desagrado de Trump com o rumo das negociações, considerando que o cessar-fogo com o Irão está “em suporte de vida”.

    Mesmo que o presidente dos EUA tenha afirmado também ainda acreditar numa solução negocial, um dos entrevistados disse crer que o plano vai passar por ações militar contra o Irão para aumentar a pressão sobre o regime forçar concessões — nomeadamente quanto ao seu programa nuclear.

    “Acho que todos sabemos onde isto vai dar”, afirmou.

    Uma das opções que a liderança norte-americana estará a ter em linha de conta é retomar o “Projeto Liberdade”, a operação norte-americana destinada a escoltar navios pelo Estreito de Ormuz, que foi entretanto suspensa na semana passada.

    No entanto, outra passa por retomar os bombardeamentos, com o Axios a revelar que os EUA ainda têm 25% dos alvos previamente identificados por atingir.

    Este meio de comunicação aponta também que Israel tem pedido aos EUA que conduzam uma operação das suas forças especiais para apreender as reservas de urânio enriquecido do Irão, mas Trump tem hesitado em fazê-lo dados os riscos de tal ação.

  • Lituânia pretende enviar tropas para proteger a navegação no Estreito de Ormuz

    O Conselho de Defesa do Estado, grupo que reúne altos responsáveis políticos e militares da Lituânia, aprovou esta segunda-feira o plano de enviar tropas para uma missão internacional com o propósito de salvaguardar a navegação no Estreito de Ormuz, noticia a LRT, a emissora pública do país.

    Segundo a LRT, foi aprovada a mobilização de até 40 elementos, incluindo soldados e pessoal civil de defesa, ficando a faltar a devida aprovação parlamentar antes de poder avançar.

    De acordo com o gabinete do presidente lituano, Gitanas Nausėda, o país europeu está ainda disposto a prestar apoio logístico e a permitir a utilização das suas infraestruturas militares, em resposta a pedidos dos EUA.

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