Não tem qualquer preocupação com os organizadores do festival de música. São israelitas. Ui. Dois irmãos. Ai, ai. Um batalhão de soldados. O pensamento dos palermas lê-se à distância com facilidade. Um dos coorganizadores do evento, que é DJ, regressou a Israel em Outubro de 2023. Devia ter-se sentado em cima de uma grade de Sumol diante de tamanha chacina.

O que preocupa o Presidente da Câmara Municipal de S. Pedro do Sul aproxima-se do desnorte; o que é que os outros iriam dizer se o festival seguisse em frente. Os antissemitas e doentes afins, encontram quase sempre uma marioneta com os cordões partidos. Essas pessoas, enfim, é uma maneira de escrever rapidamente almas sem morada, povoam associações que só destilam ódio, ódio e ódio em tudo o que venha de Israel, tão úteis, todos, os associados da banda, como uma guitarra num enterro. Viraram a cara e reviraram os olhos por a Câmara ter, a determinado momento, dito ámen. As tendas estavam montadas e a música electrónica pronta para ecoar na aldeia cujo nome se adapta bem, Anta de Baixo. Mas a autarquia, então, acionou marcha atrás e recusou a emissão da licença para a realização do festival “Anta Gathering”, protegendo-se no pretexto de que não estavam reunidas as condições de segurança.

Em São Pedro do Sul, o gabinete da presidência acredita que somos estúpidos. Não somos. De repente, o pessoal do pelouro competente da Câmara Municipal de S. Pedro do Sul descobre que no local, onde iria acontecer o festival, havia demasiada matéria combustível. É. Muita. Antes, dias antes da nega, não havia nada. Os incêndios andam aí, lembrou o presidente. Infelizmente andam. Mas apenas detectaram esse grande detalhe negativo após o coro dos coirões abrir a goela para criticar, difamar e inventar infiltrações do IDF num festival em São Pedro do Sul.

Os poluídos comentários nas redes sociais e nos jornais mostram o estrume que se vai acumulando em algumas mentes vazias. Coitados dos vizinhos. Coitados também de camaradas jornalistas que publicam em letras obesas festival organizado por militares israelitas. A maioria da população em Israel cumpre o serviço militar obrigatório. Por conseguinte, militares, sim, os organizadores, e alguns milhões de israelitas.

Quem lê a chamada de texto escrito de propósito de pernas para o ar é capaz de entender que o exército israelita meteu-se a caminho no distrito de Viseu. Há cabeças que se importam em exclusivo com cabelos. Afinal, o pensamento do Presidente da Câmara de São Pedro do Sul sobre o tema é metafísica de papel. Israelitas, para ele, tudo bem, o festival, tudo bem, no entanto, havendo contestações, tudo mau, e o melhor é cancelar; ceder. Político desta envergadura precisa mudar a rota. Que as eleições autárquicas de Outubro sejam-lhe pesadas.