Histórico de atualizações
  • Bom dia.

    Terminamos aqui a cobertura jornalística do conflito no Médio Oriente.

    Pode acompanhar o nosso liveblog desta segunda-feira que agora abrimos.

    Israelitas protestam em Telavive para exigir comissão de inquérito independente sobre o 7 de Outubro

  • Canais estatais iranianos mostram mensagem de apoio a ativistas. Terão sido pirateados

    Ativistas anti-regime conseguiram piratear e ter acesso aos canais de televisão estatais do Irão, transmitindo uma mensagem de Reza Pahlavi, o herdeiro da coroa iraniana, a apelar aos protestos contra o governo do país e outros conteúdos.

    De acordo com o jornal Jerusalem Post, foi pedido aos manifestantes que continuem a protestar, além de terem sido mostradas mensagens de apoio e de manifestações de apoio aos ativistas no Irão por todo o mundo.

    A transmissão durou cerca de dez minutos, indica a mesma fonte.

  • Presidente sírio assinou novo acordo de cessar-fogo com as Forças Democráticas Sírias

    Ahmed al-Sharaa assinou um novo acordo de cessar-fogo este domingo com as Forças Democráticas Sírias (FDS), lideradas pelos curdos.

    Presidente sírio assinou novo acordo de cessar-fogo com as Forças Democráticas Sírias

  • Mortos no Irão. Governo avança dados muito inferiores aos recolhidos por rede de médicos

    As manifestações no Irão fizeram mais de 16.500 mortos, avança este domingo o jornal britânico Sunday Times. Esta fonte cita informações recolhidas por uma rede de médicos iranianos, que adiantaram que a maior parte dos mortos são pessoas abaixo dos 30 anos e que existem 330 mil feridos.

    Por outro lado, a agência noticiosa Reuters avança 5 mil mortos, entre eles 500 elementos das forças de segurança. Os dados são atribuídos a um membro do governo iraniano sob anonimato, que acusa “terroristas e amotinados armados” de matar “iranianos inocentes”.

  • Netanyahu e bin Salman terão tido papel decisivo em convencer Trump a não atacar o Irão

    De acordo com fontes militares ouvidas pelo Axios, os EUA estiveram muito perto de atacar o Irão esta semana, mas Donald Trump terá desistido depois de falar com Benjamin Netanyahu e Mohamed bin Salman.

    “Foi por pouco. Os militares estavam em posição de agir rapidamente, mas a ordem não chegou”, disse um oficial norte-americano ao site. Isso porque Netanyahu e Trump falaram ao telefone e o líder israelita terá pedido cautela, já que Israel não estaria preparado para se defender de uma retaliação do Irão e os EUA não tinham recursos suficientes para proteger o país, especialmente contra mísseis e drones iranianos. Além disso, Netanyahu considerava o plano atual dos EUA insuficiente e ineficaz, disse um dos assessores do primeiro-ministro.

    Outra fonte diz que o príncipe herdeiro saudita, Mohamed bin Salman, também falou com Trump e expressou preocupação com o ataque, especialmente em relação às consequências para a estabilidade da região, diz o Axios.

  • Presidente do Irão diz que "qualquer agressão contra o Líder Supremo equivale a uma guerra total"

    Numa publicação no X este domingo, o Presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, escreveu que qualquer ataque ao ayatollah Ali Khamenei representa uma guerra ao país.

    “Se o povo do Irão enfrenta dificuldades e sofrimentos nas suas vidas, uma das principais razões para isso é a antiga inimizade e as sanções desumanas impostas pelo governo dos Estados Unidos e os seus aliados”, escreve. “Qualquer agressão contra o Líder Supremo do nosso país equivale a uma guerra total contra a nação iraniana”, conclui o Presidente do Irão.

    A declaração vem depois de Donald Trump chamar Khamenei “um homem doente” em entrevista ao Politico, afirmando “ser tempo de procurar uma nova liderança para o Irão”.

  • Escolas reabrem no Irão depois de nove dias fechadas

    O Irão deu este domingo mais um passo em direção à normalidade com a reabertura das escolas após nove dias fechadas devido à onda de protestos antigovernamentais desde o final de dezembro. Mas as universidades continuam fechadas.

    “Todas as escolas do país estão abertas”, anunciou o Ministério da Educação iraniano, informou a televisão estatal.

    O ministério, no entanto, indicou que em algumas províncias, e unicamente por motivos meteorológicos, o ensino será ministrado de forma virtual através de aplicações locais, já que a internet global continua cortada desde 08 de janeiro.

    Quanto ao ensino secundário, o ministério precisou que os exames serão realizados conforme o calendário previsto.

    Em relação às universidades, um dos cenários dos protestos desde os primeiros dias de janeiro, as mesmas permanecem fechadas com o adiamento dos exames de fim de semestre, sem data para a sua realização.

    As autoridades iranianas anunciaram o encerramento das instituições de ensino em 10 de janeiro, depois de os protestos antigovernamentais terem atingido o auge na quinta-feira, 8 de janeiro, e foram recebidos com dura repressão, que, segundo a ONG de oposição Iran Human Rights, com sede em Oslo, causou mais de 3.400 mortes.

    https://observador.pt/2026/01/18/escolas-reabrem-no-irao-depois-de-nove-dias-fechadas/

  • Estados Unidos matam na Síria líder da Al-Qaeda ligado a morte de norte-americanos em 2025

    Os Estados Unidos anunciaram a morte na Síria de um líder ligado à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico, responsável pela emboscada que matou dois militares dos EUA e um intérprete civil em 2025.

    Estados Unidos matam na Síria líder da Al-Qaeda ligado a morte de norte-americanos em 2025

  • Trump: "Está na altura de procurar uma nova liderança no Irão"

    “É tempo de procurar uma nova liderança no Irão.” As palavras foram de Donald Trump ao site Politico, este sábado, apesar de o presidente dos EUA ter antes assinalado que os protestos tinham acalmado.

    “A melhor decisão que ele [Khamenei] tomou alguma vez na vida foi não enforcar mais de 800 pessoas há dois dias”, afirmou o presidente norte-americano.

    Contudo, depois de tomar conhecimento de posts em que o aiatola o criticava, Trump voltou a mudar de rumo: “Do que ele tem culpa, como líder de um país, é da completa destruição do país e do uso da violência a níveis nunca vistos. Para fazer o país a funcionar — apesar de funcionar pouco — a liderança devia focar-se em gerir bem o seu país, como eu faço com os EUA, e não em matar pessoas ao milhar para manter o controlo”, cita o Politico.

  • EUA revelam que mataram "líder afiliado da Al-Qaeda" em ataque contra a Síria

    O Comando Central dos EUA (CENTCOM) revela que fez um ataque ontem, no noroeste da Síria, “que resultou na morte de um líder afiliado da Al-Qaeda que teve ligações diretas a um ato terrorista do ISIS”. Segundo o comunicado, é uma retaliação por uma “emboscada em que morreram dois membros do serviço dos EUA e um intérprete americano, a 13 de dezembro de 2025”.

    O CENTCOM diz que “Bilal Hasan al-Jasim era um líder terrorista experiente que planeava ataques” e que “estava diretamente ligado ao atirador do ISIS que matou e feriu militares americanos e sírios no mês passado em Palmira, na Síria.”

    Na semana passada, os EUA lançaram um ataque de larga escala contra a Síria, também em retaliação ao ataque de 13 de dezembro.

    EUA lançam ataques de larga escala contra alvos do Estado Islâmico na Síria

  • Milhares saíram à rua na Alemanha para pedir uma mudança no Irão

    Milhares de alemães saíram à rua em cidades como Hamburgo ou Düsseldorf para exigir uma mudança no Irão, segundo a agência alemã DPA.

    As manifestações foram convocadas por diferentes grupos.

    Em algumas delas, diz a agência, “vários participantes” demonstraram apoio a Reza Pahlavi, o filho do último xá do Irão, que foi deposto em 1979. Pahlavi vive exilado nos EUA.

    Reza Pahlavi apela a ação internacional para transição democrática no Irão

  • EUA não se coordenaram com Israel sobre Conselho Executivo para Gaza

    A composição do Conselho Executivo para Gaza, que estará sob tutela do Conselho de Paz para a Faixa de Gaza, “não foi coordenada com Israel e é contra a sua política”, adiantou Benjamin Netanyahu num comunicado citado pelo jornal Haaretz.

    De acordo com o primeiro-ministro israelita, o seu ministro dos Negócios Estrangeiros Gideon Sa’ar foi mandatado para contactar o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, sobre o assunto. Este conselho inclui dois antigos enviados da ONU ao Médio Oriente, o ministro dos Negócios Estrangeiros turco Hakan Fidan, um empresário israelita Yakir Gabay, os cinco mediadores do cessar-fogo em Gaza e alguns membros do Conselho de Paz para a Faixa de Gaza.

  • Dezenas de pessoas apoiam em Lisboa manifestações em Teerão e pedem liberdade

    Várias dezenas de pessoas concentraram-se hoje à tarde pacificamente junto à Assembleia da República, em Lisboa, para apoiar os manifestantes iranianos que, em Teerão, protestam desde dezembro contra o custo de vida e pela queda do regime.

    A comunidade iraniana em Portugal teme um agravamento da violência, denuncia “a repressão em curso no Irão” e defende a rutura diplomática com o regime, o reconhecimento do príncipe herdeiro Reza Pahlavi como interlocutor da transição e a classificação da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) como organização terrorista.

    Em declarações à agência Lusa, Roham Torabi, membro da comunidade iraniana em Portugal, disse que o povo quer “acabar com com Estado islâmico” e viver numa democracia.

    Debaixo de chuva, o protesto ocorre numa altura em que as autoridades iranianas têm respondido com violência aos protestos em Teerão e o líder supremo, ‘ayatollah’ Ali Khamenei, declarou que o Estado iria endurecer a repressão.

  • Milei grato por convite de Trump para o Conselho Executivo para a Paz em Gaza

    O Presidente argentino, Javier Milei, anunciou hoje que recebeu um convite do seu homólogo norte-americano, Donald Trump, para integrar o Conselho Executivo para a Paz em Gaza, gesto que agradeceu publicamente.

    Através da sua conta no Twitter, Milei declarou: “É uma honra para mim ter recebido o convite esta noite para que a Argentina se junte, como membro fundador, ao Conselho para a Paz, uma organização criada pelo Presidente Trump para promover a paz duradoura em regiões afetadas por conflitos, começando pela Faixa de Gaza”.

    O líder de extrema-direita, que tem laços estreitos com Trump e com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, acrescentou: “A Argentina estará sempre ao lado dos países que combatem o terrorismo de frente, que defendem a vida e a propriedade e que promovem a paz e a liberdade. É uma honra para nós unirmo-nos a eles em tão grande responsabilidade”.

    A publicação de Milei incluía imagens da carta, assinada pessoalmente pelo Presidente americano, convidando-o a integrar o Conselho Executivo, que conta já com o secretário de Estado Marco Rubio, o enviado especial dos Estados Unidos para o Médio Oriente, Steve Witkoff, o genro de Trump, Jared Kushner, o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros da Bulgária, Nickolay Mladenov, e o ex-primeiro-ministro britânico, Tony Blair.

    A ligação de Milei a Trump começou antes do segundo mandato do Presidente norte-americano e fortaleceu-se em 2015, quando o Tesouro norte-americano apoiou a Argentina no meio de dificuldades financeiras, além do apoio público de Trump a Milei poucas semanas antes das eleições intercalares.

    O anúncio da composição do Conselho Executivo surgiu após a Casa Branca ter anunciado a segunda fase do plano de paz de Trump para Gaza, que passa pela formação de um Governo tecnocrático na Faixa e pelo desarmamento do Hamas.

    Esta segunda fase prevê a formação de um novo Governo no enclave, que deverá ser composto por palestinianos que não sejam membros do Hamas, o grupo paramilitar islâmico que deverá ser desarmado, de acordo com as estipulações dos Estados Unidos.

    Blair e os restantes membros da junta aplicarão os planos da comissão presidida pelo próprio Trump, que supervisiona a implementação do plano para o enclave e fiscalizará o novo Governo de Gaza.

  • Restabelecido funcionamento dos SMS no Irão

    O Irão restabeleceu hoje os SMS dentro do país, bloqueados há nove dias pelas autoridades iranianas, que impuseram um apagão nas comunicações, com o corte da Internet e das chamadas internacionais, no meio dos protestos no país.

    “O envio de SMS de telemóveis foi reativado há alguns minutos”, informou a agência Tasnim de madrugada, sem dar mais detalhes.

    A Efe confirmou que as mensagens telefónicas voltaram a operar dentro do país.

    Os SMS internacionais, no entanto, continuam sem funcionar, assim como a Internet, e para comunicar com o estrangeiro só é possível através de chamadas telefónicas.

    O Irão cortou todas as comunicações e a Internet em 08 de janeiro, quando os protestos se intensificaram. Os protestos começaram em 28 de dezembro, quando comerciantes de Teerão fecharam os seus negócios devido à queda do rial, mas logo se espalharam a todo o país com gritos de “Morte à República Islâmica” e “Morte a Khamenei”.

    Nesse dia os protestos atingiram o ponto máximo com manifestações em praticamente todo o Irão, que resultaram em atos de vandalismo contra órgãos públicos, bancos saqueados e o incêndio de 53 mesquitas em todo o país, segundo fontes oficiais.

    Teerão afirma não ter a contagem do número de mortos nos protestos que ocorreram na República Islâmica nas últimas semanas e que atribui a mercenários apoiados por Israel e pelos EUA, mas ONG da oposição sediadas no exílio, como a Iran Human Rights, estimam em 3.428 o número de mortos.

    As autoridades iranianas anunciaram na sexta-feira que pelo menos 3.000 pessoas, a quem chamam de “terroristas”, foram detidas nos protestos.

    Trata-se de um número muito menor do que o fornecido por ONG estabelecidas fora do Irão, e por exemplo, segundo os últimos números da organização HRANA, houve mais de 19.000 detenções.

    Nos últimos dias, a calma voltou ao país, mesmo com uma forte presença policial nas ruas.

  • Líder supremo do Irão acusa Trump de ser o responsável pelas vítimas nos protestos

    O líder supremo do Irão, Ayatollah Ali Khamenei, acusou hoje o Presidente norte-americano, Donald Trump, de ser “responsável pelas vítimas” dos recentes protestos no país.

    “Consideramos o Presidente norte-americano responsável pelas vítimas, pelos danos e pelas acusações que lançou contra a nação iraniana”, disse a uma multidão de apoiantes durante um discurso num feriado religioso.

    “Isto foi uma conspiração americana”, acrescentou, afirmando que “o objetivo dos Estados Unidos é engolir o Irão” e colocar o país “novamente sob domínio militar, político e económico”.

    Ayatollah Ali Khamenei afirmou ainda que as autoridades “devem quebrar as costas dos sediciosos”.

    Os protestos no Irão começaram em 28 de dezembro, quando comerciantes de Teerão fecharam os seus negócios devido à queda do rial, mas logo se espalharam a todo o país com gritos de “Morte à República Islâmica” e “Morte a Khamenei”.

    Teerão afirma não ter a contagem do número de mortos nos protestos que ocorreram na República Islâmica nas últimas semanas e que atribui a mercenários apoiados por Israel e pelos EUA, mas ONG da oposição sediadas no exílio, como a Iran Human Rights, estimam em 3.428 o número de mortos.

  • Intervenção dos EUA no Irão está mais longe de acontecer?

    Francisco Pereira Coutinho afirma que regime iraniano conseguiu controlar manifestações recorrendo a uma onda de repressão que nunca tinha havido. E como poderá a NATO ajudar a Gronelândia?

    Ouça aqui a análise no “Gabinete de Guerra”.

    Intervenção dos EUA no Irão está mais longe de acontecer?

  • ONG fala de recuperação “muito ligeira” do acesso à Internet no Irão

    A organização não governamental (ONG) de monitorização de cibersegurança Netblocks anunciou hoje que detetou uma recuperação “muito ligeira” no acesso à internet no Irão, após mais de 200 horas de bloqueio, face aos protestos antigovernamentais.

    “As medições mostram um aumento muito ligeiro da conectividade no Irão esta manhã [madrugada em Lisboa], após a marca das 200 horas”, afirmou a Netblocks, nas redes sociais.

    No entanto, “a conectividade geral mantém-se em aproximadamente 2% dos níveis normais e não há sinais de uma recuperação significativa”, acrescentou a ONG.

  • Bom dia.

    O Observador continua este sábado a acompanhar ao minuto os desenvolvimentos dos conflitos no Médio Oriente, com especial foco na situação que se vive no Irão.

    O liveblog de sexta-feira fica arquivado aqui.

    Tony Blair, Witkoff, Kushner e Rubio lideram Conselho de Paz para a Faixa de Gaza, anuncia Casa Branca

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