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Tudo pronto para mais um episódio da "Época Vizinha". Está conosco a Ana Pimentel, editora de tecnologia e startups do Observador. Olá, Ana, bem-vinda.
Olá, Ana Filipa.
Ora viva.
E hoje vamos falar de videogames, como se já não estivéssemos todos saturados de ecrãs. Tu queres deixar sugestões para preencher o verão também com eles. É isso, Ana Pimentel?
É, no fundo, é isso mesmo. Estamos todos um pouco saturados dos ecrãs dos computadores, dos telemóveis, dos iPads, dos tablets, mas a verdade é que temos que ser honestos, há aqui muitos pequenos e graúdos a usar os videogames para se abstraírem deste mundo real, que ultimamente não tem estado assim muito famoso. E mesmo no verão e mesmo estando de férias, estando nós numa pandemia e com possíveis restrições, se calar até pode dar jeito ter aqui uma lista destas à mão. E pronto, esta ideia dos videogames não foi minha, que não sou a fã número um da temática, foi do Manuel Pestana Machado, jornalista de tecnologia, que é nosso colega aqui no Observador.
A atirar as culpas. Que feio.
Ele sabe, eu acho que ele me vai perdoar. Mas verdade seja dita, ele é o grande entendido no tema. E por isso mesmo, vou já dizer aos nossos ouvintes que há um especial publicado no nosso site com mais detalhes sobre os videogames que vou aqui mencionar e, portanto, este artigo é assinado pelo Manuel Pestana Machado. E achei que os nossos ouvintes também mereciam ter um cheirinho desta seleção que o Manuel fez.
Mas vamos lá então, Ana Pimentel, perceber qual é esse primeiro videogame que é recomendado pelo Manuel.
Pois bem, João, então vamos começar. É o "Rocket League". O "Rocket League" é um jogo que se pode jogar em várias plataformas. Vou aqui dizê-las: é a PlayStation 4, Xbox One, Nintendo Switch, a PS5, o Xbox Series X.
Bom, já estamos por dentro.
Exato. Em várias plataformas. O preço, pergunto a vocês, é gratuito, mas incentiva a que se comprem itens para customizar os carros, assim como para comprar carros novos. E isto é sobre o quê? Uma mistura um tanto quanto estranha, mas que parece que funciona, é sobre carros e futebol. Ou seja, é um jogo onde se pode guiar um jogo num campo de futebol enquanto se tenta empurrar uma bola gigante para a baliza adversária.
Ok, pronto.
Portanto, se achavam que carro e bola eram coisas que não estavam relacionadas, se calhar essa ideia muda a partir desta "Época Vizinha". Apesar de o jogo já ter seis anos, continua a ser um grande sucesso online. Logo a seguir a este, temos o "PUBG", que quer dizer "PlayerUnknown's Battlegrounds", que também se pode jogar em diversas plataformas. É um videogame gratuito para Android e iOS, mas pago cerca de €30 para as consolas e computadores. E o que ele faz? Que jogo é este? Muito simples, uma coisa que todos queremos, na verdade. Há 100 jogadores a jogar num cenário em específico, neste caso pode ser uma ilha, normalmente é uma ilha, e ganha o último que ficar vivo. Simples, não é?
Ana, desculpe, eu também não sou grande especialista nisto, mas não há um jogo muito parecido com este que se chama "Fortnite"?
Exatamente, Ana Filipa. Essa é outra das sugestões do Manuel, o "Fortnite", que concorre aqui com o anterior. E como é que ele o descreve? Descreve assim: na prática, é um jogo de tiros do gênero battle royale, como o já referido "PUBG", mas tem gráficos mais infantis e a possibilidade de construir bases. Um pormenor aqui interessante é que, além de ter estes gráficos mais infantis, portanto, ser mais infantilizado, é que o jogo é de tal forma bem-sucedido que até o futebolista Neymar é uma das personagens que o jogador pode utilizar, mas atenção, desta vez, para andar aos tiros, ok? E não para jogar futebol.
Portanto, é uma tragédia a duplicar.
Exato, uma tragédia a duplicar. A outra sugestão do Manuel também é muito conhecida, não sei se já ouviram falar, que é o "Minecraft". O "Minecraft" também se joga em várias plataformas, da PlayStation 4 à Nintendo, ao macOS, ao Microsoft Windows, ao Linux. É um jogo que já tem um custo. Aqui este custo varia consoante os sistemas operativos em que se está a navegar. Mas é mesmo tão conhecido que se ainda não ouviram falar, não sei bem o que andam aqui a fazer, Ana Filipa e João Alexandre, porque este é um dos jogos mais populares de sempre, até porque a Microsoft o comprou por 2,5 mil milhões de dólares.
Portanto, eu não vivi debaixo de uma pedra, deste eu ouvi falar.
Exato.
Lembro-me de um jogo que era o jogo das minas do MS-DOS.
Ora bem, és um antigo, João Alexandre.
É um clássico. Já vais em quatro jogos, Ana, o que é que se segue agora?
Segue-se agora a quinta sugestão, que é o "Fall Guys: Ultimate Knockout". Nocaute e tal, já devem adivinhar qual é que é o objetivo. O objetivo é chegar ao fim sem morrer. Mas atenção, aqui não há armas, não há decapitações, há, pelo contrário, cenários coloridos e pequenas personagens que parecem feijões andantes, como escreve o Manuel. Portanto, "Fall Guys" custa €20 e é uma das sugestões também disponível em várias plataformas. Depois há outra também bastante popular, que também já devem ter ouvido falar, de certeza, nos últimos tempos, que é o "Among Us". De certeza que sim. Foi muito popularizado.
Certo.
É um videogame gratuito para smartphones, custa cerca de €4 se quiserem jogá-lo em computadores. E no fundo, é um videogame para se andar à caça do impostor, como também existem outros jogos offline do gênero. O objetivo é simples: se for escolhido como impostor, tem de matar os outros jogadores sem que os outros percebam. Se for um dos outros jogadores, então tem de garantir que faz as tarefas necessárias Numa nave especial antes que o matem. Portanto, andamos sempre à volta do mesmo: sobreviver.
Eu conheço várias pessoas que jogam este, o Among Us, é assim que se chama, e estou curiosa para saber qual foi a última aposta do Manuel. A última proposta, neste caso.
O Manuel já deve estar aqui com as orelhas bem quentinhas, tanto estamos a falar dele, mas na verdade, esta última seleção do Manuel é um jogo mais de nicho que se chama Catan Universe. Ele está disponível em diversas plataformas também, é gratuito, e na verdade, é uma versão virtual do jogo de tabuleiro Descobridores de Catan.
Ora cá temos alguma coisa interessante.
Ah, este conheço.
Só agora. Foi preciso.
Jogos de tabuleiro.
Sabes que às vezes o melhor está guardado para o fim, João Alexandre.
Conseguiste despertar a minha atenção neste momento. Vamos a isso.
Ainda bem. Isto é muito simples também, cria-se uma conta no software para este videojogo, que nos permite jogar a versão base do jogo de tabuleiro, mas num cenário 3D, com avatars que jogam contra jogadores de todo o mundo. Portanto, quanto mais se jogar, mais experiências ganha o avatar para avançar de nível e ao progredir, pode-se desbloquear depois novos modelos de jogo, mas no fundo é uma forma de juntar o online com o offline.
E estas sugestões, Ana Pimentel, vão estar na newsletter de amanhã.
Claro, a newsletter de amanhã, que segue ao final do dia para os nossos leitores. Como sempre, a newsletter startups e claro, esta e outras novidades da semana.
Basta passar pelo site do Observador para subscrever a newsletter de startups, também para ver este especial sobre os videojogos assinado pela jornalista Manuel Pestana Machado. Ana Pimentel é editora tecnologia e startups e junta-se a nós todas as semanas na época vizinha. Obrigada, Ana. Até para a semana.
Até para a semana. Adeus.
Adeus.
Muito obrigada.
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