Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com o conflito no Médio Oriente ao longo do dia de ontem, quinta-feira.

    “As portas do inferno vão, em breve, abrir-se” em Gaza, diz ministro da Defesa de Israel

    Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!

  • O que se passou até agora

    • O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, deu ordens para negociações imediatas visando a libertação dos reféns e o fim da guerra em Gaza em termos aceitáveis para Israel. Netanyahu sublinhou que derrotar o Hamas e libertar os reféns são objetivos que “andam de mãos dadas”. Paralelamente, Israel continua a ofensiva militar em Gaza, buscando obter o “controlo total” do território, mesmo rejeitando a possibilidade de um cessar-fogo mediado.
    • A situação humanitária em Gaza continua a deteriorar-se gravemente. De acordo com várias organizações humanitárias, há denúncias de que Israel está a privar deliberadamente a população de Gaza de água, com a UNRWA a destacar que um terço das crianças palestinianas está subnutrido. Nas últimas 24 horas, foram registadas 70 mortes devidas a ataques israelitas em Gaza, exacerbando ainda mais a crise humanitária.
    • Uma declaração conjunta de 21 países, incluindo Portugal, condenou a aprovação do novo plano de colonização israelita na Cisjordânia, considerando a decisão “inaceitável” e uma “violação do direito internacional”. Este plano envolve a construção de 3.400 casas no território ocupado, e os críticos alertam que poderá riscar a solução de dois Estados ao dividir o território palestiniano em duas partes.
    • Vários países e organizações têm criticado a postura de Israel na região. A Alemanha expressou-se “fortemente contra” os planos de construção de colonatos na Cisjordânia. Adicionalmente, o secretário-geral da ONU, António Guterres, reiterou o apelo para um cessar-fogo imediato em Gaza e condenou os planos de Israel para a criação de novos colonatos, classificando estas iniciativas como violações do Direito Internacional.

    [Governo decide que é preciso invadir a embaixada para pôr fim ao sequestro. É chamada uma nova força de elite: o Grupo de Operações Especiais. “1983: Portugal à Queima-Roupa” é a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Um comando paramilitar tomou de assalto uma embaixada em Lisboa e esta execução sumária no Algarve abalou o Médio Oriente. Ouça no site do Observador o quinto episódiodeste podcastplus narrado pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Também o pode escutar na Apple Podcasts, no Spotify e no YoutubeMusic. E ouça o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui e o quarto aqui]

  • Centenas de palestinianos protestam na cidade de Gaza contra deslocação forçada

    Centenas de palestinianos saíram hoje à rua na cidade de Gaza para protestar contra a tomada por Israel da capital da Faixa de Gaza, apelar para o fim da guerra e rejeitar mais uma deslocação forçada.

    “[Protestamos] para manifestar a nossa rejeição da ocupação de Gaza e das deslocações forçadas. Não queremos que nos enviem para o Egito ou para outro país”, afirmou Mahmud Salim Abdelkarim, citado pela agência espanhola EFE, um habitante de 19 anos deslocado para a capital, do campo de refugiados de Jabalia, zona que Israel ocupou quase completamente.

  • Pelo menos 83% dos mortos em Gaza são civis

    Estes números foram obtidos pelos dois órgãos de comunicação social ao conseguirem acesso a uma base de dados confidencial dos serviços secretos do Exército israelita.

    Em maio, 19 meses após o início da guerra, os serviços de inteligência israelitas registaram 8.900 combatentes do movimento islamita palestiniano Hamas e da Jihad Islâmica Palestina como mortos ou “provavelmente mortos”, de acordo com o texto, ao passo que o total de mortos na Faixa de Gaza somava 53.000 pessoas, segundo as autoridades sanitárias de Gaza, cujos dados a ONU considera fidedignos.

    Esta relação inversamente proporcional entre civis e combatentes mortos é extremamente elevada para uma guerra moderna.

  • Netanyahu ordena "negociações imediatas" para o fim da guerra em Gaza e libertação dos reféns

    O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou que, ao mesmo tempo que aprovou os planos militares para ocupar a cidade de Gaza, tinha dado instruções “para que se iniciem imediatamente negociações sobre a libertação de todos os nossos reféns e o fim da guerra em termos aceitáveis para Israel”.

    “Estas duas coisas, derrotar o Hamas e libertar todos os nossos reféns, andam de mãos dadas”, garantiu ainda Netanyahu, citado pelo Haaretz.

  • 27 países pedem acesso imediato de jornalistas à Faixa de Gaza

    Portugal e outros 26 países, incluindo Reino Unido, França e Alemanha, assinaram uma declaração conjunta a apelar a Israel que permita o “acesso imediato de meios de comunicação estrangeiros independentes” à Faixa de Gaza.

    Na declaração, os membros da Media Freedom Coalition sublinham que “jornalistas e profissionais da comunicação social desempenham um papel essencial para dar visibilidade à realidade devastadora da guerra”.

    Entre os signatários estão, além dos países europeus, a Austrália, Chile, Japão, Nova Zelândia, Ucrânia e Serra Leoa.

  • 21 países, incluindo Portugal, assinam declaração conjunta que condena plano israelita de construir colonatos que dividem Cisjordânia

    21 países, entre os quais Portugal, França e Reino Unido, condenaram esta quinta-feira a aprovação do novo plano de colonização israelita na Cisjordânia, considerando a decisão “inaceitável” e uma “violação do direito internacional”, relata o Times of Israel.

    O projeto, aprovado na quarta-feira pelo governo de Benjamin Netanyahu, prevê a construção de 3.400 casas no território ocupado. Caso seja implementado, representará uma “violação flagrante do direito internacional e colocará em risco a solução de dois Estados”, ao dividir o território palestiniano em duas partes.

    “Condenamos esta decisão e exigimos com a maior firmeza que seja imediatamente anulada”, afirmaram na nota os 21 ministros dos Negócios Estrangeiros.

    Entre os países que assinaram a declaração estão, além de Portugal, Austrália, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Estónia, Finlândia, França, Islândia, Irlanda, Itália, Japão, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Países Baixos, Noruega, Eslovénia, Espanha, Suécia e Reino Unido.

  • Médicos Sem Fronteiras acusa Israel de "privar deliberadamente a população de Gaza de água"

    A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) acusou, esta quinta-feira, Israel de “privar deliberadamente a população de Gaza de água”, o que considera ser “uma campanha genocida”.

    Num comunicado, a organização não-governamental pede para que Telavive comece a “permitir a importação de equipamentos essenciais para o abastecimento e distribuição de água, em larga escala”.

    “O exército israelita deve interromper a destruição da infraestrutura hídrica e permitir o reparo imediato dos sistemas de água danificados, a fim de garantir que a população tenha acesso vital à água. Água e outras necessidades vitais não devem ser usadas como armas de guerra“, pode ler-se na nota.

  • Sobe para 40 o número de vítimas mortais em ataques israelitas na Faixa de Gaza esta quinta-feira

    Desde as primeiras horas da manhã desta quinta-feira, morreram na Faixa de Gaza 40 pessoas, vítimas de ataques israelitas, avança a Al Jazeera, que cita o Ministério da Saúde do enclave.

    O número de mortos inclui oito pessoas que procuravam ajuda humanitária.

    Antes deste novo balanço, o número de vítimas mortais fixava-se em 20, como o Observador deu conta neste mesmo liveblog.

  • UNRWA diz que um terço das crianças palestinianas sofre de subnutrição

    Numa publicação na rede social X, o chefe da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Médio Oriente (UNRWA, sigla inglesa), Philippe Lazzarini, divulgou dados recolhidos pela organização que considera “alarmantes”.

    Segundo a publicação, o número de menores a sofrer de subnutrição na cidade de Gaza é hoje seis vezes maior do que em março e diz ainda que um terço das crianças em todo a Palestina estão subnutridas.

    “Isto não é um desastre natural”, diz o dirigente, que considera a fome no enclave “evitável”.

    Nesse sentido, Lazzarini diz que a UNRWA e outros grupos de ajuda humanitária estão barrados de entrar em Gaza há seis meses, e que os armazéns da agência no Egito e Jordânia têm mantimentos para encher seis mil camiões, inclusive “comida para três meses”.

  • Embaixador britânico diz que Hamas fez reféns passar fome de forma "deliberada"

    Depois de se reunir com as famílias de Guy Gilboa e Eyvatar David, reféns israelitas do Hamas, o embaixador britânico de Israel, Simon Walters, escreveu hoje na sua conta na rede social X que o Hamas os fez passar fome de forma “deliberada”, algo que considera “horroroso”.

    “Independentemente das condições em Gaza, o Hamas decidiu fazer os reféns passar fome”, acrescentou o representante do Reino Unido.

    Pontuou ao reforçar que “todos os reféns têm de ser libertados imediata e incondicionalmente”.

  • Netanyahu afirma estar prestes a "acabar com a guerra de sete frentes", mas avisa que ofensiva em Gaza vai continuar até ao "controlo total"

    O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou numa entrevista à Sky News Australia que está “prestes a terminar a guerra, uma guerra de sete frentes que inclui o Irão e os seus aliados“, sublinhando que a ofensiva militar em Gaza vai prosseguir até ao “controlo total” do território.

    Segundo Netanyahu, mesmo que o Hamas aceitasse um cessar-fogo de última hora, após ter dado luz verde na segunda-feira à proposta de trégua mediada pelo Qatar e pelo Egipto, “nós avançaremos de qualquer forma. Nunca esteve em causa deixar o Hamas ali“, reiterando que o objetivo de Israel é libertar Gaza do grupo palestiniano.

    Hamas aceita proposta dos mediadores para cessar-fogo de 60 dias com caminho a um “acordo abrangente”, ainda sem resposta israelita

    Para justificar a sua posição, Netanyahu recorreu a uma comparação histórica: “É como deixar as SS [polícia do Estado] na Alemanha. Imaginemos que se esvazia a maior parte da Alemanha, mas se deixa Berlim com as SS e o núcleo nazi lá dentro”.

    O líder israelita acrescentou, ainda, que conta com o apoio do Presidente norte-americano, uma vez que Donald Trump “disse que o Hamas devia desaparecer de Gaza”.

    A decisão final sobre os planos militares de conquista da cidade de Gaza deverá ser conhecida esta quinta-feira, numa altura em que o exército israelita já confirmou que pretende prolongar a operação militar no enclave palestiniano até 2026.

  • Ataque israelita em Gaza mata uma menina e provoca vários feridos

    Uma menina morreu e outras crianças ficaram feridas após um ataque israelita no bairro Sheikh Radwan, na Faixa de Gaza, relata a agência Wafa.

  • Empresas de armas israelitas impedidas de participar em feira nos Países Baixos

    A Feira Neerlandesa de Defesa e Segurança (NEDS), que vai decorrer em Roterdão, vetou empresas de armas israelitas devido à “agitação social” causada pela crise humanitária desencadeada por Israel em Gaza, foi hoje anunciado.

    Quatro empresas israelitas tinham pedido espaço para um stand na feira profissional, marcada para 20 de novembro, mas a autorização foi negada, adiantou à televisão pública neerlandesa NOS Hans Huigen, diretor da Associação Neerlandesa da Indústria para a Defesa e Segurança (NIDV), que organiza a feira.

    “A situação em Gaza agravou-se de tal forma que a agitação social, tanto a nível global como na Europa e nos Países Baixos, só está a aumentar. Comunicámos-lhes a nossa preocupação com a segurança na feira se eles participarem”, explicou Huigen, citado pela agência de notícias EFE.

    O mesmo responsável considerou que a deterioração da situação humanitária em Gaza não é tanto a razão subjacente para recusar a participação israelita, mas os riscos de segurança e possíveis protestos.

    “Não nos cabe a nós emitir uma opinião sobre essa questão, mas temos um ouvido e uma visão do que está a acontecer na sociedade e na política a este respeito”, disse.

  • Alemanha condena plano de Israel de dividir a Cisjordânia

    A Alemanha declarou-se “fortemente contra” o plano do governo de Benjamin Netanyahu de construir um colonato que divide a Cisjordânia ao meio — o chamado E1.

    De acordo com o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Johann Wadephul, citado pelo Haaretz, a iniciativa “seria contrária ao direito internacional e tornaria impossível a solução de dois Estados. Por isso, recomendamos fortemente que não se avance por este caminho”.

  • Ataques israelitas em Gaza fizeram 20 mortos na manhã desta quinta-feira

    Desde o amanhecer, morreram na Faixa de Gaza 20 pessoas, vítimas de ataques israelitas, avança a Al Jazeera, que cita o Ministério da Saúde do enclave.

    O número de mortos inclui oito pessoas que procuravam ajuda humanitária.

  • Israel anuncia nova iniciativa diplomática com o objetivo de "divulgar a narrativa israelita" ao mundo

    O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel lançou uma iniciativa para receber centenas de delegações internacionais no país até ao final do ano, com o objetivo de “divulgar a narrativa israelita nos meios de comunicação internacionais”, noticia o jornal Times of Israel.

    Segundo o ministério, a campanha faz parte de uma “batalha de perceção contra a narrativa global anti-Israel” e espera-se que cerca de 400 delegações, envolvendo mais de cinco mil participantes, visitem Israel até dezembro. O custo estimado da iniciativa é de 40 milhões de dólares (cerca de 34 milhões de euros).

  • Ataque israelita mata membro de elite do Hezbollah

    Um membro da força de elite Radwan, do Hezbollah, foi morto esta quarta-feira num ataque israelita no sul do Líbano, anunciaram as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla inglesa).

    Segundo a publicação do exército israelita na rede social X, “o terrorista da Força Radwan estava a operar na região de Deir Seryan, em ações que violariam o cessar-fogo” entre Israel e o Líbano, acordado em novembro de 2024.

  • 70 mortos e mais de 350 feridos em ataques israelitas em Gaza nas últimas 24 horas

    Nas últimas 24 horas, foram registadas 70 vítimas mortais em ataques israelitas na Faixa de Gaza, relata a Al Jazeera, que cita o Ministério da Saúde do enclave.

    O número de mortos inclui 18 pessoas que procuravam ajuda humanitária. Há, ainda, registo de 356 feridos.

  • Cruz Vermelha considera "intolerável" o agravamento da crise em Gaza

    O Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) classificou, esta quinta-feira, como “intolerável” a intensificação das hostilidades na Faixa de Gaza.

    Em declarações à agência France-Presse, o porta-voz do CICV, Christian Cardon, alertou que a escalada da violência resulta em “mais mortes, mais deslocamentos, mais destruição e mais pânico”.

    Segundo o responsável, a organização mantém operações de assistência em Gaza, que “é um espaço fechado, de onde ninguém pode escapar e onde o acesso a cuidados de saúde, alimentos e água potável está a diminuir rapidamente”.

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