Momentos-chave
- O que se passou até agora
- Ucrânia confirma ataque a uma refinaria de petróleo na região russa de Volgograd
- Netanyahu e Trump encontram-se às 16h00 (de Lisboa) na Casa Branca
- Itália não integra Conselho de Paz por "barreira constitucional intransponível"
- Polónia não adere ao Conselho de Paz, mas não diz 'nunca'
- IDF agridem palestinianos na Cisjordânia. IDF dizem ter dispensado os dois militares
- Teerão considera "inegociável" o seu programa de mísseis
- Rússia ameaça medidas, "incluindo militares", num cenário de reforço militar na Gronelândia
- Ataques russo em instalações elétricas ucranianas
- Zelensky deverá anunciar eleições presidenciais e referendo a acordo de paz no dia 24 de fevereiro
- Pai e três filhos morrem em ataque de drones russos contra Kharkiv
- Rússia sofreu mais 820 baixas nas últimas 24 horas, diz Kiev
- Netanyahu inicia visita aos EUA e reúne-se com enviados norte-americanos ao Médio Oriente
Histórico de atualizações
-
Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que acompanhou a atualidade internacional ao longo desta quarta-feira.
Pode continuar a seguir-nos através desta ligação.
Rússia começa a retirar turistas de Cuba devido ao bloqueio de combustível aplicado pelos EUA
Muito obrigado por acompanhar o Observador.
-
O que se passou até agora
- O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, negou os rumores de que as eleições presidenciais teriam lugar em 24 de fevereiro, apesar das notícias do Financial Times. Zelensky destacou que as eleições só ocorrerão quando houver garantias de segurança adequadas, tendo em conta a imposição da lei marcial que adiou as eleições de 2024.
- A região de Dnipropetrovsk na Ucrânia sofreu um ataque das forças russas que resultou em quatro mortes e vários feridos. Além disso, em Kharkiv, um ataque aéreo russo resultou na morte de um pai e três filhos, enquanto a mãe grávida sobreviveu.
- As tensões no Médio Oriente foram abordadas durante o encontro entre o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o Presidente dos EUA, Donald Trump. Israel busca garantias de que o Irão limitará seu programa nuclear, reduzirá o programa de mísseis balísticos e cessará o apoio a milícias regionais. O Irão, no entanto, reafirma que o seu programa de mísseis é inegociável, o que torna complexas as negociações pretendidas por Washington e Tel Aviv.
- O Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas iniciou um projeto de limpeza numa grande lixeira em Gaza, criada durante o conflito e que representa um grave risco ambiental e de saúde. Esta iniciativa faz parte de um esforço maior para reestabelecer condições de segurança e habitação adequadas na região, considerando o bloqueio do aterro principal devido à proximidade com a fronteira israelita.
[Gregorian Bivolaru dá todos os passos do manual de manipulação. Mas quem vive no interior da seita vai demorar a perceber. Ouça o terceiro episódio de “Os segredos da seita do yoga”, o novo Podcast Plus do Observador. Uma série em seis episódios, narrada pela atriz Daniela Ruah, com banda sonora original de Benjamim. Pode ouvir aqui, no site do Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir aqui o primeiro episódio e o aqui o segundo.]
-
Quatro pessoas morreram em ataques russos à região de Dnipropetrovsk
Quatro pessoas foram mortas em ataques das forças russas no distrito de Sinelnykivshchyna da região de Dnipropetrovsk, informou o governador, Oleksandr Ganzha, no Telegram.
Para além das vítimas mortais, outra três pessoas ficaram feridas, acrescentou.
“À noite, os russos atacaram três povoados da região. Num deles, um homem morreu e a sua esposa ficou ferida. Noutro, os russos mataram um casal e seu filho de 45 anos. O homem ficou ferido. Noutra localidade, uma mulher ficou ferida”, escreveu o responsável.
-
Irão. "Principal objetivo dos EUA já foi conseguido"
Rui Vilar explica que EUA estão a negociar “ao estilo de Trump”. Especialista em Defesa considera que o facto do Irão discutir programa nuclear já é avanço que beneficia pretensões de EUA e Israel. Ouça aqui o novo Gabinete de Guerra da Rádio Observador.
-
Encerramento de espaço aéreo de cidade nos EUA terá sido, afinal, devido a desentendimento entre autoridades federais
Apesar da versão oficial referir que o encerramento do espaço aéreo sobre a cidade texana do El Paso se deveu a um “drone de cartéis”, a CBS News noticia que o caso envolve, afinal, um desentendimento entre a Autoridade Federal de Aviação (FAA) e o Departamento de Defesa sobre o teste de uma nova tecnologia anti-drones perto da fronteira.
Citando múltiplas fontes, a emissora diz que o Pentágono tem planeado testes de abatimento de drones usando uma arma que usa tecnologia laser de alta energia.
A televisão refere que o Pentágono queria testar a tecnologia antes de se poderem realizar reuniões sobre a segurança a própria arma. No início da semana, esta tecnologia foi mesmo lançada para abater o que pareciam ser drones. Porém, na verdade, o objeto voador era apenas um balão de festa, que foi abatido.
A decisão de fechar o espaço aéreo terá sido tomada unilateralmente por Bryan Bedford, sem avisar qualquer outra instituição federal, incluindo a própria Casa Branca. A duração dez dias — inédita para uma medida deste género desde o 11 de setembro — foi escolhida para dar tempo para resolver os problemas com o Departamento de Defesa.
-
Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas começou a limpar grande lixeira em Gaza criada durante a guerra
O Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas começou a limpar uma grande lixeira criada durante a guerra e que tinha ocupado a zona comercial Fras Market, noticiou a Reuters.
Esta lixeira, segundo a agência, é um risco “ambiental e de saúde”. Alessandro Mrakic, chefe do gabinete do programa para Gaza, disse que as obras começaram esta quarta-feira.
A lixeira foi criada depois de o acesso ao principal aterro ter sido bloqueado com o início da guerra, já que é próxima da fronteira com Israel. Ao todo, disse o responsável, o volume de lixo atinge os 300 mil metros cúbicos e tem mais de 13 metros de altura.
A agência noticia que as Nações Unidas querem transferir o lixo para um novo espaço de 75 mil metros quadrados a sul da cidade de Gaza, respeitando “padrões ambientais”.
-
Zelensky nega notícia do Financial Times sobre eleições em fevereiro: "É a primeira vez que ouço isso"
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, negou a possibilidade de que o país tenha eleições a dia 24 de fevereiro, após ter sido questionado sobre a notícia avançada pelo Financial Times esta quarta-feira.
“A primeira vez que ouvi foi provavelmente no Financial Times, e agora é a segunda vez que ouço”, disse o líder à imprensa, citado pela agência Interfax Ukraine.
“Já disse muitas vezes sobre as eleições que só iremos a eleições quando houver todas as garantias de segurança necessárias”, acrescentou ainda.
-
Após uma entrada discreta na Casa Branca, a reunião entre Trump e Netanyahu já dura há mais de uma hora
O encontro entre o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o Presidente dos EUA, Donald Trump, já dura há mais de uma e meia.
Segundo o Times of Israel, Netanyahu terá entrado por uma entrada a sul e não pela Ala Ocidental, onde os jornalistas esperavam o representante israelita.
-
Pentágono diz que drones de cartéis fizeram "incursão" nos EUA. Espaço aéreo sobre El Paso tinha sido encerrado por 10 dias
O Pentágono diz ter havido uma “incursão de drones de cartéis” no espaço aéreo norte-americano esta quarta-feira e que agiram “rapidamente” para controlar a situação,
“A ameaça foi neutralizada e não há perigo para as viagens comerciais na região”, disse o secretário para os Transportes, Sean Duffy, na rede social X, indicando que o Departamento de Defesa e a Autoridade Federal de Aviação (FAA, na sigla inglesa) tinham colaborado para abordarem a questão.
The FAA and DOW acted swiftly to address a cartel drone incursion.
The threat has been neutralized, and there is no danger to commercial travel in the region.
The restrictions have been lifted and normal flights are resuming. https://t.co/xQA1cMy7l0
— Secretary Sean Duffy (@SecDuffy) February 11, 2026
Duas horas antes, a FAA tinha anunciado que iria encerrar por dez dias o espaço aéreo perto do aeroporto de El Paso, a sexta maior cidade do estado do Texas localizada diretamente junto à fronteira com o México. A justificação da medida foi listada no site da agência como sendo “razões especiais de segurança”, noticiou a AP.
Nem o México, nem as autoridades da própria cidade de El Paso sabiam que esta parte do espaço aéreo iria ser encerrada.
Questionada sobre o assunto, Claudia Sheinbaum, Presidente mexicana, disse mesmo que “não há nenhuma informação de uso de drones na fronteira” com os EUA na sua conferência de imprensa diária matinal.
“Temos de manter o que temos mantido: comunicação permanente”, disse ainda a líder.
Ante el cierre del espacio aéreo por parte de EE. UU. cerca de la frontera con México, la presidenta Claudia Sheinbaum aseguró que no se tiene registro del uso de drones operados por organizaciones criminales en la zona. pic.twitter.com/FN5uF5KXPe
— NMás (@nmas) February 11, 2026
Já o autarca da cidade de El Paso, Renard Johnson, criticou a atuação do governo federal, dizendo que “não se pode restringir o espaço aéreo sobre uma grande cidade sem coordenar” com as autoridades e infraestruturas locais, insistindo que essa comunicação nunca foi feita.
“Esse falhanço em comunicar é inaceitável”, acrescentou, citado pelo New York Times.
-
Eleições/referendo. "Ucrânia não quer ser Bielorrússia 2.0"
Volodymyr Zelensky deve anunciar, no 4º aniversário da guerra, primeiras eleições em sete anos na Ucrânia e referendo para validar eventual acordo de paz. Netanyahu reúne-se com Trump na Casa Branca. Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra da Rádio Observador.
-
Próximas conversações serão sobre questão territorial, diz Zelensky
O Presidente ucraniano afirmou hoje que a nova ronda de diálogo com a Rússia, na próxima semana, deverá centrar-se no futuro dos territórios do leste e sudeste do país atualmente ocupados por Moscovo.
Embora tenha salientado que as posições de Kiev e da Rússia continuam distantes, Volodymyr Zelensky adiantou que as novas conversações, proposta para decorrer nos Estados Unidos, deverão realizar-se na terça ou quarta-feira da próxima semana.
Numa entrevista à agência norte-americana Bloomberg, Zelensky indicou que na agenda consta uma proposta de Washington para criar uma zona franca, onde possa haver comércio livre, funcionando como uma espécie de zona tampão na disputada região do Donbass.
“Nenhuma das partes está particularmente entusiasmada com a ideia da zona económica livre, nem os russos nem nós”, afirmou o chefe de Estado ucraniano.
À beira de se assinalarem quatro anos desde o início da invasão russa da Ucrânia, tudo o que se relaciona com o novo estatuto destes territórios continua a ser o principal obstáculo a um acordo.
Ainda assim, o Presidente ucraniano considerou ser possível alcançar um entendimento dentro de alguns meses, caso exista vontade política.
Zelensky adiantou igualmente que as conversações nos Estados Unidos vão servir para analisar o eventual planeamento do pós-guerra e outras questões económicas, não afastando o risco de uma grave crise financeira se não forem assegurados programas credíveis de reconstrução e de despesa social nos próximos anos.
Quanto às conversações trilaterais realizadas no início do mês em Abu Dhabi, o chefe de Estado ucraniano considerou que foram construtivas e indicou que incidiram sobre um possível cessar-fogo e sobre a forma como os Estados Unidos poderão supervisioná-lo, embora seja “necessário continuar a trabalhar na redação e nos pormenores”.
“Seria necessário um mecanismo de financiamento claro, com participação europeia, uma vez que nem sequer o eventual financiamento proveniente dos ativos congelados do banco central russo cobriria as necessidades a longo prazo”, considerou.
-
Lutas internas podem levar à saída da Polónia da UE, diz primeiro-ministro polaco
O primeiro-ministro polaco afirmou hoje que existe um risco da Polónia sair da UE e de a Europa ficar destabilizada devido à luta política interna entre si e o Presidente, Karol Nawrocki.
Tusk adiantou que o “confronto político desnecessário, insensato e prejudicial entre o Governo e a Presidência” não é apenas “estupidez ou má vontade”, mas “uma tentativa de desestabilizar toda a Europa, uma tentativa de limitar o papel da Polónia na União Europeia”.
O primeiro-ministro polaco referia-se às críticas da oposição aos fundos europeus de defesa SAFE, que os líderes do principal partido da oposição e de extrema-direita Lei e Justiça (PiS), consideram “uma grande fraude que vincula as compras militares à indústria alemã e francesa”.
-
Ucrânia confirma ataque a uma refinaria de petróleo na região russa de Volgograd
As Forças Armadas ucranianas confirmaram a realização de um ataque com drones à refinaria de petróleo de Volgograd, na Rússia, na última madrugada, que causou um incêndio nas instalações, notícia a imprensa ucraniana.
Para além da refinaria, foi atingido um depósito de combustível e um armazém de equipamento militar. As forças ucranianas atacaram também um grupo de soldados russos.
Ainda não se sabe o número de vítimas e a extensão total dos danos.
-
Netanyahu e Trump encontram-se às 16h00 (de Lisboa) na Casa Branca
O encontro entre Benjamin Netanyahu e Donald Trump está previsto para as 11h00 locais (16h00 em Lisboa), de acordo com a imprensa israelita.
Antes da chegada aos Estados Unidos, Netanyahu anunciou que apresentaria ao Presidente norte-americano a perspetiva de Israel “sobre as bases das negociações, princípios importantes”, na sua opinião, “não apenas para Israel, mas para todos aqueles que no mundo desejam paz e segurança no Oriente Médio”.
Israel quer que o Irão concorde não só em limitar o enriquecimento de urânio, mas também em reduzir o programa de mísseis balísticos e acabar com qualquer apoio a milícias na região, como o Hezbollah.
O primeiro-ministro de Israel chegou ontem a Washington e iniciou a agenda com uma reunião com os enviados especiais para assuntos do Médio Oriente.
Este será o sexto encontro entre os dois líderes desde o regresso de Donald Trump à Casa Branca.
-
Itália não integra Conselho de Paz por "barreira constitucional intransponível"
Itália não integrará o Conselho de Paz liderado pelos EUA, “porque existe uma barreira constitucional intransponível por parte de Itália”, conta Antonio Tajani, ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, ao canal Sky TG24.
Mesmo não entrando no comité criado por Donal Trump, Tajani diz, no entanto, que Roma está pronta para investir esforços para “garantir a paz no Médio Oriente”. “Estamos prontos para fazê-lo”, garantiu.
De acordo com o artigo 11.º da constituição italiana, Roma só pode aderir a organizações internacionais em igualdade de condições. Neste caso, tendo em conta que o Conselho de Paz confere à Casa Branca amplos poderes executivos, essa exigência não pode ser satisfeita
-
Polónia não adere ao Conselho de Paz, mas não diz 'nunca'
A Polónia não vai aderir ao Conselho de Paz nas circunstâncias atuais, mas não afasta a possibilidade de eventualmente vir a integrar o comité, no futuro, afirma Donald Tusk, primeiro-ministro polaco, citado pela Reuters.
“Levando em consideração certas dúvidas nacionais em relação à composição do conselho, nestas circunstâncias a Polónia não participará dos trabalhos do Conselho de Paz, mas iremos analisá-lo”, afirmou.
-
IDF agridem palestinianos na Cisjordânia. IDF dizem ter dispensado os dois militares
Militares das IDF foram filmados a agredir fisicamente palestinianos durante uma operação de detenção na localidade de Nabi Saleh, Cisjordânia. O vídeo da ocorrência foi carregado esta segunda-feira, assegura o Haaretz.
No vídeo é possível observar dois militares a sair de uma viatura com um detido, desferindo, de seguida, cotoveladas e joelhadas em diferentes partes do corpo de o que se acredita ser um cidadão palestiniano.
As IDF dizem ter investigado o caso e dispensaram os dois militares dos serviços de combate, menciona o Haaretz.
“As Forças de Defesa de Israel condenam veementemente e encaram com seriedade qualquer manifestação de violência de qualquer tipo”, dizem as forças israelitas num comunicado, citado pelo mesmo jornal.
-
Teerão considera "inegociável" o seu programa de mísseis
As capacidades de mísseis de Teerão são as linhas vermelhas do regime iraniano e não são um assunto a negociar com Washington, diz Ali Shamkhani, um alto conselheiro de Ali Khamenei, líder supremo do Irão, adianta o The Times of Israel.
As declarações do alto responsável surgem numa altura em que aumenta a possibilidade de uma nova ronda de negociações entre EUA e Irão, ainda sem local nem data marcados.
“O programa de mísseis da República Islâmica é inegociável”, disse Ali Shamkhani, durante uma parada no âmbito das comemorações do 47.º aniversário da Revolução Islâmica.
-
Rússia ameaça medidas, "incluindo militares", num cenário de reforço militar na Gronelândia
Moscovo ameaça contramedidas, “incluindo militares”, se os EUA reforçarem o seu contingente militar na Gronelândia, diz Sergei Lavrov, ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, citado pelo The Times of Israel.
“No caso de militarização da Gronelândia e criação de infraestruturas militares apontadas para a Rússia, vamos tomar contramedidas adequadas, incluindo militares”, afirmou o ministro num discurso decorrente de uma reunião com deputados russos.
-
Ataques russo em instalações elétricas ucranianas
As forças armadas russas atacaram infraestruturas de transporte e energia utilizadas pelo exército ucraniano, diz o Ministério da Defesa russo, citado esta quarta-feira pela Ria Novosti.
“A aviação tática, veículos aéreos não tripulados, mísseis e artilharia causaram dano às instalações de infraestruturas de energia e transporte utilizadas a favor das Forças Armadas ucranianas”, reporta o ministério.