Momentos-chave
- Zelensky diz que negociações alcançaram "novo marco" e sugere que guerra poderá acabar na primeira metade de 2026
- Tropas russas bombardeiam catedral em Kherson
- Ucrânia acolhe "com satisfação" a apreensão do petroleiro de bandeira russa pelos EUA
- Alemanha confiante na união dos membros da NATO
- Três feridos em ataque russo a Kryvyi Rih
- Um morto e cinco feridos em ataque russo a portos em Odessa
- Zelensky reuniu com António Costa, Ursula von der Leyen e Presidente do Chipre
- Trump critica Noruega por não lhe ter dado o Nobel e diz que estará "lá sempre para a NATO" mesmo que Aliança "não esteja lá" para os EUA
- Zelensky ficou sem resposta europeia sobre eventual novo ataque russo à Ucrânia
- Ucrânia e EUA vão discutir as "questões mais difíceis" da guerra
- Rússia envia submarino para escoltar petroleiro sob ameaça dos EUA no mar do Caribe
- Rússia ataca Dnipro "em grande escala" com drones
- Ataques russos levam a cortes de energia em toda a Ucrânia
- Reuniões continuam em Paris esta quarta-feira
Histórico de atualizações
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Bom dia!
Arquivamos este liveblog, que acompanhou as principais notícias sobre o conflito da Ucrânia na quarta-feira.
Pode continuar a seguir a nossa cobertura nesta nova ligação.
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Estados Unidos atacam Venezuela, apreendem navio russo e não abdicam da Ucrânia. Rússia "tem de aceitar a realidade"
Depois da Venezuela, EUA apreendem barco russo no Atlântico e parecem dispostos a agir por todo o mundo. Rússia, pressionada pela guerra na Ucrânia, não tem capacidade para resposta simétrica.
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Zelensky diz que negociações alcançaram "novo marco" e sugere que guerra poderá acabar na primeira metade de 2026
Volodymyr Zelensky diz acreditar que a guerra da Rússia contra a Ucrânia poderá chegar ao fim no primeiro semestre de 2026, avançou o Kyiv Independent.
Durante a cerimónia que marcou o início da presidência do Chipre no Conselho da UE, o Presidente da Ucrânia apontou para o que descreveu como uma nova fase nas negociações com os parceiros europeus e os EUA, salientando que a UE deve desempenhar um papel centro no processo de negociação.
“À medida que o Chipre inicia a sua presidência do Conselho da UE, observamos que as negociações alcançaram um novo marco junto com os nossos parceiros europeus e, é claro, os EUA e todos os membros da Coalition of the Willing”, disse Zelensky, acrescentando: “Acreditamos sinceramente que esta guerra pode ser encerrada durante a sua presidência do Conselho da UE.”
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Fazer frente pela Gronelândia? UE seria "esmagada" por Trump
Dois cenários possíveis, na análise de Helena Ferro Gouveia, para o território autónomo da Dinamarca. EUA admitem agora comprar, mas não excluem intervenção militar. “Trump fala muito a sério”. Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra da Rádio Observador.
Fazer frente pela Gronelândia? UE seria “esmagada” por Trump
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Tropas russas bombardeiam catedral em Kherson
As forças russas bombardearam a Catedral do Espírito Santo em Kherson atingindo a cúpula principal do templo, avançou a Diocese de Kherson da Igreja Ortodoxa Ucraniana. Não há registo de vítimas.
“A 7 de janeiro de 2026, no dia de Natal, as tropas russas bombardearam a Catedral do Espírito Santo em Kherson”, lê-se na publicação no Telegram.
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Ucrânia acolhe "com satisfação" a apreensão do petroleiro de bandeira russa pelos EUA
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, congratulou a apreensão do petroleiro de bandeira russa pelos EUA, considerando ser um bom exemplo de como agir contra a Rússia.
“A apreensão de um navio com bandeira russa no Atlântico Norte sublinha a liderança resoluta dos Estados Unidos e do presidente Trump. Acolhemos com satisfação essa abordagem para lidar com a Rússia: agir, não temer. Isso também é relevante para o processo de paz e para aproximar uma paz duradoura”, escreveu numa publicação na rede social X.
The apprehension of a Russian-flagged ship in the North Atlantic underscores the United States' and President Trump's resolute leadership. We welcome such approach to dealing with Russia: act, not fear. This is also relevant to peace process and bringing a lasting peace closer.
— Andrii Sybiha 🇺🇦 (@andrii_sybiha) January 7, 2026
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Alemanha confiante na união dos membros da NATO
O ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Johann Wadephul, disse não ter dúvidas que os membros da NATO se mantêm unidos e que está confiante de que a aliança de defesa permanecerá como está.
“Os EUA defendem a aliança e também defendem a sua aliança com a Europa”, afirmou Johann Wadephul, citado na Reuters, acrescentando: “Não tenho a menor dúvida de que estamos unidos da forma mais estreita possível e que esta aliança continuará a ser exatamente o que sempre foi: a aliança de defesa mais bem sucedida do mundo”.
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Três feridos em ataque russo a Kryvyi Rih
Pelo menos três pessoas ficaram feridas num ataque de grande escala à cidade ucraniana de Kryvyi Rih, avançou Oleksandr Vilkul, presidente do Conselho de Defesa de Kryvyi Rih, no Telegram.
“Houve um ataque em grande escala à cidade. Estamos cientes de tudo e já estamos a trabalhar no assunto. Tenha cuidado ao partilhar informações”, afirmou, alertando o residentes locais a permanecerem nos abrigos.
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Apreensão de petroleiros: prejudica relação EUA-Rússia?
O Major-General João Vieira Borges alerta para o risco diplomático “sério” entre Washington e Moscovo. Acrescenta ainda que a situação na Venezuela permanece “instável” e “imprevisível”. Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra da Rádio Observador.
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Um morto e cinco feridos em ataque russo a portos em Odessa
Uma pessoa morreu e cinco ficaram feridas na sequência de ataques russos a dois portos na região ucraniana de Odessa, avançou o vice-primeiro-ministro e ministro do Desenvolvimento Comunitário e Territorial, Oleksii Kuleba.
“Todos os serviços estão a funcionar no local, tendo em conta os requisitos de segurança e lidando com as consequências. Os portos continuam a operar”, afirmou Kuleba numa publicação no Telegram, acrescentando que as instalações portuárias, os edifícios administrativos e os contentores com petróleo foram danificados.
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Zelensky reuniu com António Costa, Ursula von der Leyen e Presidente do Chipre
O Presidente ucraniano publicou na rede social X um vídeo do seu encontro de hoje com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o Presidente do Chipre, Nikos Christodoulides, no qual foram discutidos temas como o apoio à defesa da Ucrânia, a adesão à UE e ajudas para restaurar a estabilidade financeira do país em guerra com a Rússia.
“Os pontos principais foram as prioridades da Presidência cipriota do Conselho da UE; o apoio à defesa da Ucrânia por parte dos Estados-Membros da UE, incluindo o reforço da defesa aérea, da aviação de combate e da produção de drones; e os progressos reais nas negociações de adesão da Ucrânia à UE”, escreveu Volodymyr Zelensky, agradecendo ainda o apoio dos parceiros.
I’ve had a joint meeting with President of Cyprus Nikos @Christodulides, President of the European Council António Costa @eucopresident, and President of the European Commission Ursula @vonderleyen.
We discussed many topics. The key points were the priorities of the Cyprus… pic.twitter.com/rwevB1wJCS
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) January 7, 2026
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Trump critica Noruega por não lhe ter dado o Nobel e diz que estará "lá sempre para a NATO" mesmo que Aliança "não esteja lá" para os EUA
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma publicação na rede social Truth Social em que afirma que, sem ele, “a Rússia teria toda a Ucrânia neste momento”, reporta a Sky News.
“Eu, sozinho, ACABEI com 8 GUERRAS e a Noruega, membro da NATO, escolheu totalmente não me dar o Prémio Nobel da Paz. Mas isso não importa! O que importa é que salvei milhões de vidas”, disse ainda. “Rússia e China têm zero receio da NATO sem os EUA, e eu tenho dúvidas que a NATO esteja lá para nós, se precisarmos mesmo dela. Mas nós estaremos sempre para a NATO mesmo que ela não esteja lá para nós”.
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Zelensky ficou sem resposta europeia sobre eventual novo ataque russo à Ucrânia
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, admitiu esta quarta-feira que “não recebeu uma resposta clara” dos seus aliados europeus sobre como reagiriam em caso de outro ataque russo contra a Ucrânia após o fim da guerra.
“É uma questão muito difícil (…). E é exatamente a pergunta que tenho feito a todos os nossos parceiros. Até agora, não recebi uma resposta clara e inequívoca”, disse Zelensky aos jornalistas, um dia após uma cimeira em Paris, onde Kiev recebeu promessas de garantias de segurança do Ocidente.
O Presidente ucraniano disse que viu “vontade política” entre os aliados da Ucrânia para fornecer “garantias de segurança sólidas”, mas defendeu que estas garantias deveriam ser juridicamente vinculativas e “apoiadas pelos Parlamentos, apoiadas pelo Congresso dos Estados Unidos”.
Zelensky afirmou ainda que a Ucrânia deve manter um exército de 800 mil soldados para garantir a sua segurança — o dobro do tamanho dos exércitos francês e britânico juntos — e estar “equipada com armamento adequado”.
“É importante que nos esforcemos para garantir o financiamento de tudo isto”, sublinhou o Presidente ucraniano, cujo país depende agora em grande parte do apoio financeiro e militar europeu.
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Ucrânia e EUA vão discutir as "questões mais difíceis" da guerra
A Ucrânia e os EUA continuam com negociações em França e as “questões mais difíceis” sobre a guerra em curso na Ucrânia deverão ser agora discutidas, segundo Volodymyr Zelensky.
Numa publicação na rede social X esta quarta-feira, o presidente ucraniano insiste: “A Ucrânia não se esconde das questões mais difíceis e nunca será um obstáculo à paz”. “A paz deve ser digna. E depende dos parceiros – se eles garantirão a verdadeira disposição da Rússia para acabar com a guerra.”
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Rússia envia submarino para escoltar petroleiro sob ameaça dos EUA no mar do Caribe
A Federação Russa enviou um submarino e outros meios para fazerem a escolta a um petroleiro que os Estados Unidos da América (EUA) tentaram apreender junto à Venezuela, noticiou esta quarta-feira o jornal norte-americano Wall Street Journal.
Segundo fonte oficial dos EUA, o navio em causa é o “Bella 1”, que tem estado há duas semanas a tentar furar o bloqueio naval das forças comandadas por Washington, no mar do Caribe.
O referido petroleiro, sem carga nos seus tanques, não conseguiu atracar na Venezuela para ser carregado e foi perseguido pela Guarda Costeira dos EUA, que alegam tratar-se de um dos navios da chamada “frota fantasma” com o objetivo de distribuir petróleo russo por vários países, numa espécie de `mercado negro`.
A tripulação do “Bella 1” repeliu uma tentativa de abordagem das forças norte-americanas, em dezembro, e navegou para o oceano Atlântico. Entretanto, foi pintada uma bandeira russa no costado (parte lateral do casco) do navio, rebatizado “Marinera”.
O Wall Street Journal consultou especialistas que relataram que a Rússia está a permitir o registo de navios sem inspeção ou outras formalidades para assim poderem transportar o seu petróleo, considerado ilícito, e obter benefícios económicos.
Moscovo já pediu a Washington o fim da perseguição àquele navio, segundo três outras fontes norte-americanas citadas, e o ministério dos Negócios Estrangeiros do regime liderado por Vladimir Putin declarou estar a acompanhara a situação com preocupação.
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Rússia ataca Dnipro "em grande escala" com drones
A cidade de Dnipro, na Ucrânia, foi atacada esta terça-feira à noite no que o chefe militar regional chamou de um ataque “em grande escala” com drones, escreve a Sky News.
Os serviços de emergência informaram que sete pessoas ficaram feridas, incluindo duas crianças. Vários incêndios eclodiram na cidade, informaram as autoridades locais, deixando prédios de apartamentos, carros e um gasoduto danificados.
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Ataques russos levam a cortes de energia em toda a Ucrânia
A empresa estatal de energia da Ucrânia anunciou nas redes sociais que esta quarta-feira serão introduzidos cortes de energia em todas as regiões do país.
“A razão para a introdução de medidas restritivas são as consequências dos ataques com mísseis e drones russos às instalações energéticas”, afirmou a Ukrenergo no Telegram, citada pela Skynews.
A empresa pede aos consumidores que, quando a energia for restaurada, “por favor, a consumam com moderação”.
Moscovo tem atacado repetidamente a rede elétrica e as instalações energéticas da Ucrânia desde o início da guerra e intensificou os ataques novamente neste inverno para pressionar Kiev, causando frequentemente grandes apagões no país.
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Reuniões continuam em Paris esta quarta-feira
Finda a cimeira em Paris, as conversas continuam esta quarta-feira. Os líderes da Coligação das Vontades, juntamente com os EUA, reafirmaram o compromisso com uma paz justa e duradoura na Ucrânia, tendo sido acordado que uma “força multinacional” entre em preparativos para assegurar a paz no país.
O enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, que participou das negociações ao lado do conselheiro do presidente Donald Trump, Jared Kushner, disse que as negociações levaram a “avanços significativos em várias áreas críticas”, acrescentando que novas negociações continuarão esta quarta-feira. Também Zelensky disse na rede social X que “dia 7 de janeiro as nossas equipas continuarão a trabalhar nas garantias de segurança e num enquadramento para pôr fim à guerra”.
A liderança norte-americana foi destacada como essencial para garantir mecanismos de vigilância de um eventual cessar-fogo.
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Bom dia e bem-vindo ao liveblog em que atualizamos toda a informação sobre a guerra na Ucrânia.
Para recuperar os principais desenvolvimentos desta terça-feira confira este link.