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A mulher está seminua. Deitada de costas. Na barriga, tem um corte profundo.
O quadro era muito pouco recomendável para pessoas mais sensíveis.
Aquilo era o caos total.
O homicídio daquela prostituta é apenas o primeiro. Rapidamente começam a aparecer mais corpos. A PJ não tem dúvidas: há um serial killer à solta na cidade.
É uma bomba. Uma bomba que estoura. Anda aí alguém à solta a fazer estes estragos. Poderia ser uma pessoa perfeitamente normal no seu dia a dia. Podíamos ser colegas de trabalho e não dar por nada.
Chamam-lhe o Estripador de Lisboa.
Este foi apenas o primeiro caso registado aqui em
Os crimes que comete no início dos anos 90 são tão perturbadores que nunca vão ser esquecidos.
Em diversos locais de Lisboa.
A caça ao assassino é arriscada.
Tinha que ser um risco sério. Alguém vai agora arranjar uma colega para pôr ali. Está tudo mudado.
Envolve a melhor polícia do mundo.
No dia seguinte eu estava dentro de um carro com agentes especiais do FBI.
Há muitos suspeitos.
Estamos os quatro, todos a torcer: "Este gajo".
E muitas frustrações.
E às tantas recebo uma chamada da minha filha mais velha a dizer-me: "Prenderam o teu estripador". Prenderam o meu estripador, como é que é possível?
Era tudo mentira. Tudo.
Disse que era o assassino das prostitutas. Tinha terminado a missão e que se ia embora. E desligou. Eu fiquei: "Estou?".
Esta é a conturbada investigação ao assassino em série que há 30 anos aterrorizou o país e desafiou a PJ. Uma história de pistas falsas, escutas surpreendentes e armadilhas perigosas. A caça ao Estripador de Lisboa é uma série para ouvir em seis episódios que faz parte dos Podcast Plus do Observador. É narrada por mim, Inês Castelo Branco, e tem banda sonora original de Mário Lajinha. Estreia a 17 de dezembro. Os Podcast Plus do Observador têm o apoio da Kia.
