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Força da técnica com Gabriel Alves, também disponível através de podcast da Rádio Observador. Gabriel, um empate para o Benfica com 10, num jogo que na realidade teve muito pouco futebol, sobretudo na primeira parte. A segunda parte, praticamente tempo útil é muito curto. O jogo não foi bonito.
No malo menos, o empate. Um jogo muito latino-americano. Esta é que é preciso ter a nota e acho que o Benfica devia estar alertado para quem ia defrontar. Mas não foi capaz de perceber quem defrontava e o que defrontava. Tivemos a oportunidade, na previsão do jogo, de chamarmos a atenção para o fator do Benfica ter que ter uma tática inteligente e ser inteligente sobre as quatro linhas. A verdade é que eu penso, e aquilo foi visto, o seu treinador não soube liderar esse processo. Portanto, num jogo onde teve características físicas bastante intensas, deixo as questões da arbitragem todas para o Pedro Henriques, não vou entrar sequer por aí. Acabou por ter, ainda assim, numa primeira parte, alguns momentos interessantes, alguns momentos de entusiasmo e com uma vantagem para a equipa do Boca Juniors, que vai duas vezes à baliza, faz dois gols, sem que o Turbina tivesse tido a oportunidade de mostrar os seus dotes de guarda-redes a defender, mas a verdade é que Di María, através de um pênalti, já na ponta final dessa primeira parte, acabou por dar uma nota de despertar para o Benfica. Mas esse despertar não apareceu na segunda parte. E a segunda parte foi, de facto, uma negação do futebol, onde foi um jogo tipicamente daqueles-
Pré-época.
Não. Latino-americano puro e duro.
Não há bola, não se joga.
Que já tivemos a oportunidade de ver muitos. Eu não estou a dizer que são todos assim, não, mas há muitos que são assim. E a verdade é que o Benfica, a estratégia que trouxe, não. Portanto, o seu treinador, na minha opinião, Renato Santos, jogou mais tempo do que deveria, porque o seu rendimento foi nada, foi zero. Corre muito, entrega-se, uma boa atitude, mas não chega. É preciso mais. É preciso, de facto, ter capacidade para dinamizar e dar à equipa tecido futebolístico que ele, neste momento, não tem. Depois a questão do Dalot aparecer na posição de lateral direito, perfeitamente ao contrário. A questão depois da Urretaviscaya para lateral direito, saindo do meio-campo, um meio-campo onde ficaram Florentino e Renato. Depois a entrada de Belotti, que nunca se articulou, nem nunca teve capacidade de se articular com Pavlídis. Portanto, foi um jogo onde o Benfica foi dando todas as chances à equipa do Boca Juniors para controlar, pelo menos, aquilo que eles pretendiam, que era controlar uma vantagem mínima, que acabaram por obviamente não conseguir, através de um lance onde também se houve erros defensivos do Benfica nos gols, mormente no gol de canto, também houve erros defensivos, mormente no canto que deu ao Otamendi a hipótese de chegar à igualdade. Aliás, um belo gol do capitão da equipa do Benfica, do argentino, também ele campeão do mundo, a dizer sim, a fazer aquilo quando os companheiros ingleses da narração a aparecer e dizer: "Yes!" Portanto, numa forma de determinação e sem marcação, obviamente, porque ele soube tirar partido desse espaço que a equipa argentina não foi capaz de marcar e ofereceu. Portanto, há Otamendi a possibilidade dele, que é bom cabeceador, surgiu no momento certo de fazer um gol e num resultado, no malo menos, uma primeira parte ainda com alguma coisa, segunda parte antifutebol, um Benfica que nunca se encontrou e não teve hoje à altura do banco alguém que mudasse e desse um desenho ou uma estratégia para que os jogadores pudessem obviamente preencher.
Crítica para já a Bruno Lage. De facto, na realidade, hoje no banco. Faltou técnico ao Benfica?
Não, faltou tática. Faltou obviamente a integração de futebolistas que pudessem ter outro tipo de rendimento face ao jogo que estavam a disputar e outro tipo de pensamento do jogo, que era exatamente furtar-se àquilo que era o contacto físico, em que o Benfica não foi capaz, nem teve incidência. Dado que também não teve jogadores que conseguissem controlar a bola, que estivessem lá com técnica suficiente para obviamente fazer esse trabalho. Não é com o Renato Sanches e com o Florentino que vão fazê-lo.
Força da técnica para ti.
Olha, vou dar dois gols. Vou dar o primeiro gol da Argentina. É uma bela execução do Merentiel. Aliás, todo o lance. A começar pelo túnel, na questão do serviço que é efetuado à linha e depois o Merentiel a aparecer. Excelente marcador, excelente técnica. E dou também à forma como o Di María apontou o gol. Teve momentos mágicos, mas o Di María foi-se perdendo, depois foi saindo do jogo, mas o pênalti é, de facto, uma confissão. Olha, simplesmente uma palavra: classe. E quanto ao gol do Otamendi, também para ele, um cabeceamento, independentemente de estar solto, sem marcação, mas há coisas que são bonitas de ver e de escutar.
E a técnica da Force?
Olha a força toda.
O que aconteceu ali, não foi?
A força que andou por ali perdida. Andou ali perdida. Olha, é o que há. Vamos ver o que é que se segue e vamos ver o próximo jogo deste Boca Juniors, naturalmente.
Força da técnica que fica também disponível através de podcast da Rádio Observador, com habitualmente assinatura de Gabriel Alves.