Até 26 de maio, data em que o Observador, em parceria com a AEMinho, organiza a Cimeira da Indústria, desafiamos alguns especialistas a escrever sobre os desafios da economia e indústria do futuro. A entrada no evento é gratuita, mediante inscrição, que pode ser feita AQUI.
Num contexto económico marcado pela transformação dos modelos de trabalho, pelos desafios ambientais e pela evolução das expectativas dos cidadãos, as profissões de serviços ocupam um lugar cada vez mais estratégico na economia portuguesa. Restauração coletiva, limpeza, espaços verdes, gestão de edifícios ou trabalho temporário: estas atividades constituem hoje uma alavanca essencial de competitividade, atratividade e coesão social.
Presente em Portugal e em vários países europeus, a Elior e a Derichebourg Facility Services ilustram esta dinâmica através de uma oferta integrada de restauração e multisserviços. Acompanham organizações, estabelecimentos de ensino, autarquias e estruturas de saúde com uma convicção forte: as profissões de serviços deixaram de ser funções de suporte invisíveis para se tornarem atores-chave do desempenho económico e do bem-estar coletivo.
Portugal dispõe de inúmeras condições para desenvolver estas profissões. A sua atratividade turística, o tecido empresarial internacional, a modernização das infraestruturas e o crescimento dos setores da saúde, da educação e dos serviços criam uma procura crescente por prestações cada vez mais qualificadas e responsáveis. Neste contexto, estas profissões desempenham um papel fundamental na qualidade de vida no trabalho, na experiência dos utilizadores e na imagem das organizações.
A restauração coletiva, por exemplo, contribui diretamente para a saúde pública, para a educação alimentar e para o dinamismo das economias locais. Todos os dias, milhares de refeições são servidas em empresas, instituições e estabelecimentos de saúde. Para além da alimentação, estes serviços ajudam a criar laços sociais e a melhorar o quotidiano dos consumidores.
O facility management atravessa igualmente uma profunda transformação. As empresas procuram parceiros capazes de oferecer uma abordagem global: manutenção de edifícios, limpeza, espaços verdes e gestão de resíduos. Estes serviços tornam-se indispensáveis para acompanhar a transição ecológica e melhorar o desempenho das organizações.
A inovação é hoje um motor de transformação do setor. A digitalização e a inteligência artificial tornam os serviços mais eficientes e sustentáveis. A Elior desenvolveu, por exemplo, ferramentas que ajudam as equipas a criar menus equilibrados e adaptados aos consumidores, reduzindo simultaneamente o desperdício alimentar. Esta evolução demonstra que a tecnologia não substitui o fator humano; pelo contrário, permite às equipas focarem-se na proximidade com os clientes e na qualidade do serviço.
O recrutamento e a formação representam, contudo, alguns dos principais desafios do setor. Estas são profissões de proximidade, exigentes e que requerem não apenas competências técnicas, mas também qualidades humanas, como o sentido de responsabilidade, a capacidade de reação, a adaptabilidade e o espírito de equipa.
Portugal conta com jovens altamente qualificados, profissionais competentes e uma nova geração preparada para liderar áreas tecnológicas e industriais. Mas, para manter esse talento no país, é fundamental investir na formação, no acompanhamento e na valorização das carreiras.
E quando falamos de pessoas, falamos também de bem-estar, equilíbrio e saúde mental. Hoje sabemos que empresas fortes não se constroem apenas com resultados financeiros ou tecnológicos. Constroem-se com equipas motivadas, acompanhadas e felizes. Por isso, criamos este ano um gabinete de psicologia disponível para apoiar os trabalhadores que desejem esse acompanhamento. As empresas que apostarem no crescimento das suas pessoas serão também as mais fortes no futuro.
Vivemos tempos exigentes, marcados por ritmos intensos e múltiplos desafios pessoais e profissionais. Por isso, é essencial criar ambientes de trabalho mais humanos, próximos e saudáveis. Pessoas felizes criam ambientes positivos, empresas mais fortes e um futuro melhor para todos.
Os desafios ambientais estão também a transformar profundamente estas atividades. A redução do desperdício alimentar, as compras locais, a economia circular e a mobilidade sustentável são hoje prioridades crescentes. As expectativas dos clientes e dos cidadãos levam as empresas a repensar os seus modelos de funcionamento. A estratégia de responsabilidade social “Aimer sa Terre”, desenvolvida pelo Grupo, ilustra esta ambição através de objetivos concretos relacionados com a redução das emissões de gases com efeito de estufa e o desenvolvimento de soluções sustentáveis.
Em Portugal, onde a transição ecológica e o desenvolvimento sustentável ocupam um lugar cada vez mais importante nas políticas públicas e nas estratégias empresariais, as profissões de serviços devem desempenhar um papel determinante. Estas atividades contribuem para apoiar as regiões, dinamizar as economias locais e promover um crescimento mais responsável.
O futuro das profissões de serviços assenta, assim, num equilíbrio entre excelência operacional, inovação e compromisso humano. Mais do que nunca, estas profissões afirmam-se como pilares essenciais da economia portuguesa, capazes de responder aos grandes desafios sociais, ambientais e económicos dos próximos anos.
A Cimeira da Indústria é um evento organizado pelo Observador, em parceria com a AEMinho, e conta com o apoio institucional da Câmara Municipal de Braga. Pretende debater os desafios da indústria para o crescimento da economia em Portugal.
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