Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com a instabilidade geopolítica mundial ao longo do dia de ontem, quinta-feira.

    “Ameaça extraordinária”. Trump prolonga sanções aplicadas à Rússia

    Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!

  • O que se passou até agora

    • Donald Trump está a considerar um ataque controlado ao Irão como medida de pressão para alcançar um acordo sobre o programa nuclear iraniano, avançou a imprensa norte-americana. O Irão foi avisado de que tem 15 dias para concluir um acordo com os Estados Unidos, sob pena de se deparar com consequências severas. O Presidente dos EUA afirma que esta é uma derradeira oportunidade para que Teerão escolha um caminho de negociações com os americanos.
    • Na primeira reunião do Conselho de Paz, criado por Donald Trump, foi abordada a reconstrução da Faixa de Gaza, com a promessa de apoios financeiros significativos de vários países, totalizando perto de 6 mil milhões de euros. A iniciativa procura envolver a colaboração de países como Indonésia, Marrocos e Albânia para enviar tropas e treinar forças policiais na região, com o intuito de estabilizar Gaza após o conflito.
    • A Rússia alertou para uma escalada de tensões “sem precedentes” no Médio Oriente, apelando à moderação de todas as partes envolvidas, nomeadamente após as movimentações militares norte-americanas na região. Este clima de tensão ocorre em paralelo ao aumento das sanções da União Europeia sobre o Irão, incluindo a inclusão da Guarda Revolucionária Iraniana na lista de terroristas.
    • O Conselho de Paz, presidido vitaliciamente por Trump, ambiciona tornar-se uma organização alternativa às Nações Unidas, propondo-se resolver conflitos armados a nível global e não apenas no contexto do conflito israelo-palestiniano. Esta organização, lançada em Davos, requer uma contribuição significativa para adesão, sendo que Portugal considera participar como observador, dependendo do foco das discussões.

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  • Irão disse a Guterres que responderá de forma assertiva se for alvo de agressão militar

    O Irão informou esta quinta-feira António Guterres, secretário-geral da ONU, que classificará como alvos legítimos todas as bases, instalações e ativos da “força hostil” [EUA] na região, caso se depare com uma agressão militar norte-americana, refere a Reuters.

    Esta informação surge depois de o Wall Street Journal ter avançado que o Presidente dos EUA estará a planear um ataque controlado no Irão, numa tentativa de pressionar Teerão a aceitar um acordo referente ao programa nuclear iraniano, sobre o qual Trump fez um ultimato para que o acordo seja alcançado no prazo máximo de 15 dias.

  • Presidente polaco encerra programa especial de apoio a refugiados ucranianos

    Karol Nawrocki, Presidente da Polónia, encerrou hoje um programa especial de apoio a refugiados ucranianos, transferindo-o para a Lei Geral de Proteção de Estrangeiros na Polónia, noticia o Kyiv Independent.

    As medidas anteriores previam a simplificação no processo de obtenção de residência, emprego e acesso a benefícios fiscais para ucranianos que fugiram da guerra.

    A lei atual prevê uma legislação de proteção a estrangeiros mais ampla, criando um sistema de benefícios aplicável a todos os estrangeiros.

  • O verdadeiro teste para o Conselho de Paz é fazer cumprir o cessar-fogo, afirma Hamas

    Em reação à reunião do Conselho de Paz de hoje, o porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, afirmou que o verdadeiro teste para os membros do conselho “é a sua capacidade de obrigar a ocupação a cessar as violações do cessar-fogo, a cumprir as suas obrigações e a iniciar um esforço genuíno de ajuda humanitária e reconstrução”, citou a Al Jazeera.

    “A experiência dos últimos meses, desde que o cessar-fogo entrou em vigor, confirma que a ocupação ignora tais posições, desde que não sejam acompanhadas por pressão real”, acrescentou.

    O Hamas afirmou ainda que 1ualquer esforço genuíno para alcançar a estabilidade em Gaza “deve abordar a causa raiz do problema: a ocupação, o fim das suas políticas agressivas e a possibilidade de o nosso povo palestiniano alcançar os seus direitos plenos e irrestritos”.

  • EUA pagaram cerca de 136 milhões de euros dos quase 3,40 mil milhões de euros que devem à ONU

    Os Estados Unidos pagaram cerca de 160 milhões de dólares (136 milhões de euros) dos quase quatro biliões de dólares (3,40 mil milhões de euros) que devem às Nações Unidas, informou hoje a organização multilateral.

    O pagamento feito pela administração de Donald Trump destina-se ao orçamento operacional regular da ONU, disse o porta-voz do secretariado das Nações Unidas, Stéphane Dujarric, à agência Associated Press (AP).

    A ONU afirmou que os Estados Unidos devem quase 2,2 biliões de dólares (1,87 mil milhões de euros) ao orçamento regular da organização, incluindo 767 milhões de dólares (652 milhões de euros) para este ano, e 1,8 biliões de dólares (1,53 mil milhões de euros) para um orçamento separado destinado às operações de manutenção da paz da ONU ao redor do mundo.

    O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou no mês passado que a organização enfrenta um “colapso financeiro iminente”, a menos que as regras financeiras da organização sejam reformuladas ou que todos os 193 Estados-membros paguem as suas contribuições, numa mensagem aparentemente dirigida aos Estados Unidos.

  • Trump avalia ataque controlado ao Irão para forçar acordo

    Donald Trump está a avaliar um ataque inicial controlado ao Irão, de forma a conseguir um acordo nuclear com Teerão, adianta o The Wall Street Journal.

    Este ataque não seria de grande escala, de maneira a que pudesse provocar uma eventual retaliação significativa, adianta o mesmo jornal. Seria, por isso, apenas uma tentativa de dissuadir o Irão e forçar um acordo no programa nuclear iraniano com os EUA.

  • Guterres diz que a ONU só presta contas aos seus Estados e espera chamada de Trump

    O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, afirmou hoje que cabe aos Estados-membros rever o funcionamento da organização, como resposta aos comentários do presidente norte-americano, Donald Trump, que disse hoje que o seu Conselho de Paz praticamente “supervisionará” a ONU para garantir o seu bom desempenho.

    “O que está claro, se se consultar a Carta da ONU, que continua a ser o nosso princípio orientador, é que o trabalho da ONU é supervisionado pelos Estados-membros, através da Assembleia Geral e do Conselho de Segurança”, afirmou o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric, na conferência de imprensa diária.

    No início da sua intervenção hoje, em Washington, para apresentar o seu Conselho de Paz, o presidente dos EUA informou que, desde a reunião fundacional da sua entidade em Davos, na Suíça, tem “trabalhado muito de perto com as Nações Unidas”, e mostrou a sua intenção de conversar com Guterres quando o encontro terminar.

    Dujarric indicou que, após ouvir o líder republicano, Guterres entende que “espera uma chamada” da sua parte.

  • Afinal, são "15 dias". Trump alarga prazo de ultimato a Irão

    Donald Trump diz que o Irão tem no máximo 15 dias para fechar acordo com os EUA para uma solução sobre o seu programa nuclear.

    O Presidente dos EUA, que anteriormente tinha dado 10 dias, disse a repórteres no avião Presidencial Air Force One, que “10, 15 dias, no máximo”, será o suficiente para fechar um acordo que, no caso de não ser fechado, reforça Trump, será “um infortúnio” para Teerão, cita o The Times of Israel.

  • Zelensky encontrou-se com o comissário das Nações Unidas para os Refugiados

    O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, esteve reunido com o Barham Salih, comissário da ONU para os Refugiados, informou hoje o líder ucraniano no seu canal de Telegram.

    “Discutimos as consequências dos contínuos bombardeios russos ao sistema energético ucraniano e a assistência de que o nosso povo precisa. É necessário pressionar mais para que esses bombardeios cessem”, lê-se na nota deixada pelo Presidente ucraniano.

    Zelensky deixou ainda agradecimentos a Salih “pela sua primeira visita à Ucrânia durante o seu mandato” e por todo o apoio que o alto comissário está a prestar ao povo ucraniano, “forçado a viver sob ataques russos”.

  • Rússia "já tem outros objetivos na Ucrânia"

    Especialista Rui Vilar considera que Moscovo quer mais do que concessões territoriais e “Ucrânia já deve estar a ceder” quanto à entrega de terras: “A Rússia está a sentir-se com força”. Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra da Rádio Observador.

    Rússia “já tem outros objetivos na Ucrânia”

  • Chefes de serviços secretos europeus duvidam de acordo para encerrar guerra na Ucrânia, apesar de otimismo de Trump

    Os responsáveis por cinco serviços de informação europeus mostraram-se pessimistas quanto à possibilidade de um acordo este ano para pôr fim à guerra na Ucrânia, apesar das declarações de Donald Trump, que afirmou que as negociações mediadas pelos EUA aproximaram as partes de um entendimento.

    Quatro das fontes dos serviços secretos citados pela agência Reuters, sob anonimato, disseram que Moscovo estaria a usar as conversas com os EUA para conseguir um alívio nas sanções e vantagens comerciais, concluindo que a Rússia não tem intenção de encerrar rapidamente o conflito.

  • Trump retira apoio a acordo sobre Ilhas Chagos após Reino Unido bloquear uso de bases RAF para ataque ao Irão

    O Presidente dos Estados Unidos retirou o seu apoio ao acordo do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que previa a devolução das Ilhas Chagos à Maurícia, devido à recusa do Reino Unido em autorizar o uso de bases britânicas para um possível ataque ao Irão, apurou o The Times.

    Entre as bases em causa estão a RAF Fairford e a Diego Garcia, em solo britânico, onde se encontra a frota de bombardeiros pesados norte-americanos na Europa, incluídas nos planos da Casa Branca para a operação contra o Irão.

    Segundo acordos de longa data entre Washington e Londres, estas bases só podem ser usadas em operações militares previamente autorizadas pelo governo britânico, que teme que o seu eventual uso num ataque ao Irão, mesmo sem o consentimento do Reino Unido, envolva o país numa violação do direito internacional.

  • Compromissos dos países para Gaza revelados no Conselho de Paz

    Durante a reunião do Conselho de Paz, vários países anunciaram os seus compromissos para apoiar a reconstrução e estabilização da Faixa de Gaza. Eis os principais destaques:

    • Envio de tropas e treino de forças policiais em Gaza: a Albânia anunciou a intenção de enviar tropas para a Força Internacional de Estabilização, bem como a Turquia. A Indonésia comprometeu-se com 8.000 tropas para a mesma organização, enquanto Marrocos, além do envio de agentes policiais e forças militares, apoiará o treino das forças locais, à semelhança do Egito.
    • Ajudas financeiras: o Qatar anunciou uma contribuição de mil milhões de dólares (850 milhões de euros), os Emirados Árabes Unidos comprometeram-se com 1,2 mil milhões de dólares (cerca de mil milhões de euros), e o Cazaquistão, Azerbaijão, Emirados Árabes Unidos, Marrocos, Bahrein, Catar, Arábia Saudita, Uzbequistão e Kuwait apresentaram uma contribuição conjunta superior a 7 mil milhões de dólares (quase 6 mil milhões de euros) para pacotes de ajuda internacional.

    A Roménia anunciou ainda que irá aumentar os voos de evacuação de crianças doentes para tratamento em hospitais romenos, alargar bolsas de estudo para estudantes palestinianos e reformar escolas em Gaza.

  • Reunião do Conselho de Paz já terminou

    A reunião do Conselho de Paz chegou ao fim, ao som de YMCA e com Trump a bater um martelo dourado, após cerca de três horas de duração com dezenas de intervenções de oradores e representantes dos países participantes.

    “Acho que este será talvez um dos dias mais importantes das nossas carreiras, se não mesmo o mais importante… Vamos endireitar Gaza. Vamos tornar Gaza muito bem-sucedida e segura”, concluiu Trump.

  • Trump alerta países que não aceitaram participar no Conselho de Paz: “Não dá para se armarem em espertos comigo"

    No discurso do Conselho de Paz, Trump classificou a iniciativa como “uma das mais importantes” e elogiou os países participantes. Aproveitou ainda para enviar um recado aos que ainda não aderiram, afirmando que acabarão por aceitar.

    “Quase todos aceitaram, e os que ainda não aceitaram, vão aceitar”, disse. “Alguns estão a tentar ser espertos. Não adianta. Não dá para se armarem em espertos comigo.”

  • Trump afirma que guerra em Gaza "acabou", mas reforça que Hamas deve entregar armas sob pena de ser "duramente punidos"

    No seu discurso, Donald Trump destacou o seu papel na paz em Gaza e na devolução dos corpos dos reféns israelitas a Israel. Trump afirmou que a guerra na região terminou, mas alertou que “há pequenos focos de incêndio” e que o Hamas deve cumprir a promessa de entregar as suas armas.

    “A guerra em Gaza acabou. Acabou”, disse, acrescentando contudo que ainda “há pequenos focos de incêndio”. “Acho que o Hamas vai entregar as suas armas, como prometeu. Se não o fizerem, serão duramente punidos. Eles não querem isso.”

  • Conselho de Paz planeia construir 100.000 casas em Gaza, diz CEO da Apollo

    O CEO da Apollo Global Management, Marc Rowan, apresentou o plano do Conselho de Paz para construir habitações em Gaza, começando com 100.000 casas para 500.000 residentes. Rowan adiantou ainda que, a longo prazo, a iniciativa prevê mais de 400.000 habitações, sublinhando que “isto não é uma questão de dinheiro, mas de paz”.

  • Trump anuncia que vários países vão enviar tropas para “estabilizar” Gaza

    O Presidente norte-americano anunciou que a Indonésia, Marrocos, Albânia, Kosovo e Cazaquistão concordaram em enviar tropas e treinar forças policiais em Gaza para ajudar na estabilização da região.

    Trump avançou ainda que outros países, como o Egito e a Jordânia, estão também a fornecer uma ajuda “muito significativa” para a criação de “uma força policial palestina altamente confiável”.

    No seu discurso, Jasper Jeffers, Comandante da Força Internacional de Estabilização, explicou o plano: “A curto prazo, planeamos destacar-nos primeiro para o setor de Rafah”, indicando que o grupo planeia aumentar o seu efetivo para 12.000 polícias e 20.000 soldados.

  • Conselho de Paz de Trump vai "praticamente supervisionar as Nações Unidas"

    Donald Trump afirmou que o seu Conselho de Paz irá, em certa medida, supervisionar as Nações Unidas, sem avançar detalhes.

    “O Conselho de Paz vai praticamente supervisionar as Nações Unidas e garantir que elas funcionam corretamente”, disse Trump, acrescentando que a organização precisa de ajuda financeira. “Vamos ajudá-los financeiramente e vamos garantir que as Nações Unidas são viáveis”, referiu.

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