Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Bom dia. Este liveblog fica arquivado, mas o Observador já abriu um novo para continuar a acompanhar a atualidade geopolítica global ao longo desta quarta-feira. Pode segui-lo aqui.

    Netanyahu está nos EUA para apresentar a Trump as ideias de Israel para as negociações de paz no Médio Oriente

  • O que se passou até agora:

    • O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou oposição à anexação da Cisjordânia por Israel, durante uma entrevista ao órgão noticioso Axios. Trump salientou que, no presente momento, existem preocupações suficientes sobre a mesa e que a situação na Cisjordânia não deve ser uma prioridade.
    • Poucos dias após a acusação de que teria conhecimento prévio dos planos do Hamas, Benjamin Netanyahu, Primeiro-Ministro de Israel, viajou para Washington para se encontrar com Donald Trump. O objetivo da reunião inclui a apresentação de abordagens estratégicas nas negociações para o controlo da Cisjordânia e discutir diversos assuntos, como a situação na Faixa de Gaza.
    • No Médio Oriente, o Shin Bet, Serviço de Segurança Interna israelita, anunciou a detenção de cinco elementos de duas “células terroristas” na Cisjordânia, controladas desde o Líbano. Estas unidades estariam a planear ataques na região de Samaria, incluindo a documentação de um colonato, o que destaca as contínuas tensões na área.
    • No contexto das negociações internacionais, um alto conselheiro do líder supremo do Irão, Ali Larijani, encontrou-se com o ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã para discutir um potencial acordo com os Estados Unidos. Este encontro sucede a um aumento das tensões entre o Irão e as potências ocidentais, com destaque para as negociações sobre o programa nuclear iraniano, cujo local e data de reunião ainda não estão definidos.

    [Gregorian Bivolaru dá todos os passos do manual de manipulação. Mas quem vive no interior da seita vai demorar a perceber. Ouça o terceiro episódio de “Os segredos da seita do yoga”, o novo Podcast Plus do Observador. Uma série em seis episódios, narrada pela atriz Daniela Ruah, com banda sonora original de Benjamim. Pode ouvir aqui, no site do Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir aqui o primeiro episódio e o aqui o segundo.]

  • Conselho de Paz "é uma fantochada" de Donald Trump

    Na análise de Miguel Baumgartner, a organização criada pelo Presidente dos EUA — em que Netanyahu vai participar nos próximos dias — é uma ONU particular “em que ele é Rei e senhor”. Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra da Rádio Observador.

    Conselho de Paz “é uma fantochada” de Donald Trump

  • Zelensky diz que vai haver "muitas mudanças" nas defesas aéreas da Ucrânia

    O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que vai haver mudanças” no “trabalho da defesa aérea” da Ucrânia em resposta aos ataques aéreos da Rússia nos últimos dias.

    A decisão foi tomada após uma “longa discussão” com chefes militares, incluindo o comandante-chefe, o chefe do Estado-Maior e o ministro da Defesa da Ucrânia.

    “Em algumas regiões, a forma como as equipas operam, os interceptores, as unidades móveis de fogo, todo o pequeno componente de defesa aérea está a ser praticamente reconstruído por completo”, disse o Presidente no seu discurso noturno, apontando, porém, que este é “apenas um elemento da defesa que requer mudanças”.

  • Departamento do Tesouro dos EUA autoriza exploração e produção de petróleo e gás na Venezuela

    O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos autorizou esta terça-feira a exploração e produção de petróleo e gás natural na Venezuela, noticiou a Reuters.

    O ramo do governo norte-americano emitiu uma “licença geral” que autoriza o “fornecimento de bens, tecnologias, software ou serviços para a exploração, desenvolvimento ou produção de petróleo e gás na Venezuela”, lê-se.

  • Presidente da Colômbia diz ter escapado a tentativa de assassinato na noite passada, quando tentava aterrar na costa caribenha

    Gustavo Petro, Presidente da Colômbia, afirmou esta terça-feira que escapou de uma tentativa de assassinato na noite de segunda-feira. Isto após meses de alertas sobre um alegado plano de narcotraficantes para atacá-lo.

    “Saímos para o mar aberto durante quatro horas e cheguei a um lugar onde não deveríamos ter ido, escapando por pouco da morte”, disse Petro numa reunião transmitida ao vivo, citada pelo France24.

    Na noite de segunda-feira, o helicóptero de Petro não conseguiu aterrar no seu destino, na costa caribenha, devido a ameaças de que pessoas “iriam atirar” contra ele.

  • "Sou contra a anexação" da Cisjordânia por Israel, diz Trump

    O Presidente dos EUA, Donald Trump, diss ser contra a anexação do território palestiniano da Cisjordânia por Israel numa entrevista ao órgão noticioso Axios.

    Trump foi questionado sobre os recentes avanços no governo israelita para fazer avançar a tomada desse território, dizendo simplesmente: “Sou contra a anexação”.

    “Já temos coisas suficientes em que pensar agora. Não precisamos de nos preocupar com a Cisjordânia”, disse ainda o Presidente.

    Ao mesmo órgão noticioso, representantes da Casa Branca também se demostraram “preocupados com a decisão” e estavam a estudar o seu impacto.

    “Uma Cisjordânia estável mantém Israel seguro e está em consonância com o objetivo deste governo de alcançar a paz na região”, disse um dos funcionários contactados.

  • Secretário de Segurança russo acusa EUA de populismo na relação com Moscovo

    O secretário do Conselho de Segurança russo, Sergei Shoigu, acusou hoje os Estados Unidos (EUA) de recorrerem a “‘slogans’ populistas” em vez de discutirem seriamente a estabilidade estratégica com Moscovo.

    “As declarações dos Estados Unidos sobre a sua disponibilidade para cooperar para reforçar a estabilidade estratégica não passam de ‘slogans’ populistas”, disse Shoigu ao jornal Kommersant, comentando a situação em torno do fim do prazo, na semana passada, da vigência do tratado sobre arsenal nuclear dos dois países START III.

    Segundo o ex-ministro da Defesa russo, “a culpa pela destruição completa do quadro legal para a estabilidade estratégica” é de Washington.

  • Desta vez, as negociações "são diferentes". Trump diz que Netanyahu "quer um bom acordo" com Irão

    Donald Trump disse esta terça-feira que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, “quer um bom acordo” com o Irão e que as negociações desta vez, “são diferentes” para melhor, com a possibilidade de “fazer um ótimo acordo com o Irão”, avança o The Times of Israel.

    Questionado sobre a posição de Netanyahu quanto às negociações entre Teerão e Washington, Trump diz que o primeiro-ministro “também quer um acordo, quer um bom acordo” e que o Irão “deseja muito” fechá-lo.

    Ainda assim, se as negociações não correrem como planeado, Trump está preparado para ter mão firme. “Ou chegaremos a acordo ou teremos de fazer algo muito duro, como da última vez”, alerta.

    Depois de forças militares norte-americanas serem avistadas por imagens de satélite a carregar camiões com mísseis Patriot e respetivos lançadores em Al-Ueid, Catar, o Presidente dos EUA, sem mencionar nenhum caso ou zona em específico, diz ter “uma armada a caminho” e que “outra poderá ir também”. Além disso, conta o mesmo jornal, Donald Trump está a considerar enviar outro grupo de ataque de porta-aviões.

  • Netanyahu vai dizer a Trump que segunda fase do acordo de cessar-fogo em Gaza não vai avançar

    Netanyahu, que voou hoje para Washington e tem amanhã encontro marcado com Donald Trump, dirá ao Presidente norte-americano que a segunda fase do acordo do cessar-fogo em Gaza não vai avançar, antecipa fonte israelita ao The Times of Israel.

  • Forças norte-americanas no Catar carregam camiões com mísseis e lançadores

    As forças militares norte-americanas em Al-Ueid, Catar, foram vistas a carregar camiões com mísseis e lançadores, de acordo com imagens de satélite a que fonte da Reuters teve acesso, menciona o The Times of Israel.

    Este carregamento surge numa altura em que as tensões entre Teerão e Washington aumentam, com uma nova ronda de negociações sobre o programa nuclear iraniano ainda sem data marcada.

    As mais recentes imagens de satélite a que a fonte da Reuters teve acesso mostram mísseis Patriot montados em camiões táticos de mobilidade.

  • Venezuela exporta petróleo para Israel

    Um carregamento de petróleo bruto está neste momento a ser transferido da Venezuela para Israel, conta a Bloomberg.

    Esta transferência está a ser feita na sequência do reatamento das exportações de petróleo venezuelano no dia 29 de janeiro, quase um mês depois da detenção de Nicolás Maduro pelos EUA, no dia 3 do mesmo mês.

    Pela operação de transporte está responsável o Grupo Bazan, um conglomerado industrial israelita.

    Este tipo de transferência, entre estes dois países, não ocorre há cerca de seis anos e o Ministério da Energia de Israel, bem como o grupo económico, recusa-se a comentar este negócio e sobre a origem do petróleo.

  • Chefe das Forças Armadas da Noruega não descarta que Rússia invada o país para proteger os seus ativos nucleares

    Eirik Kristoffersen, chefe das Forças Armadas norueguês, numa entrevista ao The Guardian, admite que o país vê como possível a possibilidade da Rússia atacar a Noruega com o objetivo de proteger os ativos nucleares que tem no norte do país.

    “Não descartamos uma anexação de territórios por parte da Rússia como parte do seu plano para proteger as suas próprias capacidades nucleares, que é a única coisa que lhes resta que realmente ameaça os Estados Unidos”, afirmou o alto responsável norueguês ao jornal britânico.

    Na mesma entrevista, Kristoffersen realça que Moscovo não tem objetivos de conquista na Noruega da mesma forma que tem na Ucrânia, mas que uma eventual ocupação poderá relacionar-se com o facto de a Rússia ter grande parte do seu arsenal nuclear na penísula de Kola, a poucos quilómetros da fronteira com a Noruega.

  • Ucrânia está a transferir a sua rede elétrica para o subsolo para protegê-la de ataques

    A Ucrânia está a realocar as suas subestações da rede elétrica para o subsolo de forma a protegê-la, a longo prazo, de futuros ataques russos, noticia esta terça-feira o Kyiv Independent.

    Para já, a Ucrânia conta com uma subestação num bunker subterrâneo em betão e há já outra em construção, garante ao mesmo jornal Vitaliy Zaichenko, CEO da Ukrenergo, empresa estatal responsável pela operação elétrica no país.

    O custo de cada subestação atinge as dezenas de milhões de euros e Kiev não tem condições para suportar sozinha este projeto, mas “pode ser um dos elementos importantes para a segurança e resiliência energética no futuro” do país, diz o diretor-geral do Centro de Pesquisa da Indústria de Energia da Ucrânia, Oleksandr Kharchenko, ao jornal ucraniano.

  • Alto conselheiro iraniano visita Omã antes de possível reinício de negociações com Washington

    Ali Larijani, um alto conselheiro do líder supremo do Irão, deslocou-se esta terça-feira a Omã para discutir com Sayyid Badr Hamad Al Busaidi, ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, sobre uma maneira de chegar a um acordo “justo e equilibrado” com a Casa Branca, numa altura em que Washington e Teerão se preparam para voltarem à mesa de negociações, noticia a Reuters.

    Esta viagem de Larijani surge numa altura em que Benjamin Netanyahu se encontra em Washington, com Donald Trump, num encontro que pode significar uma oportunidade de pressão de Jerusalém para que as negociações abranjam uma limitação no programa de mísseis iranianos.

    A data e local de reunião entre delegações iraniana e norte-americana ainda não estão definidos.

  • “Receio que estas notícias ponham em perigo o plano de paz”

    Mónica Dias preocupada com o timing das notícias que indicam que Netanyahu tinha conhecimento dos planos do Hamas. Ainda, negociações delicadas para um cessar-fogo e ajuda humanitária à Faixa de Gaza. Ouça aqui o novo episódio do Gabinete de Guerra da Rádio Observador.

    “Receio que estas notícias ponham em perigo o plano de paz”

  • Netanyahu planeia voltar aos EUA já na próxima semana

    Ainda hoje embarcou para Washington, DC, mas já está a planear voltar na próxima semana. Benjamin Netanyahu tem agendada uma nova visita aos Estados Unidos para os dias 18 a 22 de fevereiro, garante um responsável israelita ao The Times of Israel.

    A confirmar-se a revisita da próxima semana, o primeiro-ministro israelita participará no Conselho de Paz no dia 19 e, mais tarde, no Comité Americano de Assuntos Públicos de Israel, no dia 22, adianta também o mesmo responsável.

  • Zelensky exige que Força Aérea atue “muito mais rapidamente” contra drones russos

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, exigiu hoje à Força Aérea que atue “muito mais rapidamente” contra os ataques de drones russos, poucos dias após criticar publicamente as operações defensivas deste ramo militar.

    “Deve agir muito mais rapidamente para aumentar a sua capacidade de proteger Kharkiv e outras regiões fronteiriças com a Rússia contra os drones”, declarou o chefe de Estado ucraniano nas redes sociais, avisando que o país “não tem tempo para esperar que elementos individuais da Força Aérea se adaptem”.

    Esta exigência surge depois de Zelensky ter anunciado na sexta-feira que se preparava para fazer alterações na Força Aérea, lamentando que, em algumas regiões e unidades, a defesa não estava a funcionar como deveria.

  • Shin Bet diz ter detido membros de "duas células terroristas" na Cisjordânia

    O Shin Bet (Serviço de Segurança Interna israelita) diz afirma ter detido cinco elementos de “duas células terroristas” a operar na Cisjordânia, com controlo libanês, noticia o Haaretz.

    As unidades, conta o mesmo jornal, tinham a “missão de filmar um colonato em Samaria” e preparavam-se para realizar um ataque na mesma região.

  • Netanyahu tinha conhecimento do ataque do Hamas desde 2018

    Benjamin Netanyahu sabia desde abril de 2018, de forma detalhada, o plano de ataque que o Hamas levou a cabo a 7 de outubro de 2023, noticiam o Haaretz e o The Times of Israel, citando o Ynetnews.

    O primeiro-ministro israelita teve acesso a relatórios dos serviços secretos das IDF que davam conta das intenções do Hamas, que entre 2018 e 2022, montou um plano que acabou por ser executado em outubro de 2023 no sul de Israel, conta o mesmo jornal.

    Netanyahu teve contacto com o plano mais do que uma vez nesse ano. O Shin Bet (o Serviço de Segurança Interna israelita) apresentou uma análise sobre o mesmo, numa reunião do Conselho de Segurança, e o Comando Sul das IDF terá dado ao primeiro-ministro um briefing em que o plano foi mencionado.

    A informação surge dias depois de o Governo israelita ter divulgado um documento que visa explicar a versão dos factos de Netanyahu sobre as reuniões de segurança até ao dia 7 de outubro 2023.

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