Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • Os Estados Unidos lançaram novas sanções contra o Irão, tentando combater o programa nuclear do país. O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, justificou estas medidas citando uma ameaça grave à estabilidade regional e à segurança mundial. As sanções surgem num momento em que os EUA e o Irão procuram voltar às negociações, apesar do aumento da pressão exercida pelo Presidente Donald Trump.
    • O Presidente norte-americano reiterou ameaças de um possível ataque militar ao Irão, caso o país não ponha fim ao seu programa militar nuclear. Trump salientou a possibilidade de Israel participar em qualquer ação militar, sublinhando a necessidade de impedir o Irão de possuir armas nucleares.
    • O exército israelita retomou ataques aéreos em Gaza e na zona sul de Beirute, justificando as ações como uma resposta ao Hezbollah, que, segundo eles, estava a tentar restaurar uma unidade de produção de armas em Beirute. Em Gaza, os ataques resultaram em dezenas de mortes e feridos, com particular destaque para o ataque em Shujaiyeh, que causou pelo menos 29 mortes.
    • A Cruz Vermelha Internacional expressou dor e raiva pelo assassinato de médicos do Crescente Vermelho Palestiniano na Faixa de Gaza, considerando as mortes um ponto de viragem necessário para destacar a perigosidade da situação para civis e trabalhadores humanitários na região.

    [Já saiu o quarto episódio de “O Misterioso Engenheiro Jardim”, o novo PodcastPlus do Observador que conta a história de Jorge Jardim, o empresário que, na verdade, era um agente secreto que liderou missões perigosas em todo o mundo, tentou criar um país e deu início a um clã de mulheres aventureiras. Pode ouvir aqui, no Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no YoutubeMusic. E pode ouvir aqui o primeiro episódio, aqui o segundo e aqui o terceiro episódio]

  • Bom dia, obrigada por ter estado connosco ao longo do dia de ontem. Continuamos a seguir a guerra no Médio Oriente neste novo artigo em direto.

    Trump diz que existem progressos nas conversações para libertação de reféns

  • Trump volta ameaçar atacar Irão caso país não acabe com programa nuclear

    O Presidente norte-americano, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irão com um ataque militar caso o país não queira terminar o seu programa militar.

    Trump disse que o país não pode ter nenhuma arma nuclear e contou que Israel pode ter um papel caso haja algum ataque.

  • Macron diz que França pode reconhecer Palestina em junho

    O Presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que o país podia reconhecer a Palestina enquanto estado em junho, numa conferência que quer realizar com a Arábia Saudita.

    À televisão francesa France 5, Macron contou que iria fazê-lo porque “seria correto”, pretendendo também “participar numa dinâmica coletiva” com outros estados.

    “Ou seja, uma dinâmica que deve permitir também a todos aqueles que defendem a Palestina reconhecer por sua vez Israel, o que muitos deles não fazem”, acrescentou o Presidente francês.

    “O nosso objetivo é presidir a esta conferência em junho com a Arábia Saudita, [na qual] poderíamos finalizar o movimento de reconhecimento mútuo”, concluiu.

  • Mike Huckabee confirmado como novo embaixador dos EUA em Israel

    O antigo governador do estado do Arkansas, Mike Huckabee, foi confirmado no Senado como o embaixador norte-americano em Israel.

    Os senadores republicanos votaram todos a favor da nomeação, com o democrata John Fetterman, da Pensilvânia, a ser o único do partido a votar a favor.

    Huckabee é conhecido por ser um forte apoiante do Estado de Israel, tendo até negado a própria existência da Cisjordânia no passado, chamando lhe pelo nome israelita “Judeia e Samária”.

    Em 2017, Huckabee, defendendo a anexação israelita do território palestiniano, afirmou à CNN que “não existe tal coisa como um colonato”.

    “São comunidades, são bairros, são cidades. Não existe tal coisa como uma ocupação”, acrescentou.

  • EUA lançam novas sanções contra programa nuclear iraniano

    Os EUA anunciaram novas sanções a uma pessoa e cinco entidades, todas ligadas ao programa nuclear do país, citando “a procura imprudente de armas nucleares” do “regime” de Teerão.

    Segundo o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, esta procura representa “uma grave ameaça para os Estados Unidos e uma ameaça para a estabilidade regional e a segurança mundial”.

    “O Tesouro continuará a utilizar os nossos instrumentos e autoridades para impedir qualquer tentativa do Irão de fazer avançar o seu programa nuclear e a sua agenda desestabilizadora mais vasta”, acrescentou, num comunicado publicado no site do departamento.

    As sanções surgem numa altura em que ambos os países estão se aproximar de um regresso à mesa das negociações, depois de um endurecimento da pressão norte-americana por Donald Trump.

  • "Dor e raiva". Cruz Vermelha Internacional diz que morte dos 15 socorristas em Gaza deve "marcar um ponto de viragem"

    Num comunicado, a Cruz Vermelha Internacional (CICV) disse estar a sentir “dor e raiva pelo assassinato de médicos do Crescente Vermelho Palestiniano” na Faixa de Gaza.

    “Cada médico morto em Gaza é uma tábua de salvação perdida para os civis que não se podem dar ao luxo de perder mais”, afirmou o chefe da delegação da organização no enclave palestiniano, Adrian Zimmerman.

    “A morte destas pessoas é uma recordação gritante de como Gaza é perigosa para os civis e para os trabalhadores humanitários que arriscam tudo para salvar vidas”, acrescentou, sublinhando que isto deveria marcar “um ponto de viragem”.

  • Israel justifica ataques a Beirute com rearmamento do Hezbollah

    O Exército israelita justificou nesta quarta-feira o reatamento dos bombardeamentos nos subúrbios sul de Beirute com a tentativa do grupo xiita libanês Hezbollah restaurar uma unidade subterrânea de produção de armas.

    “As FDI [Forças de Defesa de Israel] revelaram que, nos últimos meses, o Hezbollah tem tentado restaurar uma unidade subterrânea de produção de armas no coração do bairro de Al-Shifouat, em Dahie, que foi estabelecida perto de uma escola e por baixo de edifícios residenciais, depois de ter sido atacada em novembro de 2024”, descreveram os militares israelitas em comunicado.

    Para o Exército, trata-se de uma “violação flagrante” do cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah no Líbano, acordado em novembro do ano passado, embora ameaçado por sucessivas acusações de violação das partes.

    De acordo com um porta-voz militar israelita, a informação de tentativa de produção de armas por parte do grupo radical, apoiado pelo Irão, já tinha sido encaminhada no início de janeiro para o mecanismo de monitorização do cessar-fogo, que realizou uma inspeção na área.

    No entanto, o Hezbollah foi previamente informado da inspeção e retirou os equipamentos da área no mesmo dia, regressando apenas após a conclusão da visita ao local, segundo o Exército.

  • Desarmamento do Hezbollah? "É bluff para negociar"


    Vítor Gabriel Oliveira afirma que partes envolvidas no conflito no Médio Oriente estão muito longe de recuar nas suas convicções. Sobre a Ucrânia, diz que a China vai proteger os seus interesses.

    Ouça aqui o novo episódio do “Gabinete de Guerra” da Rádio Observador.

    Desarmamento do Hezbollah? “É bluff para negociar”


  • Hamas rejeita proposta de Israel para controlar distribuição de ajuda humanitária em Gaza

    O Hamas rejeitou esta quarta-feira uma proposta de Israel para assumir o controlo da distribuição de ajuda humanitária em Gaza a cargo de militares das Forças de Defesa de Israel ou de empresas privadas israelitas.

    Segundo o movimento palestiniano, citado pelo jornal Haaretz, o modelo preconizado por Israel violaria “princípios básicos da ajuda humanitária: neutralidade, ausência de preconceitos, independência e humanidade”, além de ajudar a eternizar “uma realidade de controlo político e chantagem”.

    “Apelamos ao mundo inteiro para que assegure que a ajuda humanitária chegue ao nosso nobre povo palestiniano com segurança e respeito e rejeitamos qualquer tentativa de manipular o seu destino humanitário”, acrescentou o Hamas.

  • Novo balanço de 29 mortos em ataque aéreo em Shujaiyeh, em Gaza

    Foram atualizados os números de mortos no ataque aéreo contra Shujaiyeh, na Faixa de Gaza. Agora, há indicação sobre pelo menos 29 mortos.

    As IDF revelaram que fizeram mais de 45 ataques contra a Faixa de Gaza, incluindo um contra um edifício residencial.

  • Milhares de iranianos protestam em Teerão contra "crimes israelitas em Gaza"

    Milhares de iranianos protestaram esta quarta-feira em Teerão contra os “crimes israelitas em Gaza” e mostraram o seu apoio e solidariedade para com os palestinianos perante os novos bombardeamentos israelitas no enclave.

    A manifestação decorreu na Praça da Palestina, no centro da capital iraniana, onde a multidão agitava bandeiras palestinianas e exibia imagens do líder supremo do Irão, o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, de acordo com imagens publicadas pela agência noticiosa IRNA.

    Milhares de iranianos protestam contra “crimes israelitas em Gaza”

    O protesto foi igualmente marcado por ‘slogans’ contra Telavive e Washington, como “morte a Israel” e “morte à América”. Em comunicado, o organizador da iniciativa, o Conselho de Coordenação da Propaganda Islâmica denunciou o “crime contra a humanidade e o genocídio” de Israel na Faixa de Gaza.

    Desde que Israel retomou a ofensiva contra Gaza em 18 de março, quebrando as tréguas acordadas em janeiro, pelo menos 1.482 pessoas morreram e mais de 3.500 ficaram feridas, segundo os últimos números atualizados pelas autoridades do enclave, controladas pelo grupo extremista palestiniano Hamas.

  • Autoridades israelitas investigam cartas anónimas com ameaças a membros do parlamento

    As autoridades israelitas estão a investigar o envio de várias cartas anónimas com ameaças a membros do Parlamento nos últimos dias, revelou o jornal Jerusalem Post.

    De acordo com a publicação, os envelopes foram remetidos para análise e o caso está entregue ao Lahav 433, um organismo de investigação especial e que equivale ao FBI nos Estados Unidos.

    Em 2024, um grupo conhecido como “Os Vingadores de Israel” chegou a enviar cartas ameaçadoras a deputados da coligação e a membros das respetivas famílias, mas o autor nunca chegou a ser identificado. Agora, o Knesset alertou as autoridades para uma nova vaga de cartas ameaçadoras.

  • Netanyahu acusa em tribunal a polícia de querer derrubá-lo do cargo de primeiro-ministro

    Benjamin Netanyahu acusou esta quarta-feira as autoridades — polícia e Ministério Público (MP) — de estarem na origem das fugas de informação sobre os casos de suspeitas de corrupção que o atingiram nos últimos anos e disse inclusivamente que a polícia quer derrubá-lo do cargo de primeiro-ministro.

    “Não há outra explicação”, afirmou o líder do Governo israelita, citado pelo Times of Israel, sublinhando que as fugas de informação visavam fazê-lo parecer “um criminoso que aceitou subornos” e integravam um plano maior da polícia e do MP para “espezinhar a democracia” e “influenciar as eleições”.

    “Quando 100% do material de investigação está nas mãos deles, e depois fingem que não o divulgaram, é um monte de mentiras”, atirou, na sessão de julgamento no tribunal de Telavive, continuando: “A polícia quer derrubar um primeiro-ministro. Não há nenhum crime, por isso inventam um crime, pegam nas pessoas mais próximas dele e dizem-lhes para encontrarem alguma coisa contra ele”.

    Assegurando estar a ser vítima de uma perseguição destas autoridades, Netanyahu expressou a sua desconfiança e assumiu que se sente como se vivesse na “Alemanha de Leste ou em Teerão”, ao notar que a polícia e o MP estão “a corromper a investigação e a fazer falsas acusações”.

    “O que é isto? Que tipo de regime negro é que temos aqui? É monstruoso”, finalizou.

  • Número de vítimas de ataque israelita em Shujaiyeh sobe para 26 mortos

    O número de vítimas do ataque aéreo de Israel a um edifício residencial em Shujaiyeh, na cidade de Gaza, subiu já para 26 mortos, adianta a Reuters.

    Fontes médicas relataram a existência de dezenas de feridos nos diversos andares do edifício, além de várias pessoas desaparecidas e, presumivelmente, sob os escombros. O ataque causou também danos nas casas nas imediações do alvo do ataque israelita.

  • Houthis acusam os EUA de terem matado pelo menos 80 pessoas nos ataques das últimas semanas

    Os rebeldes houthis do Iémen acusaram hoje os Estados Unidos de terem matado cerca de 80 pessoas em três semanas de “bombardeamentos contínuos” contra zonas que o grupo controla no país árabe.

    Os houthis não costumam comunicar as suas perdas e limitaram-se a anunciar a morte de cerca de “80 civis” desde meados de março, quando começaram os bombardeamentos ordenados pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.

    Com a medida, Trump pretendia travar os ataques dos houthis contra a navegação internacional nos mares Vermelho e Arábico, bem como contra Israel, em retaliação pela guerra em Gaza.

    O porta-voz militar dos rebeldes, Yahya Sarea, reconheceu implicitamente a dureza da operação militar norte-americana, ao referir-se a uma “agressão contínua” e a “massacres horríveis” no Iémen, segundo um comunicado citado pela agência de notícia espanhola EFE.

    Segundo a Associated Press, um presumível ataque dos EUA à cidade portuária de Hodeida fez oito mortos nas últimas 24 horas, além de 16 feridos. A área está associada ao aeroporto que os rebeldes usaram anteriormente para atacar navios no Mar Vermelho.

    Os rebeldes reivindicaram também o abate de um ‘drone’ norte-americano “quando efetuava missões hostis”. Os houthis integram o “eixo de resistência” liderado pelo Irão contra Israel, de que fazem parte outros grupos radicais da região, como o Hezbollah libanês e os palestinianos Hamas e Jihad Islâmica.

  • Ataque aéreo israelita faz nove mortos em Shujaiyeh

    Um ataque aéreo das Forças de Defesa de Israel em Shujaiyeh, no leste de Gaza, provocou esta quarta-feira a morte de nove pessoas e ferimentos noutras 30, adiantou o jornal Haaretz.

    De acordo com a Al Jazeera, entre as vítimas mortais estarão três crianças, enquanto os feridos estão a ser transportados para o hospital al-Ahli Arab.

  • Forças de Defesa de Israel fazem cinco mortos em ataques em Gaza nas últimas horas

    Vários ataques das Forças de Defesa de Israel (IDF) desde a meia-noite causaram a morte a cinco palestinianos em Gaza, segundo o canal de televisão Al Araby, do Qatar.

    Entre as zonas visadas pelas IDF, relata o jornal Haaretz, estão o sul da Faixa de Gaza, Khan Younis e Rafah. Duas das vítimas foram mortas a tiro num campo de deslocados em Muwasi.

  • Administração dos EUA bloqueia financiamento a duas universidades por alegadas manifestações de antissemitismo

    A Administração norte-americana bloqueou o financiamento das universidades Cornell e Northwestern, respetivamente, de mil milhões de dólares (904,7 milhões de euros) e 790 milhões de dólares (714,8 milhões de euros), por alegadas violações de direitos cívicos. De acordo com o diário The New York Times (NYT), que cita dois funcionários que não se quiseram identificar, a suspensão do financiamento envolve principalmente subvenções contratuais aos departamentos da agricultura, defesa, educação, saúde e serviços sociais.

    As universidades de Nova Iorque e de Massachusetts encontram-se entre um conjunto de instituições de elite do ensino superior nos Estados Unidos que viram os respetivos financiamentos ameaçados, como Brown, Harvard e Columbia, no contexto de pressões da Casa Branca sobre alegadas manifestações de antissemitismo.

    A Universidade de Columbia concordou, no final de março, com uma série de exigências da Administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, para manter os seus 400 milhões de dólares (361,9 milhões de euros) de financiamento federal, que tinham sido retirados no início do mês por alegado antissemitismo.

    Tal como Columbia, Cornell e Northwestern estão a ser investigadas por alegações de antissemitismo e discriminação racial em resultado de políticas que passam pela tentativa de aumentarem a diversidade nos seus campus universitários.

    Trump tem tentado reprimir os protestos pró-palestinianos nas universidades contra a agressão militar de Israel, chegando mesmo a avisar que irá deter ou deportar os estudantes que neles participem.

  • Netanyahu de volta a Israel uma semana depois e com sessão de tribunal à vista

    Benjamin Netanyahu aterrou esta quarta-feira de manhã no aeroporto Ben Gurion, em Telavive, após uma semana ausente de Israel, segundo relata o jornal Times of Israel.

    O primeiro-ministro israelita esteve primeiro em visita oficial à Hungria e rumou depois aos Estados Unidos, onde esteve reunido com o Presidente norte-americano, Donald Trump, na Casa Branca.

    No dia de regresso ao país, Netanyahu deve marcar presença no tribunal de Telavive para prestar depoimento no julgamento do processo criminal que enfrenta por suspeitas de corrupção.

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