Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • As tensões entre a Rússia e a Ucrânia mantêm-se elevadas. A Rússia anunciou avanços na Ucrânia após um ultimato dado por Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos, que exigiu um acordo de paz em 10 dias. As forças russas afirmaram ter infligido baixas e destruição significativa de equipamento militar em várias brigadas ucranianas, especialmente nas regiões de Donetsk e Dnipropetrovsk.
    • Donald Trump anunciou uma penalização adicional às tarifas de 25% aplicadas à Índia, em resposta às suas relações comerciais e militares com a Rússia. Trump salientou que a Índia é um dos maiores compradores de energia russa, juntamente com a China, numa altura em que se exige que a Rússia cesse as hostilidades na Ucrânia.
    • As forças ucranianas têm demonstrado uma capacidade defensiva significativa ao abater 51 dos 78 drones lançados pela Rússia durante uma única noite. Este episódio evidencia a persistência dos ataques aéreos russos e a resistência das defesas ucranianas em conter tais ofensivas.
    • Um piloto das Forças Armadas da Ucrânia foi detido sob suspeita de espionagem, alegadamente por transmitir informações militares à Rússia. As acusações incluem o repasse de dados sobre a localização de aviões e informações pessoais sobre pilotos ucranianos, o que poderia ter comprometido a segurança das operações da Força Aérea ucraniana.

    [Horas depois do crime, a polícia vai encontrar o assassino de Issam Sartawi, o dirigente palestiniano morto no átrio de um hotel de Albufeira. Mas, também vai descobrir que ele não é quem diz ser. “1983: Portugal à Queima-Roupa” é a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Um comando paramilitar tomou de assalto uma embaixada em Lisboa e esta execução sumária no Algarve abalou o Médio Oriente. É narrada pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Ouça o segundo episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E ouça o primeiro aqui]

  • Bom dia. Este liveblog fica arquivado, mas o Observador já abriu um novo para continuar a acompanhar os desenvolvimentos da guerra na Ucrânia. Siga-o aqui.

    Zelensky apela aos aliados para que promovam uma “mudança de regime” na Rússia

  • Trump impôs penalização à Índia — que acresce às tarifas — por compra de armas e energia à Rússia

    O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu impor uma “penalização” às tarifas de 25% aplicadas à Índia por comprar armas e receber fornecimento energético da Rússia

    Numa publicação na rede social Truth Social, o líder norte-americano apontou à relação entre a Índia e a Rússia a nível comercial — que não aprova.

    “Eles compraram a grande maioria do seu equipamento militar da Rússia e são os maiores compradores de ENERGIA da Rússia, juntamente com a China, numa altura em que todos querem que a Rússia PARE COM A MATANÇA NA UCRÂNIA — NADA DISSO É BOM!”, escreveu.

    “A ÍNDIA VAI, PORTANTO, PAGAR UMA TARIFA DE 25%, MAIS UMA MULTA PELO ACIMA REFERIDO, A PARTIR DE 1 DE AGOSTO. OBRIGADO PELA VOSSA ATENÇÃO A ESTE ASSUNTO. MAGA!”, lê-se.

  • "A China e a Rússia têm um desejo comum de enfraquecer EUA"

    Pedro Nascimento considera que os dois “parceiros táticos” estão a enviar mensagem aos EUA e aos seus aliados. Também afirma que Trump tem “intenção política” com os ucranianos.

    Ouça aqui o episódio na íntegra.

    “A China e a Rússia têm um desejo comum de enfraquecer EUA”

  • Piloto ucraniano detido por espiar para a Rússia. Passava localização de aviões e informações sobre pilotos, segundo os serviços secretos

    Um piloto das Forças Armadas da Ucrânia foi detido pelos serviços secretos ucranianos (SBU) por alegadamente passar informações militares para a espionagem russa.

    Num comunicado emitido pelos SBU, é explicado que o militar servia como major, atuando como “piloto instrutor”. numa brigada aérea que fazia “missões de combate para derrubar mísseis e drones inimigos” e treinava “em alvos terrestres, apoiando as operações da Força Aérea ucraniana”.

    Os serviços ucranianos, lê-se, acusam-no de transmitir dois tipos de informações.

    Em primeiro lugar, contam os serviços, passava dados sobre localização e tipos de caças usados pela força aérea ucraniana.

    “Em particular, os alvos prioritários do inimigo eram os aeródromos onde estavam baseados os aviões F-16, Mirage 2000 e Su-24”, explicam os SBU, acrescentando que as coordenadas e os horários de voo das aeronaves tinham sido recolhidas pelo agente.

    “Além disso, para garantir o sucesso do ataque inimigo, o suspeito preparou e transmitiu aos ocupantes um relatório analítico sobre as táticas necessárias, na sua opinião, para realizar ataques combinados. Isso permitiria aos russos desferir um ataque ‘contornando’ a defesa das respetivas instalações militares”, lê-se ainda no comunicado.

    Em seguida, o major das forças ucranianas transmitiria dados pessoais sobre pilotos, para além de táticas que cada militar usava e que tipo de armamento era usado nas aeronaves que pilotavam.

    “Para manter a conspiração, o suspeito entrava em contacto com o agente dos serviços secretos russos através de um canal de e-mail anónimo e utilizava ‘chats secretos’ em aplicações de mensagens instantâneas”, acrescentou.

  • Geórgia foi palco de exercícios militares com tropas da NATO

    A Geórgia acolheu, na última sexta-feira, exercícios militares com tropas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), numa altura em que o governo do país é acusado de abandonar uma política pró-Ocidente em favor de uma aproximação à Rússia.

    Os exercícios, que ocorreram perto de Tbilisi, fazem parte de uma série de operações conjuntas programadas para durar de 21 de julho a 8 de agosto na Geórgia e na Turquia, explicou o Ministério da Defesa da Geórgia, citado pelo Le Monde.

    Estão reunidos mais de dois mil militares de dez países: Estados Unidos, Geórgia, Ucrânia, Alemanha, Lituânia, Polónia, Turquia, Bulgária, Roménia e Moldávia.

  • Rússia rejeita acusações de planear interferir nas eleições legislativas da Moldávia

    A Rússia rejeitou as acusações da Presidente moldava, Maia Sandu, de que Moscovo está a preparar uma “interferência sem precedentes” nas eleições legislativas de 28 de setembro na Moldávia.

    “Isso não corresponde à realidade, a Rússia não interfere nos assuntos internos de outros países”, afirmou o porta-voz do Kremlin (presidência russa), Dmitri Peskov, na habitual conferência de imprensa telefónica diária, quando questionado sobre as declarações da líder moldava.

    Peskov contrapôs e acusou as autoridades da Moldávia de violarem os direitos eleitorais dos cidadãos moldavos que vivem fora do país.

    “Lamentamos ver que os direitos eleitorais de muitos moldavos estão a ser restringidos e violados. Digam o que disserem de Chisinau, do nosso ponto de vista, é claro que os direitos dos moldavos que vivem noutros países, incluindo no território da Federação Russa, devem ser garantidos”, sublinhou Peskov.

    Maia Sandu, que defende a adesão à União Europeia (UE) para reduzir a influência russa sobre o país, estimou que o dinheiro de Moscovo para “financiar a corrupção eleitoral” ascende a “cerca de 100 milhões de euros”.

    Por esta razão, a chefe de Estado convocou com urgência o Conselho de Segurança da Moldávia para discutir medidas de resposta à interferência eleitoral estrangeira.

    “Esta informação é de grande importância para a segurança nacional e para a democracia. A ameaça à ordem pública e à segurança nacional é enorme e todas as instituições públicas, bem como a sociedade, devem compreender este perigo e unir-se em defesa”, explicou a Presidente.

    Sandu já tinha acusado previamente a Rússia de estar a executar uma “guerra híbrida” contra o país que antigamente pertencia à União Soviética, acusando Moscovo de realizar ataques informáticos e campanhas de desinformação.

  • Rússia reclama avanços na Ucrânia apesar de ultimato dos Estados Unidos

    A Rússia reclamou hoje avanços das suas tropas na Ucrânia, um dia depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter anunciado um ultimato de 10 dias para um acordo de paz.

    “Unidades do grupo de tropas ‘Leste’ continuaram o seu avanço em direção às defesas inimigas”, afirmou o Ministério da Defesa russo na rede social Telegram.

    De acordo com o relatório militar, as forças russas infligiram baixas e perdas de equipamento militar a quatro brigadas mecanizadas das Forças Armadas da Ucrânia, bem como a duas brigadas de defesa territorial e a uma brigada da Guarda Nacional da Ucrânia.

    O Ministério da Defesa russo explicou que estas ações ocorreram no território da região de Donetsk, anexada pela Rússia em setembro de 2022, e na vizinha região de Dnipropetrovsk.

    O comando militar russo lembrou ainda que outros grupos de soldados que operam nas frentes norte, centro e sul melhoraram as suas posições.

  • Bruxelas recebeu já 18 pedidos para empréstimos em Defesa, incluindo de Portugal

    A Comissão Europeia recebeu manifestações formais de interesse de 18 Estados-membros, incluindo Portugal, para aceder a empréstimos em condições favoráveis ao abrigo do Mecanismo de Assistência à Segurança para a Europa, SAFE, foi hoje divulgado.

    Para além de Portugal, avançaram com formalizações de interesse a Bélgica, Bulgária, República Checa, Estónia, Grécia, Espanha, França, Croácia, Itália, Chipre, Letónia, Lituânia, Hungria, Polónia, Roménia, Eslováquia e Finlândia, segundo um comunicado do executivo comunitário, onde não constam dados por Estado-membro.

    Bruxelas espera que o SAFE mobilize até 150 mil milhões de euros em investimentos, ao abrigo do programa europeu de empréstimos a condições favoráveis para o reforço da Defesa, um mecanismo que pretende utilizar para cobrir necessidades prioritárias das Forças Armadas.

    Com este objetivo, o ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, criou um grupo de trabalho que vai desenvolver a proposta de manifestação de interesse e “subsequente pedido formal de assistência financeira”, adiantou na terça-feira o ministério em comunicado.

  • Zelensky promulga lei que impõe sanções à frota paralela da Rússia

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, promulgou uma lei que impõe sanções contra embarcações da chamada “frota fantasma” que transportam petróleo e derivados russos, escreve o Ukrainska Pravda.

    A lei impõe sanções a embarcações e a aeronaves envolvidas no transporte de petróleo, derivados de petróleo, armas ou militares.

    De acordo com o parlamento ucraniano, a lei permite restrições a qualquer embarcação cuja atividade represente ameaças aos interesses nacionais, segurança, integridade territorial, soberania ou independência da Ucrânia.

  • Rússia e China vão realizar exercícios navais em conjunto no Mar do Japão

    A Rússia e a China vão realizar exercícios navais conjuntos no Mar do Japão (apelidados de “Interação Marítima — 2025”) entre os dias 1 e 5 de agosto, relata a Frota do Pacífico da Rússia, citada pela agência TASS.

    De acordo com o comunicado da Frota do Pacífico da Rússia, os exercícios são “de natureza defensiva e não são direcionados contra outros países.”

  • Rússia abateu 133 drones ucranianos nas últimas 24 horas

    O Ministério da Defesa da Rússia relatou, esta quarta-feira, que os sistemas de defesa aérea russos abateram 133 drones ucranianos nas últimas 24 horas.

    O ministério adiantou, citado pela agência TASS, que o exército russo destruiu “a infraestrutura de transportes das Forças Armadas ucranianas, um depósito de sistemas robóticos e pontos de implantação das forças ucranianas e de mercenários em 156 distritos”.

  • Zelensky agradece às forças ucranianas o esforço para manter o país "forte e independente"

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, fez uma publicação na rede social X, onde agradece às Forças de Segurança e Defesa da Ucrânia pelos ” resultados diários em prol” do país.

    “Agradeço a cada soldado, sargento e oficial pela resiliência e precisão. Eles protegem o nosso povo e fazem todo o possível para que a Ucrânia seja forte e independente”, sublinhou.

  • Trump admite possibilidade de permitir permanência de ucranianos nos Estados Unidos até ao fim da guerra

    O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que é possível que os cidadãos ucranianos que fugiram da guerra possam permanecer no país até ao fim do conflito com a Rússia.

    Questionado pelos jornalistas sobre essa possibilidade, o líder norte-americano disse, citado pelo Ukrainska Pravda: “Penso que sim. Temos muitas pessoas que vieram da Ucrânia e estamos a trabalhar com elas”.

  • Rússia reclama ataque que fez 200 mortos e feridos a norte de Kiev

    O Ministério da Defesa russo reclamou, esta quarta-feira, 200 baixas ucranianas, entre feridos e mortos, a norte de Kiev, na sequência de um ataque com dois mísseis durante a madrugada que atingiu um centro de instrução do Exército ucraniano.

    Os mísseis russos, um dos quais estava equipado com uma ogiva de fragmentação, atingiram um acampamento do centro de instrução das tropas de reserva das Forças Armadas da Ucrânia na região de Chernigov, a norte de Kiev.

    “De acordo com dados da inteligência militar, as Forças Armadas da Ucrânia sofreram cerca de 200 baixas, entre mortos e feridos”, afirma o comunicado militar russo que não fornece mais detalhes sobre as vítimas.

  • Ucrânia abateu 51 dos 78 drones lançados por Moscovo na última noite

    Na última noite, as forças ucranianas abateram 51 dos 78 drones lançados pelo exército russo, relata o Le Monde.

    “Na noite de 30 de julho, o inimigo atacou [a Ucrânia] com 78 drones Shahed [drones russos feitos de acordo com o modelo iraniano]”, anunciou o exército ucraniano, sublinhando que até às 9h00 as defesas antiaéreas tinham abatido 51 deles “no norte e leste do país”.

  • Pelo menos dois feridos em ataque russo com drones em Dnipropetrovsk

    Na região de Dnipropetrovsk, um ataque russo com drones fez pelo menos dois feridos, incluindo um homem de 70 anos. Há também registo de incêndios que deflagraram em empresas na sequência do ataque e de cabeças de gado que morreram, adiantou o governador Serhii Lysak no Telegram.

  • Três soldados mortos e 18 feridos em ataque russo a unidade de treino militar da Ucrânia

    Três soldados morreram e outros 18 ficaram feridos num ataque russo com mísseis a uma unidade de treino militar ucraniana. A informação foi avançada pelas Forças Terrestres da Ucrânia em comunicado no Telegram, segundo a agência Reuters.

    “Hoje, dia 29 de julho, o inimigo lançou um ataque com mísseis a uma das unidades de formação das Forças Terrestres das Forças Armadas da Ucrânia”, lê-se na nota.

  • Bom dia.

    Abrimos este liveblog para continuar a acompanhar a guerra na Ucrânia. Pode recordar as notícias que marcaram esta terça-feira nesta página, que agora arquivamos.

    Trump define ultimato a Putin: será “daqui a dez dias” — 8 de agosto — que pode aplicar sanções à Rússia

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