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Força da técnica que também fica disponível através de podcast da Rádio Observador. Gabriel Alves, mais uma vez, muito bem-vindo. O Benfica ganhou, era mais uma final. São três finais, basicamente, agora até ao final do campeonato. Uma jornada que colocava talvez outro grande risco ao Benfica: o facto do Estoril entrar sem nada a ganhar, sem nada a perder, apenas aquela questão também, e bem sublinhaste, que é a competitividade que tem que haver a este nível profissional. Primeira parte bem conseguida por parte do Benfica, muito pouco Estoril, de facto.
Sim, o Benfica vence bem o jogo, a sofrer quando podia ter ganho o jogo com naturalidade, face àquilo que foram os 90 minutos. Taticamente, projeção tática, o Estoril esteve mal na primeira parte e ofereceu ao Benfica o rebuçado autêntico que é permitir que as transições que são perfeitas, quase perfeitas do Benfica e que geram gols, e até nos lances de bola parada, fossem devidamente contabilizadas. O Benfica tem um contra-ataque que apareceu como surpresa, não marca, que Robles defende, mas depois à segunda. Não tirou nota disso o Estoril. O Benfica marcou e marcou bem e depois no lance de bola parada, naquilo que foi a primeira falta da equipe do Estoril, há que dizer isso. Estando o Benfica a jogar em transição, o Estoril não fez falta. O Benfica tinha mais faltas que a equipe do Estoril Praia. Otamendi faz um belo gol de cabeça. A minha força da técnica, de facto, numa qualidade técnica fantástica, quer no ato da impulsão, quer depois no gesto de cabeceamento. O Benfica poderia, a partir daqueles 2 x 0, em que o Estoril praticamente desapareceu do terreno, apertado, intensificado. Não, deixou-se ficar, deixou correr, controlou o jogo bem. Segunda parte. Obviamente, que o Estoril ainda entra naquilo que é uma fase também um bocadinho mais de bola, um bocadinho mais de sustentabilidade de jogo, mas o Benfica a controlar. Só que o Benfica não apertou. Quando se esperava que o Benfica quisesse construir um resultado robusto, dada a necessidade de gols, não. O Benfica foi naquilo que era a onda da partida. Um jogo parado, um jogo lento. E há um momento em que, de facto, há lance. E isso acontece porque esses resultados de 2 x 0, seja em que dimensão aconteçam, são sempre resultados muito complicados para quem os tem, para quem tem essa vantagem. E a verdade é que aconteceu e foi o próprio Otamendi que acaba por provocar uma falta, um pênalti mal batido. Há mérito sempre do Vlachodimos, que defende, mas acima de tudo, há demérito de quem o bate. E a partir daí, parece que o Estoril acordou, parece que foi um interruptor, porque o treinador nessa altura também faz ali as substituições que foram muito boas, muito bem feitas. E o Benfica, que já estava num ritmo baixo, teve dificuldade em voltar. Aliás, isso acontece em alta competição. Quando o ritmo baixa, depois para voltares é bastante complexo. Daí que tivesse sido uma ponta final de jogo algo anárquica, com 10 minutos muito intensos, com o Estoril a querer pontuar e um Benfica que poderia ter tido um final tranquilo, a sofrer até ao apito do árbitro. Isto é futebol, é um jogo e as equipas agora têm que fazer os seus estudos. O Estoril promete ir trabalhar os detalhes que ficam para eles e o Benfica certamente também não deixará de refletir sobre aquilo que foi esta vitória que acabou por ser sofrida.
Apenas aqui duas questões antes de perguntar a tua força da técnica. Este 2 x 0, não sei se concordas, entrou no subconsciente dos jogadores do Benfica a pensarem já no derby?
Provavelmente sim, provavelmente não. Porque o jogo a determinada altura não teve uma complexidade tão grande.
Ficou lento.
Ficou foi lento. O Benfica entrou num ritmo lento. "Tenho 2 x 0, portanto estamos em vantagem." Mas o Benfica e a maturidade dos jogadores do Benfica também. Talvez tivesse: "Marcamos dois, o terceiro há de aparecer." Muitas vezes as equipes vão nesta onda. O terceiro há de aparecer. Mas a verdade é que não apareceu. Também para aparecer, se calhar, tens que fazer por isso. E tens que dinamizar o teu jogo de molde a que aquele gol possa surgir. E aí vem a tal questão de que o Benfica em remates e o Estoril em remates acabam por estar muito iguais, tendo o Benfica uma dimensão completamente diversa dentro daquilo que é o próprio desafio. Mais qualidade, mais qualidade da troca de bola, melhor procura da baliza adversária. E a verdade é que o Benfica não conseguiu concretizar, na minha perspectiva, porque não intensificou o jogo à medida daquilo que eram as necessidades.
Então, força da técnica.
É já da do cabeceamento do Otamendi, mas também não posso deixar de referir o cabeceamento do gol do futebolista do Estoril, que é um cabeceamento também excelente. Dois gols de força aérea com muita qualidade técnica.
Força da técnica que fica aqui dada pelo Gabriel Alves, como sempre. Fica também disponível através da Rádio Observador. Gabriel, até à próxima. É um gosto, é um prazer, como habitualmente.
Um prazer estar com os observadores, prazer também estar contigo. Muito obrigado. Bom fim de semana.
Bom fim de semana.
E continua a ver. Campeonato forte, intenso, com vida, com força, com emoção.