Momentos-chave
- O que aconteceu até agora
- Porta-voz do Ministério os Negócios Estrangeiros russo acusa Ucrânia e UE de recorrer a "métodos terroristas"
- Putin acusa Kiev de terrorismo e questiona condições para dialogar
- Papa apelou a Putin para que "tome um gesto que favoreça a paz"
- Apoio militar recebido este ano pela Ucrânia é o maior desde o início da guerra, diz ministro da Defesa de Kiev
- Putin disse a Trump que Ucrânia quis "perturbar" negociações de Istambul com ataques
- Serviço de Segurança da Ucrânia divulga vídeo da Operação Teia de Aranha, que terá abatido 41 aviões
- Vladimir Putin falou pela primeira vez ao telefone com o Papa Leão XIV
- Donald Trump falou ao telefone com Vladimir Putin
- Chefe de gabinete de Zelensky encontrou-se com Marco Rubio em Washington DC
- Dez detidos em homenagens a Alexei Navalny na Rússia
- Nuno Melo diz que empresa de drones de fabrico português está a recrutar na Ucrânia
- Putin acusa governo ucraniano de ser "podre até ao âmago e completamente corrupto"
- Lavrov diz que a Rússia deve recorrer a "todos os meios" para atingir os objetivos na Ucrânia. E Putin concorda
- Zelensky propõe cessar-fogo com a Rússia até um encontro com Putin
- Zelensky reivindica direito à defesa em nome do direito internacional e do "bom senso"
- Rússia garante que ataque ucraniano a ponte da Crimeia não causou estragos
- Rutte avisa Putin que um hipotético ataque russo à NATO teria uma resposta "devastadora"
- Rutte relativiza ausência de Hegseth em reunião de apoio à Ucrânia e garante compromisso dos EUA
- Rússia reage oficialmente aos ataques ucranianos do fim de semana. Há uma "investigação" em curso
- Pete Hegseth não vai à reunião dos aliados pela Ucrânia. É a primeira vez que um Secretário da Defesa dos EUA falha tal encontro
Histórico de atualizações
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O que aconteceu até agora
- Vladimir Putin acusou a Ucrânia de realizar ataques terroristas em regiões fronteiriças russas, como Bryansk e Kursk, e na ponte da Crimeia, classificando o governo ucraniano como terrorista. Alegou também que a Ucrânia estava a usar o cessar-fogo como uma oportunidade para se rearmar. Putin questionou a viabilidade de dialogar com o governo de Kiev sob estas condições, levantando dúvidas sobre a realização de conversações de paz.
- Em resposta a alegados ataques ucranianos, incluindo a operação “Teia de Aranha”, que terá destruído 41 aviões russos, a Rússia iniciou uma “investigação” para apurar os fatos. Estas ações têm aumentado o risco de escalada do conflito, conforme notado por Keith Kellogg, enviado especial dos Estados Unidos para a Ucrânia. Kellogg destacou que a operação ucraniana elevou significativamente os riscos de segurança, dada a sua implicação no sistema nuclear da Rússia.
- A força aérea ucraniana abateu 36 dos 95 drones de ataque lançados pela Rússia durante a noite, confirmando no seu balanço diário que sete civis morreram e 52 ficaram feridos em ataques russos. A maior parte do número de vítimas foi registada na região de Sumy. Por outro lado, o exército russo afirmou ter capturado mais uma aldeia na região ucraniana de Sumy, numa tentativa de criar uma zona de segurança e impedir incursões ucranianas.
- O Papa Leão XIV falou ao telefone com Vladimir Putin, apelando a um gesto que favoreça a paz, e destacou a importância do diálogo para resolver o conflito. Os dois líderes discutiram ainda esforços para a troca de prisioneiros, com Putin a reiterar o seu interesse em alcançar a paz de forma diplomática. O Kremlin adiantou que ambos os lados manifestaram a sua intenção de manter contactos futuros.
[A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 3.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui e o segundo aqui.]
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Bom dia! Este liveblog fica por aqui, mas pode continuar a seguir a cobertura do Observador sobre a guerra na Ucrânia neste outro artigo em direto, que agora abrimos.
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Embaixador dos EUA na NATO garante defesa em caso de ataque mas avisa que aliados devem aumentar contribuições
O embaixador dos EUA para a NATO, Matthew Whittaker, avisou que os aliados devem cumprir as obrigações da NATO e subir as contribuições financeiras — estabelecidas no artigo 3.º do tratado que criou a organização. Ainda assim, os EUA garantem que “defenderá cada centímetro do território dos aliados”.
“O nosso compromisso com o Artigo 5º [que garante defesa mútua em caso de ataque] mantém-se, mas também pensamos que é razoável que os nossos Aliados também se comprometam com o Artigo 3º, que inclui a sua defesa individual e a defesa coletiva”, sublinhou Whitaker numa conferência transcrita no site da Casa Branca.
“Vou direto ao cerne da nossa mensagem: 5%”, disse ainda o embaixador, carregando no ponto da subida das contribuições.
“A paz através da força não exige nada menos do que isso, e exige-o igualmente de todos os Aliados. Isto não vai ser apenas uma promessa. Vai ser um compromisso”, acrescentou, sublinhando que deve ser um compromisso a começar “a partir de agora”.
“Todos os Aliados devem comprometer-se a investir pelo menos 5% do PIB em defesa e segurança. Mais uma vez, isto não é uma sugestão; é uma base para a dissuasão”, insistiu Whitaker.
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Porta-voz do Ministério os Negócios Estrangeiros russo acusa Ucrânia e UE de recorrer a "métodos terroristas"
A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Maria Zakharova, acusou a Ucrânia e os seus “patrocinadores do Ocidente e da UE” de recorrerem “aos seus métodos terroristas favoritos” para “descarrilar uma nova ronda de negociações em Istambul” e “sabotar o processo de paz emergente”.
Numa conferência, citada no site do ministério, a porta-voz acusa os aliados de explodir um carro e carris ferroviários na região de Bryansk e de detonar uma ponte ferroviária na região de Kursk.
“Os terroristas, agindo sob as ordens do regime de Vladimir Zelensky e guiados pela sua lógica perversa, planearam tudo para que os seus ataques atingissem centenas de civis, incluindo muitas crianças”, alegou ainda Zakharova.
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Putin acusa Kiev de terrorismo e questiona condições para dialogar
O Presidente russo, Vladimir Putin, acusou hoje a Ucrânia de organizar “ataques terroristas” contra o seu país e questionou se há condições para dialogar “com aqueles que se apoiam no terror”.
“Entre pesadas perdas, recuando em todos os setores da frente, numa tentativa de intimidar a Rússia, a liderança em Kiev passou a organizar ataques terroristas”, declarou Putin durante uma reunião com o Governo transmitida em direto pela televisão.
O líder do Kremlin (presidência russa), que se referiu a recentes ataques ucranianos nas regiões fronteiriças de Bryansk e Kursk e à ponte da Crimeia, colocou de seguida em causa a exigência por parte de um cessar-fogo de 30 dias antes de negociações de paz, bem como de um encontro tripartido de alto nível, que incluiria o Presidente norte-americano, Donald Trump.
“Pedem a cessação das ações militares durante 30 ou mesmo 60 dias. Pedem uma reunião ao mais alto nível. Mas como é que uma reunião como esta pode ser realizada nestas condições? Para discutir o quê? Quem conversa com aqueles que se apoiam no terror, com os terroristas?”, questionou.
Vladimir Putin acrescentou que uma trégua serviria apenas para “encher o regime [de Kiev] com armas ocidentais, continuar a mobilização forçada e preparar outros atos terroristas semelhantes aos cometidos nas regiões de Bryansk e Kursk”, onde as autoridades russas indicaram sete mortes e dezenas de feridos em resultado de explosões no passado fim de semana em duas pontes ferroviárias.
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Papa apelou a Putin para que "tome um gesto que favoreça a paz"
O Papa Leão XIV apelou “à Rússia para que tome um gesto que favoreça a paz” na conversa com o Presidente russo, Vladimir Putin, informa a Vatican News, citando o porta-voz Matteo Bruni.
No comunicado, lê-se ainda que o Papa pediu para que se enfatizasse “a importância do diálogo para criar contactos positivos entre as partes e procurar soluções para o conflito”.
“O Papa Leão XIV e o Presidente Putin também discutiram os esforços em curso para a troca de prisioneiros e o valor do trabalho que o Cardeal Matteo Maria Zuppi, Arcebispo de Bolonha, está a fazer a este respeito”, lê-se ainda na Vatican News.
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Apoio militar recebido este ano pela Ucrânia é o maior desde o início da guerra, diz ministro da Defesa de Kiev
O apoio militar recebido pela Ucrânia este ano é o maior total desde o início da guerra, em fevereiro de 2022, segundo o ministro da Defesa da Ucrânia, Rustem Umerov, depois da reunião do Grupo de Contacto para a Defesa da Ucrânia esta quarta-feira.
Para o ministro, que publicou sobre o assunto no Facebook, o encontro “confirmou uma vez mais que os nossos parceiros continuam a ser fiáveis e resolutos no apoio à Ucrânia”.
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Putin disse a Trump que Ucrânia quis "perturbar" negociações de Istambul com ataques
Na chamada entre os líderes esta quarta-feira, Vladimir Putin disse a Trump que a Ucrânia tentou perturbar as negociações em Istambul entre representantes de Moscovo e de Kiev, através de “ataques dirigidos a alvos puramente civis”, disse o assessor presidencial Yuri Ushakove.
“O lado russo não cedeu às provocações e a segunda ronda, como sabemos, teve lugar em Istambul”, acrescentou, citado pela agência Interfax.
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Serviço de Segurança da Ucrânia divulga vídeo da Operação Teia de Aranha, que terá abatido 41 aviões
O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) divulgou um vídeo que mostra a Operação Teia de Aranha, que atacou vários aviões russos dentro de bases aéreas na Sibéria.
“Como resultado da operação especial ‘Teia de Aranha’, que foi supervisionada pessoalmente pelo Presidente Volodymyr Zelensky e executada pelo chefe dos SBU, Vasyl Malyuk, e pelo pessoal dos SBU, foram atingidos 41 aviões russos”, lê-se no comunicado sobre o vídeo publicado no site do serviço.
“As imagens mostram, nomeadamente, drones da SBU a atacar quatro aeródromos inimigos: Olenya, Ivanovo, Diaghilev e Belaya. Era aí que estava baseada a aviação estratégica do Estado agressor, que bombardeia regularmente cidades ucranianas pacífica”, acrescentou ainda o serviço de segurança.
O SBU alega que foi usada nos ataques “uma moderna tecnologia de controlo de UAV, que combina algoritmos autónomos de inteligência artificial e intervenção manual do operador”.
“O custo estimado do equipamento destruído na operação especial do SBU é superior a 7 mil milhões de dólares”, diz ainda o comunicado.
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Vladimir Putin falou pela primeira vez ao telefone com o Papa Leão XIV
O Presidente russo Vladimir Putin e o Papa Leão XIV falaram ao telefone pela primeira vez, informou o Kremlin num comunicado publicado no seu site.
No texto sobre a chamada, Vladimir Putin terá felicitado o Papa e “reiterou o seu interesse em alcançar a paz” na Ucrânia “através de meios políticos e diplomáticos, sublinhando que, para uma resolução final, justa e abrangente da crise, é necessário eliminar as suas causas profundas”.
O Presidente da Rússia disse ainda que o país está a “tomar todas as medidas possíveis para reunir as crianças com os seus familiares”.
Já o Papa, diz o Kremlin, “manifestou o seu apreço pela sua disponibilidade para ajudar a resolver a crise, nomeadamente pela participação do Vaticano, numa base despolitizada, na resolução de questões humanitárias graves”.
No comunicado russo, lê-se que o líder afirmou que a Ucrânia está “a apostar na escalada do conflito e a levar a cabo sabotagens contra infraestruturas civis em território russo”.
“Foi sublinhado que o recente ataque deliberado e direcionado contra civis levado a cabo pela parte ucraniana é inequivocamente qualificado como terrorismo no direito internacional”, alegou ainda o Kremlin, que terá ainda insistido que “a Santa Sé seja mais ativa no apoio à liberdade de religião na Ucrânia”.
“A conversa foi construtiva. Ambas as partes manifestaram a sua intenção de prosseguir os contactos”, conclui o comunicado.
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Donald Trump falou ao telefone com Vladimir Putin
Donald Trump e Vladimir Putin falaram ao telefone esta quarta-feira, anunciou o Presidente dos EUA na rede social Truth Social.
Na publicação, Trump diz que a conversa foi “boa” mas que não vai conduzir “a uma paz imediata”.
“Discutimos o ataque da Ucrânia aos aviões russos e também vários outros ataques que têm vindo a ser efetuados por ambas as partes”, acrescentou, sublinhando que o líder russo lhe garantiu que irá “responder” com “muita veemência” ao bombardeamento.
Donald Trump/Truth Social
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ONU. "Resoluções de segurança não param tanques"
O investigador de história militar Pedro Nascimento considera que as resoluções de segurança da ONU são pouco eficazes no terreno e que Gaza caminha para não ter solução.
Ouça aqui o episódio na íntegra.
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Chefe de gabinete de Zelensky encontrou-se com Marco Rubio em Washington DC
Andriy Yermak, chefe de gabinete do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, encontrou-se com o secretário de Estado e conselheiro de segurança nacional interino, Marco Rubio, em Washington DC.
“Debatemos a situação na linha da frente e a necessidade urgente de reforçar o apoio à defesa aérea da Ucrânia”, escreveu Yermak na rede social X.
“Trocámos também impressões sobre as reuniões com os russos em Istambul, o caminho futuro das negociações, a próxima troca de prisioneiros e a importância de trazer de volta todos os reféns e crianças raptados pela Rússia”, acrescentou, tendo falado ainda sobre os esforços da Ucrânia para um cessar-fogo,
In Washington, I met and held talks with U.S. Secretary of State @SecRubio, who is also serving as Acting National Security Adviser to the @POTUS.
We discussed the situation on the front lines and the urgent need to strengthen support for Ukraine’s air defense. pic.twitter.com/UVRBaaa5Tw
— Andriy Yermak (@AndriyYermak) June 4, 2025
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Dez detidos em homenagens a Alexei Navalny na Rússia
Dez pessoas foram detidas em várias partes da Rússia durante homenagens ao político da oposição Alexei Navalny, que morreu em fevereiro de 2024 numa prisão daquele país e que faria 49 anos esta quarta-feira.
Só em Novossibirsk, oito pessoas terão sido detidas, incluindo políticos locais, informa o Moscow Times.
Num vídeo partilhado pelo órgão independente RusNews no Telegram, vê-se uma carga policial sobre o grupo de pessoas que colocavam flores num monumento contra a repressão política em homenagem ao 49.º aniversário de Navalny.
Os outros dois detidos, lê-se, foram em homenagens semelhantes nas cidades de São Petersburgo e Saratov.
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Nuno Melo diz que empresa de drones de fabrico português está a recrutar na Ucrânia
Nuno Melo, ainda ministro da Defesa em gestão, garante que há uma empresa portuguesa “líder mundial” a trabalhar na Ucrânia para produzir drones para as forças do país, como parte do esforço português de apoio à Ucrânia.
Esta entrada da empresa inclui-se no “compromisso de investimento na Ucrânia de 221 milhões de euros” de Portugal, diz o ministro, explicitando que será feito “em diferentes áreas”, incluindo “equipamentos e treino”.
“Portugal mantém-se firme do lado da Ucrânia e dos nossos aliados, numa ajuda que é pela defesa das liberdades, do nosso modo de vida e da democracia, sem nenhum tipo de dúvidas”, disse ainda o ministro.
Sobre um possível reforço das contribuições portuguesas para a NATO, o ministro reenvia a responsabilidade para o próximo governo depois de ser empossado, no qual ele próprio assumirá a pasta de Defesa.
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Putin acusa governo ucraniano de ser "podre até ao âmago e completamente corrupto"
Vladimir Putin afastou a ideia de um cessar-fogo e de uma cimeira com a Ucrânia, face aos ataques mais recentes de Kiev, como a operação Spiderweb ou a explosão na ponte que liga a Crimeia a território continental russo.
Numa reunião com altos funcionários russos, Putin defendeu que Kiev não quer alcançar a paz, por entender que “isso significaria a perda de poder” e considerou o governo ucraniano “podre até ao âmago e completamente corrupto”, em declarações citadas pela agência RIA Novosti.
O Presidente da Rússia salientou igualmente que uma pausa no conflito apenas seria usado pela Ucrânia para desencadear uma “mobilização forçada, aumentar o armamento e planear ataques terroristas”.
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Lavrov diz que a Rússia deve recorrer a "todos os meios" para atingir os objetivos na Ucrânia. E Putin concorda
Sergei Lavrov sinalizou hoje alguns progressos nas conversações entre as representações diplomáticas da Rússia e da Ucrânia em Istambul, Turquia, mas avisou que as forças russas vão usar tudo o que estiver ao seu alcance para atingir os objetivos.
Para o ministro russo dos Negócios Estrangeiros, a Rússia não deve cair nas “provocações criminosas” da Ucrânia e deve recorrer a “negociações e a todos os meios” para atingir os objetivos, em declarações citadas no The Guardian, num encontro com o Presidente russo. Após as declarações de Lavrov, Vladimir Putin afirmou: “Concordo com isso”.
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Presidente da Ucrânia anuncia nova troca de 500 prisioneiros com a Rússia no fim de semana
O Presidente ucraniano anunciou hoje que Kiev e Moscovo planeiam trocar 500 prisioneiros de guerra, de cada lado, no fim de semana, depois de terem concordado, na segunda-feira, libertar os feridos, gravemente doentes ou com menos de 25 anos.
“Hoje, as nossas equipas realizaram consultas sobre a troca acordada. O lado russo informou-nos que está pronto para transferir 500 pessoas neste fim de semana, no sábado ou domingo, das cerca de mil que acordámos trocar, pelo que estaremos prontos para trocar a quantidade correspondente”, afirmou Volodymyr Zelensky, em conferência de imprensa, citado pela agência de notícias ucraniana Ukrinform.
Zelensky acrescentou que os jornalistas e outros civis ucranianos mantidos em cativeiro pelas autoridades russas poderão ser incluídos nas trocas acordadas na segunda-feira em Istambul, na Turquia.
Além das trocas de prisioneiros referidas, ambos os lados concordaram trocar os restos mortais de 6.000 soldados mortos de cada lado que estão na posse do inimigo.
A Rússia e a Ucrânia já tinham acordado trocar mil prisioneiros de cada lado no primeiro encontro direto entre representantes dos dois países em três anos, também realizado em Istambul, a 16 de maio. Esta troca, a maior de toda a guerra, aconteceu dias depois, em três fases.
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Zelensky propõe cessar-fogo com a Rússia até um encontro com Putin
Volodymyr Zelensky lançou hoje uma proposta de cessar-fogo com a Rússia até que se realize um encontro entre os líderes dos dois países, na sequência de mais uma ronda de conversações. Em declarações aos jornalistas, o Presidente da Ucrânia assumiu inclusivamente que não teria sido lançada a operação Spiderweb se a Rússia tivesse aceitado a anterior proposta de cessar-fogo.
“Os russos não estão prontos para um cessar-fogo. Pelo menos esse nível de delegações não está pronto para resolver isso. E eles acreditam que essa é uma questão para os líderes. Eles mesmos nos disseram: a questão de um cessar-fogo é de um nível diferente. Propomos – e acredito que os nossos parceiros nos podem apoiar — aos “russos” um cessar-fogo até a reunião dos líderes. A minha opinião pessoal é esta: primeiro, estamos prontos para uma reunião imediatamente… a reunião é à escolha dos russos: Istambul, Vaticano, Suíça – todos estão disponíveis”, disse, citado pela agência Ukrinform.
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Zelensky reivindica direito à defesa em nome do direito internacional e do "bom senso"
Numa mensagem publicada na rede social X, o Presidente da Ucrânia reiterou o direito da Ucrânia a se defender na guerra com a Rússia, depois de uma série de ataques de grande escala a infraestruturas russas.
“A Ucrânia nunca quis a guerra — mas tem todo o direito de se defender, de defender a sua independência e o seu povo. E é exatamente isso que estamos a fazer — por todos os meios ao nosso alcance. Este direito é garantido à Ucrânia pelo direito internacional, pela Carta das Nações Unidas e pelo simples bom senso humano”, declarou.
Ukraine has never wanted war – but it has every right to defend itself, its independence, and its people. And that is exactly what we are doing – by all means available to us. This right is guaranteed to Ukraine by international law, by the UN Charter, and by simple human common… pic.twitter.com/muclcfyuQR
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) June 4, 2025
Volodymyr Zelensky lembrou também que a “Rússia já utilizou milhares de mísseis e drones de ataque contra a Ucrânia” e que está a usar armas de outros países, como a Coreia do Norte ou o Irão, nos seus ataques. “O pessoal militar norte-coreano — as suas forças especiais — também está a lutar ao lado da Rússia contra a Ucrânia. A Ucrânia tem o direito de se defender”, salientou.
Por último, Zelensky enalteceu a operação Spiderweb na defesa do país e realçou as consequências para o lado russo: “A guerra está agora a infligir perdas e danos tangíveis também ao agressor. É a justiça a ser restabelecida. E isto é pressão em direção a uma verdadeira paz”.