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Ana Pimentel, que é editora de startups e tecnologia do Observador. Ana, viva, boa tarde.
Olá, boa tarde, João e João Alexandre.
Ora viva. Tens aí uma banda sonora.
Tenho?
É um frigorífico? Ana, hoje queres falar do Google Photos? O que é que vai acontecer a este serviço da Google? Não me digas que vai acabar.
Não vai acabar, mas se calhar vai acabar como nós o conhecemos, João Miguel. Há aqui algumas novidades. Mas antes disso, se calhar é melhor explicar o que é o Google Photos, certo?
Vamos lá.
Vamos lá a isso.
Porque há pessoas que não fazem a mínima ideia do que é isso, e eu não vou revelar a minha.
Exato. Também não vamos revelar que és tu, João Alexandre.
Exatamente. Vamos a isso.
O Google Photos é, na verdade, um serviço de backup de segurança das nossas imagens e vídeos, que é gratuito, tal como outros da concorrência, mas neste caso é da muito conhecida Google. E o que é que isto nos permite? Permite ter cópias das imagens que temos nos nossos telefones. Portanto, todas aquelas fotos que nós vamos tirando por tudo e por nada, aquelas coisas que recebemos pelo WhatsApp, fica tudo guardado. E podemos fazer este backup neste serviço da Google Photos. O que nos traz aqui a esta app da vizinha de hoje não é a novidade do serviço, porque o serviço não é nada novo. É que este armazenamento, até à data de hoje, à data desta hora em que estamos a conversar, é gratuito e ilimitado. Ou seja, nós conseguíamos até hoje mandar pra cloud, pra nuvem, tudo o que quiséssemos que estava no nosso telefone, neste formato de imagem ou de vídeo, que não havia limite máximo, mas a partir de amanhã, dia 1 de junho, dia também da criança, isto vai deixar de acontecer. Ou seja, o Google Photos passa a ter um limite de armazenamento de 15 gigas e não vamos poder ultrapassar.
E nós não vamos querer também ter crianças infelizes no dia 1 de junho, mas pergunto o que é que acontece se já tivermos ultrapassado este limite dos 15 gigas?
Isto é uma boa notícia, João, é porque não acontece nada. Na verdade, neste caso, tu não sabes bem o que isto é, portanto não vais poder ficar descansado, mas pra quem já usa a Google Photos e já tem muitas imagens e vídeos guardados, não tem que se preocupar com o armazenamento que já lá está. Porque, no fundo, as fotografias que forem colocadas no serviço até ao dia 1 de junho, até amanhã, não vão contar pra este limite de 15 gigas, só contam mesmo as fotografias que forem carregadas a partir dessa data. Ou seja, vai ser possível manteres o armazenamento gratuito ainda durante algum tempo, é como se começasse a contar a partir do zero amanhã. E tendo em conta aqui as estimativas que a Google fez, parece que 80% dos utilizadores ainda deverão conseguir manter o ritmo atual de utilização da aplicação durante mais três anos sem custos. Portanto, isto vai começar no zero, vai crescendo e se calhar, só daqui a três anos é que as pessoas vão começar a pagar por este serviço. No entanto, é preciso fazer aqui uma ressalva que pode ser importante e que pode gerar também alguma confusão nas pessoas. É que a conta Google, as contas Google, já tinham um limite de 15 gigas. Elas já têm hoje. Este limite não incluía o Google Photos, mas para quem usa outros serviços da tecnológica, como o Gmail e a Google Drive, por exemplo, já estavam familiarizados com este conceito de que só tinham 15 gigas gratuitos e, regra geral, quando estamos perto de atingir este limite, a própria Google nos envia alertas a dizer que estamos quase a atingir o limite. A diferença é que a partir de amanhã ainda vamos ter que ter mais cuidado, porque ao e-mail, à Google Drive, se vai juntar então a Google Photos e, portanto, este total não vai poder ultrapassar os 15 gigas.
Ana, mas o que é que acontece quando se atinge esse limite? Não dá para fazer backup de mais nenhuma imagem? Ficamos de mãos atadas?
Não ficas de mãos atadas, João, não tens com o que te preocupar. Quando atinges o limite, tens duas opções. A primeira é muito simples, apagas as fotos, libertas espaço, livras-te de coisas que já não queres lembrar, não queres recordar, que não estão lá a fazer nada. E portanto, é muito simples este primeiro passo. Depois, tens outra opção, que é pagar pelo serviço. A partir do momento em que atinges estes 15 gigas de armazenamento, vais ter, se quiseres, de aderir à subscrição do plano Google One, da Google, que no mínimo custa €2 por mês, ou seja, cerca de €20 por ano. O que isto faz? Aumenta o armazenamento para 100 gigas, passa de 15 para 100 gigas. Se isto ainda assim não for suficiente pra ti, porque tu guardas todas as fotos e guardas todos os vídeos e tens autênticos documentários no teu telefone e queres guardá-lo na cloud, então podes pagar no máximo €10 por mês, o que vai dar aí uma coisa como €100 por ano, e ficas com acesso a dois terabytes, portanto, não te vai faltar espaço pra tudo o que tiveres.
É verdade.
E quem nunca teve também, por exemplo, um e-mail com 5 mil e-mails por ler, que levante o braço.
Exato.
Entretanto, Ana, e se eu quiser uma alternativa mais tradicional e quiser deixar esse backup todo offline, o que eu posso fazer? É fácil também pra, por exemplo, descarregar fotografias?
Sim, homem do offline, João Alexandre.
Ou seja, menos online, mais offline.
Exatamente, e é uma ótima prática.
Desejos pra humanidade.
Exatamente, uma ótima prática pra humanidade, também concordo. Mas olha, é muito simples também. Descarregas as fotografias, tal como os serviços concorrentes, a Google também permite fazer cópia dos ficheiros que tens na cloud, nesta Google Photos, para um hardware, e aqui como hardware, estamos a falar de um disco externo ou então de uma pen. Ainda se lembram das pen? Elas ainda existem.
É verdade. Havia uma altura que não havia evento que não oferecesse pens, não era?
É verdade. E depois nós adornávamos.
Deve haver um cemitério de pens nas habitações de cada um de nós.
E nas redações. Ou seja, podes sempre descarregar as fotografias e deixá-las em um hardware como um disco externo ou uma pen, mas também antes disso há uma coisa muito simples que podes fazer, até para não estares a pensar muito se vale a pena ou não vale a pena, e se tens que ter este cuidado ou não tens. Se abrires a aplicação da Google Photos no teu telefone, por exemplo, surge logo o aviso sobre o armazenamento. Tens logo um aviso a dizer que isto vai mudar e tens a opção de clicar em saber mais. Quando clicas em saber mais, aparece uma série de informação sobre este armazenamento, e a própria Google faz uma estimativa de quanto tempo tu vais demorar a atingir o limite, tendo em conta a utilização que tens feito nos últimos anos ou, pelo menos, desde que aderiste ao serviço.
Fizeste isso, Ana?
Fiz.
E então?
Fiz e disse-me que ainda tinha cerca de dois anos gratuitos, se continuar com o mesmo ritmo de utilização. Mas é sempre bom, porque assim conseguimos ter uma estimativa e escusamos de estar aqui a stressar com onde vamos guardar tanta coisa que temos. E se consegues pensar nas opções de backup com mais calma e com mais tempo.
Portanto, temos sempre uma alternativa. Muito bem. Ana Pimentel, estás de regresso na próxima segunda-feira com mais uma edição da App da Vizinha, mas amanhã há a newsletter Startups.
Sim, também regressa amanhã. E também não tem limite nem de armazenamento, nem de nada. Portanto, amanhã haverá sempre as novidades dos negócios tecnológicos, das startups, mas também das big tech, pelo final da tarde, como é sempre hábito.
Para quem nos ouve pela primeira vez, como é que se pode subscrever a newsletter Startups do Observador? Ana.
É muito fácil. No nosso site tem a opção das newsletters, nós temos várias newsletters temáticas, e basta subscrever naquela que diz Startups.
Muito bem, vou já fazer isso, que ainda não tinha feito. Ana, até para a semana.
Até para a semana. Adeus.
Adeus, Ana.
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