Momentos-chave
- Ponto da situação dos incêndios em Portugal Continental: mais de 2.200 operacionais em 35 incêndios
- Incêndio em Trancoso: 17 feridos, 11 são civis e três tiveram de ser assistidos no hospital
- Aviso laranja por causa do calor prolongado até quinta-feira em oito distritos
- Reativação de incêndio na serra do Alvão obriga a reforço de meios
- Autarca de Vila Real diz que concelho está a ser consumido em "lume brando"
- Incêndio na Covilhã: situação agrava-se e fogo chega próximo de Casal de Santa Teresinha
- Proteção Civil aumentou para nível quatro o estado de prontidão especial a todo o país
- Quatro bombeiros feridos nos incêndios de hoje, três foram transportados para o hospital
- Fogo de Trancoso mantém quatro frentes ativas
- Ministro da Defesa explica que avarias nos Canadairs foram "imprevistas" e que haverá substitutos já hoje
- Portugal vai receber ainda hoje dois aviões Canadair de Marrocos
- Presidente da Câmara da Covilhã diz que Marcelo telefonou ao Governo a pedir mais meios aéreos
- Empresa que opera Canadair diz estar a trabalhar para repor rapidamente dois aviões
- Forte reativação em zona de pinhal e mato em Vila Real
- Fogo na Covilhã com uma frente ativa e 70% do perímetro consolidado
- Habitantes de Galegos atentos a reativações na serra do Alvão
- PS acusa Governo de ter perdido semana e pede-lhe que seja pró-ativo
- Duas frentes ativas em Trancoso. Proteção Civil espera ajuda de vento a partir das 20h00
- Quase 60.000 hectares de área ardida este ano e 15.000 hectares desde domingo
- Comandante dos bombeiros diz que fogo em Tabuaço “está longe” de ser dominado
- Quase 2.500 operacionais combatiam 56 fogos às 16h30
- Bombeiros esperam deter fogo da Covilhã na fronteira com Coimbra
- Redemoinho de fogo verificado em Alvite devido às altas temperaturas, refere especialista
- Aviões Canadair estão fora de serviço
- Seis feridos ligeiros em Trancoso e outras 11 pessoas assistidas
- Incêndio de Trancoso dirige-se a quatro povoações
- Quase 1.140 operacionais combatem fogos em Trancoso, Covilhã e Tabuaço. Já chegaram meios aéreos
- Doze distritos sob aviso laranja por causa do calor
- Cerca de 120 concelhos do interior Norte e Centro e Algarve em risco máximo de incêndio
- Trancoso, Covilhã e Tabuaço mobilizam mais de mil operacionais
- Incêndio de Vila Real entrou em fase de resolução
Histórico de atualizações
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Ponto da situação dos incêndios em Portugal Continental: mais de 2.200 operacionais em 35 incêndios
O ponto de situação dos incêndios em Portugal pelas 00h25:
- 2.203 operacionais estão no terreno a combater 35 incêndios em todo o território do continente português;
- 698 meios terrestres estão envolvidos no combate aos fogos;
Há cinco incêndios classificados pela Proteção Civil como ocorrências significativas: Trancoso, Vila Real, Moimenta da Beira, Covilhã e Tabuaço.
O fogo que mobiliza mais meios é o que está a lavrar em Freches, Trancoso: estão no terreno 750 operacionais, com o apoio de 240 veículos terrestres.
[Um homem desobedece às ordens dos terroristas e da polícia e entra sozinho na embaixada. Momentos depois, ouve-se uma enorme explosão. “1983: Portugal à Queima-Roupa” é a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Um comando paramilitar tomou de assalto a embaixada turca em Lisboa e uma execução sumária no Algarve abalou o Médio Oriente. É narrada pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Ouça o quarto episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E ouça o primeiro episódio aqui, o segundo aqui e o terceiro aqui]
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Incêndio em Trancoso: 17 feridos, 11 são civis e três tiveram de ser assistidos no hospital
O incêndio de Trancoso fez 17 feridos, seis dos quais bombeiros, tendo sido assistidos devidos a queimaduras e inalações de fumos. Há ainda 11 civis feridos, três dos quais no hospital, noticia a CNN.
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Aviso laranja por causa do calor prolongado até quinta-feira em oito distritos
Doze distritos de Portugal continental estão sob aviso laranja por causa do calor, a maioria até ao final do dia de quinta-feira, anunciou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Bragança, Évora, Guarda, Beja, Castelo Branco e Portalegre estão sob aviso laranja, o segundo mais grave, devido à “persistência de valores muito elevados da temperatura máxima”, que vai permanecer até às 18:00 de quinta-feira.
Já os distritos de Viseu e Vila Real passam a amarelo a partir das 18:00 de terça-feira, regressando ao aviso laranja entre as 06:00 e 18:00 de quinta-feira, referiu o IPMA em comunicado.
O aviso laranja para Faro, Setúbal, Santarém e Lisboa termina às 18:00 de terça-feira, passando estes distritos a aviso amarelo até às 18:00 de quinta-feira.
Porto, Viana do Castelo e Braga estão sob aviso amarelo até às 18:00 de quinta-feira, enquanto em Coimbra, Aveiro e Leiria o aviso vigora até às 18:00 de terça-feira e entre as 06:00 e 18:00 de quinta-feira.
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Reativação de incêndio na serra do Alvão obriga a reforço de meios
A reativação forte hoje do incêndio na serra do Alvão obrigou a um reforço e ao reposicionamento de meios de combate, disse o segundo comandante sub-regional do Douro, garantindo que as aldeias estão livres de perigo.
José Requeijo disse que, por causa da reativação, algumas aldeias tiveram que ser defendidas e referiu que, pelas 21:00, estavam “livres de perigo”.
A reativação aconteceu entre Borbela e Outeiro, onde bateu perto de casas, e o fogo progrediu para Cravelas e Testeira.
“Está a arder, mas com meios a combater e o perigo para as populações está afastado. Agora voltamos para as operações de combate e tentar resolver isto o mais rápido possível”, afirmou o comandante.
Ao final da tarde, os meios aéreos ajudaram a diminuir a progressão do incêndio, e agora, está-se a fazer o reforço com meios terrestres, estando a chegar mais grupos de combate, explicou.
“Temos aqui perspetiva de melhoria nas próximas horas”, referiu.
Relativamente à reativação, José Requeijo disse que “são pontos quentes que se vão mantendo e que estão com muita temperatura”.
“O dia foi muito quente, houve um aumento da velocidade do vento e quando a reativação surgiu os meios estavam próximos, foram logo para o local, mas não houve capacidade de extinção e provocou que houvesse um aumento da intensidade e progressão da linha de fogo”, referiu.
O incêndio deflagrou a 2 de agosto, em Sirarelhos, e entrou em resolução por duas vezes, na quarta-feira e na madrugada de hoje.
Segundo a página da Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), pelas 21h00 estavam mobilizados para o combate a este fogo 324 operacionais e 107 meios aéreos.
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Reativação obriga a reforço de meios, aldeias livres de perigo
Segundo comandante sub-regional do Douro, José Requeijo, disse que, por causa da reativação, algumas aldeias tiveram que ser defendidas e referiu que, pelas 21:00, estavam “livres de perigo”. A reativação aconteceu entre Borbela e Outeiro, onde bateu perto de casas, e o fogo progrediu para Cravelas e Testeira.
“Está a arder, mas com meios a combater e o perigo para as populações está afastado. Agora voltamos para as operações de combate e tentar resolver isto o mais rápido possível”, afirmou o comandante.
“Temos aqui perspetiva de melhoria nas próximas horas”, referiu. Relativamente à reativação, José Requeijo disse que “são pontos quentes que se vão mantendo e que estão com muita temperatura”.
“O dia foi muito quente, houve um aumento da velocidade do vento e quando a reativação surgiu os meios estavam próximos, foram logo para o local, mas não houve capacidade de extinção e provocou que houvesse um aumento da intensidade e progressão da linha de fogo”, referiu.
Segundo a página da Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), pelas 21:00 estavam mobilizados para o combate a este fogo 324 operacionais e 107 meios aéreos.
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Autarca de Vila Real diz que concelho está a ser consumido em "lume brando"
O presidente da Câmara de Vila Real afirmou hoje que “está na hora” de ouvir a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e o Governo sobre o incêndio que há 10 dias consome o concelho em “lume brando”.
“Relembro que hoje é o décimo dia deste incêndio, o décimo dia. Como é que um país tão pequeno (…) se permite que durante 10 dias nós estejamos a ser consumidos em lume brando”, afirmou Alexandre Favaios.
O autarca que falava aos jornalistas a propósito de uma forte reativação verificada esta tarde, no incêndio que deflagrou a 2 de agosto em Sirarelhos e há entrou em resolução por duas vezes.
Já no domingo à noite o autarca apelou a um forte reforço de meios para o combate ao fogo que, em 10 dias, passou por 17 aldeias deste concelho, incluindo área do Parque Natural do Alvão (PNA), e apelou também a que os meios se mantivessem no terreno.
“Bem, o dia de hoje mostra que nós tínhamos razão. De facto, nós temos ouvido durante muito tempo que esta situação estava controlada”, referiu.
Acrescentou: “Está na altura da ANEPC, a Coordenação Nacional, dizer alguma coisa, está na altura de a senhora ministra, que disse ao país que estávamos todos preparados, que os meios eram suficientes, percebemos hoje que, afinal de contas, assim não era, está na altura de ouvir o seu primeiro-ministro dizer alguma coisa a esta população que ainda hoje está no sobressalto que se verifica”.
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Incêndio na Covilhã: situação agrava-se e fogo chega próximo de Casal de Santa Teresinha
O incêndio na Covilhã agravou-se, com o fogo a chegar próximo da povoação de Casal de Santa Teresinha, noticiam o Correio da Manhã e a SIC.
Neste momento, de acordo com o site da Proteção Civil, este incêndio mobiliza 460 operacionais, apoiados por 142 viaturas e seis meios aéreos.
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Proteção Civil aumentou para nível quatro o estado de prontidão especial a todo o país
José Ribeiro, 2.º comandante nacional da Proteção Civil, revela também, no briefing da tarde desta segunda-feira, que foi emitido um novo comunicado técnico operacional em que foi elevado para o nível quatro o estado de prontidão especial a todo o país.
“As subregiões a sul que estavam no nível três [foram elevadas] para nível quatro”, refere o responsável, acrescentando que se mantêm as proibições: acesso e circulação nos espaços florestais, proibição de queimadas e queimas, trabalhos em espaços florestais com recurso a maquinaria e proibição de utilização de fogo de artifício.
José Ribeiro recordou ainda que foi ativado o plano municipal de emergência do município de Trancoso e que se mantém assim.
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Quatro bombeiros feridos nos incêndios de hoje, três foram transportados para o hospital
José Ribeiro, 2.º comandante nacional da Proteção Civil, diz que há quatro ocorrências — Sirarelhos (Vila Real), Trancoso (nas Beiras e Serra da Estrela), Pereiro (Covilhã) e Chavães (Tabuaço) — que levam a uma “maior preocupação” e mobilizam 1625 operacionais, apoiados por 528 veículos e 28 meios aéreos.
Até às 19h00 desta segunda-feira estão em resolução, conclusão ou vigilância um total de 47 ocorrências, “mas que, apesar disso, continuam a exigir a presença de 827 operacionais, 233 veículos e cinco meios aéreos”.
“Há a registar, no dia de hoje até às 19h00, um operacional que foi assistido no teatro de operações e três que foram [levados] para a unidade hospitalar”, revela o responsável da Proteção Civil.
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Fogo de Trancoso mantém quatro frentes ativas
O fogo, que lavra desde sábado no concelho de Trancoso, mantém-se ativo com quatro frentes, uma das quais já passou para o concelho de Celorico da Beira, na localidade de Forno Telheiro.
“O combate está a evoluir favoravelmente na frente para Celorico da Beira, que está a ficar resolvida, tal como em Rio de Mel, onde o fogo já tem pouca intensidade, e Valdujo”, disse à agência Lusa Carlos Silva, comandante Subregional de Emergência e Proteção Civil do Oeste, que está a comandar as operações.
Segundo o site da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), às 18h45 estavam envolvidos no combate às chamas 700 operacionais, apoiados por 227 veículos e cinco meios aéreos.
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Ministro da Defesa explica que avarias nos Canadairs foram "imprevistas" e que haverá substitutos já hoje
Nuno Melo, ministro da Defesa, explica que os Canadairs alugados “sofreram avarias imprevistas, enquanto combatiam fogos”, mas garantiu que os aviões cedidos por Marrocos chegam ainda hoje.
“Quando falamos de tragédias desta dimensão, todas as capacidades que sejam usadas de forma complementar são boas”, salienta o governante.
Ainda assim, Nuno Melo refere que “o Governo tem [tentado], lentamente, voltar a dotar o Estado com meios complementares para auxílio nesse combate [a incêndios], com helicópteros e aviões”.
O ministro enumera o que Portugal tem atualmente ao dispor: “Dois Koala a operar na Lousã, três helicópteros em Loulé, Arcos de Valdevez e outro está em manutenção mas será colocado em Santa Comba Dão, e aviões, um P3 e um C295 que estão em ações de prevenção e dissuasão e possibilidade de detetar focos precoces de incêndios”.
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Portugal vai receber ainda hoje dois aviões Canadair de Marrocos
Portugal vai receber dois aviões Canadair de Marrocos, revela o Governo em comunicado.
“Na sequência das avarias registadas nos dois aviões Canadair que as autoridades portuguesas alugaram para ajudar no combate aos incêndios rurais, o Ministério da Administração Interna acionou de imediato o mecanismo de cooperação bilateral – em matéria de proteção civil – estabelecido com o Reino de Marrocos para colmatar esta lacuna”, pode ler-se na nota do Ministério da Administração Interna.
O Governo revelou que Marrocos “respondeu prontamente, disponibilizando duas aeronaves do tipo Canadair, que vão chegar a território nacional ainda hoje e passarão a integrar o Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios Rurais (DECIR) até ao final desta semana”.
Antes de Marrocos, Portugal procurou a ajuda de Espanha, mas essa solução “não se afigurou possível devido ao agravamento da situação dos incêndios rurais neste país”.
“De acordo com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), as avarias identificadas nas aeronaves requerem uma intervenção técnica, estando prevista a sua reintegração no dispositivo nacional até ao final desta semana”, refere o mesmo comunicado.
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Presidente da Câmara da Covilhã diz que Marcelo telefonou ao Governo a pedir mais meios aéreos
Vítor Pereira, presidente da Câmara Municipal da Covilhã, garante que o Presidente da República lhe ligou devido à gravidade do incêndio e pediu ao Governo mais meios aéreos.
“O secretário de Estado da Proteção Civil transmitiu que iria pedir todo o reforço para este incêndio, designadamente no que diz respeito a meios aéreos, e sei que o Presidente da República, preocupado como está sempre, telefonou-me e transmitiu que também ele tinha pedido ao secretário de Estado que, com meios aéreos, desse especial atenção a este incêndio”, disse Vítor Pereira em declarações ao Observador.
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Empresa que opera Canadair diz estar a trabalhar para repor rapidamente dois aviões
A Avincis, empresa responsável pelos aviões Canadair a operar em Portugal no combate aos incêndios, disse estar a trabalhar para trazer “o mais rapidamente possível” para Portugal duas aeronaves para substituição das que estão inoperacionais.
“Esta é uma situação sem precedentes e estamos a dar o nosso melhor para trazer duas aeronaves de substituição o mais rapidamente possível para Portugal, provenientes de uma das nossas outras bases na Europa. A nossa prioridade é a segurança da população e das comunidades locais na luta contra os incêndios que têm afetado o país nas últimas semanas”, adiantou a Avincis em resposta à Lusa.
A empresa não avançou, no entanto, datas concretas para a chegada das aeronaves a Portugal e não esclareceu desde quando nem quais as razões para os aviões pesados de combate a incêndios florestais estarem inoperacionais.
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Forte reativação em zona de pinhal e mato em Vila Real
O incêndio que lavra na serra do Alvão, em Vila Real, e que já estava em fase de resolução, sofreu pelas 17h30 uma forte reativação em zona de pinhal e mato de Outeiro, segundo a Proteção Civil.
Este fogo começou no sábado, dia 2, em Sirarelhos, concelho de Vila Real, serpenteou a serra do Alvão e entrou em fase de resolução por duas vezes, na quarta-feira e esta madrugada.
Pelas 17h30 de hoje voltou a sofrer uma forte reativação em zona de mato e pinhal de Outeiro.
De acordo com a página da Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), pelas 18h00 estavam ainda mobilizados para esta ocorrência 200 operacionais, apoiados por 99 viaturas e três meios aéreos.
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Fogo na Covilhã com uma frente ativa e 70% do perímetro consolidado
O incêndio que lavra desde a tarde de domingo em Sobral de São Miguel, no concelho da Covilhã, está com uma frente ativa e o restante perímetro consolidado em 70% da área, adiantou o comandante dos Bombeiros da Covilhã, Luís Marques.
Segundo o responsável, essa frente ativa arde em direção a Casal de Santa Teresinha, aldeia no concelho da Covilhã, mas adiantou que continua a não estar qualquer localidade em risco.
Luís Marques disse, em declarações à agência Lusa, que as chamas aumentaram agora de intensidade, devido ao aumento do vento, a maior preocupação nas próximas horas.
De acordo com o comandante dos Bombeiros da Covilhã, no distrito de Castelo Branco, as condições do terreno têm sido outro obstáculo.
“As condições do terreno são muito más. Temos declives muito acentuados, é um trabalho muito difícil, feito com maquinaria pesada. Depois, estas sucessivas alterações do rumo do vento também têm dificultado a colocação de meios e o domínio completo do incêndio”, salientou Luís Marques, em declarações à Lusa.
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Habitantes de Galegos atentos a reativações na serra do Alvão
Habitantes da aldeia de Galegos da Serra, Vila Real, estão hoje de vigilância, com baldes e giestas na mão, para ajudar a combater reativações do incêndio que há uma semana percorre o Alvão.
Depois de ter reativado no sábado e ter colocado várias aldeias em risco, o fogo entrou em fase de resolução esta madrugada e sofreu, durante a tarde, uma reativação na zona de Galegos da Serra.
No local esteve uma equipa da Unidade de Emergência Proteção e Socorro da (UEPS) da Guarda Nacional Republicana e um helicóptero, e permanecem bombeiros e dois aviões.
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PS acusa Governo de ter perdido semana e pede-lhe que seja pró-ativo
O Partido Socialista (PS) acusou hoje o Governo de ter perdido uma semana no combate aos incêndios, pedindo-lhe que seja “pró-ativo em vez de meramente reativo” e que siga as sugestões feitas pelo secretário-geral do partido, José Luís Carneiro.
Em declarações à agência Lusa, o deputado do PS, André Rijo, recordou que, na semana passada, José Luís Carneiro deixou três sugestões ao Governo perante os incêndios florestais que assolam o país: que reforçasse as medidas preventivas de fiscalização, incluindo com recurso à Força Aérea, que ativasse o Mecanismo Europeu de Proteção Civil para pré-posicionar meios aéreos e que mobilizasse mais equipas de bombeiros.
Frisou que, “por algum motivo”, o Governo “decidiu não acatar as sugestões que o PS apresentou” e “resolveu ignorá-las”, o que, avisou, “pode comprometer os meios no terreno”.
“Ou seja, neste momento parece-nos que o Governo está muito reativo, ao invés de antecipar, e era preferível que, nesta fase do combate, nós pudéssemos antecipar em vez de reagir”, defendeu.
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Duas frentes ativas em Trancoso. Proteção Civil espera ajuda de vento a partir das 20h00
Carlos Silva, da Proteção Civil, diz que ainda estão ativas duas frentes no incêndio de Trancoso, depois de uma “tarde de muito trabalho” e com uma “instabilidade muito grande”.
Com o “vento a soprar dos quatro quadrantes”, explica o responsável, “foi difícil porque [houve] muitas reativações e praticamente em todos os setores”.
“Com o reforço de meios aéreos e esforço dos recursos humanos em terra, com um aumento de operacionais, fomos conseguindo controlar todas as reativações”, acrescenta.
Ainda assim, há atualmente “duas frentes ativas, uma delas, junto à Aldeia Velha não inspira tanto cuidado, mas a que vem da povoação de Reboleiro em direção a Rio de Mel oferece mais preocupação”.
“Não temos acesso a meios terrestres, o trabalho tem de ser feito com material sapador, a ver se conseguimos entrar com máquinas de rasto. Estamos a tentar aproximar-nos mais para tentar começar a combater, seja com meios terrestres, seja com aéreos”, justifica o responsável da Proteção Civil.
Os bombeiros esperam ser ajudados com os ventos previstos a partir das 20h00.
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Quase 60.000 hectares de área ardida este ano e 15.000 hectares desde domingo
Os incêndios rurais já consumiram este ano quase 60.000 hectares e cerca de 15.000 hectares arderam desde domingo, segundo o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).
Dados provisórios do ICNF dão conta que, entre 1 de janeiro e hoje, deflagram 5.766 incêndios rurais que provocaram 59.597 hectares de área ardida, 50% dos quais em mato, 40% em povoamentos florestais e 10% em áreas agrícolas.
As estatísticas do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (SGIFR), da responsabilidade da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF), indicam que até sábado tinham ardido 44.829 hectares, o que significa que desde domingo e até ao início do dia de hoje foram consumidos pelas chamas 14.768 hectares.