Momentos-chave
- O que aconteceu até agora
- Zelensky anuncia remodelação na cadeia militar ucraniana
- Lituânia e Polónia vão pedir na cimeira de Haia gastos de 5% para todos os aliados da NATO
- Trump vai participar na cimeira da NATO em Haia
- EUA não foram informados anteriormente do ataque ucraniano a bases russas
- Trump continua "positivo" sobre progressos nas negociações Rússia-Ucrânia
- Ucrânia foi convidada para a cimeira da NATO, afirma Zelensky
- Central de Zaporíjia não pode ser reativada por enquanto, diz chefe da AIEA
- Lula diz que "o Ocidente também tem alguma responsabilidade" na Guerra da Ucrânia
- Mortos no ataque de Sumy sobem para quatro
- Kremlin. Reunião Trump-Zelensky-Putin é "pouco provável" nos próximos tempos
- Serviços de Segurança da Ucrânia avançam que fizeram terceiro ataque contra a ponte da Crimeia
- Ucrânia foi convidada para cimeira da NATO no final de junho
- Ministro checo compara exigências russas ao que pediram os Nazis em 1938
- Rússia lança "ataque selvagem" a Sumy, que matou três pessoas e feriu cerca de 20, incluindo uma menor
- Kiev acusa Rússia de ter atacado país com 112 drones durante a noite
- Ucrânia abdica de quatro regiões e não aumenta exército. As exigências "mínimas" de Putin para acabar a guerra
- Rússia admitiu ter raptado crianças ucranianas, garante Volodymyr Zelensky
Histórico de atualizações
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O que aconteceu até agora
- Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos, vai estar presente na cimeira da NATO, que vai ocorrer em Haia nos dias 24 e 25 de junho. Desde que voltou ao poder, Trump tem pressionado os membros da Aliança Atlântica para que aumentem as suas despesas com defesa, e a participação na cimeira expressa a continuidade desse enfoque.
- Volodymyr Zelensky, Presidente da Ucrânia, anunciou mudanças significativas na cadeia de comando militar do país com o intuito de manter o foco no combate contra a Rússia. Embora tenha mencionado algumas das novas nomeações, como a de Mykhailo Drapaty que agora se concentrará exclusivamente em questões de combate, Zelensky não divulgou todos os nomes dos responsáveis pelas áreas de treino e recrutamento das forças terrestres.
- A Ucrânia foi convidada para a cimeira da NATO que se realizará nos Países Baixos no final de junho, como confirmado pelo Presidente Zelensky. Contudo, Zelensky ainda não especificou quem representará o país no evento. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Andrii Sybiha, será responsável pela discussão de questões de infraestruturas durante a cimeira.
- Foi reportado um ataque russo na cidade de Sumy, que resultou na morte de quatro pessoas, incluindo um homem de 43 anos, enquanto a sua filha de sete anos sofreu ferimentos graves. Este incidente ilustra as tensões persistentes entre as forças ucranianas e russas, com Zelensky classificando o evento como um ataque deliberado contra civis.
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Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com a guerra na Ucrânia ao longo do dia de ontem, terça-feira.
Continue, por favor, a acompanhar-nos neste novo artigo. Muito obrigado!
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Zelensky anuncia remodelação na cadeia militar ucraniana
O Presidente ucraniano revelou hoje uma remodelação na cadeia militar. No habitual discurso diário, Volodymyr Zelensky explicou que o objetivo das mudanças é garantir que as forças ucranianas permanecem focadas no combate à Rússia.
A primeira alteração diz respeito ao major Mykhailo Drapaty, o comandante das forças terrestres da Ucrânia que submeteu a sua demissão na sequência de um ataque russo a uma área de treino no fim de semana passado, que resultou em 12 mortos e mais de 60 feridos. “Agora vai concentrar-se exclusivamente em questões de combate e foi nomeado Comandante das Forças Conjuntas para que possa dedicar-se totalmente à linha de frente”, afirmou Zelensky.
Right now in Sumy region, doctors are providing all necessary assistance to those wounded by a Russian strike. The Russians struck right on the street, hitting ordinary residential buildings. Sleazebags.
There have been virtually no days without killings during this whole time,… pic.twitter.com/55ElFJ8ETJ
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) June 3, 2025
Já os assuntos das forças terrestres especialmente ligados ao treino e preparação dos militares ou a mudanças nos centros de recrutamento ficarão a cargo de outro responsável, indicou, sem avançar um nome.
O líder ucraniano disse ainda que foi aprovada a nomeação de Oleh Apostol para comandante das forças de assalto aéreo e Robert Brovdi como comandante das forças de sistemas não tripulados. “Isto também significa um maior foco nas questões de combate”, destacou Zelensky, acrescentando que o sucesso das melhores brigadas deve ser replicado em todo o exército.
O chefe de Estado revelou também que Vadym Sukharevskyi foi nomeado número dois na cadeia do Comando Operacional Oriental e que a sua principal tarefa será modernizá-lo. Já Ihor Skybiuk foi nomeado vice-chefe do Estado-Maior.
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Lituânia e Polónia vão pedir na cimeira de Haia gastos de 5% para todos os aliados da NATO
Os Presidentes da Lituânia, Gitanas Nauseda, e da Polónia, Andrzej Duda, reiteraram hoje que, na próxima cimeira da NATO em Haia, a decorrer este mês, defenderão conjuntamente que todos os membros da Aliança gastem 5% do PIB em defesa.
Numa reunião bilateral realizada em Palanga, Lituânia, os dois líderes reafirmaram o “firme compromisso com a segurança regional e a defesa da NATO” e instaram os aliados a garantir que o aumento do orçamento da defesa não é apenas uma promessa, mas um “plano de ação concreto”.
Embora tenha sido sugerido que o ano de 2030 seria a data ideal para atingir um gasto de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) em defesa, a Polónia e a Lituânia pretendem alcançá-lo já no próximo ano, “demonstrando a sua seriedade face à mudança da situação geopolítica”, segundo explicou Nauseda.
No encontro de hoje, os presidentes recordaram o dia em que viajaram juntos para Kiev, nas vésperas da invasão da Ucrânia pela Rússia, em fevereiro de 2022, para manifestar o seu apoio ao Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
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Trump vai participar na cimeira da NATO em Haia
O Presidente norte-americano, Donald Trump, vai participar na cimeira da NATO, agendada para 24 e 25 de junho, em Haia, nos Países Baixos, avançou hoje a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.
Desde que regressou ao poder, em janeiro passado, o Presidente dos Estados Unidos tem exigido repetidamente aos membros da Aliança Atlântica para que aumentem substancialmente as despesas militares.
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EUA não foram informados anteriormente do ataque ucraniano a bases russas
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que os EUA não foram informados anteriormente do ataque realizado pela Ucrânia nas bases russas da Sibéria.
Questionada sobre se Donald Trump aprovava destes ataques, Leavitt disse aos jornalistas que teriam de fazer essa pergunta a ele.
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Trump continua "positivo" sobre progressos nas negociações Rússia-Ucrânia
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, revelou que Donald Trump “permanece positivo sobre os progressos” nas negociações entre Rússia e Ucrânia, insistindo que “ambos os líderes” devem “sentar-se à mesa e falar diretamente um com o outro”.
Porém, acrescenta, Leavitt disse ainda que o líder é “um realista” que se apercebe “que estes são dois países em guerra há muito tempo”, garantindo que “está a trabalhar fortemente” para resolver a situação
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Ucrânia foi convidada para a cimeira da NATO, afirma Zelensky
A Ucrânia foi convidada para a próxima cimeira da NATO, confirmou o Presidente do país, Volodymyr Zelensky, falando aos jornalistas por vídeochamada.
“Fomos convidados para a cimeira da NATO. Acho que isto é importante”, afirmou o líder, citado pelo Kyiv Independent.
Porém, Zelensky não especificou quem irá representar Kiev na cimeira que se irá realizar em Haia, no final do mês de junho.
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Central de Zaporíjia não pode ser reativada por enquanto, diz chefe da AIEA
A central nuclear de Zaporíjia, ocupada pela Rússia desde 2022, está desativada desta altura pelos combates ativos nas proximidades. Reativá-la, diz o chefe da AIEA, Rafael Grossi, ainda não é possível.
“Não estamos numa situação de reinício iminente da fábrica. Longe disso, levará algum tempo até que isso possa ser feito”, contou à Reuters, acrescentando que essa operação implica bombear água do rio Dnipro e ainda uma inspeção aos mecanismos da central, que não funcionam há três anos.
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Lula diz que "o Ocidente também tem alguma responsabilidade" na Guerra da Ucrânia
O Presidente do Brasil, Lula da Silva, disse que o “Ocidente também tem alguma responsabilidade” na Guerra da Ucrânia, apesar de afirmar que “o erro foi cometido por Putin quando decidiu invadir a Ucrânia”.
“Nenhum país tem o direito de invadir o território de outro, especialmente quando ainda existe espaço para negociação”, afirmou Lula numa entrevista ao jornal francês Le Monde.
Porém, para o líder, a atitude dos EUA e da Europa piorou a situação naquela região.
“Joe Biden, com quem falei muito, pensava que a Rússia tinha de ser destruída. E a Europa, que durante muito tempo representou uma via intermédia no mundo, alinhou com Washington e está agora a gastar milhares de milhões em rearmamento. Isto preocupa-me. Se só falarmos de guerra, nunca haverá paz”, acrescentou.
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Kremlin. Reunião Trump-Zelensky-Putin é "pouco provável" nos próximos tempos
É “pouco provável” que possa ocorrer, nos próximos tempos, uma reunião onde participem Zelensky e Putin, além do norte-americano Donald Trump, como aquela que foi sugerida pelo Presidente turco.
O porta-voz do Kremlin, Dmitrii Peskov, citado pelas agências noticiosas russas (via portal Ukrinform), reiterou a posição que tem sido manifestada pela Rússia a este respeito. “Falando com franqueza, é muito improvável no curto prazo, porque o Presidente Putin já sublinhou que está disponível para contactos de alto nível mas também acautelou que esses contactos só devem surgir após serem atingidos consensos ao nível técnico”.
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Serviços de Segurança da Ucrânia avançam que fizeram terceiro ataque contra a ponte da Crimeia
Os Serviços de Segurança da Ucrânia (SBU) avançam que fizeram um terceiro ataque contra a ponte da Crimeia.
Segundo o Kyiv Independent, este ataque foi feito dentro de água, com o objetivo de tentar danificar a estrutura que sustenta a ponte.
“A operação durou vários meses”, dizem os SBU em comunicado. “Os suportes subaquáticos dos pilares foram severamente danificados no nível inferior – 1.100 kg de explosivos equivalentes a TNT contribuíram para isso”, explicam os SBU.
Esta é a terceira vez que a Ucrânia atinge a ponte que liga a Rússia à Crimeia: o primeiro ataque aconteceu em 2022 e o segundo em 2023.
“Hoje, continuamos essa tradição debaixo de água”, diz o comunicado dos SBU. “Nenhuma instalação russa ilegal tem lugar no território do nosso Estado. Portanto, a Ponte da Crimeia é um alvo absolutamente legítimo, especialmente considerando que o inimigo a utilizou como artéria logística para abastecer as suas tropas.”
A Rússia anexou a Crimeia em 2014.
СБУ провела нову унікальну спецоперацію і втретє вразила Кримський міст — цього разу під водою!
Операція тривала декілька місяців. Агенти СБУ замінували опори цього незаконного об’єкта.
➡️ https://t.co/Rf4fR7QDXk pic.twitter.com/wgsS4HoCbc
— СБ України (@ServiceSsu) June 3, 2025
(Entrada atualizada às 12h45)
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Ucrânia foi convidada para cimeira da NATO no final de junho
A Ucrânia foi convidada para a cimeira da NATO, que se realiza nos Países Baixos no final de junho. A confirmação foi dada pelo Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.
“Fomos convidados para a cimeira da NATO. Penso que isto é muito importante”, afirmou Zelensky numa conferência de imprensa em que estiveram presentes vários jornais, incluindo o Kyiv Independent.
Zelensky não confirmou explicitamente se ele próprio irá marcar presença na cimeira, em Haia, mas indicou que, “agora, [o ministro dos Negócios Estrangeiros Andrii] Sybiha vai falar com os seus colegas a respeito de infrastruturas e possíveis conclusões da cimeira em Haia”.
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Ministro checo compara exigências russas ao que pediram os Nazis em 1938
O ministro dos Negócios Estrangeiros da República Checa comparou as exigências russas para terminar a guerra ao que pediram os Nazis em 1938, antes da Segunda Guerra Mundial.
Numa análise ao plano conhecido nas últimas horas, Jan Lipavský, escreveu na rede social X que a abordagem russa à negociação se assemelha ao modo de atuação da Alemanha Nazi.
“O que estamos a ver é mais um fascículo dos planos de ‘paz’ da Rússia. É igual ao que já tínhamos visto: não devemos ser tomados como idiotas”, afirmou o responsável.
Para o ministro checo, o plano sintetiza-se da forma seguinte: “a Ucrânia tem de se render, o Ocidente tem de ceder, é o que queriam em 1938 e é o que quer o Kremlin desde 2014”.
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Rússia lança "ataque selvagem" a Sumy, que matou três pessoas e feriu cerca de 20, incluindo uma menor
A Rússia lançou “um ataque selvagem” na cidade de Sumy, afirmou Volodymyr Zelensky nesta terça-feira. O Presidente ucraniano que acusa as forças militares invasoras de “alvejar a cidade”, num “ataque deliberado contra civis”.
De acordo com os primeiros balanços, pelo menos três civis terão morrido e cerca de 20 ficaram feridos, incluindo uma menor. Essa vítima tem 17 anos e ficou ferida devido aos bombardeamentos com rockets que atingiram carros e, também, edifícios residenciais e uma unidade de saúde.
“Este ataque diz tudo o que alguém precisa de saber sobre o ‘desejo’ da Rússia de acabar com esta guerra”, escreveu Zelensky na rede social X.
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Vitali Klitschko, o ex-boxeur que lidera câmara de Kiev, acusa Zelensky de "autoritarismo"
“Um dia disse que havia um cheiro a autoritarismo no nosso país. Agora acho que o país tresanda a isso”, afirmou Vitali Klitschko, o ex-boxeur que é presidente da câmara de Kiev.
Vitali Klitschko, o ex-pugilista que lidera câmara de Kiev, acusa Zelensky de “autoritarismo”
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Kiev acusa Rússia de ter atacado país com 112 drones durante a noite
A Força Aérea da Ucrânia disse esta terça-feira que as forças russas lançaram durante a noite um total de 112 drones contra o território ucraniano tendo sido atingidas 11 instalações que não foram especificadas.
Os principais alvos do ataque foram as regiões ucranianas de Chernobyl (norte), Kharkov e Sumi (nordeste), Poltava (centro), Odessa (sul) e Donetsk (leste).
As defesas ucranianas conseguiram neutralizar 75 aparelhos aéreos não tripulados (drones) Shahed (fabrico iraniano) em várias regiões do leste, sul e norte da Ucrânia, de acordo com o relatório da Força Aérea da Ucrânia.
A Rússia e a Ucrânia continuam a trocar ataques todas as noites.
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Ucrânia abdica de quatro regiões e não aumenta exército. As exigências "mínimas" de Putin para acabar a guerra
A Rússia só aceita terminar a guerra se a Ucrânia retirar as suas tropas de quatro regiões do leste do país – todas elas já controladas, pelo menos parcialmente pela Rússia – e Kiev tem, também, de aceitar limitações ao tamanho do seu exército. Estas são algumas das exigências “mínimas” feitas pela Rússia para acabar a guerra.
De acordo com a Reuters e o britânico The Telegraph, o longo memorando entregue pelos negociados russos em Istambul não foge muito às exigências que foram sendo feitas pela Rússia nos últimos anos – e que, para a Ucrânia, significariam uma rendição total.
No documento intitulado “Parâmetros mínimos para um acordo final”, a Rússia define que as quatro regiões – Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporíjia – têm de ser entregues pela Ucrânia, a autoridade russa sobre essas regiões tem de ser reconhecida – e também na Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, tem de haver uma desistência formal por parte da Ucrânia.
Além disso, a Ucrânia tem de aceitar limites à dimensão do seu exército e assumir um compromisso de “neutralidade” – impedindo que existam tropas estrangeiras no território ucraniano. Também se exige uma interrupção de fornecimentos de armas pelos aliados ocidentais à Ucrânia.
A Rússia exige, também, que a Ucrânia tem de deixar o gás natural russo atravessar o país. Kiev também ficaria obrigado a proibir qualquer “glorificação ou promoção do nazismo e neonazismo” na Ucrânia – o que vai ao encontro das alegações russas de que Zelensky e o seu regime são movidos por um neonazismo.
Numa segunda parte do memorando, para haver um cessar-fogo de 30 dias é dito que a Ucrânia tem duas hipóteses: ou retira as tropas das quatro regiões ou aceita retirar o país de lei marcial e promover eleições.
Alguns detalhes deste plano já tinham sido divulgados, na última noite, pela imprensa russa.
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Rússia admitiu ter raptado crianças ucranianas, garante Volodymyr Zelensky
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, garantiu na noite de segunda-feira que a Rússia reconheceu implicitamente ter raptado crianças ucranianas desde o início da invasão. Em russo, os membros da delegação que estiveram presentes na segunda-feira em Istambul, terão dito que a Ucrânia falar sobre esse tema é “fazer uma fita para ser vista por senhoras europeias sem filhos”.
“Quero que os nossos jornalistas, o nosso povo — e não apenas o nosso — compreendam a atitude [da Rússia] em relação a questões humanitárias. Primeiro, disseram-nos para não ‘dar um espetáculo a senhoras velhinhas europeias sem filhos’ — foi assim que se expressaram em russo. Esta é a atitude deles quando levantámos a questão das crianças”, afirmou Zelensky durante uma conferência de imprensa online onde esteve o jornal Kyiv Independent.
A Ucrânia documentou mais de 19.500 casos de crianças que foram levadas à força para a Rússia, Bielorrússia ou territórios ocupados desde o início da invasão em grande escala em fevereiro de 2022. De acordo com dados oficiais, apenas cerca de 1.300 delas foram trazidas de volta para áreas sob controlo ucraniano.