Momentos-chave
- O que aconteceu até agora:
- Informações israelitas passadas aos EUA indicam que Hamas tem acesso a mais corpos de reféns do que alega
- IDF já recebeu os dois corpos que o Hamas tinha entregue à Cruz Vermelha
- Israel identifica quarto corpo entregue ontem como homem palestiniano — e contraria versão do Hamas
- Hamas já entregou dois caixões à Cruz Vermelha, diz Exército israelita
- Trump afirma que se Hamas recusar desarmar-se "Israel vai regressar às ruas [de Gaza] assim que disser"
- Hamas diz que esta noite completa a entrega de "todos os corpos a que consegue aceder"
- Hamas confirma transferência de corpos de reféns às 20h
- "A política de execução é inequívoca: qualquer violação é uma resposta imediata", declara ministro israelita
- Israel prepara-se para receber corpos de mais reféns esta noite
- Famílias de Gaza regressam a ruínas, com 90% das casas danificadas ou destruídas
- Nove mortos e 35 feridos no último dia em Gaza
- Israel devolve mais 45 corpos de palestinianos a Gaza
- Passagem de Rafah deve reabrir na quinta-feira e será supervisionada por missão da UE
- Camiões de ajuda humanitária chegam a Gaza enquanto Israel retoma preparativos para abrir a passagem de Rafah
- Hamas afirma que quarto corpo entregue a Israel é de um soldado das IDF
- Fonte israelita diz que passagem de Rafah não vai abrir hoje
- Dois palestinianos mortos pelas IDF na cidade de Gaza
- Primeiros camiões com ajuda humanitária entraram na passagem de Rafah esta manhã
- Governo de Gaza apela a Israel para que abra todas as passagens
- Israel limita o número de camiões de ajuda humanitária permitidos em Gaza
- IDF diz que militares "não descansarão" até que todos os reféns voltem a casa
- IDF abrem fogo em vários pontos de Gaza apesar de cessar-fogo
- Hamas diz estar a cumprir o acordo depois de devolver corpo que será de cidadão palestiniano
- Um dos reféns entregues pelo Hamas foi morto em bombardeamentos israelitas
- Morte de comandantes do Hamas durante a guerra dificulta localização dos corpos dos reféns
- "O inferno vai se instalar" se o Hamas se recusar a depor as armas, alerta Netanyahu
- Corpo de refém libertado pelo Hamas afinal é palestiniano
- Israel vai reabrir passagem de Rafah
Histórico de atualizações
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O que aconteceu até agora:
- O Hamas anunciou que só conseguiu entregar os corpos de nove dos 28 reféns que morreram em cativeiro, alegando que esforços significativos e equipamento especial são necessários para encontrar e recuperar os restantes corpos sob os escombros em Gaza. As Brigadas Qassam afirmaram que o processo se revelou um desafio devido à morte de comandantes que enterraram vários dos corpos.
- Israel e o Hamas têm trocado críticas quanto à implementação do plano de paz mediado pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Israel Katz, o ministro da Defesa de Israel, destacou que se o Hamas não respeitar o acordo, que inclui a devolução de todos os reféns mortos e o desarmamento do grupo, Israel está preparado para voltar a combater e atingir a derrota completa do Hamas.
- Israel retomou os preparativos para a reabertura da passagem de Rafah para a entrada de 600 camiões com ajuda humanitária, após o Hamas ter devolvido alguns corpos de reféns. No entanto, apenas um número limitado de camiões estaria autorizado a entrar, enquanto o Hamas enfrenta acusações de violação do acordo pela retenção dos corpos de 20 reféns.
- A meio ao cessar-fogo entre Israel e o Hamas, foram registados novos confrontos e mortes de civis palestinianos. As Forças de Defesa de Israel efetuaram disparos em locais no norte de Gaza, resultando em várias mortes, o que o porta-voz do Hamas classificou como uma violação do cessar-fogo, apelando à intervenção dos mediadores.
[Apesar da euforia em torno de Freitas, Soares recupera. O debate com Zenha será decisivo. Quando acabar, nunca mais serão amigos. A “Eleição Mais Louca de Sempre” é o novo Podcast Plus do Observador sobre as Presidenciais de 1986. Uma série narrada pelo ator Gonçalo Waddington, com banda sonora original de Samuel Úria. Pode ouvir aqui, no Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir o primeiro episódio aqui e o segundo aqui]
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Bom dia,
A nossa cobertura do conflito israelo-palestiniano de quarta-feira fica por aqui, mas pode continuar a acompanhar os mais recentes desenvolvimentos deste tema neste novo liveblog.
EUA procuram palestinianos para criar Governo tecnocrático de transição em Gaza
Obrigado.
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Informações israelitas passadas aos EUA indicam que Hamas tem acesso a mais corpos de reféns do que alega
Segundo novas informações obtidas pelos serviços secretos israelitas e obtidas pela Axios, o Hamas terá acesso a mais corpos de reféns do que alega. Estas informações, lê-se, foram passadas aos Estados Unidos.
“Não vemos o Hamas a fazer o máximo esforço em relação aos corpos. Sabemos que eles podem fazer mais e não achamos que ninguém deva dar-lhes qualquer desconto”, indicou um representante sénior de Israel ao órgão.
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Trump diz que o Hamas está "a escavar" e a procurar os corpos dos reféns debaixo de escombros e nos túneis
O Presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o Hamas está à “a escavar” para tentar encontrar os corpos dos reféns israelitas em Gaza.
“Há áreas onde estão a escavar e a encontrar muitos corpos. Depois, têm de separar os corpos”, contou o líder, considerando ser “um processo horrível.
“Alguns desses corpos estão lá há muito tempo. E alguns deles estão sob os escombros. Eles têm de remover os escombros.
Mas há sepulturas que estão em túneis que estão bem no fundo da terra. E os túneis têm cerca de um metro”, acrescentou, sublinhando que é “uma atrocidade horrível”..@POTUS on getting the dead hostages back: "They returned some more today. It’s a gruesome process. I almost hate to talk about it, but they’re digging… some died in tunnels that are way down under the earth… It’s a horrible atrocity." pic.twitter.com/55FknQzW0o
— Rapid Response 47 (@RapidResponse47) October 15, 2025
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Antigo refém Bar Kupershtein publica primeiro vídeo depois da libertação
O antigo refém israelita retido pelo Hamas, Bar Kupershtein, publicou o primeiro vídeo nas redes sociais após ser libertado esta semana, na sequência no acordo atingido pela mediação norte-americana.
“Passei por um período bastante difícil, para dizer o mínimo, e precisei de algum tempo para me adaptar, mas o que importa é que estou aqui com a minha família, os meus amigos e entes queridos. Obrigado a todos que rezaram, apoiaram e nunca desistiram”, disse.
בר קופרשטיין במסר ראשון pic.twitter.com/OC1T9fGBMh
— Itsik Zuarets איציק זוארץ (@Itsik_zuarets) October 15, 2025
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IDF já recebeu os dois corpos que o Hamas tinha entregue à Cruz Vermelha
As IDF confirmaram a receção de mais dois caixões alegadamente contendo mais dois reféns. Os caixões foram entregues pela Cruz Vermelha, depois de serem recolhidos na cidade de Gaza.
“Os dois caixões dos reféns mortos, acompanhados por forças do Exército de Defesa de Israel, cruzaram há pouco a fronteira com Israel e estão a caminho do Centro Nacional de Medicina Legal, onde será realizado o processo de identificação”, lê-se numa publicação da rede social X das forças.
שני ארונות החטופים החללים המלווים בידי כוח צה"ל חצו לפני זמן קצר את הגבול לשטח מדינת ישראל ועושים דרכם למרכז הלאומי לרפואה משפטית, שם יבוצע הליך זיהוי.
נציגי צה"ל מלווים את בני המשפחות.
צה"ל מבקש לנהוג ברגישות ולהמתין לזיהוי הרשמי שיינתן תחילה למשפחות החטופים החללים
— צבא ההגנה לישראל (@idfonline) October 15, 2025
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"Alcançar a derrota completa". Katz diz que Israel volta a combater caso o Hamas não implemente o acordo de Trump
O ministro da Defesa, Israel Katz, pediu às IDF para prepararem “um plano para a derrota completa do Hamas em Gaza” caso o movimento “recuse-se a implementar o plano” de Donald Trump e os combates voltem ao enclave.
A informação foi avançada num comunicado do ministro depois de um encontro com generais e líderes das forças israelitas, incluindo o chefe de Estado-Maior, Eyal Zamir.
“De acordo com o plano de Trump, o Hamas deve devolver todos os reféns mortos que tem em seu poder e desarmar-se, enquanto Israel, juntamente com a força internacional liderada pelos EUA, agirá para destruir todos os túneis e infraestruturas terroristas em Gaza, a fim de garantir que Gaza seja desmilitarizada [e não represente] qualquer ameaça ao Estado de Israel”, lê-se na declaração, citada pelo Times of Israel.
“Se o Hamas se recusar a implementar o acordo, Israel, em coordenação com os EUA, voltará a combater e agirá para alcançar a derrota completa do Hamas, mudar a realidade em Gaza e atingir todos os objetivos da guerra», acrescenta o gabinete de Katz”, indica ainda.
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Israel identifica quarto corpo entregue ontem como homem palestiniano — e contraria versão do Hamas
O quarto corpo entregue pelo Hamas a Israel ontem foi identificado pelas autoridades israelitas como um homem palestiniano, residente em Gaza, acusado pelo Hamas de colaborar com o Exército israelita, escreve o jornal Haaretz.
A versão contraria as declarações do Hamas, que disse que o corpo se tratava de um soldado israelita que tinha sido raptado e morto na Faixa de Gaza durante uma operação militar do grupo palestiniano em maio de 2024.
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Hamas já entregou dois caixões à Cruz Vermelha, diz Exército israelita
O Exército israelita relata que foi informado pela Cruz Vermelha de que a organização já recebeu do Hamas dois caixões com os corpos de reféns israelitas que morreram na Faixa de Gaza. A Cruz Vermelha segue agora ao encontro das forças israelitas estacionadas na Faixa de Gaza para devolver os corpos.
“O Hamas é obrigado a cumprir o acordo e a fazer os esforços necessários para devolver os raptados”, remata o Exército em comunicado.
על פי המידע שנמסר מהצלב האדום שני ארונות של חטופים חללים, הועברו לידיו והם עושים את דרכם אל עבר כוח צה"ל ושב"כ בשטח הרצועה.
חמאס נדרש לעמוד בהסכם ולבצע את המאמצים הנדרשים כדי להחזיר את החטופים
— צבא ההגנה לישראל (@idfonline) October 15, 2025
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Manifestantes pró-Palestina atiram tochas contra consulado israelita em Barcelona
Várias estradas continuam bloqueadas no centro de Barcelona, devido às manifestações pró-Palestina que se fazem sentir na cidade da Catalunha. Os organizadores estimam que estejam a participar nos protestos cerca de 50 mil pessoas — as autoridades esperavam a participação de cerca de 15 mil, adianta o La Vanguardia.
O protesto terminou em frente ao consulado israelita, onde alguns dos manifestantes atiraram tochas contra o edifício. Os Mossos d’Esquadra voltaram a intervir com uma carga policial e atirando gás lacrimogéneo contra as pessoas que lançaram os objetos pirotécnicos.
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Trump afirma que se Hamas recusar desarmar-se "Israel vai regressar às ruas [de Gaza] assim que disser"
Donald Trump pronunciou-se hoje sobre os confrontos na Faixa de Gaza entre o Hamas e outros grupos armados, que já fizeram vítimas mortais, dizendo que isto será “resolvido rapidamente”. O Presidente dos Estados Unidos disse, em entrevista à CNN, que o grupo palestiniano “está a limpar estes gangues violentos”, algo que já tinha dito que está a acontecer com a sua permissão.
Questionado sobre os relatos que o Hamas também terá executado civis no âmbito deste combate, o líder norte-americano respondeu que “está a investigar sobre isso e que vai descobrir [detalhes]”, mas deu a entender que as vítimas do Hamas se podiam tratar de pessoas com ligações a esses “gangues”.
Trump considerou ainda que a prioridade era retirar da Faixa de Gaza os 20 reféns israelitas que ainda estavam vivos, um objetivo que já foi cumprido. Agora, reconheceu que é necessário olhar para as desmilitarização do Hamas, mas declarou que “ainda está a pensar sobre o assunto”. “Israel pode regressar àquelas ruas assim que eu disser. Se Israel puder entrar [em Gaza] e dar-lhes uma tareia, eles fariam isso”, ameaçou o Presidente. Ainda assim, destacou a sua capacidade de “controlar” os israelitas. “Eu tive de os controlar. Discuti com o Bibi”, declarou, referindo-se a Benjamin Netanyahu.
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Hamas diz que esta noite completa a entrega de "todos os corpos a que consegue aceder"
Os dois corpos de reféns israelitas que o Hamas vai entregar à Cruz Vermelha na próxima hora são os últimos a que consegue aceder, detalhou o braço armado do grupo palestiniano em comunicado, citado pela Al Jazeera. Com esta última entrega, o Hamas terá entregado a Israel nove reféns que morreram em cativeiro — de um total de 28.
“A resistência cumpriu o que foi acordado e entregou todos os prisioneiros vivos e os corpos a que consegue aceder. Quanto aos restantes corpos, eles requerem esforços significativos e equipamento especial para os procurar e recuperar, e estamos a fazer um grande esforço para fechar este capítulo”, detalharam as Brigadas Qassam.
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Destino incerto das 51 embarcações das flotilhas intercetadas por Israel
Israel intercetou no início do mês as flotilhas humanitárias Global Sumud e da Liberdade, que pretendiam romper o bloqueio israelita e chegar a Gaza, deteve 623 tripulantes internacionais, entretanto deportados, e apreendeu 51 embarcações, cujo destino continua incerto.
As embarcações ficam geralmente num porto israelita, provavelmente em Asdod, para onde foram levadas depois de terem sido intercetadas uma a uma pelo Exército israelita em águas internacionais, à exceção da “Mikeno”, que conseguiu entrar em águas próximas da Faixa de Gaza antes de ser retida.
Espera-se que Israel inicie em breve ações legais para conseguir a respetiva apreensão e para que mudem a bandeira para a israelita, uma vez que as autoridades já haviam anunciado essa intenção antes de intercetar os barcos.
“O que aconteceu no passado, e isto é o que está a acontecer também com os barcos ‘Handala’ e ‘Madleen’, é que os navios são levados para Asdod e as agências israelitas iniciam os processos legais para os apreender, confiscá-los e, geralmente, vendê-los após a decisão judicial”, explicou à agência espanhola EFE a advogada da Adalah (a equipa jurídica das flotilhas), Suhad Bishara, que acrescentou que, até ao momento, não consta que tenha começado qualquer processo legal nesse sentido.
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Corpos de palestinianos devolvidos por Israel tinham "sinais de tortura e execuções", afirma funcionário hospitalar
Os corpos dos 45 palestinianos mortos durante a guerra que foram hoje entregues por Israel à Cruz Vermelha chegaram à Faixa de Gaza ainda com as mãos e os pés algemados e alguns com cordas à volta do pescoço. Muitos dos corpos tinham ainda sinais de abusos físicos, relatou uma das pessoas responsáveis por receber os corpos no Hospital Nasser, em Khan Younis.
“Havia sinais de tortura e de execuções”, detalhou Sameh Hamad à Al Jazeera, que acrescentou que Israel só indicou a identidade de três dos 45 corpos entregues, pelo que as famílias e as equipas forenses ainda estão a proceder à sua identificação.
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Mariana Mortágua condena violência do Hamas na Faixa de Gaza
A coordenadora do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, condenou hoje os relatos de violência perpetrados pelo Hamas na Faixa de Gaza e defendeu que a Palestina só pode ser um Estado livre sem o movimento islamita.
“Essa é uma decisão que cabe aos palestinianos e não a mim, se a escolha fosse minha, não, mas os países são aquilo que lhes permitem ser e acho que idealmente eu só posso condenar execuções em praça pública como aquelas que tivemos notícia, isso é muito claro”, afirmou Mariana Mortágua quando questionada sobre se o grupo islamita pode fazer parte do futuro da Palestina.
“Não há justiça pelas próprias mãos, seja pelo Hamas, seja por Israel”, continuou à margem de uma conversa a decorrer em Lisboa, com os ativistas portugueses Miguel Duarte e Sofia Aparício que seguiam na Flotilha Global Sumud.
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Hamas confirma transferência de corpos de reféns às 20h
Depois de os meios de comunicação israelitas terem avançado que Israel se preparava para receber os corpos de mais reféns que morreram em cativeiro esta noite, o Hamas confirmou a informação. O grupo palestiniano declarou que irá entregar os corpos de duas pessoas às 22h locais (20h em Portugal Continental), escreve o Haaretz.
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Carta com mais de 100 assinaturas pede esclarecimentos sobre passagem pela Base das Lajes de aviões com destino a Israel
Mais de 100 pessoas pedem esclarecimentos sobre o alegado uso da Base das Lajes, nos Açores, para transporte de armamento e escala de aeronaves militares norte-americanas com destino a Israel, numa carta dirigida a responsáveis políticos e militares.
“Esta carta pretende mostrar que um conjunto de pessoas açorianas não desejam ver a sua região servir, ainda que involuntariamente, de instrumento em ações que possam agravar crises humanitárias ou violar compromissos internacionais de paz e direitos humanos”, lê-se na missiva, enviada a responsáveis políticos e militares, da região e do país, que conta com 131 assinaturas.
Os signatários alertam para a “crise humanitária de grande dimensão” a que está sujeito o povo palestiniano, e defendem que, mesmo depois de ter sido comunicado um cessar-fogo em Gaza, o envolvimento indireto de Portugal em operações de transporte de aeronaves ou armamento para Israel deve ser “objeto de total transparência e escrutínio público”.
A carta, assinada por 131 pessoas, foi dirigida ao presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, ao presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, Luís Garcia, ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, e ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel.
Foi também dirigida ao comandante da Base Aérea número 4, coronel João Ricardo Campos da Silva, ao Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, general João Cartaxo Alves, e ao Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, general José Nunes da Fonseca.
Entre os signatários, há residentes em quase todas as ilhas dos Açores, e em várias partes do continente.
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Barcelona. Confrontos entre manifestantes pró-Palestina e polícia marcam últimas horas de dia de greve geral em Espanha
A polícia da Catalunha, os Mossos d’Esquadra, atirou gás lacrimogéneo e deteve alguns manifestantes que estavam a atirar pedras contra um Burger King em Barcelona, relata o jornal La Vanguardia. Os incidentes aconteceram durante um protesto pró-Palestina na cidade, num dia em que tinha sido convocada uma greve geral em todo o país.
Durante a tarde, as autoridades já tinham disparado gás lacrimogéneo contra manifestantes que protestavam contra a presença de uma equipa de basquetebol israelita, o Hapoel Jerusalém, na cidade.
As ações dos Mossos d’Esquadra foram criticadas por vários dos sindicatos que convocaram a greve e que a classificaram como “um sucesso” — a paralisação fez-se sentir particularmente nos setores dos transportes e da educação.
Aquesta tarda agents de Mossos han utilitzat gas pebre contra manifestants asseguts en la protesta contra el genocidi i el apartheid a Palestina.
L'ús de gas pebre és perillós i aquest tipus d'usos restringeix de manera clara el dret de protesta @interiorcat pic.twitter.com/5fRz2ObfY1
— Andres García Berrio (@Andres_gberrio) October 15, 2025
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Partido de Netanyahu deverá realizar eleições internas no próximo mês
O Likud, o partido do primeiro-ministro israelita, deverá realizar eleições internas no dia 25 de novembro, segundo relatos de vários meios de comunicação israelitas, citados pelo Times of Israel. O Comité Central do Partido deverá reunir-se na próxima semana para aprovar a data das eleições em que Benjamin Netanyahu deverá ser o único candidato pela liderança do Likud. As eleições internas têm como objetivo consolidar a liderança de Netanyahu, a caminho das eleições legislativas do próximo ano. A recente assinatura do acordo de cessar-fogo é interpretada como uma oportunidade para reforçar a votação no partido.
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Itália está já a trabalhar em estratégia de reconstrução em Gaza, diz Governo
Itália está já a desenvolver uma estratégia para gerir emergências e contribuir para a reconstrução da Faixa de Gaza, anunciou hoje o Governo italiano, adiantando que um dos projetos previstos é a construção de uma universidade.
“Após a assinatura do acordo de paz no Médio Oriente, Itália iniciou prontamente uma ação coordenada para desenvolver uma estratégia eficaz para gerir emergências e reconstruir a Faixa de Gaza”, anunciou, na sua página oficial na Internet, o gabinete da primeira-ministra, Giorgia Meloni, no final de uma “reunião operacional” sobre a reconstrução de Gaza.
No fim da reunião, que juntou no Palácio Chigi, sede do Governo italiano, em Roma, “os ministérios competentes e os atores institucionais envolvidos no processo”, com o objetivo de promover uma ação conjunta e otimizar os esforços para alcançar resultados concretos em setores como saúde, educação, agricultura e segurança, o gabinete de Meloni explicou que “o objetivo é identificar as intervenções mais urgentes e viáveis a curto prazo, com especial atenção ao apoio humanitário e à saúde”.
Ao mesmo tempo, prosseguiu o Governo italiano, está a ser já desenvolvido “um plano abrangente e sinérgico entre todas as instituições e partes interessadas”, tendo o Ministério da Educação e Universidades revelado após a reunião que tem planos para construir uma universidade no enclave palestiniano.