Momentos-chave
- O que se passou até agora
- Defesa civil de Gaza alerta para queda significativa da temperatura no enclave
- Senado dos EUA aprova projeto de lei de defesa que inclui 600 milhões de dólares para Israel
- Netanyahu anuncia acordo de gás natural com o Egito
- Presidente israelita discutiu o "alarmante aumento do antissemitismo global" com o Papa Leão XIV
- União Europeia vai agir para prevenir radicalização e antissemitismo, afirma von der Leyen
- "Não podemos permitir que guerras estrangeiras sejam travadas na Austrália", diz ex-primeiro-ministro australiano
- Israel libertou 12 palestinianos detidos
- Dois israelitas detidos por suspeitas de estarem ligados ao Estado Islâmico
- Forças israelitas dizem ter abatido terrorista do Hezbollah no sul do Líbano
- Atacante de Sydney formalmente acusado de 59 crimes, incluindo homicídio e terrorismo
- Trump: há "antissemitismo" no Congresso dos EUA
Histórico de atualizações
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Fica por aqui a cobertura do conflito israelo-palestiniano desta quarta-feira. Iremos acompanhar tudo o que de novo se passa esta quinta-feira neste novo liveblog.
Fique connosco!
Encontro de Trump com Netanyahu: “Ele provavelmente virá ver-me à Florida”
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O que se passou até agora
- A Comissão Europeia, liderada por Ursula von der Leyen, anunciou que irá implementar novas medidas para prevenir a radicalização e o antissemitismo, reforçando a proteção das comunidades afetadas.
- O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou o Congresso norte-americano de permitir a infiltração do antissemitismo. Durante uma cerimónia para comemorar o Hanucá, Trump sublinhou que há uma mudança de atitude no Congresso em relação ao apoio a Israel, mencionando congressistas democratas como Alexandria Ocasio-Cortez e Ilhan Omar como exemplos desta tendência.
- O Senado norte-americano aprovou um projeto de lei que autoriza 600 milhões de dólares em assistência de segurança para Israel. Este auxílio inclui o financiamento para programas conjuntos de defesa antimísseis, reforçando a cooperação na área de segurança entre os dois países.
- Israel e Egito assinaram um acordo histórico de gás natural no valor de 34,7 mil milhões de dólares, o maior na história de Israel. O acordo não só fortalecerá a posição de Israel como uma superpotência energética regional, mas também contribuirá para a estabilidade regional, com significativos retornos financeiros previstos para os cofres públicos de Israel.
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Defesa civil de Gaza alerta para queda significativa da temperatura no enclave
Um porta-voz da Defesa Civil Palestiniana em Gaza afirma que “o frio intenso ameaça a vida de crianças pequenas que não têm abrigo nem aquecimento” no enclave.
“O que estamos a viver agora na Faixa de Gaza é uma verdadeira catástrofe humanitária. Salvem as crianças de Gaza antes que o frio as leve”, afirmou Mahmoud Basal, citada na Al Jazeera, na mesma semana em que um bebé palestiniano morreu com hipotermia.
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Senado dos EUA aprova projeto de lei de defesa que inclui 600 milhões de dólares para Israel
O Senado norte-americano autorizou 600 milhões de dólares (cerca de 510 milhões de euros) em assistência de segurança para Israel que inclui o financiamento para programas conjuntos de defesa anti-mísseis, avançou a Al Jazeera.
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Netanyahu anuncia acordo de gás natural com o Egito
O primeiro-ministro israelita anunciou a assinatura de um acordo de gás natural entre Israel e o Egito, afirmando ser o maior na história do país.
Segundo o Times of Israel, Benjamin Netanyahu avançou que o acordo de gás natural com o Egito vale 34,7 mil milhões de dólares (cerca de 31,10 mil milhões de euros), dos quais 18 mil milhões de dólares (cerca de 15,33 mil milhões de euros) irão para os cofres públicos. Nos primeiros quatro anos, cerca de 155 milhões de dólares (cerca de 131,99 milhões de euros) vão para o Estado, e subirão para 1,9 mil milhões de dólares (1,62 mil milhões de euros) até 2033.
“Este dinheiro irá fortalecer a educação, a saúde, as infraestruturas, a segurança e o futuro das próximas gerações”, afirmou Netanyahu, acrescentando: “O acordo fortalece muito a posição de Israel como superpotência energética regional e contribui para a estabilidade regional”. O primeiro-ministro israelita afirma ainda que incentivará outros países a procurar gás nas águas de Israel e que as empresas são obrigadas a vender gás natural aos israelitas “a um bom preço”.
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Presidente israelita discutiu o "alarmante aumento do antissemitismo global" com o Papa Leão XIV
O Presidente israelita, Isaac Herzog, avançou através de uma publicação no X que falou hoje com o Papa Leão XIV e que os dois discutiram o “alarmante aumento do antissemitismo global”, incluindo o ataque a Bondi Beach.
“Transmiti ao Papa Leão XIV a grande importância da nossa relação com a Santa Sé e com os cristãos de todo o mundo. Expressei também o meu imenso orgulho pelas comunidades cristãs de Israel, cujos líderes se reunirão para um encontro festivo anual na Residência Presidencial em Jerusalém nas próximas semanas”, afirmou.
I extended my warmest wishes to @Pontifex Pope Leo XIV and Christian communities around the world for the upcoming Christmas holiday.
During our call today, we discussed the alarming rise in global antisemitism, including the devastating terror attack against the Jewish… pic.twitter.com/mXyaA1bHgm
— יצחק הרצוג Isaac Herzog (@Isaac_Herzog) December 17, 2025
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União Europeia vai agir para prevenir radicalização e antissemitismo, afirma von der Leyen
Ursula von der Leyen anunciou que a Comissão Europeia vai lançar novas medidas para prevenir e combater a radicalização e o antissemitismo assim como investir em medidas de proteção, avança a Reuters.
“Não pode haver lugar para o veneno do antissemitismo, especialmente na Europa”, afirmou.
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"Não podemos permitir que guerras estrangeiras sejam travadas na Austrália", diz ex-primeiro-ministro australiano
Numa entrevista à CBS News, o ex-primeiro-ministro australiano Malcolm Turnbull reagiu ao ataque em Bondi Beach, que fez 15 mortos, defendendo que “não podemos permitir que guerras estrangeiras sejam travadas na Austrália”.
“As pessoas têm o direito de se opor à política do governo israelita no Médio Oriente e ao que estão a fazer lá”, disse, acrescentando que a Austrália não pode tolerar que as pessoas “travem essa batalha aqui na Austrália contra a comunidade judaica” ou qualquer outra comunidade da diáspora.
O ex-primeiro-ministro australiano afirmou ainda que a Austrália enfrenta o desafio de “gerir discussões abertas” sobre a questão da guerra de Israel em Gaza, que, para si, provocou “enorme dor, animosidade e angústia em todo o mundo”, garantindo ainda que a discussão “não se degrada em antissemitismo”.
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Israel libertou 12 palestinianos detidos
O Gabinete de Imprensa dos Prisioneiros Palestinianos informou que Israel libertou 12 palestinianos que estavam detidos. De acordo com a Al Jazeera, o gabinete informou numa publicação no Telegram que as 12 pessoas foram recebidas pelo Comité Internacional da Cruz Vermelha na passagem de Karem Abu Salem.
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Quatro palestinianos feridos em tiroteio israelita na Cisjordânia
Pelo menos quatro palestinianos ficaram feridos durante uma invasão das forças israelitas à cidade de Nablus, na Cisjordânia, avançou o Ministério da Saúde da Autoridade Palestina.
O chefe do centro de emergência da Cruz Vermelha, Amid Ahmed, avançou ainda que os quatro feridos são jovens e que um dele está em estado grave.
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Dois israelitas detidos por suspeitas de estarem ligados ao Estado Islâmico
Dois israelitas foram detidos recentemente pela polícia israelita por suspeitas de estarem associados ao Estado Islâmico e por estarem em contacto com um agente estrangeiro ligado àquele grupo, noticiam os jornais israelitas.
Um dos suspeitos é Kenan Azaiza, de 20 anos, natural de Daburiyya. O outro suspeito não foi identificado pela polícia.
De acordo com a imprensa israelita, Azaiza foi interrogado pelos serviços secretos do país, que concluíram que o jovem tinha jurado lealdade ao Estado Islâmico e manifestado vontade de cometer atentados contra as forças israelitas.
Os dois jovens estariam ainda em contacto com um agente estrangeiro, com o objetivo de combinar uma viagem para um país hostil a Israel onde deveriam treinar com operacionais do Estado Islâmico.
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Forças israelitas dizem ter abatido terrorista do Hezbollah no sul do Líbano
As forças armadas israelitas dizem ter abatido um terrorista do Hezbollah no sul do Líbano. De acordo com o jornal Haaretz, trata-se de um indivíduo que teria levado a cabo atividades de espionagem relativamente às posições das forças israelitas.
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Atacante de Sydney formalmente acusado de 59 crimes, incluindo homicídio e terrorismo
Naveed Akram, um dos dois atiradores que levaram a cabo o atentado terrorista e antissemita contra uma celebração de Hanucá em Sydney no passado fim de semana, foi esta quarta-feira formalmente acusado pela justiça australiana de 59 crimes, incluindo 15 de homicídio, 40 de tentativa de homicídio e terrorismo.
O atentado foi perpretado por Naveed Akram, de 24 anos, e pelo seu pai, Sajid Akram, de 50 anos, que foi abatido pela polícia durante o ataque, que resultou na morte de 16 pessoas (15 vítimas e um dos atacantes). Os atacantes terão sido motivados pela ideologia do Estado Islâmico e aproveitaram uma celebração com centenas de pessoas na praia de Bondi para assinalar o primeiro dia do Hanucá para visar diretamente a comunidade judaica australiana.
O atentado foi amplamente condenado pela comunidade internacional com um ataque antissemita e entre as vítimas contam-se um rabino e um sobrevivente do Holocausto, por exemplo.
De acordo com a Reuters, o atacante que sobreviveu foi esta quarta-feira acusado depois de concluída a fase inicial da investigação policial. “A polícia vai alegar em tribunal que o homem se comportou de forma a causar morte, graves ferimentos e colocar em risco a vida humana para promover uma causa religiosa e causar medo na comunidade”, diz um comunicado da polícia do estado de Nova Gales do Sul.
Naveed Akram continua internado em estado grave e vai comparecer em tribunal na próxima segunda-feira por videoconferência.
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Trump: há "antissemitismo" no Congresso dos EUA
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou esta terça-feira o Congresso norte-americano de estar a permitir a infiltração do antissemitismo.
Numa cerimónia na Casa Branca para comemorar o Hanucá com a comunidade judaica, Trump disse que há dez ou 15 anos, “o lóbi mais forte em Washington era o lóbi judeu, Israel”, mas que isso “já não é verdade”.
“Como Presidente dos Estados Unidos, vou sempre apoiar os americanos judeus e vou sempre ser um amigo e um impulsionador do povo judeu”, disse Trump.
Destacando que o Congresso se está a “tornar antissemita”, Trump deu o exemplo das congressistas democratas Alexandria Ocasio-Cortez e Ilhan Omar. “Ela odeia os judeus”, disse sobre Omar.
“Há muita gente que não quer ajudar Israel. Há muita gente no Congresso que não gosta de Israel. Odeiam Israel. Está a ficar cada vez pior. Estão a acontecer coisas más e depois vemos o que se está a passar na Austrália ou no 7 de Outubro, e há pessoas que negam que isso tenha sequer acontecido”, afirmou Trump.
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Bom dia.
Através deste liveblog, o Observador continua esta quarta-feira a acompanhar ao minuto os desenvolvimentos do conflito israelo-palestiniano. Vamos também seguir temas diretamente relacionados com este conflito, incluindo as consequências do ataque antissemita do último fim de semana em Sydney.
O liveblog de terça-feira fica arquivado aqui.
Trump proíbe entrada de cidadãos de mais seis países, incluindo da Palestina