Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu opor-se a uma ação militar proposta por Israel para atacar instalações nucleares no Irão. A decisão foi baseada na percepção de que o Irão demonstra abertura para negociar um acordo que limite o seu programa nuclear, evitando assim o desenvolvimento de armamento nuclear. Esta posição foi comunicada ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, numa reunião em Washington.
    • O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, não confirmou nem negou relatos de que os Estados Unidos tenham impedido um ataque israelita ao Irão. Num comunicado, reafirmou que Israel tem realizado várias ações para combater o programa nuclear iraniano e enfatizou que o Irão actualmente não possui armas nucleares graças a estas operações.
    • A situação humanitária na Faixa de Gaza continua a deteriorar-se, com ataques aéreos israelitas a causar numerosas baixas entre civis, incluindo mulheres e crianças. A escassez de suprimentos e a falta de garantias de segurança para trabalhadores humanitários agravam a crise, levando organizações internacionais a alertar para uma possível catástrofe humanitária sem precedentes na região.
    • O emir do Qatar, Xeque Tamim bin Hamad Al-Thani, numa reunião com o Presidente russo Vladimir Putin, afirmou que Israel não cumpriu os termos do acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza, mediado em Janeiro por várias entidades internacionais, incluindo o Qatar.

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  • Encerramos aqui o liveblog desta quinta-feira. Pode continuar a acompanhar todos os desenvolvimentos sobre as tensões no Médio Oriente e a ofensiva israelita na Faixa de Gaza neste novo artigo em direto.

    Ataque norte-americano contra instalações dos Houthis no Iémen matam 38 pessoas

  • "Libertem os reféns ou enfrentem o inferno", diz porta-voz norte-americano

    O porta-voz do Conselho de Segurança norte-americano, James Hewitt, reagiu aos comentários recentes do Hamas, que rejeitaram a proposta de cessar-fogo feita por Israel.

    “Os comentários do Hamas demonstram que não estão interessados na paz, mas em perpetuar a violência. Os termos apresentados pela administração Trump não mudaram: libertem os reféns ou enfrentem o inferno”, diz o representante da Casa Branca, citado pelo Times of Israel.

  • Pelo menos 32 pessoas morreram nos ataques israelitas desta quinta-feira

    Pelo menos 32 pessoas morreram durante os ataques israelitas na Faixa de Gaza nesta quinta-feira, de acordo com as fontes médicas palestinianas, citadas pela agência WAFa. Entre as vítimas, 23 foram mortas no norte de Gaza.

  • Protagonista de documentário que vai estrear em Cannes morre em ataque israelita em Gaza

    Fatma Hassona, uma fotojornalista de 25 anos baseada em Gaza, morreu na última quarta-feira num ataque israelita, junto com outros nove membros da sua família.

    A informação foi confirmada por uma associação de cineastas, a ACID, à revista Variety. Fatma Hassona é a protagonista do documentário Put Your Soul on Your Hand and Walk, que vai estrear em Cannes em maio.

    “O seu sorriso era mágico assim como a sua tenacidade: sendo testemunha e a fotografar em Gaza, a distribuir comida apesar das bombas, luto e fome. Ouvimos a sua história, alegrámo-nos com cada uma das vezes que a vimos viva e tivemos medo por ela”, diz a equipa da ACID, num comunicado.

  • Ministro da Segurança Interna de Israel diz que "Hamas não vai definir condições"

    Depois das declarações do líder da equipa de negociações do Hamas, o Ministro da Segurança interna de Israel publicou no X uma mensagem para o grupo palestiniano.

    “O Hamas não vai definir condições, vai render-se a elas! Não há acordo, nem cessar-fogo, nem ajuda — apenas continuaremos a lutar até os Nazi serem derrotados em Gaza. Aumentar a pressão, exercer todo o poder e força — até o Hamas implorar de joelhos. Até a vitória completa”.

  • Hamas diz que liberta todos os reféns com a condição de que a guerra chegue ao fim

    Um porta-voz do Hamas disse que o grupo palestiniano está pronto para trocar todos os reféns israelitas por um número acordado de prisioneiros palestinianos, se o acordo incluir o fim da guerra.

    Num discurso emitido na televisão e citado pela Aljazeera, Khalil al-Hayya disse que o grupo recusa um cessar-fogo temporário, mas está aberto a negociar um acordo que envolva a retirada das tropas israelitas de Gaza.

  • Protestos à porta da casa de Netanyahu

    Protestantes terão chegado sem aviso à porta da casa de Benjamin Netanyahu em Jerusalém, mas terão sido rapidamente dispersados pela polícia, diz o Haaretz. Terão atirado notas de dinheiro e cantado: ‘És o chefe, és o culpado’. Os manifestantes recordam o Qatargate e pedem pela criação de uma comissão de inquérido sobre o ataque de 7 de outubro.

  • Hamas está pronto para "começar negociações imediatamente", diz porta-voz

    O líder da equipa de negociação do Hamas, Khalil al-Hayya, diz que o grupo palestiniano “está pronto para começar as negociações imediatamente”, mas destaca que o acordo deve incluir uma libertação compreensiva de prisioneiros e reféns israelitas, publica o Haaretz.

  • Trump diz que "não tem pressa" em atacar o Irão

    Em resposta ao artigo do New York Times que diz que os EUA opuseram-se a uma ação militar de Israel contra o Irão, Trump afirmou “não ter pressa”. “Acho que o Irão tem a chance de ser um grande país”, disse, à margem do encontro com Giorgia Meloni nesta quinta-feira.

    “Esta é a minha primeira opinião. A minha segunda opinião é que eu acho que seria muito mau para o Irão, e acho que o Irão quer conversar. Não quero fazer nada que vá prejudicar ninguém. Mas o Irão não pode ter armas nucleares”, rematou.

  • Reino Unido rejeita mandado de prisão a Ministro dos Negócios Estrangeiros israelita

    O Ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, David Lammy, comunicou o ministro da mesma pasta em Israel, Gideon Sa’ar, de que a procuradoria geral britânica rejeitou o mandado de prisão pedido contra ele por um grupo pró-palestiniano, de acordo com o Haaretz.

    A Hind Rajab Foundation anunciou recentemente que havia feito uma queixa contra Gideon Sa’ar, à margem da visita do Ministro dos Negócios Estrangeiros israelita ao Reino Unido. Sa’ar já terá dito que não tem a intenção de tornar a vista mais curta por causa da queixa.

  • Ataques israelitas mataram 190 pessoas no Líbano desde cessar-fogo

    Pelo menos 190 pessoas foram mortas e 485 feridas em ataques israelitas ao Líbano desde o cessar-fogo entrado em vigor em novembro passado, após mais de um ano de conflito, indicou esta quinta-feira o Governo libanês.

    Desde o início da sua aplicação, a 27 de novembro de 2024, Israel violou os termos do cessar-fogo em 2.740 ocasiões, tendo as suas ações vitimado 190 pessoas em território libanês, declarou o ministro da Informação libanês, Paul Morcos, numa conferência de imprensa.

    O governante não forneceu pormenores sobre a identidade das vítimas mortais nem sobre a sua afiliação política, embora precisamente esta semana, o Alto-Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) tenha estimado em 73 o número de civis mortos no Líbano nos últimos cinco meses, pelo menos sete dos quais eram crianças.

  • Antigos soldados das IDF pedem acordo de libertação de reféns

    Antigos soldados das IDF, incluindo oficiais sênior, além de familiares de soldados mortos em combate juntaram-se ao grupo de israelitas que pede por um acordo de libertação de reféns, mesmo que signifique o fim da guerra em Gaza, avança o Times of Israel.

    A carta, assinada por 458 ex-membros da Brigada Golani apela para o regresso imediato dos reféns. Entre os signatários estão o antigo chefe dos serviços secretos das IDF, Uri Sagi, ou o antigo comandante central Ilan Biran.

  • Antigos soldados das IDF pedem acordo de libertação de reféns

    Antigos soldados das IDF, incluindo oficiais sênior, além de familiares de soldados mortos em combate juntaram-se ao grupo de israelitas que pede por um acordo de libertação de reféns, mesmo que signifique o fim da guerra em Gaza, avança o Times of Israel.

    A carta, assinada por 458 ex-membros da Brigada Golani apela para o regresso imediato dos reféns. Entre os signatários estão o antigo chefe dos serviços secretos das IDF, Uri Sagi, ou o antigo comandante central Ilan Biran.

  • Centenas marcham em Jerusalém por acordo de libertação de reféns

    De acordo com o Haaretz, centenas de israelitas marcham em Jerusalém em manifestação de apoio a um acordo de libertação de reféns. O protesto decorre perto do Knesset, o parlamento israelita.

  • 412 trabalhadores humanitários terão morrido em Gaza desde o início da guerra

    Um coletivo com 12 organizações não governamentais internacionais alerta para “a pior falha humanitária da nossa geração”. “Cada pessoa que vive em Gaza está a depender da ajuda humanitária para sobreviver. Esta linha de vida foi completamente cortada desde o bloqueio de todos os mantimentos, imposto pelas autoridades israelitas a 2 de março”, destacam os CEO’s de organizações como a Save the Children ou a Médecins du Monde, num comunicado conjunto partilhado nesta quinta-feira, 17 de abril.

    O comunicado destaca que 95% das organizações reduziram os seus trabalhos desde que Israel voltou a bombardear Gaza e 19 organizações terão carga à espera de entrada em Gaza, incluindo mais de 8 mil paletes. Desde o início da guerra, em outubro de 2023, 412 trabalhadores humanitários terão morrido.

    “Temos suprimentos prontos. Temos pessoal médico treinado. Temos o conhecimento. O que não temos é acesso — ou a garantia das autoridades israelitas que as nossas equipas vão poder fazer os seus trabalhos de forma segura”, apela o coletivo.

  • Netanyahu não nega (mas também não confirma) que EUA tenham impedido ataque ao Irão

    Algumas horas depois de o New York Times avançar que o presidente dos EUA impediu um ataque de Israel ao Irão (que devia acontecer em maio), o primeiro-ministro israelita reagiu ao artigo do jornal norte-americano.

    “O primeiro-ministro [Benjamin Netanyahu] liderou numerosas ações abertas e encobertas no conflito contra o programa nuclear iraniano”, lê-se no comunicado citado pelo Times of Israel.

    No documento também se acrescenta que é devido a essas operações que o Irão não possui, atualmente, um arsenal nuclear.

    “Israel não permitirá que o Irão possua uma arma nuclear”, lê-se também no comunicado.

  • "Chegámos a um acordo há meses, mas infelizmente Israel não o cumpriu", diz emir do Qatar a Putin

    O emir do Qatar, o Xeque Tamim bin Hamad Al-Thani, está em Moscovo e afirmou que Israel não respeitou o acordo de cessar-fogo de janeiro em Gaza. As declarações foram proferidas enquanto se encontrava com o Presidente russo Vladimir Putin.

    “Como sabem, chegámos a um acordo há meses, mas, infelizmente, Israel não o cumpriu”, afirmou o governante do Qatar, um dos principais mediadores do acordo, citado pelo Times of Israel.

    Putin disse ao emir que é importante para Moscovo discutir o conflito israelo-palestiniano e o futuro da Síria durante a visita.

  • World Press Photo. Fotografia do Ano retrata guerra de Gaza com menino palestiniano mutilado

    O prémio de Fotografia do Ano do concurso World Press Photo foi atribuído à imagem de um menino palestiniano de nove anos que perdeu ambos os braços durante um ataque israelita na Faixa de Gaza, anunciou esta quinta-feira a organização.

    A imagem vencedora, que retrata Mahmoud Ajjour, foi captada pela fotógrafa freelance Samar Abu Elouf, para o jornal norte-americano The New York Times, vivendo atualmente no mesmo complexo de apartamentos de Doha, no Qatar, onde se encontra o menino, em tratamento.

    epa12036327 A handout photo made available by the World Press Photo Foundation shows the 2025 World Press Photo of the Year winning image by Samar Abu Elouf for The New York Times depicting Mahmoud Ajjour (9), who was injured during an Israeli attack on Gaza City in March 2024, finds refuge and medical help in Qatar. Doha, Qatar, 28 June 2024 (reissued 17 April 2025). The 2025 World Press Photo Winners were announced by the World Press Photo Foundation on 17 April 2025.  EPA/SAMAR ABU ELOUF / WORLD PRESS PHOTO FOUND / HANDOUT MANDATORY CREDIT: SAMAR ABU ELOUF FOR NEW YORK TIMES/WORLD PRESS PHOTO FOUNDATION -- NO COVERS -- NO CROPPING, RESIZING, MANIPULATING -- NO SOCIAL MEDIA USAGEHANDOUT EDITORIAL USE ONLY/NO SALES

    Natural da Faixa de Gaza, de onde foi evacuada em dezembro de 2023, a fotógrafa estabeleceu laços com as famílias locais e documentou alguns dos poucos feridos graves que conseguiram sair do território para receber tratamento.

    Mahmoud Ajjour perdeu os braços quando a sua família fugia de um ataque israelita, em março de 2024: “Mahmoud voltou-se para trás para incitar os outros a avançar. Uma explosão cortou-lhe um dos braços e mutilou o outro.

    A família foi retirada para o Qatar onde, após tratamento médico, Mahmoud está a aprender a usar os pés para jogar jogos no telemóvel, escrever e abrir portas”, indica ainda a organização, na página ‘online’, sobre o calvário da criança palestiniana e os esforços para a sua recuperação.

  • EUA reunidos com Macron para discutir acordo nuclear com Irão e cessar-fogo em Gaza

    O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o enviado de Trump para o Médio Oriente, Steve Witkoff, estão agora reunidos com o Presidente francês, Emmanuel Macron.

    O encontro está a decorrer em Paris, onde se espera que seja discutido um possível acordo nuclear com o Irão (que impeça a criação de armamento nuclear) e também um acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza, segundo o Haaretz.

    É também esperado que se discuta o acordo de cessar-fogo na Ucrânia.

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