Momentos-chave
- Síria critica ataque israelita e garante que Damasco não representa uma ameaça
- Houthis dizem estar prontos para intensificar escalada contra Israel
- Ministro israelita responsabiliza Presidente sírio por ataques contra Israel e promete resposta
- Israel publica pela primeira vez mapa que mostra avanços das tropas israelitas em Gaza
- Israel dispara contra Síria em resposta a mísseis lançados a partir do país
- Nova proposta dos Estados Unidos permite que Irão enriqueça urânio a "níveis reduzidos"
- Forças israelitas contrariam versão palestiniana sobre mortes em pontos de entrega de ajuda humanitária
- O que aconteceu até agora
- Netanyahu insiste que ofensiva militar em Gaza vai continuar até serem cumpridos "todos os objetivos da guerra, sem exceções"
- Ministro dos Negócios Estrangeiros israelita visita Alemanha esta quarta-feira
- Presidente da Síria poderá visitar EUA em setembro e discursar nas Nações Unidas
- Human Rights Watch acusa Israel e houthis de crimes de guerra por ataques a aeroportos
- Nações Unidas. Impedir acesso de civis a ajuda humanitária pode representar um crime de guerra
- Organização responsável por distribuição de ajuda diz "não ter conhecimento das atividades das IDF" fora do centro
- Autoridades de Gaza atualizam balanço: há pelo menos 27 mortos atingidos pelas IDF perto de centro de distribuição de ajuda
- 24 mortos e pelo menos 37 feridos devido a fogo israelita, diz diretor de hospital
- Suspeito de atear fogo a manifestantes pró-Israel nos EUA é acusado de “crime de ódio”
- Três soldados israelitas mortos em explosão no norte da Faixa de Gaza
- 24 palestinianos mortos a tiro e dezenas de feridos perto de centro de distribuição, diz Gaza. IDF dizem que estão a "investigar"
Histórico de atualizações
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O que aconteceu até agora
- A ofensiva militar israelita na Faixa de Gaza continua a intensificar-se, de acordo com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que afirmou que as operações prosseguirão até que todos os objetivos da guerra sejam atingidos, sem exceção. Esta declaração ocorre após a morte de três soldados israelitas em combates recentes no norte do enclave.
- As Nações Unidas expressaram preocupação sobre a restrição intencional de acesso a ajuda humanitária em Gaza, sugerindo que tal ação pode constituir um crime de guerra. O gabinete de direitos humanos das Nações Unidas destacou a mortalidade em torno dos locais de distribuição de ajuda, sublinhando a gravidade da situação humanitária no enclave palestiniano.
- De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, pelo menos 27 palestinianos foram mortos a tiro pelas Forças de Defesa de Israel perto de um centro de distribuição de ajuda em Rafah, no sul da Faixa de Gaza. As IDF confirmaram ter aberto fogo contra “indivíduos suspeitos” que avançaram contra as tropas, mas estão a investigar os detalhes do incidente.
- A Human Rights Watch acusou tanto o exército israelita quanto os rebeldes houthis do Iémen de cometerem crimes de guerra através de ataques a aeroportos em Sanaa, Iémen, e em Telavive, Israel. A organização considera que os ataques israelitas foram aparentemente ilegais e desproporcionados, enquanto os ataques houthis também podem constituir crimes de guerra.
[A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 3.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui e o segundo aqui.]
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Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com o Médio Oriente ao longo do dia de ontem, terça-feira.
Continue, por favor, a acompanhar-nos neste novo artigo. Muito obrigado!
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Conselho de Segurança da ONU deverá votar amanhã resolução que exige cessar-fogo permanente
Os dez membros eleitos para o Conselho de Segurança da ONU pediram que este organismo vote na quarta-feira uma resolução que exige um cessar-fogo “imediato, incondicional e permanente” na Faixa de Gaza cumprido por todas as partes e a libertação de todos os reféns.
A notícia é avançada pela Reuters, que teve acesso ao documento, que também pede o fim das restrições à entrada de ajuda humanitária e a distribuição destes bens em segurança e larga escala no enclave.
Como recorda a agência norte-americana, para a resolução ser aprovada é necessário um mínimo de nove votos a favor e que nenhum dos membros permanentes do conselho (EUA, Rússia, China, Reino Unido e França) vete a proposta.
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Síria critica ataque israelita e garante que Damasco não representa uma ameaça
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Síria condenou este noite os ataques das forças israelitas contra o território sírio. A ofensiva foi justificada por Telavive como uma resposta ao lançamento de mísseis contra os montes Golã que atribuiu a Damasco.
Em comunicado, citado pela Al Jazeera, o ministério sírio, que sublinhou que o ataque aos Montes Golã não está confirmado, disse que a ofensiva israelita provocou perdas humanas e materiais “significativas.” Garantiu ainda que a Síria não é e não vai representar uma ameaça a qualquer região.
“A principal prioridade no sul da Síria é permitir que o Estado exerça a sua autoridade e acabe com a presença armada fora das instituições oficiais”, acrescenta.
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Houthis dizem estar prontos para intensificar escalada contra Israel
O ministro da Defesa dos houthis, Mohamed Nasser al-Atifi, garantiu hoje que o grupo de rebeldes está pronto para intensificar escalada contra Israel.
“Temos a iniciativa e o poder de dissuasão para disparar mísseis e drones 24 horas por dia e atingir o inimigo em profundidade”, disse al-Atifi, citado pela Al Jazeera.
Pouco depois desta declaração, diz a emissora, o exército israelita relatou o lançamento de um míssil a partir do Iémen.
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Ministro israelita responsabiliza Presidente sírio por ataques contra Israel e promete resposta
O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, reagiu ao ataque com dois mísseis, lançado a partir da Síria contra a fronteira com Israel. Katz declarou que “o Presidente sírio é diretamente responsável por todas as ameaças e disparos contra o Estado de Israel”, numa mensagem citada pelos media israelitas. “A resposta total irá chegar o mais rapidamente possível”, rematou o ministro.
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Israel publica pela primeira vez mapa que mostra avanços das tropas israelitas em Gaza
Na conferência de imprensa desta tarde, o porta-voz das forças israelitas partilhou um mapa que mostra os avanços das forças israelitas na Faixa de Gaza. É a primeira vez que publicam um mapa com as suas movimentações militares, escreve o Times of Israel.
O mapa mostra as diferentes divisões que estão a avançar em cada região de Gaza. Os maiores avanços verificam-se a sul, em Rafah e Khan Younis, onde duas divisões operam em cada região e no norte, em Jabalia, que continua a zona com menos acesso a ajuda humanitária.
YouTube/Israel Defense Forces
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Israel dispara contra Síria em resposta a mísseis lançados a partir do país
As forças israelitas anunciaram hoje o lançamento de mísseis na direção da Síria. O ataque aconteceu momentos depois de dois mísseis terem aterrado numa área aberta dos montes Golã, na fronteira entre os dois países. As forças israelitas identificaram o local de lançamento na Síria e lançaram um ataque a partir de Israel em resposta.
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Nova proposta dos Estados Unidos permite que Irão enriqueça urânio a "níveis reduzidos"
Uma nova proposta dos Estados Unidos sobre o programa militar do Irão permite que o país realize enriquecimento de urânio “a níveis reduzidos”, informou o jornal norte-americano New York Times esta terça-feira.
Segundo a proposta consultada pelo jornal, os Estados Unidos ajudariam o Irão a construir “reatores nucleares para o Irão e negociariam a construção de instalações de enriquecimento geridas por um consórcio de países da região”.
“Assim que o Irão começasse a receber quaisquer benefícios dessas promessas, teria de parar todo o enriquecimento no país”, lê-se ainda.
Esta ideia é a primeira concessão norte-americana à visão do atual governo Trump, que implica que Teerão tenha de desistir de enriquecer o mineral de todo, quer para fins energéticos, quer para fins militares.
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Estados Unidos vão encerrar sete das oito base militares na Síria
O enviado norte-americano para a Síria anunciou hoje que os Estados Unidos vão encerrar sete das oito bases militares que têm na Síria. Numa entrevista à televisão turca, Thomas Barrack afirmou que as políticas de Washington no país vão mudar “porque nenhuma resultou”, cita a Reuters. Entre estas mudanças conta-se o fim das sanções, anunciado no mês passado.
Os Estados Unidos acompanham assim uma tendência de reabertura da comunidade internacional à Síria, menos de seis meses depois da queda do regime de Bashar al-Assad.
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Fundação que coordena ajuda humanitária em Gaza tem novo líder
A Fundação Humanitária de Gaza (GHF), que está a coordenar a entrega de ajuda humanitária no enclave palestiniano, anunciou Johnnie Moore como o seu novo diretor executivo. Moore é um pastor evangélico e assume o cargo deixado vago por Jake Wood, que se demitiu por considerar que um plano privado de distribuição de ajuda não é possível de ser implementado.
Em fevereiro, Moore declarou o seu apoio ao plano de Donald Trump para deslocar os palestinianos da Faixa de Gaza e implementar “a Riviera do Médio Oriente”.
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Forças israelitas contrariam versão palestiniana sobre mortes em pontos de entrega de ajuda humanitária
O porta-voz das forças israelitas, Effie Defrin, realizou esta tarde uma conferência de imprensa em que se debruçou principalmente sobre a distribuição de ajuda humanitária no enclave, realizada por uma organização norte-americana — a GHF. Esta manhã, as autoridades palestinianas relataram que as forças israelitas mataram 27 pessoas que esperavam num centro de distribuição em Rafah. O porta-voz classificou estas declarações como “desinformação” e “propaganda” do Hamas e o número de mortos como “exagerado”. Mais: acusou o grupo palestiniano de estar a bloquear o acesso dos civis a ajuda humanitária. “As IDF não estão a impedir a chegada das pessoas de Gaza aos pontos de ajuda humanitária. Pelo contrário, estamos a encorajar isso”, declarou.
Effie Defrin afirmou ainda que a distribuição de ajuda humanitária está a fazer “o Hamas perder o controlo da população”. “A par com a pressão militar contínua contra o Hamas, o seu governo está a quebrar e a ser fragilizado”, declarou, tendo afirmado que o estabelecimento do sistema de distribuição mostra que são as forças israelitas que “se preocupam com as pessoas de Gaza e não o Hamas”.
Questionado, noutro ponto da conferência, sobre uma reportagem do Haaretz que revelou que a ofensiva israelita em Gaza está a pôr em perigo as vidas dos reféns que ainda estão no enclave, o porta-voz contornou a questão, escreve o Haaretz. “Vamos fazer tudo para os devolver e não os pôr em perigo”, afirmou apenas Defrin.
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Netanyahu insiste que ofensiva militar em Gaza vai continuar até serem cumpridos "todos os objetivos da guerra, sem exceções"
O primeiro-ministro israelita afirmou hoje que a ofensiva militar na Faixa de Gaza vai continuar a intensificar-se até serem “atingidos os objetivos da guerra — todos eles, sem exceção”. As declarações foram feitas numa mensagem deixada nas suas redes sociais, sobre os três soldados israelitas que morreram ontem em combates no norte do enclave.
Benjamin Netanyahu declarou que os três soldados “não morreram em vão” e que a operação das forças israelitas está a fazer “progressos cuidadosos para prevenir e reduzir” as perdas entre as tropas israelitas.
“Eles caíram numa guerra unicamente justa, uma guerra em que vamos derrotar o Hamas, libertar todos os nossos reféns e garantir que Gaza já não representa uma ameaça para Israel”, declarou o chefe do executivo israelita.
ראש הממשלה בנימין נתניהו:
אני מבקש להביע צער עמוק על נפילתם של סמ״ר ליאור שטיינברג, סמ״ר אופק ברהנה וסמ״ר עומר ואן גלדר, זכרונם לברכה. השם יקום דמם. pic.twitter.com/UbH6sDhUml
— ראש ממשלת ישראל (@IsraeliPM_heb) June 3, 2025
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Opinião pública sobre Israel atinge mínimos históricos em alguns países europeus
A empresa de sondagens YouGov publicou hoje os resultados de um inquérito realizado entre os dias 12 e 16 de maio em seis países da Europa Ocidental, que analisa a opinião pública dos cidadãos europeus sobre o Estado de Israel e a ofensiva militar na Faixa de Gaza. Os resultados revelam que a maior parte dos inquiridos (entre 63 e 70%) tem, neste momento, uma opinião negativa de Israel. Na Alemanha, em França e na Dinamarca, estes são os resultados mais baixos desde que este inquérito começou a ser feito, em 2016.
A maior parte dos inquiridos considerou ainda que Israel respondeu de forma desproporcional ao ataque do Hamas no dia 7 de Outubro de 2023. Entre os seis países analisados, apenas 6 a 16% dos inquiridos considera que a ofensiva militar israelita na Faixa de Gaza é proporcional aos ataques do Hamas (6%, o valor mais baixo regista-se em Itália, enquanto o valor mais alto, 16% se regista em França).
Em todos os países, o número de pessoas que considera que a ofensiva israelita contra Gaza é justificada diminuiu desde que esta começou, no final de 2023.
Net favourability towards Israel hits new lows in key Western European countries
Germany: -44*
UK:-46
France: -48*
Italy: -52**
Denmark: -54*
Spain: -55*** lowest since tracking started in 2016
** lowest since tracking started in 2021Results link in following tweets pic.twitter.com/TTRlYIOf2E
— YouGov (@YouGov) June 3, 2025
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Ministro dos Negócios Estrangeiros israelita visita Alemanha esta quarta-feira
O gabinete do ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel anunciou hoje que Gideon Sa’ar vai realizar, a partir de amanhã, uma visita de Estado a Alemanha. Na agenda, Sa’ar tem um encontro com o seu homólogo alemão, Johann Wadephul, e com outros ministros e autoridades alemãs, relata o Times of Israel.
Amanhã, Sa’ar e Wadephul irão visitar o Memorial do Holocausto em Berlim. O ministro israelita vai ainda realizar entrevistas com os media alemães e encontrar-se com líderes judeus.
A relação entre Berlim e Telavive é, historicamente, muito próxima. Contudo, nas últimas semanas, Wadephul e o chanceler Friedrich Merz deixaram críticas ao bloqueio e à limitação à entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, deixando apelos para que Israel repense a ofensiva militar no enclave palestiniano.
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Vinte pessoas detidas na Cisjordânia nos últimos dias
As Forças de Defesa da Israel (IDF) revelam que, nos últimos dias, foram detidas 20 pessoas na Cisjordânia.
De acordo com a informação citada pelo jornal Haaretz, foi também confiscado armamento, incluindo uma metralhadora de mão.
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Polícia e Shin Bet detiveram palestiniano por suspeitas de ter sido recrutado pelo Irão
A polícia israelita e o Shin Bet anunciaram que detiveram um palestiniano por suspeitas de ter sido recrutado pelo Irão para fazer um ataque terrorista no centro de Israel.
O Times of Israel refere que a detenção foi feita “nas últimas semanas” e que o suspeito é um homem na faixa dos 30 anos, residente no bairro de Issawiya, no leste de Jerusalém. A informação é a de que o suspeito terá estado em contacto com um agente iraniano.
O homem terá recebido “milhares de shekels”, a moeda israelita, em troca de afixar cartazes, queimar uniformes das IDF e recolher informações sobre locais e ruas em Jerusalém.
As autoridades referiram ainda que terá sido pedido ao homem para “fazer um ataque terrorista no centro de Israel, incendiar uma floresta e contrabandear armamento para a Cisjordânia”.
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Presidente da Síria poderá visitar EUA em setembro e discursar nas Nações Unidas
O Presidente Ahmad al-Sharaa deverá visitar os EUA em setembro, avança a imprensa síria. Segundo informações citadas pelo jornal Haaretz, será a primeira vez em 60 anos em que um governante do país visita os EUA.
Al-Sharaa deverá discursar na Assembleia-geral das Nações Unidas durante a visita.
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Human Rights Watch acusa Israel e houthis de crimes de guerra por ataques a aeroportos
A organização Human Rights Watch (HRW) acusou hoje o exército israelita e os rebeldes houthis iemenitas de cometerem “crimes de guerra” ao atacarem o aeroporto internacional de Sana, no Iémen, e o aeroporto Ben Gurion, em Israel.
Em comunicado, a organização considerou os ataques aéreos israelitas contra instalações aeroportuárias iemenitas nos dias 6 e 28 de maio como “aparentemente ilegais, indiscriminados e desproporcionais contra alvos civis” e defendeu que devem ser investigados como crimes de guerra.
Os ataques houthis, realizados em março e que tiveram como alvo o principal aeroporto de Telavive e outras infraestruturas civis em Israel, podem também constituir o mesmo crime, adiantou a organização de defesa dos direitos humanos.
“O aeroporto de Sana é um recurso vital para os civis iemenitas, muitos dos quais dependem dele para ter acesso a cuidados médicos”, explicou o investigador da HRW no Iémen e Bahrein, Niku Jafarnia.
“O exército israelita cortou este recurso vital, deixando muitos iemenitas sem a sua principal rota de acesso ao exterior”, lamentou.
Depois de o exército israelita ter destruído, a 28 de maio, quatro aviões da Yemen Airways, a única companhia aérea que oferece voos comerciais aos passageiros de Sana, e partes significativas do aeroporto, esta infraestrutura não retomou as suas operações.
O exército israelita, em resposta a um pedido de informação da HRW, enviado a 19 de maio, afirmou estar a “atacar alvos militares legítimos pertencentes ao regime houthi no Iémen”, a realizar os ataques “com a máxima precisão e a tomar medidas para mitigar os danos à população civil e às infraestruturas civis”.
Telavive acrescentou ainda que o aeroporto era “um centro nevrálgico para a transferência de armas e agentes para o regime terrorista houthi”, embora não tenha fornecido pormenores que sustentem a alegação, acrescentou a organização.
A HRW não conseguiu encontrar provas de que os terminais e aviões atacados tenham sido utilizados pelos houthis para fins militares.
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Nações Unidas. Impedir acesso de civis a ajuda humanitária pode representar um crime de guerra
O gabinete de direitos humanos das Nações Unidas considera que a restrição intencional de acesso de civis a ajuda humanitária em Gaza pode representar um crime de guerra, avança a Reuters.
“Por um terceiro dia consecutivo, foram mortas pessoas nos arredores de um local de distribuição de ajuda gerido pela Fundação Humanitária para Gaza. Esta manhã, recebemos informação sobre dezenas de pessoas mortas e feridas”, disse Jeremy Laurence, porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.