Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que a Rússia, sob a liderança de Vladimir Putin, não está a preparar-se para um cessar-fogo ou para o fim do conflito na Ucrânia. Zelensky alertou que Putin está a redistribuir tropas e a planear novas operações ofensivas no território ucraniano. Este cenário desmente qualquer compromisso por parte de Moscovo para uma situação pós-guerra e mantém a pressão sobre a Ucrânia.
    • Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia demonstraram apoio às medidas dos Estados Unidos que visam alcançar uma paz justa, enquanto trabalham em aumentos de sanções contra a Rússia e em apoio adicional à Ucrânia. Num encontro iminente entre Donald Trump e Vladimir Putin no Alasca, é expectável que o tema da paz na Ucrânia seja abordado, com Trump a querer pressionar Putin para pôr fim ao conflito.
    • Marcos Artur Klevansky, secretário geral da NATO, destacou a importância do encontro entre Donald Trump e Vladimir Putin como uma oportunidade crucial para testar a seriedade do presidente russo em encerrar a guerra na Ucrânia. Adicionalmente, enfatizou a necessidade de incluir a Ucrânia em qualquer negociação de paz, pois a sua participação é essencial para garantir a legitimidade e a eficácia de qualquer solução proposta.
    • Através de uma cimeira virtual de emergência, líderes europeus, incluindo o chanceler alemão, Friedrich Merz, e o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vão reunir-se na quarta-feira, antes do encontro de Trump com Putin, para discutir questões críticas como a pressão sobre a Rússia e as garantias de segurança para a Ucrânia. Esta reunião virtual também incluirá Volodymyr Zelensky, reforçando a importância da sua presença nas discussões sobre a paz.

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    Continue a acompanhar toda a atualidade sobre a guerra na Ucrânia neste novo liveblog, que agora abrimos.

    EUA dizem que Zelensky não participa na reunião do Alasca porque encontro foi “um pedido de Putin”

  • "Putin não se está a preparar para um cessar-fogo ou para o fim da guerra", diz Zelensky

    O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou, no seu discurso diário, que Vladimir Putin está determinado em lançar novas operações militares em território ucraniano e que não pretende acabar com a guerra.

    “Definitivamente, Putin não se está a preparar para um cessar-fogo ou para o fim da guerra. Putin está determinado apenas a apresentar uma reunião com os Estados Unidos como uma vitória pessoal e, em seguida, continuar a agir exatamente como antes, aplicando a mesma pressão sobre a Ucrânia”, sublinhou o líder ucraniano.

    “Não há qualquer indício de que os russos tenham recebido sinais para se prepararem para uma situação pós-guerra. Pelo contrário, estão a redistribuir as suas tropas e forças de forma a sugerir preparativos para novas operações ofensivas”, sublinhou Zelensky.

  • Kaja Kallas afirma que aliados estão a trabalhar em "mais sanções contra a Rússia e mais apoio militar para a Ucrânia"

    Kaja Kallas, chefe da diplomacia europeia, escreveu esta segunda-feira na rede social X que os meios para acabar com o conflito ucraniano são “a unidade transatlântica, o apoio à Ucrânia e a pressão sobre a Rússia”, impedindo, assim, “uma futura agressão russa na Europa”.

    “Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia expressaram hoje apoio às medidas dos Estados Unidos que levarão a uma paz justa”, sublinhou Kallas, acrescentando que está a trabalhar “em mais sanções contra a Rússia, mais apoio militar para a Ucrânia e mais apoio às necessidades orçamentárias e ao processo de adesão da Ucrânia à UE”.

  • Zelensky diz que Putin está a pensar em "mover tropas" para "lançar novas operações ofensivas"

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou esta segunda-feira que a Rússia não se está a preparar para o final do conflito, relata a Sky News.

    De acordo com Zelensky, que cita fontes das secretas ucranianas, Putin estará mesmo a pensar em “mover tropas e forças” com o objetivo de “lançar novas operações ofensivas”.

  • Após reunir com Zelensky, primeiro-ministro da Índia diz que defende o fim "pacífico e rápido" da guerra na Ucrânia

    O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, declarou-se a favor de um fim pacífico da guerra na Ucrânia após ter conversado por telefone com o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky.

    “Comuniquei a posição constante da Índia sobre a necessidade de uma resolução rápida e pacífica do conflito”, disse Modi numa publicação na rede social X, após falar com Zelensky. “A Índia continua determinada a prestar toda a ajuda possível a este respeito, bem como a reforçar ainda mais as suas relações bilaterais com a Ucrânia”, acrescentou.

    A Índia mantém relações de longa data com a Rússia, tendo evitado condenar a invasão à Ucrânia e oferecendo-se, inclusive, como intermediário para tentar alcançar a paz.

  • Trump diz que Zelensky até poderia participar na reunião de sexta-feira com Putin, mas "não faz parte das conversas"

    O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou esta segunda-feira que o seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, até se poderia juntar ao encontro com Vladimir Putin esta sexta-feira. No entanto, para o líder norte-americano, Zelensky “já participou em muitas reuniões” e “não faz parte [destas] conversas”.

    “Ele não fez parte das conversas. Eu diria que ele poderia ir, mas ele já participou em muitas reuniões. Sabem, ele está lá há três anos e meio. Nada aconteceu”, disse Trump durante uma conferência de imprensa, citado pela Sky News.

    O líder da Casa Branca acrescentou, ainda, que uma reunião entre Putin e Zelensky é necessária. “No final de contas, vou colocar os dois numa sala. Estarei lá, ou não estarei, e acho que isto se vai resolver”, disse.

    Sobre a reunião com o líder russo marcada para sexta-feira no Alasca, Trump garantiu que vai pedir a Putin para acabar com o conflito, uma vez que deseja um cessar-fogo na Ucrânia.

  • Parlamento Europeu rejeita solução para conflito sem envolvimento de Kiev

    Os eurodeputados da Comissão de Negócios Estrangeiros do Parlamento Europeu (PE) rejeitaram hoje uma hipotética resolução para a guerra na Ucrânia que exclua o país invadido das negociações entre os presidentes norte-americano e russo.

    Em comunicado, os membros desta comissão consideraram que “nenhuma paz pode ser negociada sem a participação total da liderança democraticamente eleita da Ucrânia e apoiada pela população”.

    Os eurodeputados saudaram os esforços para encontrar uma paz para o conflito que dura há mais de três anos, mas advertiram que “qualquer decisão que coarte as aspirações legítimas e a vontade da Ucrânia, não é justa ou viável”.

    “Qualquer acordo com os termos ditados pela Rússia só vai recompensá-la pela guerra de agressão contra a Ucrânia e colocaria em grande perigo a segurança europeia”, advogaram.

    Neste contexto, os eurodeputados juntaram-se aos apelos para que o governo ucraniano seja envolvido na reunião prevista para sexta-feira entre Donald Trump e Vladimir Putin, no Alasca, e que seja respeitada a independência, soberania e integridade territorial da Ucrânia.

  • Zelensky e primeiro-ministro da Índia planeiam encontrar-se em setembro

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou esta segunda-feira que se reuniu virtualmente com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e que pretendem encontrar-se em setembro.

    Numa publicação na rede social X, Zelensky disse que teve uma “longa conversa” com Modi e que “é importante que a Índia apoie os esforços de paz e partilhe a posição de que tudo relacionado com a Ucrânia deve ser decidido com a participação ucraniana”.

    “Concordámos em marcar uma reunião pessoal em setembro, durante a Assembleia Geral da ONU, e trabalhar numa troca de visitas”, escreveu, ainda, o líder ucraniano.

    Para Zelensky, “é necessário limitar a exportação de energia russa, especialmente petróleo, para reduzir o potencial e a capacidade de financiar a continuação desta guerra”.

  • Chanceler alemão organiza cimeira virtual de emergência dos líderes com Trump e Zelensky para quarta-feira

    Friedrich Merz está a organizar uma cimeira virtual de emergência para quarta-feira que inclua os líderes europeus, o Presidente dos Estados Unidos e Volodymyr Zelensky, antes do encontro entre Donald Trump e Vladimir Putin, no Alasca, agendado para sexta-feira, informa o site Politico.

    O chanceler alemão, segundo as informações transmitidas por um porta-voz, vai centrar o debate na pressão sobre a Rússia, nas questões dos territórios ucranianos ocupados — e que Kiev já rejeitou ceder a Moscovo —, além de futuras garantias de segurança para a Ucrânia. Foi igualmente defendido o estabelecimento de um cessar-fogo antes da realização de negociações formais para a paz.

    As reuniões virtuais devem começar às 14h00 de quarta-feira e durar cerca de uma hora, envolvendo ainda os líderes de Reino Unido, França, Itália, Polónia e Finlândia. Também devem participar na reunião virtual os presidentes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu, bem como Zelensky e o secretário-geral da NATO, Mark Rutte. Depois, a partir das 15h00, está prevista uma discussão entre os líderes europeus, o Presidente da Ucrânia, Trump e o seu vice-presidente, J.D. Vance.

  • Ataque russo com drones FPV causa cinco feridos na região de Nikopol

    Um ataque russo com drones FPV na região de Nikopol causou hoje cinco feridos, adiantou no Telegram o chefe da Administração Militar Regional de Dnipropetrovsk, Serhii Lysak.

    “Desde a manhã, cinco pessoas ficaram feridas no distrito de Nikopol devido a ataques com drones FPV”, referiu o responsável, citado pela Ukrinform. Em Nikopol ficaram feridas duas mulheres, de 60 e 64 anos, e um homem, de 66 anos, enquanto na comunidade de Marganets outros dois homens ficaram feridos e tiveram de ser transportados para o hospital. Um destes feridos encontra-se em estado grave.

  • O que se passou até agora:

    • Mark Rutte, Secretário-Geral da NATO, sublinhou a importância do encontro iminente entre Donald Trump, Presidente dos EUA, e Vladimir Putin, Presidente da Rússia, no Alasca. Este encontro será crucial para testar a seriedade do líder russo em encerrar a guerra na Ucrânia. Rutte salientou ainda que, apesar da relevância da reunião, a Ucrânia deve estar diretamente envolvida em qualquer solução de paz.
    • Volodymyr Zelensky, Presidente da Ucrânia, reiterou a necessidade de uma pressão global mais forte sobre a Rússia, após ataques com mais de 1.400 drones russos numa semana contra território ucraniano. Zelensky descartou categoricamente quaisquer concessões territoriais russas nas negociações de paz, argumentando que a verdadeira paz só pode ser alcançada através de uma estratégia de forte defesa.
    • Ataques com drones entre a Ucrânia e a Rússia continuam a intensificar-se, com a Ucrânia a abater 59 dos 71 drones russos lançados na última noite, enquanto a Rússia relatou ataques ucranianos que resultaram em mortes na região de Moscovo e Nizhny Novgorod. Ambos os países registaram perdas e danos significativos devido a estas operações.
    • Donald Tusk, primeiro-ministro da Polónia, expressou a sua opinião sobre a resistência da Ucrânia em aceitar reivindicações unilaterais russas, mas defendeu que a integridade territorial da Ucrânia deve ser mantida. Tusk sublinhou que o Ocidente não permitirá que a Rússia obtenha qualquer beneficio territorial resultante da invasão de 2022.

  • Sistemas de defesa aérea russa abateram sete drones ucranianos que se dirigiam para Moscovo

    Numa publicação no Telegram, citada pela Reuters, o presidente da câmara de Moscovo, Sergei Sobyanin, revelou que os sistemas de defesa aérea russos abateram sete drones ucranianos a caminho da capital russa esta segunda-feira.

    Entretanto, três pessoas morreram em ataques noturnos com drones ucranianos nas regiões de Tula e Nizhny Novgorod, bem como Moscovo, avançaram as autoridades regionais russas e o Ministério da Defesa.

  • Justiça russa condena mais um general por aceitar subornos

    Já são oito os altos militares russos que foram presos pelas autoridades nacionais após a demissão de Sergey Shoigu do cargo de ministro de Defesa em 2024. Desta feita, segundo o jornal Kyiv Independent, a mira da justiça recaiu no major-general Denis Putilov, ex-chefe do serviço de veículos blindados do Distrito Militar Central.

    Denis Putilov foi condenado a oito anos e meio de prisão esta segunda-feira por aceitar subornos em grande escala, avançaram as autoridades russas. De acordo com a investigação, o Ministério da Defesa russo assinou entre 2023 e 2024 contratos no valor de mais de 140 milhões de rublos (cerca de 1,7 milhões de dólares) com um empresário para reparar e manter equipamentos militares, num processo sob a gestão de Putilov e no qual alegadamente recebeu 10 milhões de rublos (125 mil dólares), sem que os contratos tenham sido efetivamente cumpridos.

  • Zelensky diz que a Rússia "merece pressão global mais forte" e realça ataques de 1.400 drones numa semana

    Volodymyr Zelensky apelou aos parceiros da Ucrânia para intensificarem a pressão sobre a Rússia, ao recordar que Moscovo lançou ataques com mais de 1.400 drones na última semana contra o território ucraniano, rejeitando, por isso, qualquer concessão territorial numa solução de paz para a guerra.

    “A Rússia está a prolongar a guerra e, por isso, merece uma pressão global mais forte. A Rússia recusa-se a parar com as mortes e, por isso, não deve receber quaisquer recompensas ou benefícios. E isto não é apenas uma posição moral – é uma posição racional. As concessões não persuadem um assassino. Mas uma proteção verdadeiramente forte da vida impede os assassinos”, declarou numa publicação no X.

    O Presidente da Ucrânia garantiu que o “exército russo não está a reduzir a pressão” e “nem conta as suas perdas”, frisando, todavia, que as tropas ucranianas estão a manter as posições. “Agradeço a todos no mundo que nos ajudam a permanecer fortes e que aproximam uma paz genuína – paz através da força. Este é o único tipo de paz que pode ser alcançado com a Rússia”, concluiu.

  • Primeiro-ministro da Polónia diz que é difícil perceber recusa de Zelensky a reivindicações unilaterais russas

    O primeiro-ministro da Polónia, Donald Tusk, referiu que os Estados Unidos se comprometeram a consultar os parceiros europeus antes do encontro de sexta-feira com Vladimir Putin, no Alasca, e expressou alguma dificuldade para entender a recusa de Volodymyr Zelensky a reivindicações meramente unilaterais da proposta russa para o fim da guerra.

    “É difícil perceber por que razão é inaceitável” para a Ucrânia, realçou o antigo líder do Conselho Europeu, embora tenha defendido a manutenção da integridade do território ucraniano: “Não é apenas uma questão de solidariedade com o nosso vizinho, mas também da nossa própria segurança”.

  • Tusk: "Ocidente não aceitará as exigências russas baseadas na tomada de alguns territórios da Ucrânia"

    Donald Tusk avisa que o Ocidente não vai permitir que a Rússia seja autorizada a colher benefícios territoriais da sua invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022. Em conferência de imprensa, o primeiro-ministro polaco e antigo presidente do Conselho Europeu reiterou ainda a união dos estados europeus no apoio à Ucrânia.

    “Para a Polónia e os nossos parceiros europeus, deve ficar claro que não se pode alterar as fronteiras com a força. O Ocidente, incluindo os países europeus, não aceitará as exigências russas baseadas na tomada de alguns territórios da Ucrânia”, afirmou.

  • Azerbaijão doa dois milhões de dólares à Ucrânia

    O Azerbaijão doou dois milhões de dólares (cerca de 1,7 milhões de euros) ao Ministério da Energia da Ucrânia, noticia o Ukrainska Pravda.

    Em causa estão os ataques russos a uma estação de gás natural em Odessa, pertencente a empresa azeri SOCAR.

  • Defesa aérea ucraniana abateu 59 drones russos na última noite

    As forças de defesa aérea da Ucrânia abateram 59 dos 71 drones russos lançados pela Rússia na última noite, avança a Ukrinform a partir de informações da Força Aérea da Ucrânia no Telegram, revelando ainda que os equipamentos tiveram como ponto de origem as localidades russas de Shatalovo, Kursk, Millerovo e Primorsko-Akhtarsk.

    Os ataques foram repelido por aeronaves, unidades de mísseis antiaéreas, sistemas não tripulados e fogo móvel das forças ucranianas. No entanto, os restantes 12 drones atingiram mesmo seis locais.

  • Polónia e países bálticos e nórdicos juntam-se ao apelo para a presença da Ucrânia nas negociações de paz

    A Polónia e um grupo de países bálticos e nórdicos saíram em defesa da presença da Ucrânia na mesa de negociações para uma solução de paz, na antecâmara do encontro de sexta-feira entre Donald Trump e Vladimir Putin, no Alasca.

    “Acredito que o Presidente Zelensky será convidado; há informações que surgiram hoje de que há uma possibilidade de o Presidente Zelensky estar presente na reunião do Presidente Trump com Putin”, salientou o ministro da Defesa polaco, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, citado pelo Kyiv Independent, adicionando: “Essa seria a melhor solução e acredito que isso irá acontecer”.

    Numa declaração conjunta, os líderes da Dinamarca, Estónia, Finlândia, Islândia, Letónia, Lituânia, Noruega e Suécia enalteceram a iniciativa de Donald Trump com este encontro com Putin, mas lembraram que “uma solução diplomática deve salvaguardar os interesses vitais de segurança, tanto da Ucrânia como da Europa”, e que “o caminho para a paz não pode ser traçado sem a voz da Ucrânia”.

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